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Saúde

Governo do Estado amplia serviços e fortalece cuidado aos idosos do Creasi

Investimento de R$ 470 mil amplia diagnóstico e reforça imunização no Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso

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Pacientes atendidos pelo Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi), em Salvador, passam a contar,
Foto: Matheus Landim/GOVBA

Pacientes atendidos pelo Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi), em Salvador, passam a contar, a partir desta quinta-feira (4), com novas salas de Densitometria Óssea e Vacinação. A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária da Saúde, Roberta Santana.

O investimento de aproximadamente R$ 470 mil contemplou a requalificação da sala, climatização do ambiente e aquisição de um novo aparelho de densitometria óssea. O equipamento permite diagnóstico mais preciso de osteoporose e outras condições associadas à perda de massa óssea, contribuindo para prevenir quedas e manter a autonomia dos pacientes. A previsão é realizar até 6.720 exames por ano.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou a importância da ampliação dos serviços e o compromisso do Estado com o envelhecimento saudável da população baiana. “Aqui disponibilizamos um conjunto de especialistas que vão desenhando a forma melhor de fazer a aplicação da política pública de saúde, em especial, para que essa idade seja recebida não com sofrimento, mas com prazer, com alegria, amenizando as dores”, afirmou.

Para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS), o novo serviço representa ganho em acesso e comodidade. “Esse exame é muito difícil de fazer lá fora. Aqui, como pacientes dessa casa, podemos aproveitar esse benefício”, disse o aposentado Otávio Santiago. Já Tércio de Sousa, 71 anos, que acompanha tratamento para Parkinson no Creasi e hoje pratica corrida, destacou: “Será possível descobrir os problemas com rapidez”.

O Creasi é um serviço docente-assistencial de média e alta complexidade vinculado à Sesab. Atualmente, cerca de 30 mil pacientes estão matriculados na unidade, que oferece atendimento especializado em geriatria e gerontologia pelo SUS.

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Vacinação ampliada

A nova Sala de Vacina reforça a proteção dos idosos atendidos no Creasi e também dos trabalhadores da saúde. A unidade passa a ofertar, entre outros imunizantes, Hepatite B, Covid-19, Influenza, DT e Pneumo 23 (para indicações específicas). Para profissionais, estarão disponíveis Tríplice Viral, Febre Amarela e Varicela. A ampliação contribui para aumentar a cobertura vacinal em grupos prioritários e para a saúde coletiva.

“Estamos falando de mães, pais e avós que ajudaram a construir a nossa história. É importante ofertar uma assistência adequada e com dignidade”, enfatizou a secretária da Saúde, Roberta Santana. O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, pontuou o impacto social da iniciativa: “Estamos inaugurando um novo tempo na saúde pública da Bahia”.

Inovação e cooperação

Durante o evento, o governo da Bahia assinou a Formalização de Cooperação Técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que prevê aporte de cerca de R$ 1 milhão para fortalecer ações de cuidado às pessoas idosas com demência. A parceria contempla a implantação de uma linha intersetorial de cuidado — integrando saúde, educação, assistência social, segurança, transporte e saneamento — além da modelagem de um equipamento híbrido de cuidado sócio-sanitário.

Também está previsto o desenvolvimento de um software de apoio à reabilitação cognitiva, como complemento às terapias farmacológicas, e ações de formação para equipes. “É um avanço importante para articular ações de cuidado a uma doença altamente incapacitante. A proposta é um modelo integrado de atendimento”, afirmou a diretora do Creasi, Helena Pataro.

Para a especialista de Proteção Social e Mercado de Trabalho do BID, Lívia Gouveia, a iniciativa pode servir de referência regional: “Que seja um farol para políticas e ações em outros estados e países da América Latina”.

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Saúde

HEC integra pesquisa internacional para aprimorar diagnóstico da febre reumática aguda 

Unidade de Feira de Santana inicia nova fase de estudo global que busca identificar biomarcadores capazes de auxiliar no diagnóstico precoce da doença em crianças e adolescentes 

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O Hospital Estadual da Criança (HEC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) localizada em Feira de Santana, iniciou
Foto: Ascom HEC

O Hospital Estadual da Criança (HEC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) localizada em Feira de Santana, iniciou, na última sexta-feira (30), uma nova etapa de participação na rede internacional ARC (Acute Rheumatic Fever Diagnosis Collaborative). A iniciativa científica reúne pesquisadores de diversos países em busca de biomarcadores que possam contribuir para o diagnóstico da febre reumática aguda. 

O objetivo da pesquisa é avançar no desenvolvimento de uma ferramenta diagnóstica que auxilie os profissionais de saúde na identificação da doença, cujo diagnóstico atualmente depende da avaliação clínica e de exames complementares. 

Nesta terceira fase do estudo, serão incluídas inicialmente 50 crianças e adolescentes saudáveis, com idades entre 5 e 15 anos. A participação desse grupo permitirá estabelecer parâmetros de referência para comparação com os resultados observados em pacientes com suspeita ou diagnóstico de febre reumática aguda. A meta é recrutar 240 crianças até dezembro de 2026. 

Bahia representa a América Latina em estudo global 

A rede ARC conta com financiamento da Fondation Leducq e reúne instituições de pesquisa de diversos países. O Hospital Estadual da Criança representa a América Latina no projeto, atuando como centro brasileiro de recrutamento de participantes. 

Além do Brasil, o estudo envolve instituições de países como Uganda, Paquistão, Malawi e Austrália. O protocolo científico prevê a coleta padronizada de informações clínicas, exames e amostras biológicas para apoiar a identificação e a validação de possíveis biomarcadores associados à doença. 

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Doença pode causar complicações cardíacas permanentes 

A febre reumática aguda é uma doença inflamatória que pode surgir após infecções causadas pela bactéria Streptococcus pyogenes, conhecida como estreptococo do grupo A. 

A enfermidade pode atingir diferentes órgãos e sistemas do corpo, incluindo coração, articulações, pele e sistema nervoso. Nos casos em que há comprometimento das válvulas cardíacas, podem ocorrer sequelas permanentes e o desenvolvimento da cardiopatia reumática. 

Atualmente, não existe um exame único capaz de confirmar todos os casos da doença. O diagnóstico é realizado com base na avaliação clínica, nos critérios de Jones revisados, em evidências de infecção estreptocócica prévia e em exames complementares quando necessários. 

Segundo os pesquisadores, a diversidade de sintomas pode dificultar a identificação da doença, o que reforça a importância de estudos voltados ao desenvolvimento de métodos diagnósticos mais precisos. 

Busca por biomarcadores no sangue 

A pesquisa internacional investiga biomarcadores sanguíneos capazes de diferenciar a febre reumática aguda de outras doenças com manifestações semelhantes. O objetivo é reunir evidências científicas que possam futuramente subsidiar a criação de um teste confiável e acessível. 

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Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que essa tecnologia ainda está em fase de investigação e não se encontra disponível para uso clínico. 

A participação do HEC na rede ARC inclui o recrutamento e o acompanhamento dos participantes, seguindo protocolos internacionais padronizados. A iniciativa também amplia a produção científica sobre a doença e contribui para o desenvolvimento de estratégias voltadas ao diagnóstico precoce e à redução das complicações associadas à febre reumática. 

A coordenação local da pesquisa é realizada pela cardiopediatra Renata Fonseca Mendoza. 

Sobre o HEC 

O Hospital Estadual da Criança é uma unidade materno-infantil de média e alta complexidade, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Vinculado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o hospital é gerido pela Liga Álvaro Bahia e atua como referência em assistência pediátrica especializada. 

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Saúde

Sesab reforça cuidados com a saúde diante dos efeitos do El Niño e da estiagem na Bahia 

Hidratação, proteção contra a exposição solar e combate aos focos do mosquito da dengue estão entre as principais recomendações à população 

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Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para proteger a população dos impactos provocados pelo El Niño.
Foto: Ascom/Sudec

Beber água com frequência, evitar a exposição prolongada ao sol e manter reservatórios de água devidamente tampados estão entre os cuidados recomendados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para proteger a população dos impactos provocados pelo El Niño. As orientações ganham ainda mais relevância diante do cenário de estiagem que afeta diversas regiões do estado e amplia os riscos à saúde. 

De acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), atualmente há 105 decretos de situação de emergência vigentes em municípios baianos em razão da seca. 

O coordenador do Programa de Vigilância em Emergências em Saúde Pública Relacionadas aos Desastres (Vigidesastres), Edson Ribeiro Júnior, alerta que crianças com menos de cinco anos e pessoas com mais de 60 anos exigem atenção especial durante os períodos de calor intenso. 

Segundo o sanitarista, os idosos podem ingerir menos água do que o necessário, o que aumenta o risco de desidratação. “É importante também, mesmo sem sentir sede, tomar água, sucos e água de coco”, orienta. 

Proteção contra o calor e a radiação solar 

A Sesab recomenda evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação solar é mais intensa. A orientação vale tanto para atividades cotidianas quanto para eventos, encontros e aglomerações em ambientes abertos. 

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Quando a permanência ao ar livre for inevitável, é necessário reduzir o tempo de exposição e utilizar medidas de proteção individual. “Se houver necessidade de sair ao sol, é importante usar chapéu, boné, camisas com proteção UV e protetor solar”, destaca Edson Ribeiro Júnior. 

Pessoas que praticam exercícios físicos também devem adaptar os horários das atividades para reduzir riscos como queimaduras, insolação, irritações na pele e desidratação. 

“Para jogar futebol, caminhar ou correr, o ideal é realizar essas atividades até as sete da manhã ou após as cinco da tarde”, recomenda o especialista. 

Atenção ao armazenamento de água 

A estiagem frequentemente leva ao armazenamento de água em recipientes improvisados. Nesses casos, a Sesab alerta para a necessidade de manter caixas d’água, tonéis, baldes e demais reservatórios sempre tampados, evitando a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. 

A orientação é que qualquer pessoa que apresente mal-estar, sintomas de desidratação ou alterações no estado de saúde procure a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação e atendimento. 

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Mais informações e atualizações sobre prevenção e cuidados em situações de desastre podem ser consultadas na página do Vigidesastres Bahia. 

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Saúde

Salvador conta com mais um hospital habilitado para a doação de órgãos

Hospital de Brotas passa a contar com equipe multiprofissional especializada no processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes

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A equipe é responsável por organizar e acompanhar todas as etapas do processo de doação de órgãos e tecidos de pacientes
Foto Marília Simões

O Hospital de Brotas, em Salvador, acaba de conquistar a habilitação de sua Equipe de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (e-DOT), ampliando sua participação na rede estadual de transplantes. A equipe é responsável por organizar e acompanhar todas as etapas do processo de doação de órgãos e tecidos de pacientes com diagnóstico de morte encefálica.

Primeiro hospital privado com atendimento exclusivo aos beneficiários do Planserv, que reúne mais de 500 mil usuários, a unidade é administrada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS). Com a nova habilitação, o hospital fortalece sua contribuição para a rede de doação de órgãos da Bahia e amplia os serviços oferecidos aos servidores públicos estaduais e seus dependentes.

O coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Brotas e integrante da e-DOT, Dr. Leonardo Azevedo, destacou a relevância da iniciativa.

“Para mim, é uma imensa satisfação fazer parte da equipe de doação de órgãos e tecidos do hospital. Acredito que o transplante envolve um ato de generosidade e é fundamental que a gente incorpore, na cultura do nosso hospital, essa prática, para que ela se torne cada vez mais difundida no nosso Estado”, afirmou.

A habilitação ocorreu em setembro deste ano, após um processo acompanhado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (COSET). O procedimento incluiu análise documental e capacitação dos profissionais que atuarão no processo de doação, em conformidade com as normas do Sistema Nacional de Transplantes.

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A enfermeira e coordenadora de Educação Permanente da COSET/Sesab, Carolina Sodré, explicou que hospitais com perfil assistencial de alta complexidade e leitos de terapia intensiva são os mais indicados para a implantação da equipe, desde que atendam aos critérios técnicos exigidos.

O que é uma e-DOT?

A Equipe de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes é formada por profissionais de diferentes áreas e atua na organização e no acompanhamento de todas as fases do processo de doação dentro da unidade hospitalar.

Sua atuação começa na identificação de potenciais doadores e inclui:

  • Notificação às centrais de transplantes;
  • Acompanhamento do diagnóstico de morte encefálica;
  • Apoio à manutenção clínica do potencial doador;
  • Orientação e acolhimento dos familiares;
  • Participação na entrevista para autorização da doação.

No Hospital de Brotas, a equipe é composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais que trabalham de forma integrada para assegurar acolhimento, segurança e respeito às famílias.

A enfermeira Gilca Cirne, integrante da e-DOT, destacou a importância da atuação da enfermagem.

“O enfermeiro pode participar de todas as etapas do processo de doação de órgãos e tecidos. Entre suas atribuições estão a identificação de potenciais doadores, a realização das notificações aos órgãos responsáveis pela regulação de transplantes, o acompanhamento do processo de diagnóstico de morte encefálica e o acolhimento à família”, explicou.

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Segundo ela, o suporte emocional é uma dimensão essencial desse trabalho.

“O apoio emocional precisa respeitar o sofrimento do momento, as crenças, os valores e o tempo de cada família”, ressaltou.

Brasil bate recorde de transplantes

Em 2025, o Brasil registrou 31.745 transplantes de órgãos, córneas e tecidos, alcançando o maior número da história, segundo dados do Ministério da Saúde.

No mesmo período, foram contabilizados 4.335 doadores efetivos, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Entre os órgãos sólidos, o rim foi o mais transplantado, com 6.697 procedimentos realizados.

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Apesar dos avanços, a recusa familiar ainda representa um dos principais desafios para a ampliação das doações. Dados da ABTO apontam que, em 2025, 45% das entrevistas familiares resultaram em negativa para a doação.

“Podemos assegurar que o Brasil tem o maior programa público de transplantes do mundo. É um programa ético, seguro e transparente, que realiza transplantes de coração, fígado, rim, medula, córnea, ossos e pele. Porém, para que haja transplante, precisa haver doação. Por isso, as unidades hospitalares devem estar habilitadas para oferecer às famílias a oportunidade de doar e salvar vidas”, afirmou Carolina Sodré.

Como manifestar a vontade de ser doador

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos depende da autorização da família, mesmo quando a pessoa declara em vida o desejo de ser doadora. Por isso, conversar com familiares e deixar clara essa decisão é fundamental.

Uma das formas de registrar formalmente essa intenção é por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), disponibilizada gratuitamente pelo Colégio Notarial do Brasil em parceria com o Sistema Nacional de Transplantes.

O registro pode ser realizado pela internet, utilizando os sistemas AEDO ou e-Notariado. No entanto, a manifestação eletrônica não substitui a autorização familiar exigida pela legislação brasileira.

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Além disso, nem toda pessoa com diagnóstico de morte encefálica poderá se tornar doadora. A viabilidade da doação depende de avaliação médica criteriosa, que leva em consideração o histórico clínico, as condições dos órgãos e tecidos e possíveis contraindicações.

Um único doador pode beneficiar diversas pessoas e contribuir para salvar vidas, reforçando a importância da conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.

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