Política
Rui Costa: “A chapa de ACM Neto é bolsonarista e anti-Lula”
Pré-candidato ao Senado pelo PT afirma que oposição na Bahia representa o bolsonarismo e critica histórico de posições adotadas por adversários
O pré-candidato ao Senado Rui Costa (PT) afirmou que a chapa majoritária da oposição na Bahia, liderada pelo pré-candidato ao governo ACM Neto (União Brasil), representa o bolsonarismo no estado. Em entrevista à rádio Baiana FM, o ex-ministro da Casa Civil classificou o grupo como “bolsonarista e anti-Lula” e acusou seus integrantes de terem atuado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos primeiros anos do atual mandato.
Segundo Rui, ACM Neto e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, fizeram críticas frequentes ao presidente antes do período eleitoral. Para o petista, a mudança de postura dos adversários ocorreu em razão da alta aprovação de Lula na Bahia, onde, segundo ele, o presidente deverá repetir o desempenho alcançado nas últimas eleições.
O ex-governador também afirmou que os adversários sempre se posicionaram contra políticas públicas implantadas pelos governos petistas, como o sistema de cotas nas universidades e programas de inclusão social. Na avaliação de Rui Costa, essas posições aproximam toda a chapa de oposição do legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar sua passagem pela Casa Civil, Rui afirmou que encontrou um cenário de forte desequilíbrio fiscal ao assumir o ministério, em janeiro de 2023. Segundo ele, o governo Bolsonaro deixou um déficit superior a R$ 200 bilhões, incluindo precatórios sem pagamento e despesas do Bolsa Família que, de acordo com o petista, não estavam previstas no Orçamento.
Rui também declarou que a gestão Lula recebeu milhares de obras nas áreas de saúde e educação paralisadas em todo o país. Apesar desse cenário, afirmou que o governo reorganizou as contas públicas, retomou investimentos e impulsionou a economia. Entre os resultados citados, destacou a redução do desemprego, o aumento da renda média da população e os programas de renegociação de dívidas voltados para famílias, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos empresários.
Eleições 2026
PF apreende R$ 2,8 milhões e registra mais de 1,3 mil investigações por crimes eleitorais em 2026
Durante o primeiro turno das eleições, a Polícia Federal conduziu 204 pessoas às delegacias, instaurou 49 inquéritos e apontou a compra de votos e a propaganda irregular como os principais crimes registrados
A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 2,8 milhões durante o primeiro turno das eleições, realizado nesse domingo (4). Do total, R$ 520 mil foram apreendidos em espécie. O restante corresponde a bens recolhidos durante as ações de fiscalização. A atuação da PF teve como foco a prevenção e a repressão de crimes eleitorais.
Até as 23h59 de domingo, foram instaurados 49 inquéritos policiais e lavrados 100 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) para apurar a prática desse tipo de crime. Ao longo do dia, 204 pessoas foram conduzidas às delegacias.
Os principais delitos registrados foram compra de votos e propaganda eleitoral irregular.
Ocorrências foram registradas no Distrito Federal e em 23 estados: Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Ao longo de 2026, a Polícia Federal já abriu 1.342 inquéritos para investigar crimes eleitorais. O Rio de Janeiro lidera o número de apurações, com 156 casos, seguido pelo Maranhão (135), Ceará (120) e São Paulo (98).
A PF também disponibiliza um painel público para acompanhamento das investigações de crimes eleitorais em andamento no país.
Eleições 2026
Abstenção bate recorde e eleitores ainda precisam justificar ausência no primeiro turno
Mais de 33,4 milhões de brasileiros não votaram no primeiro turno; regularização é obrigatória mesmo para quem participar da próxima votação
Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas no domingo (4), o que representou uma taxa de abstenção de 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleições gerais no Brasil desde 1998, quando o índice foi de 21,5%. Com a realização do segundo turno marcada para 25 de outubro, esse percentual ainda poderá ser alterado.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno é considerado uma eleição independente. Assim, os eleitores que não votaram no primeiro turno poderão participar normalmente do segundo turno, desde que estejam com o título eleitoral regular.
No entanto, quem deixou de votar e não justificou a ausência por meio do aplicativo e-Título continua obrigado a regularizar sua situação eleitoral, mesmo que compareça às urnas no segundo turno.
O prazo para apresentar a justificativa vai até 3 de dezembro. O procedimento pode ser realizado pelo serviço de autoatendimento disponível no site do TSE ou presencialmente em um cartório eleitoral. É necessário apresentar documentação que comprove o motivo da ausência, como atestado médico, passagens ou outros comprovantes válidos.
Os eleitores que estiverem em viagem ao exterior têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para apresentar a justificativa. Já aqueles que residem fora do país e estão inscritos em uma zona eleitoral do exterior precisam justificar ausência apenas nas eleições presidenciais.
Caso a justificativa não seja apresentada dentro do prazo, além da regularização da situação eleitoral, o cidadão deverá pagar multa de R$ 3,51 por turno não justificado. O pagamento pode ser efetuado pelo autoatendimento no portal do TSE, pelo aplicativo e-Título ou diretamente nos cartórios eleitorais, utilizando Guia de Recolhimento da União (GRU), Pix ou cartão de crédito.
Enquanto a pendência não for quitada, o eleitor permanecerá com o título em situação irregular, ficando impedido de emitir ou renovar documentos como carteira de identidade e passaporte, tomar posse em concurso público, renovar matrícula em instituições públicas de ensino e receber vencimentos ou proventos de cargos públicos.
O cancelamento do título eleitoral ocorre quando o eleitor deixa de votar, justificar a ausência e regularizar a situação em eleições consecutivas, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
Eleições 2026
ALBA terá renovação de 38,1% da composição a partir de 2027
Dos 63 deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura, 24 ocuparão uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia pela primeira vez, indicando mudanças no cenário político estadual
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) passará por uma renovação significativa em sua composição a partir de fevereiro de 2027. Dos 63 deputados estaduais eleitos nas eleições de outubro de 2026, 24 são novos nomes, o que representa uma renovação de 38,10% das cadeiras da Casa.
O resultado das urnas aponta para uma combinação entre experiência e renovação no Parlamento baiano. Enquanto parte dos atuais deputados conseguiu garantir a permanência no Legislativo estadual, quase quatro em cada dez cadeiras serão ocupadas por parlamentares que iniciarão seu primeiro mandato na ALBA.
A nova composição terá a missão de debater e votar projetos de interesse do Estado, além de fiscalizar os atos do Poder Executivo nos próximos quatro anos. A posse dos deputados eleitos está prevista para fevereiro de 2027, quando será iniciada a nova legislatura.
Confira composição da ALBA
- Ivana Bastos (PSD) 203.202 votos
- Diego Castro (PL) 160.305 votos
- Rowenna (PT) 137.266 votos
- Dr. Thiago Gilleno (Republicanos) 114.627 votos
- Denise Menezes (PSD) 103.744 votos
- Elinaldo (União Brasil) 101.314 votos
- Rosemberg (PT) 100.378 votos
- Alex da Piatã (PSD) 99.911 votos
- Pedro Tavares (União Brasil) 98.193 votos
- Rogério Andrade (MDB) 93.451 votos
- Luciano Pinheiro (PDT) 92.339 votos
- Sandro Régis (União Brasil) 91.754 votos
- Osni (PT) 89.356 votos
- Cinthya Marabá (PL) 89.063 votos
- Angelo Almeida (PT) 87.532 votos
- Samuel Júnior (PL) 87.152 votos
- Andrea Castro (PSD) 86.973 votos
- Vilma Reis (PT) 83.222 votos
- Marcinho Oliveira (PDT) 83.074 votos
- Tancredo Isidório (Avante) 82.883 votos
- Léo de Neco (Avante) 81.903 votos
- Igor (PL) 79.736 votos
- Niltinho (PSD) 79.480 votos
- Júlio Pinheiro (PT) 78.635 votos
- Jânio Natal Júnior (PL) 77.706 votos
- Juvenilson Passos (PT) 76.627 votos
- Hassan de Zé Cocá (PP) 75.359 votos
- Zé Raimundo (PT) 74.853 votos
- Ricardo Rodrigues (PSD) 74.441 votos
- Júnior Muniz (PT) 74.146 votos
- Carlinhos Sobral (MDB) 73.274 votos
- Eduardo Alencar (PSD) 72.752 votos
- Júnior Nascimento (União Brasil) 72.382 votos
- Cláudia Oliveira (PSD) 71.455 votos
- Bobô (PCdoB) 70.898 votos
- Dr. Pitágoras (PP) 70.752 votos
- Angelo Coronel Filho (Republicanos) 69.444 votos
- Kleber Rosa (PSOL) 68.921 votos
- Vitor Azevedo (Avante) 68.806 votos
- Silva Neto (Avante) 66.967 votos
- Tiago Correia (PSDB) 65.969 votos
- Paulo Câmara (PL) 65.682 votos
- Fabrício (PCdoB) 64.755 votos
- Penalva (PP) 64.606 votos
- Roberto Carlos (PV) 64.295 votos
- Ludmilla Fiscina (PSD) 64.147 votos
- Robinson (PT) 63.800 votos
- Fátima Nunes (PT) 63.707 votos
- Eduardo Salles (PV) 63.093 votos
- Tagner (PT) 63.032 votos
- Jurailton Santos (Republicanos) 60.783 votos
- Luciano Simões Filho (União Brasil) 60.711 votos
- Zó do Sertão (PCdoB) 60.413 votos
- Marquinho Viana (PV) 60.315 votos
- João de Furão (Avante) 58.510 votos
- Neusa Cadore (PT) 56.914 votos
- Euclides Fernandes (PT) 54.557 votos
- Neto Coelho (PDT) 54.429 votos
- Soldado Prisco (PL) 50.235 votos
- José de Arimateia (Republicanos) 49.372 votos
- Jordavio Ramos (PSDB) 48.100 votos
- Josafá Marinho (PDT) 47.464 votos
- Cacau da Mata (PDT) 47.216 votos
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