Eleições 2026
Obras viárias dos governos Wagner, Rui e Jerônimo redesenham mobilidade urbana de Salvador
Intervenções estruturantes ampliaram conexões entre bairros, reduziram gargalos históricos e fortaleceram a integração entre a capital e seus principais eixos de transporte
A Via Expressa, os viadutos do Imbuí e de Narandiba e a duplicação da Avenida Pinto de Aguiar transformaram importantes percursos de Salvador durante o governo Jaques Wagner. Ao criar novas ligações e ampliar corredores viários, o Estado assumiu papel de destaque em grandes intervenções na capital, com obras que passaram a integrar o cotidiano de milhares de pessoas que atravessam a cidade para trabalhar, estudar ou acessar serviços.
Inaugurada em 2013, em parceria com o governo federal, a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos estabeleceu uma ligação estratégica entre a BR-324 e o Porto de Salvador. O projeto incluiu a reestruturação da Rótula do Abacaxi, onde cinco viadutos foram entregues em 2010, criando conexões entre os bairros do Retiro, Cabula, Iguatemi e a Avenida Heitor Dias.
A intervenção uniu mobilidade urbana e logística de transporte de cargas, ampliando a competitividade econômica do estado ao facilitar o acesso ao porto, fundamental para o comércio, a indústria e o escoamento da produção baiana. Antes disso, em 2008, Wagner já havia entregue o Complexo Viário Dois de Julho, no acesso ao Aeroporto de Salvador, solucionando um dos principais gargalos viários da capital.
Na Avenida Paralela, o Complexo Viário Imbuí-Narandiba recebeu três viadutos em 2014, melhorando a mobilidade e a integração entre os bairros e a principal via de ligação entre o centro e a região metropolitana. No mesmo ano, a Avenida Pinto de Aguiar foi entregue duplicada, com três faixas por sentido, ciclovia e passeios, após investimento de R$ 63 milhões.
A obra fazia parte de um projeto mais amplo de integração viária, conectando a orla de Salvador à Avenida Gal Costa e, posteriormente, ao Subúrbio Ferroviário. Além das entregas concluídas, Wagner deixou em andamento importantes ligações urbanas que seriam ampliadas pelos governos seguintes.
A expansão dessa rede de mobilidade teve continuidade durante a gestão de Jerônimo Rodrigues. Em junho de 2026, o governador entregou a primeira etapa da duplicação da BA-528, conhecida como Estrada do Derba, entre Águas Claras e a passagem inferior de acesso ao Hospital do Subúrbio.
O investimento de R$ 251,1 milhões contemplou a duplicação de 3,8 quilômetros da pista principal, além da construção de alças de acesso, calçadas, ciclovia e uma passagem inferior. A intervenção fortalece a conexão entre o Subúrbio Ferroviário e a região da nova rodoviária, do metrô e de importantes corredores urbanos da capital. A conclusão total da obra depende ainda da segunda etapa do projeto.
Entre os governos de Wagner e Jerônimo, a gestão de Rui Costa ampliou os corredores transversais de Salvador. Em 2016, foi entregue a duplicação da Avenida Orlando Gomes, enquanto, em 2019, foi inaugurado o trecho da Avenida 29 de Março entre a Estrada Velha do Aeroporto e a Via Regional.
As duas avenidas passaram a compor um importante corredor ligando a orla atlântica à BR-324, na região de Águas Claras, criando novas alternativas de deslocamento e contribuindo para a distribuição do fluxo de veículos pelo interior da cidade.
Rui Costa também inaugurou, em março de 2018, a ligação viária entre as avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa, composta por dois túneis duplos sob a Avenida Paralela e um acesso direto ao Estádio de Pituaçu. Em abril de 2020, foi liberada a ligação Lobato-Pirajá, com quatro túneis e seis viadutos, aproximando o Subúrbio da BR-324 e da Estação Pirajá, um dos principais terminais de integração do transporte público de Salvador.
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Delação da Reag expõe conexões de ACM Neto com o Banco Master em três frentes
Delação de João Carlos Mansur cita o ex-prefeito de Salvador e amplia questionamentos sobre seus vínculos com Daniel Vorcaro
O acordo de delação premiada firmado pelo fundador da Reag, João Carlos Mansur, com a Procuradoria-Geral da República (PGR) lança nova luz sobre uma sequência de relações entre ACM Neto e o caso Banco Master. São três frentes distintas: a gestão de ACM Neto firmou contrato para a administração das consignações dos servidores da Prefeitura de Salvador; posteriormente, o ex-prefeito tornou-se cotista exclusivo de um fundo administrado pela Reag; e, por fim, recebeu milhões de reais por serviços de consultoria prestados ao Banco Master.
A sequência temporal que liga o candidato ao Governo da Bahia a uma rede de relações envolvendo o Master torna o caso politicamente sensível. Nos últimos dias, Mansur assinou acordo com a PGR e apresentou anexos com informações sobre Daniel Vorcaro. ACM Neto também é citado nos documentos, conforme divulgado pelo UOL.
A relação remonta ao período em que ACM Neto comandava a Prefeitura de Salvador. Na época, ele assinou um aditivo ao Contrato nº 036/2019 com a Consiglog Tecnologia e Soluções. A medida garantiu o licenciamento do LogConsig, sistema utilizado para controlar a margem e os descontos consignados na folha de pagamento dos servidores municipais. A Consiglog integra um conjunto de empresas posteriormente concentrado em torno do Banco Master, tendo João Carlos Mansur como sócio. Em 2021, a relação contratual foi mantida pela gestão de Bruno Reis, sucessor de ACM Neto.
A segunda frente envolve aspectos pessoais e financeiros. Após deixar a Prefeitura, ACM Neto constituiu a Seattle 95, empresa que investiu R$ 4,8 milhões no Structure FIDC. Em 2023, cerca de 98% dos recursos do fundo ligado ao ex-prefeito estavam aplicados nesse veículo de investimento, cuja carteira era composta por empréstimos consignados originados pelo Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
Após a liquidação do banco, uma empresa de análise de risco rebaixou as cotas do Structure FIDC e colocou suas classificações em observação negativa. O episódio ampliou os questionamentos sobre os ativos vinculados ao Master e seus reflexos para investidores expostos ao fundo.
Consultoria milionária
A terceira frente surgiu após as eleições de 2022, quando ACM Neto e sua esposa constituíram a A&M Consultoria. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a empresa recebeu R$ 5,45 milhões do Banco Master e da Reag entre 2023 e 2025. Em um dos períodos analisados, ACM Neto aparece entre os principais beneficiários das transferências realizadas pela própria consultoria, recebendo R$ 4,2 milhões da empresa.
Também há registro de um encontro pessoal durante o período das relações comerciais. Em mensagem enviada ao ex-ministro Fábio Faria, em 2024, Daniel Vorcaro relatou que ACM Neto havia visitado sua residência e que recebeu “apoio total” do ex-prefeito. A conversa tornada pública, no entanto, não informa o conteúdo do encontro.
O principal ponto ainda sem resposta é o que pode definir a dimensão política e jurídica do caso: quais serviços efetivamente justificaram os pagamentos milionários feitos pelo Banco Master e pela Reag à consultoria de ACM Neto, quais documentos ou produtos foram entregues em contrapartida e quais informações João Carlos Mansur apresentou à PGR sobre o candidato ao Governo da Bahia.
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Prefeito de Santaluz oficializa apoio a Jerônimo Rodrigues durante evento político
Declaração foi feita em carreata no município e ocorre em meio a movimentações de lideranças municipais no cenário eleitoral baiano
Em mais um movimento no cenário político baiano, a menos de um mês das eleições, o prefeito de Santaluz, Dr. Arismário Barbosa (Avante), reafirmou e oficializou, neste domingo (6), seu apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração ocorreu durante uma carreata na cidade, em evento que contou com a presença de lideranças e apoiadores de Jerônimo na região.
Arismário vestiu a camisa da campanha e justificou a mudança de posicionamento político com foco nos interesses do município e na continuidade das ações do governo estadual. “Entendemos que esse momento era uma decisão importante também para o nosso município e fizemos isso pensando na nossa cidade, no nosso povo. Com certeza, nosso objetivo é sempre fazer por aqueles que mais precisam em Santaluz, junto ao governador Jerônimo”, declarou.
A adesão do prefeito de Santaluz não foi um movimento isolado. Junto com ele, o prefeito de Araçás, Agamenon Coelho, também ex-aliado de ACM Neto, confirmou apoio ao petista, agradecendo ao governador pelas obras consideradas prioritárias para o município.
“Hoje é um dia muito importante para muitos municípios da Bahia, especialmente para Araçás, que está sendo contemplada, mais uma vez, com várias obras de grande necessidade. Quero agradecer ao governador Jerônimo, que vem nos ajudando muito, e afirmar que estamos juntos nessa luta para reelegê-lo”, afirmou Agamenon.
Com a adesão de Arismário, o governador Jerônimo Rodrigues amplia sua presença política no interior do estado. Levantamento interno aponta que o petista já conta com o apoio de cerca de 360 dos 417 prefeitos baianos, o que representa mais de 85% dos gestores municipais.
O movimento em Santaluz também ocorre em um momento em que a oposição, liderada por ACM Neto, busca ampliar seu apoio entre prefeitos baianos.
Nos últimos dias, outras movimentações também reforçaram o campo governista. A prefeita de Uruçuca, Magnólia Barreto, que deixou o União Brasil e rompeu com o grupo de ACM Neto, participou de uma carreata ao lado do governador, em demonstração pública de apoio.
A declaração do prefeito de Santaluz, neste 6 de setembro, é mais um capítulo das articulações políticas de Jerônimo Rodrigues no Território do Sisal, região considerada estratégica para suas pretensões de reeleição.
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Diálogo com municípios marcou nova fase da política baiana após 2006
Gestões de Wagner, Rui e Jerônimo consolidaram modelo baseado em parceria institucional, participação popular e investimentos em cidades de diferentes correntes políticas
A vitória de Jaques Wagner para o Governo da Bahia, em 2006, sobre o grupo liderado por Antônio Carlos Magalhães, marcou o início de um novo ciclo político no estado. A mudança foi acompanhada por uma gestão voltada ao diálogo institucional, ao respeito aos adversários e à ampliação das parcerias com os municípios, independentemente de alinhamentos partidários.
A proposta tinha como princípio colocar a população no centro das ações governamentais, garantindo investimentos, obras e serviços públicos também em cidades administradas pela oposição. Para analistas e apoiadores desse modelo, a prática representou o rompimento com uma tradição política baseada no coronelismo e na concentração de poder.
A postura de diálogo se tornou uma das características das administrações lideradas por Wagner e foi mantida pelos governadores Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. Nesse contexto, prefeitos de diferentes correntes políticas passaram a ser recebidos pelo governo estadual para apresentação de demandas e discussão de projetos voltados ao desenvolvimento dos municípios.
Investimentos e resultados
Entre os principais exemplos dessa política de cooperação está a decisão do Governo da Bahia de assumir a construção do metrô de Salvador, em 2013. À época, a obra acumulava cerca de 13 anos sem entrar em operação e atendia diretamente à população da capital, administrada por um prefeito da oposição.
O primeiro trecho do sistema foi inaugurado por Jaques Wagner em 2014. Posteriormente, a rede foi ampliada durante a gestão de Rui Costa e segue em expansão no governo Jerônimo Rodrigues, com obras previstas para a região do Campo Grande e apoio do Governo Federal.
Outra iniciativa destacada foi a substituição do antigo trem do Subúrbio pelo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que avança como uma nova alternativa de mobilidade para Salvador e Região Metropolitana.
Participação popular
Ainda no primeiro ano de mandato, Wagner lançou um processo participativo para a elaboração do Plano Plurianual (PPA) 2008-2011. As plenárias realizadas em diferentes regiões do estado reuniram cerca de 12 mil participantes, que apresentaram aproximadamente 8 mil propostas para inclusão no planejamento governamental.
Somadas às reuniões preparatórias e demais atividades, a iniciativa mobilizou cerca de 40 mil pessoas, ampliando a participação da sociedade na definição das prioridades da administração estadual.
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