Agricultura
Feira Livre de Jaguaquara ganha novo espaço com 444 bancadas para comerciantes
Estrutura implantada pela CAR reúne feirantes em ambiente mais organizado e amplia as condições de comercialização da agricultura familiar no Vale do Jiquiriçá
A Feira Livre de Jaguaquara passou a funcionar, desde sexta-feira (28), na área externa do Mercado Municipal do município, localizado no território de identidade Vale do Jiquiriçá. O novo espaço conta com 444 bancadas destinadas à comercialização de produtos da agricultura familiar e de outros segmentos, oferecendo melhores condições de trabalho para feirantes e maior conforto para os consumidores.
A intervenção foi realizada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa integra o projeto de requalificação do Mercado Municipal de Jaguaquara, cuja primeira etapa, o Mercado de Cereais Agnaldo Silva, foi concluída e entregue em maio deste ano.
A nova estrutura concentra os comerciantes em um espaço adequado para a realização da feira, fortalecendo a comercialização de produtos locais e contribuindo para a organização das atividades econômicas no município.
As ações de melhoria da infraestrutura comercial de Jaguaquara terão continuidade. Entre os projetos previstos estão a requalificação do Mercado Municipal do Entroncamento de Jaguaquara e do Mercado de Carnes e Vísceras, além da ampliação do Centro de Comercialização de Animais e da construção de pontes em comunidades rurais.
Para os feirantes, a nova estrutura representa avanço nas condições de trabalho. Euvardir Santos Costa, conhecido como Branco do Coentro, relembrou as dificuldades enfrentadas por décadas na feira.
“Eu comecei a vender verdura com meu pai. Naquele tempo, a feira era no chão e a gente não tinha barraca. Era uma feira desorganizada. Agora, temos barracas novas e banheiro, que a gente não tinha. A gente está numa felicidade de ganhar as barracas. É muito importante o governo investir na agricultura familiar e isso é o melhor para o homem do campo, para os feirantes e para quem vem comprar aqui na nossa mão”, afirmou.
A feirante Marinalva da Silva, conhecida como Dona Nalva, destacou a melhoria das condições sanitárias e estruturais.
“A gente trabalhava numa barraca muito velha, tinha muita barata, rato. Mas agora temos barracas muito lindas. Agora espero que todo mundo saiba usar, zelar e cuidar desse espaço”, declarou.
Agricultura
Abatedouro de Casa Nova é requalificado e amplia capacidade de processamento da produção regional
Unidade administrada por cooperativa da agricultura familiar recebe melhorias estruturais e novos equipamentos para fortalecer a comercialização de caprinos, ovinos e suínos no Sertão do São Francisco
Um abatedouro de caprinos, ovinos e suínos localizado no município de Casa Nova, no norte da Bahia, passou por obras de requalificação e ampliação, além de receber novos equipamentos voltados ao processamento de produtos de origem animal. A unidade, situada às margens da BR-235, no Km 397, é administrada pela Cooperativa Agropecuária Familiar Sertão Forte de Casa Nova e Região (COOAF).
A estrutura atende produtores da região, reconhecida pela forte criação de caprinos e ovinos no Território de Identidade Sertão do São Francisco. Além dessas atividades, a unidade também recebe suínos e atua no processamento de diferentes produtos de origem animal.
Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, as intervenções tiveram como objetivo adequar o empreendimento às exigências técnicas e sanitárias do setor.
“A estrutura foi adequada para atender aos requisitos relacionados ao abate e ao processamento de produtos de origem animal. A regularização sanitária estabelece as condições necessárias para que os produtos possam ser comercializados nos mercados previstos na legislação”, afirmou.
Os produtos processados na unidade são comercializados com a marca Capriforte e possuem certificação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF). O selo autoriza a comercialização, em todo o território baiano, de produtos de origem animal elaborados por estabelecimentos regularizados e em conformidade com as normas sanitárias vigentes.
As melhorias incluíram adequações na infraestrutura física e a aquisição de equipamentos destinados ao atendimento das exigências relacionadas ao abate, processamento e armazenamento da produção. Entre os itens comercializados pela cooperativa estão diversos cortes de caprinos e ovinos.
Para Valério Rocha, integrante da direção da COOAF e representante da comunidade de fundo de pasto Melancia, a requalificação fortalece a atividade produtiva na região.
“Para quem cria na região, contar com uma estrutura regularizada para o abate e o processamento facilita o encaminhamento da produção para a comercialização. A unidade também permite trabalhar diferentes formas de apresentação dos produtos”, destacou.
De acordo com Silvana Moraes, assistente técnica de apoio à gestão da cooperativa, a comercialização ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores locais.
“A comercialização continua sendo um dos maiores desafios da atividade. A estrutura cria uma alternativa para o processamento e a venda dos produtos e pode atender produtores de diferentes municípios do Território Sertão do São Francisco”, explicou.
A cooperativa trabalha com diferentes cortes de caprinos e ovinos e busca ampliar sua presença em diversos mercados. A produção também poderá abastecer mercados institucionais, como o da alimentação escolar, observados os critérios e exigências estabelecidos pela legislação.
Agricultura
ATER Produtivo vai beneficiar 80 famílias agricultoras no Semiárido Nordeste II
Estratégia executada pela Bahiater integra assistência técnica e fomento rural para fortalecer a produção, a geração de renda e a inclusão socioprodutiva de famílias da agricultura familiar no território
A Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), foi autorizada a executar a estratégia ATER Produtivo no Território de Identidade Semiárido Nordeste II. A iniciativa atenderá diretamente 80 famílias agricultoras, com investimentos que somam R$ 368 mil em recursos de fomento.
A ação integra a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) ao Programa Fomento Rural, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), promovendo ações voltadas ao fortalecimento da produção rural, à inclusão socioprodutiva e à ampliação das oportunidades de geração de renda para as famílias beneficiadas.
No território Semiárido Nordeste II, o acompanhamento das famílias será realizado pela Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), entidade com atuação voltada ao desenvolvimento rural sustentável e à convivência com as condições climáticas da região.
A autorização para execução da estratégia foi formalizada no último sábado (29), durante a 6ª Feira Territorial da Agricultura Familiar do Semiárido Nordeste II, realizada em Cícero Dantas. O evento foi promovido pela ARCAS em parceria com o Governo da Bahia e reuniu agricultores, técnicos e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento rural.
Atualmente, as ações de assistência técnica no território alcançam cerca de 3,5 mil famílias agricultoras, por meio de parcerias com organizações como a ARCAS, a Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha) e a Associação da Escola Comunitária Família Agrícola da Região de Cícero Dantas (AECFARCIDA).
A iniciativa reforça o apoio à agricultura familiar, contribuindo para o fortalecimento da produção, a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico das comunidades rurais do Semiárido baiano.
Agricultura
Agricultura familiar leva inovação e conhecimento à ExpoCacau 2026 em Ilhéus
Projetos da CAR e da SDR participam do evento com ações voltadas à assistência técnica, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia produtiva do cacau na Bahia
A agricultura familiar baiana marca presença na ExpoCacau 2026, realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, no Centro de Convenções de Ilhéus. O evento reúne produtores, técnicos, pesquisadores e representantes do setor para discutir temas ligados à cadeia produtiva do cacau, com foco em tecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável.
A participação da agricultura familiar ocorre por meio do estande do Projeto Parceiros da Mata, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), além das ações desenvolvidas pelo Projeto Cacau+.
Ao longo da programação, representantes das iniciativas participam de oficinas, palestras e debates voltados ao fortalecimento da produção cacaueira, à assistência técnica e à adoção de novas tecnologias no campo.
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou a relevância da ExpoCacau como espaço de troca de experiências e construção de oportunidades para o setor.
“A ExpoCacau reúne diferentes atores da cadeia produtiva do cacau e possibilita o intercâmbio de conhecimentos e experiências. A participação da agricultura familiar nesse espaço contribui para ampliar o diálogo sobre tecnologia, assistência técnica e novas oportunidades para o setor”, afirmou.
A programação também inclui o 8º Fórum Anual do Cacau, que contará com a participação da coordenadora do Projeto Parceiros da Mata, Cida Oliva. Ela apresentará a palestra “Desenvolvimento Sustentável: Investimentos e ações voltadas para o sistema produtivo cacau na Agricultura Familiar”.
Segundo Cida Oliva, a presença da agricultura familiar no evento fortalece o debate sobre práticas sustentáveis e inovação na produção cacaueira.
“A participação na ExpoCacau permite apresentar experiências da agricultura familiar e discutir estratégias relacionadas à assistência técnica, inovação e sistemas produtivos resilientes”, destacou.
Por meio da parceria com o Consórcio Intermunicipal do Mosaico das APAs do Baixo Sul (Ciapra), no âmbito do Projeto Cacau+, mais de 600 agricultoras e agricultores familiares participam da programação. A iniciativa amplia o acesso a informações sobre tecnologias, equipamentos, ferramentas e inovações voltadas à produção de cacau.
Para o diretor executivo do Ciapra, Leandro Ramos, o evento representa uma oportunidade para ampliar conhecimentos e fortalecer a integração entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva.
“A ExpoCacau é uma oportunidade de conhecer novas tecnologias, ferramentas e equipamentos e de ampliar o intercâmbio de conhecimentos entre os agricultores e os demais segmentos da cadeia do cacau”, ressaltou.
A participação da agricultura familiar na ExpoCacau reforça a importância do segmento para a produção cacaueira baiana e contribui para a disseminação de práticas inovadoras que promovem geração de renda, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
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