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Economia

Nova rota marítima direta entre Bahia e China começou a operar nesta segunda (14)

O país asiático é o principal parceiro econômico do estado e um dos diferenciais da conexão é a eficiência logística

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nova fase na cooperação econômica e estratégica com a China, sua principal parceira econômica, com o lançamento da nova Rota Marítima
Foto: Raquel Lacerda/SDE

A Bahia entrou em uma nova fase na cooperação econômica e estratégica com a China, sua principal parceira econômica, com o lançamento da nova Rota Marítima Direta Zhuhai-Brasil & Cooperação Econômica e Comercial Sino-Brasileira, nesta segunda-feira (14). A conexão vai ligar o Porto de Gaolan diretamente aos portos brasileiros de Santana, no Amapá e Salvador, na Bahia, estabelecendo uma nova artéria logística entre a Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e o Brasil. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, que representou o governador Jerônimo Rodrigues, participou da cerimônia de abertura a convite do Governo Popular Municipal de Zhuhai e o Grupo Parlamentar do Brasil-China da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Segundo Angelo Almeida, a conexão vai reduzir o tempo de viagem em até 30 dias e, consequentemente, diminuir o frete em mais de 30%, o que representa uma economia significativa para exportadores e importadores de ambos os países, estimulando o fortalecimento da relação comercial. Para o secretário, a rota vai além do transporte, pois promoverá desenvolvimento econômico e social para superar a pobreza e a fome no estado.

“A nova rota marítima e direta entre Zhuhai e Bahia já tem sido chamada de canal dourado da navegação China-Brasil. Essa nova conexão é muito importante no fomento e estímulo da nova industrialização do nosso estado, com equipamentos e compra de maquinários, especialmente pela China ser nosso principal parceiro comercial. Entre janeiro e março de 2025, US$ 1,2 bilhão foram exportados da Bahia para a China. No mesmo período, US$ 800 milhões foram importados da China para o estado”, afirma.

Em seu discurso, Angelo ressaltou o papel crucial da China e de seu embaixador nessa cooperação, que já atraiu empresas líderes em energias renováveis, como duas gigantes eólicas chinesas, Goldwind e Sinoma, e a BYD, fortalecendo investimentos em tecnologia e sustentabilidade. Ele também agradeceu todo o trabalho da Frente Parlamentar Brasil-China, em nome do seu presidente, o deputado Federal baiano Daniel Almeida.  “Esses projetos estão impulsionando empregos, infraestrutura e crescimento sustentável, consolidando a Bahia como um polo de inovação no Nordeste”, diz.

O Porto de Salvador, que possui importância histórica e econômica para o Nordeste, tem capacidade para atracar navios de até 150 mil toneladas de porte bruto, com alta eficiência nas operações de carga e descarga. O Porto de Gaolan é o único de águas profundas no oeste do Estuário do Rio das Pérolas, com capacidade de movimentar até 160 milhões de toneladas por ano, além de contar com uma rede logística integrada por vias marítimas, rodovias, ferrovias, aeroportos e oleodutos. Ele opera rotas com o Sudeste Asiático, Oriente Médio e, agora, com o Brasil.

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Ganhos Estratégicos

A nova rota traz ganhos estratégicos particularmente relevantes para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Os portos de Santana e Salvador tornam-se vetores de desenvolvimento regional, facilitando o escoamento de produtos como soja, minério de ferro, carne bovina e celulose, além de permitir maior agilidade na importação de insumos industriais e tecnológicos oriundos da Ásia.

A nova rota representa não apenas um avanço logístico, mas também uma nova fase na cooperação econômica e estratégica entre China e Brasil, reforçando os laços comerciais e promovendo o desenvolvimento regional por meio da ampliação do comércio exterior e da integração com os mercados emergentes da América do Sul.

Economia

Cesta básica em Salvador sobe 1,63% em outubro impulsionada por alta do tomate, macarrão e cebola

Condições climáticas adversas, redução da oferta de hortaliças e oscilações entre oferta e demanda pressionaram os preços dos alimentos e elevaram o custo da cesta para R$ 618,42

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A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 618,42 em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos
Foto: Thuane Maria/GOVBA

A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 618,42 em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O valor representa uma alta de 1,63% em relação a setembro, equivalente a um acréscimo nominal de aproximadamente R$ 9,92. 

O resultado foi influenciado principalmente pelas condições climáticas registradas nas regiões produtoras, com ocorrência de chuvas e temperaturas mais amenas, além das oscilações entre oferta e demanda de diversos produtos alimentícios. 

Dos 25 itens que compõem a cesta básica, 13 apresentaram aumento de preços, com destaque para: 

  • Tomate: 25,76% 
  • Macarrão: 25,11% 
  • Cebola: 20,95% 
  • Arroz: 7,08% 
  • Linguiça calabresa: 6,86% 
  • Carne de segunda: 5,87% 
  • Carne de primeira: 5,64% 
  • Queijo prato: 5,30% 
  • Frango: 2,82% 
  • Açúcar cristal: 2,08% 
  • Óleo de soja: 2,08% 
  • Pão francês: 0,84% 
  • Queijo muçarela: 0,09% 

Por outro lado, 12 produtos registraram queda, entre eles: 

  • Flocão de milho: -23,08% 
  • Batata inglesa: -14,85% 
  • Banana-prata: -11,25% 
  • Café moído: -5,57% 
  • Maçã: -5,00% 
  • Cenoura: -4,93% 
  • Farinha de mandioca: -3,53% 
  • Leite: -2,74% 
  • Feijão: -1,94% 
  • Carne de sertão: -1,86% 
  • Manteiga: -0,55% 
  • Ovos de galinha: -0,14% 
Clima e oferta reduzida explicam pressão sobre os preços 

De acordo com o economista da SEI, Denilson Lima, os fatores climáticos tiveram papel decisivo no comportamento dos preços. O tomate, que liderou as altas do mês, sofreu impacto da redução da oferta disponível. 

Segundo o especialista, o aumento ocorreu em razão do esgotamento das áreas em fase de colheita, situação agravada pelas chuvas e pelas temperaturas mais baixas, que retardaram a maturação dos frutos. Já o flocão de milho apresentou forte recuo, acompanhando a desvalorização do milho em grão, resultado de uma oferta superior à demanda no mercado interno durante parte de outubro. 

O conjunto de alimentos tradicionalmente associado ao almoço dos soteropolitanos, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou alta de 7% no mês e passou a responder por 39,88% do valor total da cesta básica. 

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Em contrapartida, o grupo de produtos consumidos no café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, apresentou queda de 0,49%, representando 34,61% do valor da cesta. 

Em outubro, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 90 horas e 44 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica. O valor corresponde a 41,24% do salário mínimo líquido, considerado o rendimento de R$ 1.499,43 após o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária. 

O boletim completo da pesquisa está disponível no portal da SEI. 

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Economia

Lucas Reis defende venda de participação minoritária da Bahiagás e rejeita tese de privatização

Deputado federal eleito afirma que Estado manterá controle acionário da companhia e seguirá responsável pelas decisões estratégicas

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O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás
Foto: Divulgação/Bahiagás

O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás e rebateu críticas que classificam a operação como um processo de privatização da companhia. Segundo ele, é necessário diferenciar a alienação de ações sem poder de controle da transferência do comando de uma empresa pública.

“Privatização é uma coisa, venda de participação minoritária é outra. O Estado da Bahia não está abrindo mão do controle da Bahiagás. Continuará com a maioria das ações com direito a voto e com o poder de conduzir as decisões estratégicas da companhia. É importante que esse debate seja feito com responsabilidade e com base nos fatos”, afirmou.

Lucas Reis, que atuou como conselheiro da Bahiagás, destacou que as ações colocadas à venda integram um lote adquirido pelo governo estadual em 2022, sem comprometimento da participação acionária original do Estado na empresa.

“Defender o patrimônio público também é tratar o assunto com seriedade. A Bahiagás continuará sob controle do Estado, com seus investimentos e seu papel estratégico no desenvolvimento da Bahia preservados”, completou.

O parlamentar eleito ressaltou ainda que a manutenção do controle acionário garante ao Governo do Estado a prerrogativa de indicar o diretor-presidente da companhia e continuar conduzindo os investimentos previstos para a ampliação da rede de distribuição de gás natural.

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Segundo Lucas Reis, a operação não altera a capacidade do Estado de definir os rumos da empresa nem compromete a continuidade dos serviços prestados à população. Ele argumenta que a preservação da maioria das ações com direito a voto assegura a condução dos projetos estratégicos e o desenvolvimento do setor de gás natural na Bahia.

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Economia

Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra recorde de ocupação no terceiro trimestre

Pesquisa do IBGE aponta a menor taxa de desocupação para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, com recordes também na população ocupada e na massa de rendimentos

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período
Fotos: Joá Souza/GOVBA

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período de 2025 havia sido de 5,6%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre de abril a junho deste ano, equivalente a menos 234 mil pessoas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 6,9%, ou cerca de 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

Ocupação bate recorde

A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da pesquisa.

O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a geração de aproximadamente 581 mil ocupações, e alta de 1,2% na comparação anual, o equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores ocupados.

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Outro indicador recorde foi o nível de ocupação, que alcançou 59% da população em idade de trabalhar. O índice avançou em relação aos 58,8% registrados no trimestre anterior e ficou estável na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 58,7%.

Informalidade permanece estável

Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

No trimestre anterior, o indicador era de 37,4% (38,6 milhões de pessoas), enquanto no mesmo período de 2025 alcançava 37,8% (38,7 milhões).

Renda e massa salarial também avançam

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento de R$ 131.

Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador registrou alta de 1,5% frente ao trimestre anterior, o equivalente a R$ 5,6 bilhões, e avanço de 4,7% na comparação anual, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.

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