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Economia

Sinduscon-BA debate impacto da inteligência artificial na vida e nos negócios 

Foram apresentados exemplos práticos do dia a dia e experiências de startups do setor

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Construção**, com o tema A inteligência em nossas vidas: a revolução silenciosa em nossas rotinas pessoais e nas empresas”. 
Foto: Divulgação

Na última sexta-feira (5), o Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA) realizou mais uma edição da Sexta da Construção, com o tema A inteligência em nossas vidas: a revolução silenciosa em nossas rotinas pessoais e nas empresas”. 

O encontro contou com a participação de Will Rocha, cofundador da Hive Inteligência Artificial, e Vinícius Melo, engenheiro de software e arquiteto de soluções da startup Seu Agente IA. 

Os especialistas mostraram como a inteligência artificial já está transformando, de forma muitas vezes imperceptível, tanto a vida pessoal quanto o mundo dos negócios. Foram apresentados exemplos práticos do dia a dia e experiências de startups do setor, destacando aplicações que vão desde o aumento da produtividade com a eliminação de tarefas repetitivas até o aprimoramento da segurança urbana e a eficiência no atendimento empresarial. 

Durante o debate, Will destacou que a tecnologia pode substituir algumas funções, mas também cria novas oportunidades: 

“A IA pode até tirar um emprego, mas vai trazer outros. Precisamos nos adaptar — foi assim com quase todas as inovações que chegaram ao mercado de trabalho”, afirmou Will. 

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Já Vinícius fez um alerta sobre os desafios do uso da tecnologia, sobretudo nas redes sociais: “Estamos sendo impactados pela IA principalmente nos algoritmos de recomendação, que alimentam sistemas e anúncios. Esse processo pode gerar alienação, por isso é fundamental um uso mais responsável e ético das redes sociais.” 

O objetivo do encontro foi oferecer aos participantes uma visão acessível e prática de como incorporar a inteligência artificial de forma consciente, gerando mudanças positivas em hábitos, estratégias e resultados. 

Economia

Cesta básica em Salvador sobe 1,63% em outubro impulsionada por alta do tomate, macarrão e cebola

Condições climáticas adversas, redução da oferta de hortaliças e oscilações entre oferta e demanda pressionaram os preços dos alimentos e elevaram o custo da cesta para R$ 618,42

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A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 618,42 em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos
Foto: Thuane Maria/GOVBA

A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 618,42 em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O valor representa uma alta de 1,63% em relação a setembro, equivalente a um acréscimo nominal de aproximadamente R$ 9,92. 

O resultado foi influenciado principalmente pelas condições climáticas registradas nas regiões produtoras, com ocorrência de chuvas e temperaturas mais amenas, além das oscilações entre oferta e demanda de diversos produtos alimentícios. 

Dos 25 itens que compõem a cesta básica, 13 apresentaram aumento de preços, com destaque para: 

  • Tomate: 25,76% 
  • Macarrão: 25,11% 
  • Cebola: 20,95% 
  • Arroz: 7,08% 
  • Linguiça calabresa: 6,86% 
  • Carne de segunda: 5,87% 
  • Carne de primeira: 5,64% 
  • Queijo prato: 5,30% 
  • Frango: 2,82% 
  • Açúcar cristal: 2,08% 
  • Óleo de soja: 2,08% 
  • Pão francês: 0,84% 
  • Queijo muçarela: 0,09% 

Por outro lado, 12 produtos registraram queda, entre eles: 

  • Flocão de milho: -23,08% 
  • Batata inglesa: -14,85% 
  • Banana-prata: -11,25% 
  • Café moído: -5,57% 
  • Maçã: -5,00% 
  • Cenoura: -4,93% 
  • Farinha de mandioca: -3,53% 
  • Leite: -2,74% 
  • Feijão: -1,94% 
  • Carne de sertão: -1,86% 
  • Manteiga: -0,55% 
  • Ovos de galinha: -0,14% 
Clima e oferta reduzida explicam pressão sobre os preços 

De acordo com o economista da SEI, Denilson Lima, os fatores climáticos tiveram papel decisivo no comportamento dos preços. O tomate, que liderou as altas do mês, sofreu impacto da redução da oferta disponível. 

Segundo o especialista, o aumento ocorreu em razão do esgotamento das áreas em fase de colheita, situação agravada pelas chuvas e pelas temperaturas mais baixas, que retardaram a maturação dos frutos. Já o flocão de milho apresentou forte recuo, acompanhando a desvalorização do milho em grão, resultado de uma oferta superior à demanda no mercado interno durante parte de outubro. 

O conjunto de alimentos tradicionalmente associado ao almoço dos soteropolitanos, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou alta de 7% no mês e passou a responder por 39,88% do valor total da cesta básica. 

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Em contrapartida, o grupo de produtos consumidos no café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, apresentou queda de 0,49%, representando 34,61% do valor da cesta. 

Em outubro, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 90 horas e 44 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica. O valor corresponde a 41,24% do salário mínimo líquido, considerado o rendimento de R$ 1.499,43 após o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária. 

O boletim completo da pesquisa está disponível no portal da SEI. 

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Economia

Lucas Reis defende venda de participação minoritária da Bahiagás e rejeita tese de privatização

Deputado federal eleito afirma que Estado manterá controle acionário da companhia e seguirá responsável pelas decisões estratégicas

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O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás
Foto: Divulgação/Bahiagás

O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás e rebateu críticas que classificam a operação como um processo de privatização da companhia. Segundo ele, é necessário diferenciar a alienação de ações sem poder de controle da transferência do comando de uma empresa pública.

“Privatização é uma coisa, venda de participação minoritária é outra. O Estado da Bahia não está abrindo mão do controle da Bahiagás. Continuará com a maioria das ações com direito a voto e com o poder de conduzir as decisões estratégicas da companhia. É importante que esse debate seja feito com responsabilidade e com base nos fatos”, afirmou.

Lucas Reis, que atuou como conselheiro da Bahiagás, destacou que as ações colocadas à venda integram um lote adquirido pelo governo estadual em 2022, sem comprometimento da participação acionária original do Estado na empresa.

“Defender o patrimônio público também é tratar o assunto com seriedade. A Bahiagás continuará sob controle do Estado, com seus investimentos e seu papel estratégico no desenvolvimento da Bahia preservados”, completou.

O parlamentar eleito ressaltou ainda que a manutenção do controle acionário garante ao Governo do Estado a prerrogativa de indicar o diretor-presidente da companhia e continuar conduzindo os investimentos previstos para a ampliação da rede de distribuição de gás natural.

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Segundo Lucas Reis, a operação não altera a capacidade do Estado de definir os rumos da empresa nem compromete a continuidade dos serviços prestados à população. Ele argumenta que a preservação da maioria das ações com direito a voto assegura a condução dos projetos estratégicos e o desenvolvimento do setor de gás natural na Bahia.

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Economia

Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra recorde de ocupação no terceiro trimestre

Pesquisa do IBGE aponta a menor taxa de desocupação para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, com recordes também na população ocupada e na massa de rendimentos

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período
Fotos: Joá Souza/GOVBA

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período de 2025 havia sido de 5,6%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre de abril a junho deste ano, equivalente a menos 234 mil pessoas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 6,9%, ou cerca de 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

Ocupação bate recorde

A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da pesquisa.

O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a geração de aproximadamente 581 mil ocupações, e alta de 1,2% na comparação anual, o equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores ocupados.

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Outro indicador recorde foi o nível de ocupação, que alcançou 59% da população em idade de trabalhar. O índice avançou em relação aos 58,8% registrados no trimestre anterior e ficou estável na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 58,7%.

Informalidade permanece estável

Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

No trimestre anterior, o indicador era de 37,4% (38,6 milhões de pessoas), enquanto no mesmo período de 2025 alcançava 37,8% (38,7 milhões).

Renda e massa salarial também avançam

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento de R$ 131.

Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador registrou alta de 1,5% frente ao trimestre anterior, o equivalente a R$ 5,6 bilhões, e avanço de 4,7% na comparação anual, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.

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