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Educação

Governo da Bahia lança ação para fortalecer arte e cultura na educação integral

Iniciativa em parceria com os ministérios da Cultura e da Educação deve beneficiar quase 17 mil estudantes em escolas de tempo integral

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a ação “Arte e Cultura na Educação Integral”. A solenidade ocorreu no Colégio Estadual Luiz Viana, em Salvador, e reuniu gestores públicos,
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Com o objetivo de ampliar e consolidar a presença das práticas artístico-culturais no ambiente escolar, especialmente nas unidades de ensino em tempo integral, o Governo da Bahia, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC), lançou, nesta quarta-feira (1º), a ação “Arte e Cultura na Educação Integral”. A solenidade ocorreu no Colégio Estadual Luiz Viana, em Salvador, e reuniu gestores públicos, estudantes e representantes da comunidade escolar.

A iniciativa será executada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli/MinC), a Fundação Nacional das Artes (Funarte), a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), além das secretarias estaduais de Cultura (Secult-BA) e de Educação (SEC).

Na Bahia, a ação deve impactar cerca de 16,8 mil estudantes, distribuídos em oito escolas, localizadas em oito municípios e sete territórios de identidade. Entre as frentes de atuação estão o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena, a presença de artistas residentes nas escolas, o intercâmbio com mestres das culturas populares, além da promoção da leitura, da escrita criativa, do audiovisual e de atividades culturais fora do ambiente escolar.

A secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito, destacou que a iniciativa potencializa políticas públicas já desenvolvidas pela SEC e pela Secult-BA. “Sabemos o quanto a arte e a cultura são fundamentais para a aprendizagem e para evidenciar a potência da escola pública. Agora, com o apoio dos ministérios, fortalecemos ainda mais esse trabalho, ampliando seu alcance nos estados e municípios”, afirmou.

Ao abordar os reflexos da ação no currículo escolar e na formação da juventude, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, ressaltou que a proposta amplia as possibilidades de formação dentro das escolas. “Nosso objetivo é que as escolas também sejam espaços de formação artística e técnica na cultura, fortalecendo a economia criativa e ampliando as oportunidades de desenvolvimento para a nossa juventude”, disse.

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Política nacional

A ação integra uma política nacional mais ampla, que já conta com a adesão de 24 estados brasileiros. Em todo o país, a estratégia deve alcançar cerca de 123 mil estudantes, em 604 escolas distribuídas por 346 municípios, incluindo unidades localizadas em áreas rurais, indígenas e quilombolas.

No âmbito nacional, o secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, classificou a proposta como um avanço na integração entre cultura e educação. “Costumamos dizer que a cultura melhora a educação. Essa ação amplia as oportunidades de formação artística nos processos educativos de crianças e adolescentes”, afirmou.

Com previsão de execução até dezembro de 2026, a ação “Arte e Cultura na Educação Integral” também contempla diretrizes de inclusão, assegurando o acesso e os direitos culturais de pessoas com deficiência.

Durante o evento de lançamento, foram apresentados os Cadernos Técnicos Funarte de Mediação Artística, que servirão de suporte pedagógico para educadores e profissionais da cultura atuarem de forma integrada nas escolas. Para a presidente da Funarte, Maria Marighella, o momento representa um marco no reconhecimento das artes como política de Estado. “Essa ação materializa esse compromisso na prática, levando a arte e a cultura para dentro das escolas. A cultura é um direito e também um motor de desenvolvimento, gerando trabalho, renda e fortalecendo a cidadania”, ressaltou.

Estudantes destacam impacto positivo

Estudantes que participaram do lançamento demonstraram entusiasmo com as novas atividades. Marla Ferreira, de 16 anos, destacou que a integração entre arte e ensino amplia horizontes e torna o aprendizado mais dinâmico. “Achei maravilhoso esse programa de cultura, como o que está acontecendo aqui hoje na escola, com o circo, as apresentações e a palestra. É algo diferente e muito positivo ver a cultura inserida no ambiente escolar”, afirmou.

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Já Alan Santos de Souza, de 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio, ressaltou a experiência prática proporcionada pela ação. “Estou gostando muito. Já aprendi sobre equilíbrio e até a andar de monociclo. Isso ajuda a gente a se conectar mais com os professores e com os colegas”, disse.

Educação

Estudantes do CPM Lobato transformam sentimentos em exposição no Pelourinho

Mostra “Um Olhar Sobre Nós” reúne 63 obras produzidas por alunos do Colégio da Polícia Militar da Bahia e destaca reflexões sobre autoestima, sonhos, experiências e diferentes perspectivas de mundo

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Sentimentos, sonhos, dúvidas e diferentes formas de enxergar o mundo ganharam cores, traços e formas nas obras produzidas por estudantes do Colégio da Polícia Militar da Bahia (CPM), unidade Lobato, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A partir desta terça-feira (6), a produção de 63 alunos dos ensinos Fundamental e Médio pode ser conferida na exposição “Um Olhar Sobre Nós”, em cartaz no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho. A mostra permanece aberta à visitação até 30 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com entrada gratuita.

A exposição reúne pinturas, desenhos, colagens e trabalhos em técnicas mistas produzidos pelos jovens durante as aulas de Arte. A proposta é utilizar a expressão artística como ferramenta de reflexão, estimulando os estudantes a transformar em imagens sentimentos, pensamentos, descobertas e experiências que nem sempre encontram espaço para ser expressos em palavras.

O projeto chega à sua nona edição. Iniciado em 2016, teve as atividades interrompidas durante a pandemia e foi retomado posteriormente. Neste ano, os estudantes desenvolveram os trabalhos ao longo do período letivo a partir de uma proposta inicialmente voltada para as perspectivas de futuro. A cada edição, a escola define uma temática diferente. Entre os temas já abordados estão os 40 anos do Axé Music e o centenário da Semana de Arte Moderna.

Aprendizado e integração

De acordo com o professor de Arte Paulo André, a construção das obras ocorre de forma gradual. Segundo ele, muitos estudantes demonstram resistência no início do processo, mas passam a se envolver à medida que acompanham a evolução dos trabalhos dos colegas. Além de desenvolver habilidades manuais, os alunos aprimoram técnicas artísticas e exercitam o senso crítico.

“Eles começam a contemplar o próprio trabalho, desenvolvem o senso crítico e passam a se questionar sobre o resultado daquilo que produziram”, destaca o professor.

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A diretora pedagógica do colégio, Isa Barbosa, explica que a seleção das obras é realizada após o desenvolvimento dos trabalhos em sala de aula. As produções escolhidas passam por uma etapa de acabamento antes de serem expostas. Ela ressalta ainda que o projeto fortalece a convivência entre estudantes de diferentes séries e dialoga com atividades de produção textual.

“Eles começam a interagir e a criar laços a partir do projeto. Isso, para nós, é muito importante”, afirma a diretora.

Arte, autoestima e representatividade

Entre os destaques da exposição está a obra “Retrato de Mim”, da estudante e artista Raíssa Evangelista dos Santos. Inspirada no expressionismo, a jovem optou por representar a própria imagem por meio de um autorretrato marcado por cores intensas e traços expressivos.

Na obra, Raíssa aborda a relação com a própria aparência e o processo de aceitação do cabelo, que, segundo ela, foi motivo de insegurança durante a infância.

“É uma forma de mostrar como eu me vejo e, acima de tudo, de representar esse processo de aceitação. Também é uma maneira de expressar minha autoestima e minha identidade, além de retratar que meu cabelo é algo bonito e que eu não deveria sentir vergonha dele. Por isso escolhi me autorretratar com traços inspirados no movimento expressionista”, explica.

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Educação

UFBA conquista pódio inédito em Olimpíada Nacional de Direito Administrativo

Após sete anos afastada da competição, Faculdade de Direito da UFBA retorna à ONDA 2026 e garante o terceiro lugar, tornando-se a primeira equipe baiana a alcançar o pódio do torneio

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A Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) tem um motivo especial para celebrar. Após sete anos sem participar
Foto: Reprodução

A Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) tem um motivo especial para celebrar. Após sete anos sem participar da Olimpíada Nacional de Direito Administrativo (ONDA), a instituição retornou à competição e conquistou o terceiro lugar na edição de 2026, tornando-se a primeira equipe baiana a subir ao pódio da disputa.

O resultado ganha ainda mais relevância diante da dimensão do evento, que reuniu 31 instituições de ensino superior de dez estados brasileiros e do Distrito Federal.

A conquista foi construída ao longo de uma competição marcada por desafios de elevado nível técnico. Os estudantes enfrentaram provas que incluíram a elaboração de pareceres jurídicos, sustentações orais de casos práticos e debates perante bancas formadas por renomados especialistas em Direito Administrativo.

Sob a orientação da professora Madiane Miguez, servidora do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) e egressa da própria UFBA, a equipe demonstrou sólido conhecimento jurídico, capacidade argumentativa, dedicação e maturidade acadêmica.

Mais do que a conquista de uma medalha, o terceiro lugar representa o reconhecimento da excelência da universidade pública e do talento dos estudantes baianos. Ao representar a Bahia na competição realizada no Rio de Janeiro, os jovens alcançaram um feito inédito para o estado e reafirmaram o papel transformador da educação na formação de profissionais de destaque.

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O resultado coloca a UFBA entre as principais referências do país na área do Direito Administrativo e celebra uma conquista que ultrapassa os limites da instituição, fortalecendo o protagonismo da Bahia no cenário acadêmico nacional.

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Educação

Educação integral fortalece aprendizagem e cidadania em escola de Cajazeiras

Estudantes do Colégio Estadual Deputado Naomar Alcântara participaram de oficinas educativas que aproximam famílias da rotina escolar e ampliam oportunidades de desenvolvimento

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oficinas educativas do programa Dia do Educa Mais com as Famílias. Promovida pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia,
Foto: Joá Souza/GOVBA

Estudantes do Colégio Estadual Deputado Naomar Alcântara, localizado no bairro de Cajazeiras V, em Salvador, participaram, neste sábado (26), das oficinas educativas do programa Dia do Educa Mais com as Famílias. Promovida pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, a iniciativa tem como objetivo aproximar a comunidade escolar da rotina dos estudantes, fortalecendo a proposta do ensino em tempo integral.

As atividades são conduzidas por voluntários com formação específica e contemplam diversas áreas do conhecimento e do desenvolvimento humano, como esportes, educação corporal, cultura, linguagens artísticas, fanfarras e reforço das aprendizagens.

Na unidade escolar, são ofertadas oficinas de Dança, Artesanato, Mídias Digitais, Coral e Banda Naomar, Capoeira, Jiu-Jitsu, Informática e Saúde Mental. As ações contribuem para a formação integral dos estudantes, estimulando habilidades acadêmicas, culturais, sociais e emocionais.

O modelo de ensino em tempo integral busca ampliar a construção de uma consciência cidadã, crítica e humanitária. Além de permanecerem mais tempo em um ambiente de aprendizagem e convivência, os estudantes concluem o ensino médio com uma visão mais ampla sobre o papel da educação e a importância do espaço escolar em suas trajetórias de vida.

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