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Política

Governo do Estado amplia investimentos em Vitória da Conquista

O município recebeu entregas de obras e equipamentos nas áreas de saúde, segurança pública e desenvolvimento rural

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Vitória da Conquista, na região Sudoeste da Bahia, recebeu a visita do governador Jerônimo Rodrigues e do ministro da Casa Civil,
Fotos: Matheus Landim/GOVBA

Vitória da Conquista, na região Sudoeste da Bahia, recebeu a visita do governador Jerônimo Rodrigues e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, para uma série de entregas de obras e equipamentos nas áreas de saúde e segurança pública, nesta sexta-feira (6). No total, os investimentos ultrapassam R$ 30 milhões e contemplam a inauguração de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, composta por 20 leitos, no Hospital Afrânio Peixoto (HAP).

Executada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a implantação da UTI no HAP conta com recursos na ordem de R$ 9,7 milhões, sendo R$ 8,1 milhões destinados à construção e mais de R$ 1,5 milhão, à aquisição de equipamentos e mobiliário. “Mais uma agenda muito marcante para nós. A gente cada vez mais celebra, e não é só pela quantidade, não. É pelo serviço que vai ser prestado, de salvar vidas. Além de um centro de imagem muito inovador, moderno, potente, para que as pessoas possam fazer seus exames sem precisar de grandes deslocamentos”, enfatizou Jerônimo.

O novo Centro de Diagnóstico por Imagem do HAP é fruto da Parceria Público-Privada, com investimento de mais R$ 9,4 milhões do Governo do Estado. A unidade conta agora com uma nova ala composta de tomógrafo e mais uma sala com aparelho de raio-X, sala de preparo e recuperação e sala de laudos. A expectativa é de realizar até 4 mil exames por mês, entre tomografias e radiografias, ampliando a capacidade de diagnóstico e a resolutividade da rede hospitalar local.

Para a secretária da Saúde, Roberta Santana, as entregas reforçam a política do Estado de regionalização e interiorização da saúde. “A gente não só entrega os leitos no Hospital Afrânio Peixoto, como a gente também amplia a capacidade dele para alta complexidade. E agora com a implantação das cirurgias ortopédicas, passa a ser um hospital que fará também cirurgia na rede de urgência e emergência”, pontuou a titular da Sesab.

O Hospital Municipal Esaú Matos foi contemplado com a entrega de equipamentos hospitalares para o Centro de Parto Natural. A unidade também recebeu uma ambulância tipo van, fortalecendo os atendimentos materno-infantis e os serviços de transporte de pacientes da região. Outro veículo foi destinado para o programa Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Também foram entregues kit odontológico para a Unidade de Saúde da Família (USF) Miro Cairo.

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Para o ministro da Casa Civil, Rui Costa, as iniciativas do Estado para o reforço da saúde em Vitória da Conquista representam perfeitamente a parceria entre os governos. “Lula lançou o programa Agora Tem Especialidades, que é o programa do Governo Federal para dar as mãos ao Estado, prefeitos, iniciativa privada; para fazer exames que as pessoas precisam e fazer as cirurgias que a população tanto quer fazer. A meta é juntar todos os esforços para cuidar das pessoas e tentar zerar a fila de diversas cirurgias que hoje existe no país inteiro”, acrescentou o ministro.

Segurança Pública

Para reforçar a estrutura da Polícia Militar da Bahia (PMBA) em Vitória da Conquista e na região Sudoeste foram entregues 50 novas viaturas, incluindo 29 motocicletas, dois quadriciclos, três veículos semiblindados, cinco bases móveis e 11 automóveis, totalizando investimentos de cerca de R$6,5 milhões.

O secretário da Segurança Pública (SSP), Marcelo Werner destacou o avanço da segurança pública com os investimentos. “É muito investimento feito pelo Governo do Estado e logicamente isso se reflete no melhor atendimento à população, melhores índices criminais com a diminuição da violência e o combate excessivo à violência às facções, mas acima de tudo a promoção da paz no nosso estado”, declarou Werner sobre a iniciativa que abrange além de Vitória da Conquista, os municípios de Cândido Sales, Brumado, Guanambi, Jequié, Ilhéus, Ubaitaba e Itacaré.

Desenvolvimento Rural

Na oportunidade, o Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), por intermédio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), também direcionou atenção às demandas do campo, com a entrega de dois tratores com implementos agrícolas, três tanques de resfriamento de leite e três máquinas forrageiras, sendo uma delas destinada à Associação de Produtores e Produtoras Rurais do povoado de Piabanha, em Aracatu. Esses equipamentos visam fortalecer a produção agrícola e ampliar a inclusão social nas comunidades rurais. O governador também entregou título de terra ao projeto Minha Terra Legal para comunidade Quilombola de Barreiro do Rio Pardo.

Mais investimentos

Outro destaque da agenda em Vitória da Conquista foi a autorização para a SDR, por meio da CAR, iniciar as ações de limpeza e requalificação de 400 aguadas no município.

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Na ocasião, também foi assinado convênio entre a Sesab e a Santa Casa de Misericórdia de Vitória da Conquista – Hospital São Vicente de Paulo, para a aquisição de insumos e medicamentos hospitalares, com investimento de R$ 1,5 milhão.

A Sesab foi autorizada pelo governador a adotar as providências necessárias para início da obra de reforma e ampliação do Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) que garantirá a construção de uma nova emergência, novo centro cirúrgico com salas de cirurgias e ampliação, com 40 novos leitos de UTI.

Política

PEC da Segurança Pública é aprovada no Senado por unanimidade

Proposta agora será promulgada e as emendas que reduziam a maioridade penal foram desmembradas e tramitarão separadamente

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Painel exibe resultado de votação. Foto: Ton Molina/Agência Senado

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3), em dois turnos, a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, proposta que amplia a integração entre os órgãos de segurança, fortalece o combate ao crime organizado e incorpora o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição. O texto recebeu apoio unânime dos parlamentares, com 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, e seguirá para promulgação.

Durante a votação, as emendas que tratavam da redução da maioridade penal foram retiradas da proposta principal e passarão a tramitar de forma autônoma. O desmembramento foi aprovado por margem estreita, com 38 votos favoráveis e 36 contrários.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comprometeu-se a garantir celeridade à análise das futuras propostas sobre o tema. Segundo ele, caberá aos parlamentares construir um texto de consenso para ser submetido ao Plenário.

A PEC, encaminhada pelo Poder Executivo, foi apreciada em calendário especial, com dispensa de prazos e sessões de discussão. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou alterações que pudessem obrigar o retorno da matéria à Câmara dos Deputados, evitando atraso na promulgação.

“Isso impediria a promulgação imediata e atrasaria o atendimento de necessidades inadiáveis da população brasileira, que clama por mais segurança pública”, justificou o relator.

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Debate sobre maioridade penal dividiu o Plenário

A maior parte da discussão concentrou-se nas propostas de redução da maioridade penal. Rogério Carvalho argumentou que o assunto não fazia parte do escopo original da PEC e deveria ser debatido em proposta específica, devido à sua complexidade jurídica e social.

Uma das emendas, apresentada pelo líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), previa a redução da idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

Já a proposta apresentada pelo líder do PT, senador Camilo Santana (PT-CE), limitava a redução para 16 anos apenas nos casos de crimes hediondos.

Parlamentares da oposição criticaram o desmembramento das emendas. Para eles, a maioridade penal está diretamente relacionada ao tema da segurança pública e deveria ter sido apreciada conjuntamente com a PEC.

Por outro lado, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), defendeu a aprovação da parte consensual da proposta e a tramitação separada dos temas que ainda geram divergências.

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Principais mudanças previstas na PEC

Entre os principais pontos aprovados estão:

  • Inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição;
  • Ampliação da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios;
  • Compartilhamento obrigatório de informações e integração dos sistemas de segurança;
  • Regras para criação de polícias municipais, condicionadas a critérios de capacitação, fiscalização e capacidade financeira;
  • Fortalecimento do combate às facções criminosas, milícias e organizações paramilitares;
  • Restrições à progressão de regime e benefícios para integrantes dessas organizações;
  • Possibilidade de confisco de bens vinculados ao crime organizado;
  • Ampliação da proteção a denunciantes, testemunhas e familiares;
  • Garantia de mais direitos e assistência às vítimas de crimes;
  • Expansão das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para atuação em ferrovias e hidrovias federais;
  • Criação do Sistema de Políticas Penais;
  • Proteção dos recursos dos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário contra bloqueios e desvios de finalidade;

Destinação de 10% do superávit do Fundo Social para investimentos em segurança pública.

Emendas de redação foram incorporadas

O texto final recebeu ajustes considerados apenas de redação. Entre eles, destaca-se a proposta do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que permite o ressarcimento das Forças Armadas, em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Outras emendas apresentadas durante a tramitação foram rejeitadas pelo relator, incluindo propostas relacionadas à inclusão dos órgãos socioeducativos e agentes de trânsito entre os órgãos da segurança pública e à autonomia da polícia científica.

Com a aprovação da PEC da Segurança Pública, o Senado conclui uma das principais votações da agenda legislativa voltada ao enfrentamento da criminalidade, enquanto o debate sobre a redução da maioridade penal seguirá em propostas independentes, que deverão ser apreciadas posteriormente pelos parlamentares.

Fonte: Agência Senado
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Robinson Almeida rebate críticas de João Roma sobre erosão na BR-324

Deputado afirma que rodovia é de responsabilidade federal, destaca ação do DNIT para recuperação do trecho e acusa adversário de utilizar o problema para ataques políticos 

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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às críticas feitas por João Roma (PL) sobre a erosão registrada em um trecho da BR-324,
Foto: Reprodução redes sociais

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às críticas feitas por João Roma (PL) sobre a erosão registrada em um trecho da BR-324, no município de Simões Filho, e criticou o que classificou como tentativa de politização de um problema que já está sendo enfrentado pelos órgãos responsáveis. 

Em resposta às declarações do ex-candidato ao Governo da Bahia, Robinson afirmou que Roma tem utilizado questões pontuais para direcionar ataques ao governador Jerônimo Rodrigues. 

“João Roma não tem mesmo o que fazer. Depois de perder a segunda eleição, resolveu virar fiscal de buracos. Deveria explicar os buracos de Flávio Bolsonaro e também de Bruno Reis, seus aliados, já que está com tanta disposição. Ou a fiscalização só funciona quando o buraco rende ataque a Jerônimo?”, provocou o parlamentar. 

O deputado ressaltou que a BR-324 é uma rodovia federal e lembrou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já anunciou para esta terça-feira (3) o início das obras de recuperação do trecho afetado em Simões Filho. 

De acordo com informações do órgão, as fortes chuvas registradas na região e a obstrução do sistema de drenagem contribuíram para o processo de erosão identificado no acesso ao viaduto localizado no quilômetro 603 da rodovia. 

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Defesa das ações governamentais 

Robinson Almeida também destacou que os governos federal e estadual têm atuado para solucionar demandas da população baiana, inclusive em situações que envolvem responsabilidades de outras esferas administrativas. 

“A população precisa das soluções que os governos federal e estadual vêm entregando, inclusive para problemas municipais. O que Roma e seus aliados oferecem à Bahia? A resposta veio das urnas”, afirmou o deputado. 

A troca de críticas ocorre após o episódio de erosão na BR-324 ganhar repercussão pública e mobilizar ações emergenciais para garantir a segurança dos usuários da rodovia. 

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Política

Câmara aprova acordo do Mercosul para ampliar proteção a mulheres vítimas de violência

Medidas protetivas concedidas em um país poderão ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais Estados signatários 

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A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção
Benedita da Silva, relatora do projeto - Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção às mulheres em situação de violência de gênero. A proposta consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/26, de autoria da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, e agora segue para análise do Senado Federal. 

O acordo prevê que medidas protetivas concedidas a mulheres em um dos países signatários possam ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais países integrantes. O objetivo é garantir a proteção da vida, da saúde e da integridade física e psicológica das vítimas, independentemente de sua situação migratória. 

Relatora da matéria no Plenário, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defendeu a aprovação do texto. Segundo a parlamentar, o acordo fortalece princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de gênero e a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais. 

A proposta teve origem na Mensagem 1.873/25, encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. Pela Constituição Federal, cabe ao Congresso aprovar tratados, acordos e atos internacionais que impliquem compromissos para o Brasil. 

Ordem Mercosul de Proteção 

Assinado em Assunção, no Paraguai, em 20 de julho de 2022, o acordo reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do Mercosul, além de Bolívia, Chile e Equador, países associados ao bloco. 

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Entre as medidas previstas está a criação da Ordem Mercosul de Proteção (OMP), documento que poderá ser emitido pela autoridade judicial responsável pela concessão da medida protetiva. A comunicação e a cooperação entre os países serão realizadas por meio de autoridades centrais designadas para esse fim. 

Mulheres vítimas de violência poderão solicitar a emissão da OMP inclusive quando estiverem visitando ou residindo em outro país signatário. A ordem poderá determinar medidas como a proibição de aproximação e contato do agressor, restrição de acesso a determinados locais frequentados pela vítima e suspensão da posse, do porte e do uso de armas. 

O acordo também permite a utilização de dispositivos de geolocalização e monitoramento, como tornozeleiras eletrônicas, desde que a tecnologia esteja disponível no país responsável pela execução da medida. 

Fonte: Agência Câmara de Notícias 
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