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Política

Governo do Estado e setor produtivo de Juazeiro dialogam sobre futuro do município

O evento marca mais uma etapa importante para o desenvolvimento econômico e social do município

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Cerca de 200 representantes do setor produtivo de Juazeiro, no Território Sertão do São Francisco — entre agricultores, empresários
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Cerca de 200 representantes do setor produtivo de Juazeiro, no Território Sertão do São Francisco — entre agricultores, empresários da construção civil, do turismo, comerciários, industriais e investidores — participaram do encontro promovido pelo Governo do Estado, na noite desta sexta-feira (18), na Chácara Bougainville. O evento, intermediado pelo governador Jerônimo Rodrigues, marca mais uma etapa importante para o desenvolvimento econômico e social do município, com a escuta ativa dos envolvidos e criação de um grupo de trabalho.

“Nesta semana, estivemos em Juazeiro, realizando uma série de entregas e investimentos. Essa agenda da noite, reforça o nosso compromisso com a ampliação da base produtiva local e o fortalecimento do ambiente de negócios, contribuindo para a geração de emprego e renda local. A região tem muito potencial para crescer ainda mais e esse é o momento de articular ações que reflitam no futuro”, afirmou o gestor estadual.

Apenas em Juazeiro, já foram investidos quase R$ 340 milhões pelo Governo do Estado, entre 2023 e 2025, com impactos significativos na educação, saúde e infraestrutura, melhorando a qualidade de vida da população. Destaque para a construção de escolas de tempo integral, nova maternidade e ampliação do Hospital Regional de Juazeiro, além da pavimentação de rodovias. Em todo o Sertão do São Francisco, o montante já chegou a R$ 900,2 milhões, no mesmo período.

“Hoje, vemos em Juazeiro um ambiente completamente transformado e em pleno desenvolvimento. Como representante dos lojistas, acredito que é fundamental que os juazeirenses valorizem ainda mais o comércio local. Para isso, é preciso investir em ações estratégicas nas áreas de infraestrutura, lazer e segurança, o que contribui diretamente para o fortalecimento da economia e eleva a autoestima da nossa população”, pontuou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Juazeiro, Antônio Elder Guimarães.

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Juazeiro (Aciaj) e economista George Falcão, destacou a importância do encontro promovido pelo Estado. “Nunca houve um diálogo como esse aqui na cidade. Desejo contribuir com propostas de incentivo ao empreendedorismo local, atração de investimentos e apoio a eventos que fomentem a economia regional, como a realização de uma Feira de Negócios no município, evento que pode movimentar diversos setores produtivos e gerar novas oportunidades para empreendedores da região”, disse.

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Participaram do evento também, os secretários estaduais da Casa Civil, Afonso Florence; da Saúde, Roberta Santana; do Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso; e de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, do prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves; a vice-presidente da Rotary Club, Eliane Cruz e demais autoridades.

Opinião

Em artigo, secretário Manoel Vitório rebate “negacionismo” oposicionista

Ao contrário das insinuações oposicionistas, Vitório afirma que “o caixa estadual demonstra solidez ao bancar a maior parte das obras”.

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O secretário estadual da fazenda, Manoel Vitório, escreveu um didático artigo sobre as finanças públicas. No texto, ele expõe
Manoel Vitório, secretário estadual da Fazenda. Foto: Ascom/Sefaz

O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, escreveu um didático artigo sobre as finanças públicas. No texto, ele expõe a insistência do “negacionismo” diante da realidade dos investimentos públicos para o desenvolvimento e a qualidade de vida do povo baiano.

Vitório assinala que o setor público investe com recursos próprios ou com empréstimos, caso tenha crédito na praça. Aponta a tranquila condição baiana: “o Estado da Bahia deve apenas 33% de sua receita corrente líquida, em contraste com os maiores estados brasileiros, que passam dos 100%”.

Ainda ressalta: “Com histórico de bom pagador e o estoque da dívida em queda, a Bahia conta com o aval da União para novas operações de crédito”.  E explica: “o endividamento do governo baiano correspondia a 182% da receita em 2002. Chegou a 37% em 2024 e continua decrescendo”.

Vitório ratifica a responsabilidade fiscal da Bahia no comparativo com o endividamento dos grandes estados brasileiros: “Já a dívida do Rio de Janeiro equivale hoje a 202% da receita, a do Rio Grande do Sul a 176%, a de Minas Gerais a 150%, e a de São Paulo, a 121%.

O secretário da Fazenda lembra ainda que a Bahia “deve à União R$ 5,9 bilhões, enquanto São Paulo deve R$ 295,6 bilhões. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul devem mais de R$ 100 bilhões cada. Somos a sétima economia do país, mas nossa dívida é muito menor”.

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Ao contrário das insinuações oposicionistas, Vitório afirma que “o caixa estadual demonstra solidez ao bancar a maior parte das obras. A Bahia cumpre com folga a regra de ouro para finanças públicas, segundo a qual um governo não pode investir menos que o obtido via empréstimos. Dos investimentos já realizados, 74% contaram com recursos próprios”.

O governo de Jerônimo Rodrigues, informa o secretário, soma R$ 20,2 bilhões em investimentos. “Tornou-se líder nacional ao desbancar São Paulo e somar R$ 4,17 bilhões investidos em 2025”. Observa: “As 18 operações efetivamente contratadas desde 2023 somam R$ 9,01 bilhões. Destes, R$ 5,4 bilhões já foram aplicados nos investimentos da atual gestão, restando R$ 3,7 bilhões a serem desembolsados pelas instituições financeiras”.

Vitório destaca: “São empréstimos que, conforme a lei, destinam-se exclusivamente para investimentos ou melhoria do perfil da dívida”. E acrescenta: “Outras operações aprovadas pela Assembleia Legislativa aguardam etapas como a aprovação do Tesouro Nacional para o aval da União. Uma dessas operações financia o pagamento de precatórios, e outra substituirá empréstimos em vigor cobrando juros menores”.

O secretário Manoel Vitório lista os efeitos positivos dos investimentos públicos: “sem a presença do Estado, não haveria BYD em Camaçari. Os investimentos estaduais estão em todo o território baiano: VLT em Salvador, escolas de tempo integral, hospitais, policlínicas, milhares de quilômetros de rodovias, equipamentos para as polícias, infraestrutura hídrica. Tais projetos mantêm a Bahia na trilha do desenvolvimento e estão à vista de todos. É preciso ser negacionista para não enxergar”.

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Política

Bahia sedia conferência nacional sobre estatísticas e geociências

Evento reúne especialistas e gestores para definir plano estratégico de dados até 2030; governador anuncia novos convênios de cooperação 

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Até o dia 5 de dezembro, Salvador se torna o centro nacional das discussões sobre estatísticas e geociências ao sediar a Conferência
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Até o dia 5 de dezembro, Salvador se torna o centro nacional das discussões sobre estatísticas e geociências ao sediar a Conferência Nacional dos Agentes Produtores e Usuários de Dados (CONFEST/CONFEGE) 2025, no Senai Cimatec. Organizado pelo IBGE, com apoio do Governo do Estado e da FIEB, o encontro marca a retomada da principal conferência brasileira dedicada à integração e modernização de dados e, pela primeira vez, ocorre fora do Rio de Janeiro. Na manhã desta quarta-feira (3), o governador Jerônimo Rodrigues participou da abertura. 

Durante três dias, especialistas, representantes de instituições nacionais e internacionais, gestores públicos e usuários de informações oficiais contribuem para a elaboração do Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas (PGIEG) 2026–2030, que vai orientar a produção, integração e uso estratégico de dados no país. 

“Os dados produzidos pelo IBGE e por outras instituições públicas são o que nos permitem planejar com precisão, identificar desigualdades, antecipar demandas e construir políticas mais justas. A Bahia vem investindo fortemente no uso de bases oficiais para organizar iniciativas nas áreas estratégicas do Estado”, afirmou Jerônimo Rodrigues. 

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, destacou que trazer o evento para Salvador simboliza uma nova fase do instituto, voltada à descentralização e democratização do acesso às informações: 

“Estados como a Bahia tendem a se beneficiar das novas estratégias que o IBGE vem implementando para ampliar a disponibilidade de estatísticas e geodados para gestores, pesquisadores e sociedade”, disse. 

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Para Cláudio Peixoto, superintendente da SEI, a conferência reforça o papel estratégico das estatísticas e geodados: 

“São ativos essenciais para decisões de governo, pois permitem compreender realidades sociais e territoriais com precisão”, pontuou. 

Novas iniciativas de cooperação 

Durante o evento, o governador autorizou a adesão do IBGE ao Convênio de Cooperação Técnica nº 82/2025, que prevê a implantação de uma unidade do Projeto CASA BRASIL IBGE no Posto SAC Comércio, em Salvador. O espaço será dedicado à memória institucional, disseminação de dados oficiais e educação estatística e cartográfica. 

Além disso, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre IBGE, SENAI CIMATEC e FIEB para fortalecer competências analíticas, ampliar o uso integrado de bases de dados e promover qualificação técnica em análises socioeconômicas, ambientais e territoriais. 

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Política

Conselheiro baiano é eleito presidente do IRB com unanimidade histórica

Inaldo Araújo assume comando do Instituto Rui Barbosa para o biênio 2026/2027 após receber votos dos 33 Tribunais de Contas do país

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do Estado da Bahia (TCE-BA), foi escolhido por unanimidade para presidir o Instituto Rui Barbosa (IRB) no biênio 2026/2027.

Em uma eleição inédita na história do controle externo brasileiro, Inaldo Araújo, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), foi escolhido por unanimidade para presidir o Instituto Rui Barbosa (IRB) no biênio 2026/2027. A homologação ocorreu nesta terça-feira (2), durante a Assembleia Geral do Instituto, realizada no IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas (IV CITC), em Florianópolis (SC).

A escolha marca um feito histórico: é a primeira vez que um conselheiro baiano assume a presidência do IRB, entidade que leva o nome do jurista Ruy Barbosa, ícone nacional e cidadão baiano. Inaldo recebeu os votos dos 33 Tribunais de Contas brasileiros, algo nunca visto nos 52 anos da instituição.

“Considero esta eleição diferenciada, porque, pela primeira vez, todos os Tribunais de Contas votaram. Isso mostra que precisamos estar unidos, pois juntos podemos fazer muito mais”, afirmou Inaldo, emocionado. “Essa vitória também representa a aprovação de um projeto construído ao longo dos últimos 15 anos.”

O novo presidente fez questão de reconhecer o legado do atual dirigente, Edilberto Pontes, destacando sua contribuição para o fortalecimento institucional do IRB:

“Vossa excelência plantou sementes que durarão por mais 50 anos.”

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Inaldo também agradeceu à equipe técnica do Instituto e ao TCE do Ceará, pelo apoio na subsede e na cessão de especialistas. Em suas palavras finais, reforçou o compromisso de levar a Bahia ao centro do sistema de controle externo:

eleição“Da Bahia para o IRB, o meu coração emocionado vai estar sempre pulsante.”

A eleição unânime de Inaldo Araújo simboliza cooperação e continuidade no fortalecimento do controle externo brasileiro, em um momento estratégico para a governança e a melhoria das políticas públicas.

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