Educação
Mais Infância inicia distribuição de material didático 2026
Programa fortalece educação infantil e combate à fome com distribuição de material didático e apoio a creches comunitárias
O 6º Encontro de Formação Pedagógica de Educadores e Educadoras do Programa Mais Infância, da Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), foi marcado, neste sábado (8), pela apresentação do novo material didático que será distribuído a 120 creches comunitárias para uso durante o ano letivo de 2026. Os educadores, reunidos no teatro da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), receberam um exemplar do livro e dialogaram sobre o planejamento pedagógico para o próximo ano. Uma parceria do Mais Infância com o programa estadual Bahia Sem Fome também foi anunciada para 2026, buscando erradicar a fome em bairros e municípios com altos índices de vulnerabilidade social.
“A importância das creches comunitárias não está só na garantia do direito das crianças à educação infantil, do acolhimento às famílias, está na estrutura que garante a segurança alimentar e nutricional. Fortalecendo esse papel das creches, a gente enfrenta a fome, que ainda é um grande desafio. Saímos do mapa da fome, mas precisamos avançar, garantindo o direito a uma alimentação saudável”, enfatizou a presidente da VSBA, Tatiana Velloso.
Coordenador do Mais Infância, Manoel Calazans explicou que o material didático é composto por um diário de bordo dos estudantes, por onde o professor manterá a família atualizada sobre o desenvolvimento da criança; um caderno de planejamento pedagógico do professor e um livro didático para crianças que estão chegando na alfabetização. Ao todo serão 15 mil livros distribuídos, fruto de parceria VSBA com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e emendas parlamentares.
“As Voluntárias Sociais começam agora a distribuição desse material didático de forma gratuita para todos os estudantes e professores. Esses professores atuam com crianças de zero a cinco anos e esse encontro mensal, que acontece aqui na Uneb, é uma oportunidade de a gente capacitar os professores para um atendimento melhor e mais qualificado para as nossas crianças”, comentou Calazans.
Para a coordenadora pedagógica da Creche Escola Lar Xila, Larissa Pires, o novo material pedagógico é mais um recurso na abordagem educacional na primeira infância. “Para a gente que atua nas escolas comunitárias será muito enriquecedor. Vamos poder trabalhar com temas atuais, contextualizados, presentes na nossa sala de aula, temas atuais, que a gente está lidando, ali, no dia a dia. Muito enriquecedor para o desempenho e desenvolvimento da nossa escola”, compartilhou a educadora da creche que fica no bairro Cajazeiras 8, em Salvador.
Bahia pela Infância
Durante o encontro, também foi lançado o Edital Bahia pela Infância, com o Bahia Sem Fome, com a perspectiva de ampliar o acesso a uma alimentação de qualidade na educação infantil. As escolas e creches comunitárias da Bahia poderão se inscrever a partir desta segunda-feira (10), requerendo kits de Equipamentos para o Combate à Fome. Entre os equipamentos estão fogão e forno industriais, panelas, liquidificadores industriais, armários, mesa e pia de inox, freezers e refrigeradores.
O coordenador do Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, disse que projeto prevê o apoio a 200 creches em toda Bahia. “Nossa expectativa é a partir da estruturação dessas creches e escolas com equipamentos e utensílios, capacitar os educadores sobre o tema da segurança alimentar e nutricional. As creches cumprem um papel importante nas periferias das cidades, então é uma forma do Estado chegar em cada canto dos grandes centros, assegurando direitos e combatendo a fome”.
As inscrições estarão abertas até o dia 10 de dezembro, através do site www.ba.gov.br/bahiasemfome. Após cadastro das unidades escolares, formulário, ofício, proposta e declarações deverão ser enviados por e-mail através do e-mail bahia.infancia@casacivil.ba.gov.br.
Educação
Governo do Estado inaugura obras de modernização e ampliação do CEEP do Chocolate
Escola técnica recebeu R$ 33 milhões em investimentos e amplia capacidade para 2,5 mil estudantes em Ilhéus
Em uma agenda dedicada à educação, o governador Jerônimo Rodrigues entregou, neste sábado (6), a ampliação e modernização do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) do Chocolate Nelson Schaun, em Ilhéus, no Sul da Bahia. A unidade escolar recebeu investimento de R$ 33 milhões, distribuídos entre obras, equipamentos e mobiliário. Na ocasião, o governador também autorizou a Secretaria da Educação (SEC) a construir o Colégio Estadual Indígena Tupinambá de Abaeté e o Colégio Estadual Indígena Tupinambá Amotara, na aldeia Itapuã.
“Aqui não é apenas a inauguração de um prédio escolar, é também a possibilidade de a comunidade juvenil sonhar. Queremos que os jovens tenham oportunidade de um grande futuro”, afirmou o governador.
O CEEP do Chocolate Nelson Schaun ganhou 24 salas de aula climatizadas, cinco salas para usos diversos, teatro com capacidade para 200 pessoas, restaurante estudantil, piscina semiolímpica, campo de futebol society com pista de atletismo, além de quadra reformada, biblioteca ampliada e novos espaços de convivência. A requalificação amplia as possibilidades de formação técnica para os jovens da região.
Após a reforma, a capacidade da escola passou de 1.200 para 2.500 alunos. Além do ensino regular, são oferecidos cursos técnicos em Agroindústria, Análises Clínicas, Eletromecânica, Eletrotécnica, Guia de Turismo, Hospedagem, Logística, Recursos Humanos e Teatro. Para a secretária da Educação, Rowenna Brito, o equipamento modernizado reforça a estratégia da Bahia de integrar o ensino médio à educação profissional.
“Uma escola que dialoga com o cacau, utilizando o arranjo produtivo do território, fortalecendo a educação profissional e ampliando as oportunidades de aprendizagem para nossos estudantes. Uma entrega importante para que a educação da Bahia continue avançando”, destacou a secretária.
Ana Cláudia, de 19 anos, estudante do 1º ano do curso de Agroindústria, comemorou a transformação: “Um espaço bom, bem aconchegante, com ótimo ensino. Almoço, café da manhã. É um lugar bom, nos incentiva a estudar, a querer saber mais”.
Educação
Plano de Reestruturação da Escola Politécnica da UFBA gera reação e pedidos de suspensão
Docentes e estudantes contestam falta de estudos técnicos e transparência no projeto que prevê divisão da unidade e uso restrito do prédio anexo
O Plano de Reestruturação da Escola Politécnica (PREP) da Universidade Federal da Bahia enfrenta forte resistência interna. Segundo documento assinado por 95 dos 189 docentes da unidade, o processo que criou o PREP avançou sem o quórum exigido pelo regimento e sem estudos técnicos ou financeiros que justificassem a divisão.
O plano prevê transformar a escola em três estruturas administrativas, destinando o prédio anexo apenas a uma parcela da Politécnica, e não à comunidade como um todo. Para os críticos, as votações ocorreram com maioria simples e registros incompletos, comprometendo a transparência. Eles também alertam para a ausência de análise sobre os impactos nos cursos que permanecerão no prédio original, o que colocaria em risco o funcionamento e a sustentabilidade da unidade.
Caso avance, o projeto beneficiará uma pequena parcela da EPUFBA em detrimento do conjunto. Dos 13 cursos de graduação, apenas cinco utilizarão o novo prédio anexo, cuja conclusão está prevista com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal.
Há preocupação com o prédio principal, que já depende de recursos limitados, e com o uso do anexo. Embora concebido originalmente para atender toda a comunidade acadêmica, conforme estudo de viabilidade técnica e financeira realizado em 2019, a atual gestão pretende destinar o espaço apenas às duas novas unidades.
Estudantes também se mobilizam contra o projeto, alegando que a reestruturação prejudica a coletividade, já que a maioria continuará no prédio antigo, que necessita urgentemente de reformas.
Docentes e estudantes pedem que o Conselho Universitário suspenda e reavalie o processo, com debate amplo, dados públicos e respeito às normas internas, evitando um projeto considerado excludente.
Educação
Jovens apresentam projeto de irrigação com robótica sustentável
Iniciativa da APITO, com apoio da Braskem, une tecnologia e sustentabilidade para promover aprendizado prático e protagonismo juvenil
Um sistema automatizado de irrigação para hortas foi o destaque da Mostra Pedagógica “Educação com Arte: Direitos de Todas as Crianças e Adolescentes”, realizada na tarde desta segunda-feira (1º), no foyer do Teatro Cidade do Saber, em Camaçari. A tecnologia foi desenvolvida por participantes da Oficina de Robótica Educativa e Sustentável, promovida pela Associação Paulo Tonucci (APITO) e patrocinada pelo Edital Braskem – Projetos que Transformam.
A exposição reuniu cerca de 60 jovens, entre 12 e 18 anos, majoritariamente estudantes da rede pública, que participaram da oficina ao longo do ano. Durante as atividades, eles vivenciaram experiências que unem ciência, criatividade e sustentabilidade, aprendendo na prática sobre montagem de estruturas, programação básica, reaproveitamento de materiais, automação e trabalho em equipe. Além das habilidades técnicas, o projeto estimula pensamento crítico, protagonismo juvenil e autoconfiança.
Para Liliane Cavalcante, representante da APITO, a iniciativa reflete o compromisso da instituição fundada em 1999.
“O projeto amplia horizontes e fortalece a garantia de direitos da infância e juventude. Ao longo do ano, eles participaram de rodas de conversa, seminários, intercâmbios culturais, atendimentos psicológicos em grupo, olimpíadas e diversas atividades formativas, fortalecendo vínculos”, destacou.
Magnólia Borges, gerente de Relações Institucionais da Braskem na Bahia, reforçou a importância do apoio.
“Quando uma criança monta um robô, testa uma ideia e vê que funciona, não está apenas aprendendo tecnologia, está descobrindo que é capaz de criar soluções inovadoras para o mundo. É isso que a Oficina de Robótica proporciona: desenvolvimento de competências essenciais para o futuro, fortalecimento de direitos, autoestima e perspectivas de vida”, afirmou.
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