Turismo
Ferry é afundado de forma controlada para abrigar recifes de corais
A estrutura naufragada servirá como habitat para diversas espécies marinhas e favorecerá estudos científicos
O ferry Juracy Magalhães, que operou por quase 46 anos na travessia Salvador-Itaparica, foi afundado de forma controlada, nesta sexta-feira (21), para a criação de um recife artificial marinho no Rio Vermelho, em Salvador. Ação conjunta da Secretaria do Turismo (Setur) com o Inema e a Marinha do Brasil, a embarcação foi inspecionada para remoção de possíveis espécies invasoras e adaptada para mitigação dos impactos ambientais.
Um dos biólogos do Inema, Marcelo Peres explicou que, após a operação, em apenas um ano o ferry será tomado por corais e espécies marinhas de todo tipo. “Fizemos os estudos prévios de sedimentos, de biodiversidade do local, onde poderia ocorrer o afundamento e, posteriormente, fizemos quatro vistorias para que não haja nenhum tipo de resíduo que possa trazer algum impacto negativo para o meio ambiente. Então, foram quatro inspeções, a gente avaliou também a presença de espécies invasoras e nossa expectativa é bem positiva para a biodiversidade e para o turismo do Estado”, dividiu.
A estrutura naufragada servirá como habitat para diversas espécies marinhas e favorecerá estudos científicos, que estão sendo realizados pelo governo baiano desde os primeiros afundamentos controlados do ferry Agenor Gordilho e de um navio de reboque, realizados em novembro de 2020. O secretário do Turismo, Maurício Bacelar, destacou que cerca de nove embarcações já foram naufragadas em áreas próximas à costa de Salvador e na Baía de Todos-os-Santos, mas que a submersão controlada tem a característica de compensação ambiental.
“Nós temos naufrágios registrados por acidentes, pelas guerras da Independência da Bahia, do século XIX, mas queremos com os afundamentos planejados transformar Salvador no maior parque de turismo de mergulho do mundo urbano. As nossas embarcações afundadas estão muito perto do litoral, o que possibilita que mergulhadores amadores possam, em pouco tempo, sendo treinados, ter essa experiência”, contou sobre o impacto no turismo para a capital.
A embarcação tem aproximadamente 800 toneladas e 71 metros de comprimento. A estrutura foi afundada a quatro quilômetros da costa e a 30 metros de profundidade na região do Largo da Mariquita. À frente de uma empresa de mergulho, Tania Corrêa conta como a experiência com o ferry Agenor Gordilho tem repercutido no turismo náutico desde 2020.
“Um recife artificial é um aglutinador, uma casa para os animais marinhos. Então, o Agenor Gordilho, mesmo, está todo coberto de corais hoje. No mergulho encontramos alguns animais que são ameaçados de extinção. Isso é muito importante para a natureza e para o turismo. Você dá um upgrade no turismo local, mergulhadores de todo mundo vêm mergulhar em naufrágios que só existem aqui”, enfatizou a empresária, que também é instrutora de mergulho há 25 anos.
Segundo a Setur-BA, o turismo náutico e de mergulho têm se consolidado como segmentos no turismo. Desde a última ação, em 2020, ocorreu um aumento de cerca de 435% na procura por atividades de mergulho, em comparação com a temporada anterior à pandemia.
Sobre o ferry
O ferry Juracy Magalhães começou a operar em 5 de dezembro de 1972, realizando a travessia Salvador-Itaparica, até ser retirado de circulação em 16 de novembro de 2018.
Turismo
Encontro Nacional do Café impulsiona turismo rural e destaca rota de cafés especiais no sudoeste baiano
Evento realizado em Barra do Choça reuniu produtores, especialistas e visitantes de diversas regiões, fortalecendo a cadeia produtiva do café e promovendo experiências ligadas ao turismo rural
O 17º Encontro Nacional do Café foi encerrado no último domingo (13), na Fazenda Vidigal, em Barra do Choça, na zona turística Caminhos do Sudoeste. Ao longo de três dias de programação, o evento reuniu produtores, especialistas e visitantes da Bahia, de outros estados e do exterior para uma série de atividades voltadas ao fortalecimento da cafeicultura.
A programação incluiu exposições, dinâmicas de campo, cursos de classificação e degustação de cafés, além de palestras sobre inovação, produção e mercado.
Durante o encontro, a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) apresentou estratégias para ampliar o desenvolvimento do turismo no estado, com destaque para a Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista. O roteiro turístico possui 54 quilômetros de extensão e reúne 22 propriedades rurais, proporcionando aos visitantes uma imersão na história e no processo produtivo do café, desde o cultivo até o consumo, além de experiências ligadas ao artesanato e à cultura regional.
Segundo a organizadora do evento, Valéria Vidigal, a Fazenda Vidigal ocupa posição de destaque na produção de cafés especiais.
“A Fazenda Vidigal é a mais premiada do Planalto da Conquista e ocupa o primeiro lugar no que se refere à qualidade dos cafés especiais naturais e despolpados. A nossa propriedade fomenta o desenvolvimento sustentável e a transferência de tecnologia, principalmente por meio do turismo rural”, destacou.
Os expositores também ressaltaram a importância do evento para a economia e a valorização dos produtos da região.
“É uma honra compartilhar este espaço para apresentar a nossa marca. Essa parceria contribui para fortalecer o segmento e ampliar a visibilidade dos nossos cafés orgânicos”, afirmou a mestre de produção da Fazenda Colheita das Alegrias, Ana Paula.
A proprietária da empresa Apis Terra, Tatiana Quirino, destacou a diversidade da produção regional.
“Queremos mostrar também que a região vai além da produção cafeeira. Nós oferecemos produtos artesanais de saboaria feitos com derivados do mel e de flores cultivadas em nossa fazenda”, explicou.
O empresário Vinicius Teles, que deixou Sorocaba, no interior de São Paulo, para morar e comercializar café em Barra do Choça, também elogiou a iniciativa.
“É a primeira vez que venho com minha esposa ao evento e está sendo uma imersão fantástica. A cidade mostra que ainda tem muito potencial para ser desenvolvido”, relatou.
Turismo
Bahia lidera crescimento do turismo no Brasil e registra melhor desempenho do país em 2026
Estado acumula alta de 5,9% nas atividades turísticas em 2026, enquanto o setor recua em nível nacional; resultado de julho também foi o maior do país
A Bahia mantém a liderança nacional no desempenho das atividades turísticas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado acumula crescimento de 5,9% em 2026, melhor resultado entre as unidades da federação, enquanto o setor apresentou retração de 1% no Brasil.
O levantamento também aponta que a atividade turística baiana vem registrando avanços contínuos há 60 meses, desde agosto de 2021, consolidando uma trajetória de expansão acima da média nacional.
No acumulado dos últimos 12 meses, a Bahia segue na liderança do ranking nacional, com crescimento de 5,6%, índice quase nove vezes superior ao registrado pelo país, que alcançou 0,6% no mesmo período.
O destaque também aparece no desempenho mensal. Em julho de 2026, o volume de atividades ligadas ao turismo no estado cresceu 18,6% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, configurando o maior avanço entre todos os estados brasileiros. No mesmo comparativo, o Brasil registrou resultado negativo de 1,6%.
De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA), os indicadores refletem uma série de ações estratégicas voltadas ao fortalecimento do setor. Entre as iniciativas estão investimentos em infraestrutura turística, promoção dos destinos baianos nos mercados nacional e internacional, qualificação profissional, melhoria dos serviços ofertados aos visitantes, além da captação de voos e eventos corporativos.
A pasta destaca ainda que o desempenho positivo é resultado da atuação integrada entre o poder público e os diversos segmentos da cadeia produtiva do turismo, incluindo empresários, entidades do setor e municípios turísticos.
Com base em projeções e informações de entidades da indústria de viagens, a Setur-BA avalia que a tendência é de manutenção da liderança baiana no turismo nacional durante a alta temporada. A expectativa é que o estado registre novos recordes na atração de visitantes brasileiros e estrangeiros nos próximos meses.
Turismo
Bon Odori reúne 120 mil pessoas em Salvador e Parada LGBT+ impulsiona a economia baiana
Eventos de grande porte, com participação da Setur-BA, reforçam o intercâmbio cultural, movimentam a economia e atraem visitantes nacionais e internacionais para a Bahia
Após quatro dias de programação, o Bon Odori – Festival da Cultura Japonesa 2026 foi encerrado na segunda-feira (7), no Parque de Exposições de Salvador, atraindo cerca de 120 mil pessoas, entre visitantes baianos, brasileiros e estrangeiros. A Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) participou do evento como parte das ações de intercâmbio de experiências entre a Bahia e o Japão, que contribuem para o fortalecimento da atividade turística nos destinos.
“A Bahia tem tudo para conquistar o turista japonês, por sua cultura diferenciada e suas belezas naturais. Nesta edição, contamos com a participação do influenciador japonês Koyama Ginjiro, que irá divulgar, em seu país, as experiências vividas durante o festival”, declarou a presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Salvador (Anisa), Miriam Sano.
Em sua primeira visita à capital baiana, o embaixador do Japão no Brasil, Noguchi Yasushi, destacou a expressiva participação do público no evento.
“Este é o segundo maior Bon Odori do país, o que demonstra a forte amizade entre baianos e japoneses. Esperamos que essa ligação contribua para ampliar as relações comerciais e turísticas entre os dois povos”, afirmou.
No palco, o cantor brasileiro Eduardo Toshiaki Yoshikawa, que desenvolve carreira no mercado japonês, viveu momentos de emoção.
“Sou filho de um itabunense e de uma paulista de origem japonesa, mas nunca havia vindo à Bahia. Estar aqui é como resgatar minhas raízes. Fui recebido por um povo extremamente carinhoso”, relatou o artista.
Diversidade
No último domingo (6), uma multidão tomou conta do circuito Barra-Ondina, em Salvador, durante a 23ª Parada do Orgulho LGBT+, organizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), com a participação da Setur-BA. Com o tema “Vergonha adoece. Orgulho cura!”, o evento movimentou a economia local ao atrair participantes do interior baiano, de outros estados brasileiros e também do exterior.
Durante o desfile, que contou com 11 trios elétricos, a secretaria realizou mais uma etapa da Pesquisa Macro de Caracterização e Dimensionamento do Turismo Receptivo. O levantamento ouviu visitantes sobre origem, meios de transporte utilizados, hospedagem, gastos, tempo de permanência e avaliação dos serviços turísticos.
“A pesquisa ajuda a estruturar uma recepção cada vez melhor para nós, turistas, fortalecendo o sentimento de pertencimento”, afirmou o pernambucano Alisson Cabral, de 42 anos.
“Sou de Madri e não sabia que existia uma celebração LGBT+ dessa dimensão em Salvador, da qual estou adorando participar. O que mais encanta na Bahia é o acolhimento das pessoas, além das praias e da música”, destacou a espanhola Marta Perez, de 34 anos.
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