Economia
Mercado do Rio Vermelho ganha novos estabelecimentos
Chamamento público atrai 13 novas operações e conta com a ampliação do box Pesqueiro, Tsuri Sushi Bar e do restaurante Catiguria
O Mercado do Rio Vermelho, equipamento administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), vai receber 13 novas operações, após o primeiro edital de chamamento público de 2025, que selecionou propostas para ocupação dos espaços comerciais disponíveis no equipamento. O ato de assinatura do Termo de Permissão Remunerada de Uso foi realizado nesta segunda-feira (10), pelo secretário Angelo Almeida, junto aos novos permissionários.
A ocupação terá o prazo de vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período, nos termos do art. 24 do Decreto Estadual nº 21.196/2022.
O gestor da pasta destacou a importância da realização do edital e celebrou a atração das novas operações. “Atraímos 13 novos comércios que representam geração de empregos, movimentação econômica e diversidade para nossa Ceasinha, como é carinhosamente apelidada. Nesta gestão, liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues, abriremos mais processos como este. É uma alegria contar com esse novo time que está chegando para somar com o Mercado. Com essas novas operações a praça de alimentação da Ceasinha está 100% ocupada e pronta para oferecer o melhor aos clientes e turistas”, afirmou.
Cultura e gastronomia presentes na Ceasinha
Com dois restaurantes de comida baiana em Portugal, a sócia-proprietária do restaurante Acarajé da Carol, Carolina Brito, decidiu empreender no Mercado do Rio Vermelho e afirmou estar realizando o sonho de voltar para casa, após 22 anos de muito trabalho em outro país com um projeto que respira a tradicional culinária baiana. A nova unidade vai comercializar moquecas, bobó de camarão e vegetariano, caldo de feijão, carne do sol com aipim, bolinho de estudante, manjar de coco e muito mais.
Com experiência no ramo desde os 19 anos e restaurante próprio desde 2018, Carol afirma que viu na Ceasinha um espaço perfeito para uma nova instalação. “É um local que reúne muito da nossa cultura, com artesanato, feira e agora, com a nossa chegada. Enxergo a Ceasinha como um local incrível: fica em um bairro de vida pulsante, em uma das principais avenidas da cidade, tem amplo estacionamento e potencial para receber bem soteropolitanos e turistas com segurança”, destacou.
Novas ampliações
O tradicional restaurante Catiguria vai ampliar sua operação, podendo multiplicar sua capacidade de produção e atendimento. O box Pesqueiro e o Tsuri Sushi Bar também terão suas atividades ampliadas. “Nossa intenção é ampliar o espaço, para dar mais conforto aos clientes que terão mais espaço para sentar-se, além disso, vamos expandir o delivery. Hoje a gente avalia que o Mercado do Rio Vermelho tem um potencial altíssimo. É o único mercado que oferece esse tipo de serviço e estrutura. A gente tem um fluxo bacana, principalmente de quinta a domingo, quando o local fica mais movimentado”, destacou Débora Dória, sócia-proprietária dos dois empreendimentos.
Economia
Bahia amplia política de Economia Solidária com adesão de 27 municípios
Estratégia fortalece parceria entre Estado e prefeituras para ampliar geração de renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável
A política de Economia Solidária ganhou novo impulso na Bahia com a adesão de 27 municípios à estratégia de municipalização. Prefeitos, secretários municipais e representantes da sociedade civil participaram, nesta sexta-feira (14), de um ato realizado em Salvador que marcou a ampliação da atuação conjunta entre o Governo do Estado e as administrações municipais.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer ações voltadas à geração de trabalho e renda, à inclusão social e ao desenvolvimento sustentável nos territórios baianos.
Com a adesão, os municípios passam a integrar a estratégia estadual e terão acesso a iniciativas destinadas ao fortalecimento de cooperativas, associações, grupos produtivos, empreendimentos da agricultura familiar, bancos comunitários e espaços de comercialização solidária.
Atualmente, a política estadual de Economia Solidária já beneficiou mais de 23 mil baianos. A rede conta com 23 Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol), distribuídos em 24 territórios de identidade, prestando atendimento a cerca de 2,5 mil empreendimentos em todo o estado.
A municipalização também amplia o alcance de ações de qualificação profissional, assistência técnica e apoio à comercialização, além de contribuir para o fortalecimento da organização coletiva dos trabalhadores.
A estratégia está alinhada à Lei Paul Singer, que institui o Sistema Nacional de Economia Solidária, e busca promover o desenvolvimento econômico aliado à inclusão social, à preservação ambiental e à valorização dos direitos dos trabalhadores.
Economia
Inteligência Artificial ganha espaço na construção civil durante a Construnordeste 2026
Palestra promovida pela Coopercon debateu o impacto da IA nos negócios e destacou avanços tecnológicos que já transformam o setor da construção
A Inteligência Artificial (IA), um dos temas mais relevantes da atualidade no ambiente corporativo, esteve em destaque na programação da Construnordeste 2026, nesta sexta-feira (14). A Coopercon Bahia (Cooperativa de Compras do Sinduscon-BA) promoveu a palestra “A Inteligência Artificial Generativa”, ministrada por Edney Souza (InterNey), professor, palestrante, conselheiro em IA e autor do best-seller Engenharia de Prompts na Prática.
Com mais de 30 anos de experiência nas áreas de tecnologia, inovação e transformação digital, Edney apresentou aplicações práticas da Inteligência Artificial no ambiente empresarial e discutiu como a tecnologia vem transformando processos de gestão, produtividade, tomada de decisões e competitividade das organizações.
Durante o encontro, o especialista destacou que a construção civil também está sendo profundamente impactada pelos avanços tecnológicos.
“A construção civil é um dos setores mais importantes do Brasil. Quando olhamos para como a IA está transformando as profissões, vemos que esse setor também está sendo impactado, com a adoção de ferramentas cada vez mais avançadas. Já temos robôs atuando na construção, e essa tendência vai evoluir cada vez mais”, afirmou Edney Souza.
A palestra contou ainda com a participação dos debatedores Pedro Carvalho, diretor financeiro da Kubo Engenharia, e Vinícius Melo, diretor de Tecnologia (CTO) da Seu Agente IA, startup residente do Sinduscon-BA.
O debate ocorreu em um momento de forte expansão da Coopercon. A cooperativa encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 200 milhões em compras realizadas. Nos últimos 12 meses, foram negociados R$ 80 milhões em esquadrias de alumínio, além da aquisição de 80 elevadores, 3 mil toneladas de aço, 4 mil metros cúbicos de concreto, R$ 14 milhões em louças e metais sanitários e R$ 20 milhões em tintas.
Nos últimos meses, a Coopercon também registrou um crescimento de 136%, o maior desde sua fundação. O resultado reflete a ampliação da escala das negociações coletivas e o fortalecimento da atuação da cooperativa em diferentes segmentos da cadeia da construção civil.
Para o presidente da Coopercon Bahia, Angelo Simões, a Inteligência Artificial representa uma mudança estratégica para o setor.
“Mais do que falar sobre uma nova tecnologia, estamos falando sobre uma transformação na maneira como os negócios são conduzidos. A construção civil precisa acompanhar esse movimento, entender o que a Inteligência Artificial pode trazer de ganho de eficiência e, principalmente, como ela pode contribuir para decisões mais estratégicas”, destacou.
Como parte dessa agenda de inovação, a Coopercon prepara para outubro uma missão internacional à China, com foco na prospecção de fornecedores, tecnologias, tendências e novas oportunidades de negócios para a construção civil.
Economia
Operação Safra 2026 soma 415 autuações e R$ 4,8 milhões em créditos reclamados
Fiscalização nas regiões Oeste e Centro-Norte da Bahia combate fraudes fiscais no transporte de produtos agrícolas
Saídas interestaduais de produtos sem o recolhimento do ICMS, circulação de mercadorias sem documentação fiscal, simulação de transferências para outros estados e operações comerciais fictícias estão entre as irregularidades já identificadas e autuadas pela força-tarefa da Operação Safra 2026. A iniciativa reforça a presença do fisco baiano nas rotas de circulação de mercadorias em duas das mais importantes regiões do agronegócio estadual: o Oeste e o Centro-Norte da Bahia.
De acordo com o balanço mais recente, os agentes do fisco já lavraram 415 autuações fiscais, totalizando R$ 4,8 milhões em créditos tributários reclamados.
Milho, soja, algodão e café lideram a lista de produtos com maior incidência de irregularidades. Entre os principais objetivos da Operação Safra 2026 estão garantir que a circulação da produção agrícola ocorra em conformidade com a legislação tributária e preservar a livre concorrência no mercado, por meio do combate à sonegação fiscal e à concorrência desleal.
Um dos esquemas identificados pela fiscalização envolve operações comerciais fictícias. Nesses casos, municípios como Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no Oeste baiano, embora sejam grandes produtores de soja e milho, aparecem como destinatários de cargas desses mesmos produtos supostamente originadas em outros estados, o que levanta indícios de fraude fiscal.
A operação mobiliza cerca de 100 servidores, entre agentes da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba) e policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz). O trabalho é realizado por meio de 27 unidades móveis de fiscalização, que alternam os pontos de abordagem de veículos de carga nas principais rotas de escoamento da produção agrícola.
Das autuações registradas até o momento, 233 ocorreram na região Oeste, resultando em R$ 3,1 milhões em créditos tributários reclamados. Já na região Centro-Norte foram contabilizadas 182 autuações, que somam R$ 1,7 milhão em créditos.
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