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Política

Estado inaugura mais uma escola de tempo integral em Jequié

O novo laboratório de análises clínicas e o bloco administrativo do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) também foi entregue

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O governador Jerônimo Rodrigues deu início a uma série de entregas e anúncios para Jequié e cidades vizinhas, nesta quinta-feira (10).
Foto: Matheus Landim/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues deu início a uma série de entregas e anúncios para Jequié e cidades vizinhas, nesta quinta-feira (10). Neste primeiro dia na cidade, onde cumpre outras agendas até sábado (12), duas obras públicas nas áreas de saúde e educação foram inauguradas. O novo laboratório de análises clínicas e o bloco administrativo do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), além da obra de ampliação e modernização do Colégio Estadual de Tempo Integral de Jequié foram entregues à população.

“Meu secretariado de governo está todo aqui em Jequié. Até o fim de semana, nós vamos fazer um bom balanço de entregas de escolas para essa turma jovem, coisa que eu não tive; de laboratório para o Hospital Prado Valadares, entregas de casas, de delegacia, pavimentação. Então é uma agenda cheia não só para Jequié, mas para toda a região”, compartilhou o chefe do executivo baiano sobre o planejamento para a cidade do Sudoeste baiano.

No HGPV foram investidos, através da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), mais de R$ 2 milhões em melhorias estruturais e para aquisição de equipamentos. O novo laboratório, que recebeu recursos da ordem de R$ 748 mil, e o bloco administrativo, mais R$ 1 milhão, foram reformados para ampliar a capacidade de atendimento aos pacientes. Para Fabiana Nery, coordenadora de psicologia da unidade de saúde, o núcleo, que já conta com 27 psicólogos, terá ferramentas melhores para garantir a humanização em todos as fases do acolhimento.

“A gente acompanha todos os pacientes. Então, o Estado teve um olhar sensibilizado para humanizar todo o serviço do hospital. São salas mais amplas, mais computadores, tudo para melhorar a estrutura, não só para os assistidos, mas para a gente também, enquanto profissional”, analisou.

Segundo a secretária da Saúde, Roberta Santana, essa é a entrega apenas da primeira etapa de uma obra de mais de R$ 12 milhões, que tem no planejamento a reforma da hemodinâmica, da recepção principal, da administração, das enfermarias e a ampliação do ambulatório e do centro de ensino.

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“Nesta etapa, a gente tira o laboratório de dentro do hospital e traz para uma área apartada. Isso qualifica a assistência na parte laboratorial. Na parte administrativa também teremos uma área específica de nutrição, de epidemiologia. É uma grande obra, a expectativa é que a gente faça cateterismo, angioplastia e possa ampliar a assistência, completando em 100% a capacidade do Prado Valadares na alta complexidade”, destacou.

Na ocasião, a Sesab também entregou uma ambulância, que vai servir à assistência do Hospital Geral Prado Valadares. O governador Jerônimo Rodrigues ainda acompanhou a vistoria das obras da segunda etapa do projeto, que contempla o ambulatório da unidade.

Educação de tempo integral

O Colégio Estadual de Tempo Integral de Jequié, conhecido como o antigo Polivalente e que funciona há 60 anos, em Jequiézinho, foi ampliado e modernizado, com um aporte de R$ 11,4 milhões da Secretaria da Educação (SEC). Foram implantadas 10 novas salas de aula, vestiário, teatro com capacidade para 200 pessoas, campo de futebol society com pista de atletismo, cobertura da quadra poliesportiva e reforma da estrutura.

“Essa escola é muito especial. Ela é um padrão antigo de Polivalente, tem expertise em educação profissional e tecnológica no eixo da saúde, com bons resultados dos nossos estudantes, com professores excepcionais. A gente sabe que a estrutura física é importante, então agora, além de bons professores, os estudantes vão ter uma escola completa para ampliar ainda mais a capacidade de aprendizagem deles”, enfatizou.

O colégio tem educação profissional e tecnológica nas áreas de Análises Clínicas, Saúde Bucal, Enfermagem, Nutrição e Dietética. Estudantes como Isabele Silva, que cursa Análises Clínicas, vê no ensino integral uma oportunidade de expansão de conhecimentos e motivação.

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“Eu acompanhei muitas mudanças no colégio, tanto na parte da educação, quanto na parte estrutural e tudo foi muito bom pra gente, que é do técnico também. Isso nos motiva a continuar”, celebrou a estudante.

Ao todo serão R$ 9,4 bilhões destinados pela Educação para as escolas de ensino integral. Já foram construídas 77 novas escolas, 39 ampliadas e 55 modernizadas em toda a Bahia.

Durante a agenda institucional em Jequié, o governador vai entregar até sábado (12), obras de pavimentação, colégio de ensino integral, delegacia e equipamentos de saúde. Além de anunciar outros investimentos em áreas como urbanização, desenvolvimento rural, saúde, abastecimento de água e segurança, para o município.

Política

PEC da Segurança Pública é aprovada no Senado por unanimidade

Proposta agora será promulgada e as emendas que reduziam a maioridade penal foram desmembradas e tramitarão separadamente

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Painel exibe resultado de votação. Foto: Ton Molina/Agência Senado

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3), em dois turnos, a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, proposta que amplia a integração entre os órgãos de segurança, fortalece o combate ao crime organizado e incorpora o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição. O texto recebeu apoio unânime dos parlamentares, com 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, e seguirá para promulgação.

Durante a votação, as emendas que tratavam da redução da maioridade penal foram retiradas da proposta principal e passarão a tramitar de forma autônoma. O desmembramento foi aprovado por margem estreita, com 38 votos favoráveis e 36 contrários.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comprometeu-se a garantir celeridade à análise das futuras propostas sobre o tema. Segundo ele, caberá aos parlamentares construir um texto de consenso para ser submetido ao Plenário.

A PEC, encaminhada pelo Poder Executivo, foi apreciada em calendário especial, com dispensa de prazos e sessões de discussão. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou alterações que pudessem obrigar o retorno da matéria à Câmara dos Deputados, evitando atraso na promulgação.

“Isso impediria a promulgação imediata e atrasaria o atendimento de necessidades inadiáveis da população brasileira, que clama por mais segurança pública”, justificou o relator.

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Debate sobre maioridade penal dividiu o Plenário

A maior parte da discussão concentrou-se nas propostas de redução da maioridade penal. Rogério Carvalho argumentou que o assunto não fazia parte do escopo original da PEC e deveria ser debatido em proposta específica, devido à sua complexidade jurídica e social.

Uma das emendas, apresentada pelo líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), previa a redução da idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

Já a proposta apresentada pelo líder do PT, senador Camilo Santana (PT-CE), limitava a redução para 16 anos apenas nos casos de crimes hediondos.

Parlamentares da oposição criticaram o desmembramento das emendas. Para eles, a maioridade penal está diretamente relacionada ao tema da segurança pública e deveria ter sido apreciada conjuntamente com a PEC.

Por outro lado, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), defendeu a aprovação da parte consensual da proposta e a tramitação separada dos temas que ainda geram divergências.

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Principais mudanças previstas na PEC

Entre os principais pontos aprovados estão:

  • Inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição;
  • Ampliação da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios;
  • Compartilhamento obrigatório de informações e integração dos sistemas de segurança;
  • Regras para criação de polícias municipais, condicionadas a critérios de capacitação, fiscalização e capacidade financeira;
  • Fortalecimento do combate às facções criminosas, milícias e organizações paramilitares;
  • Restrições à progressão de regime e benefícios para integrantes dessas organizações;
  • Possibilidade de confisco de bens vinculados ao crime organizado;
  • Ampliação da proteção a denunciantes, testemunhas e familiares;
  • Garantia de mais direitos e assistência às vítimas de crimes;
  • Expansão das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para atuação em ferrovias e hidrovias federais;
  • Criação do Sistema de Políticas Penais;
  • Proteção dos recursos dos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário contra bloqueios e desvios de finalidade;

Destinação de 10% do superávit do Fundo Social para investimentos em segurança pública.

Emendas de redação foram incorporadas

O texto final recebeu ajustes considerados apenas de redação. Entre eles, destaca-se a proposta do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que permite o ressarcimento das Forças Armadas, em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Outras emendas apresentadas durante a tramitação foram rejeitadas pelo relator, incluindo propostas relacionadas à inclusão dos órgãos socioeducativos e agentes de trânsito entre os órgãos da segurança pública e à autonomia da polícia científica.

Com a aprovação da PEC da Segurança Pública, o Senado conclui uma das principais votações da agenda legislativa voltada ao enfrentamento da criminalidade, enquanto o debate sobre a redução da maioridade penal seguirá em propostas independentes, que deverão ser apreciadas posteriormente pelos parlamentares.

Fonte: Agência Senado
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Política

Robinson Almeida rebate críticas de João Roma sobre erosão na BR-324

Deputado afirma que rodovia é de responsabilidade federal, destaca ação do DNIT para recuperação do trecho e acusa adversário de utilizar o problema para ataques políticos 

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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às críticas feitas por João Roma (PL) sobre a erosão registrada em um trecho da BR-324,
Foto: Reprodução redes sociais

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às críticas feitas por João Roma (PL) sobre a erosão registrada em um trecho da BR-324, no município de Simões Filho, e criticou o que classificou como tentativa de politização de um problema que já está sendo enfrentado pelos órgãos responsáveis. 

Em resposta às declarações do ex-candidato ao Governo da Bahia, Robinson afirmou que Roma tem utilizado questões pontuais para direcionar ataques ao governador Jerônimo Rodrigues. 

“João Roma não tem mesmo o que fazer. Depois de perder a segunda eleição, resolveu virar fiscal de buracos. Deveria explicar os buracos de Flávio Bolsonaro e também de Bruno Reis, seus aliados, já que está com tanta disposição. Ou a fiscalização só funciona quando o buraco rende ataque a Jerônimo?”, provocou o parlamentar. 

O deputado ressaltou que a BR-324 é uma rodovia federal e lembrou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já anunciou para esta terça-feira (3) o início das obras de recuperação do trecho afetado em Simões Filho. 

De acordo com informações do órgão, as fortes chuvas registradas na região e a obstrução do sistema de drenagem contribuíram para o processo de erosão identificado no acesso ao viaduto localizado no quilômetro 603 da rodovia. 

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Defesa das ações governamentais 

Robinson Almeida também destacou que os governos federal e estadual têm atuado para solucionar demandas da população baiana, inclusive em situações que envolvem responsabilidades de outras esferas administrativas. 

“A população precisa das soluções que os governos federal e estadual vêm entregando, inclusive para problemas municipais. O que Roma e seus aliados oferecem à Bahia? A resposta veio das urnas”, afirmou o deputado. 

A troca de críticas ocorre após o episódio de erosão na BR-324 ganhar repercussão pública e mobilizar ações emergenciais para garantir a segurança dos usuários da rodovia. 

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Política

Câmara aprova acordo do Mercosul para ampliar proteção a mulheres vítimas de violência

Medidas protetivas concedidas em um país poderão ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais Estados signatários 

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A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção
Benedita da Silva, relatora do projeto - Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção às mulheres em situação de violência de gênero. A proposta consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/26, de autoria da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, e agora segue para análise do Senado Federal. 

O acordo prevê que medidas protetivas concedidas a mulheres em um dos países signatários possam ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais países integrantes. O objetivo é garantir a proteção da vida, da saúde e da integridade física e psicológica das vítimas, independentemente de sua situação migratória. 

Relatora da matéria no Plenário, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defendeu a aprovação do texto. Segundo a parlamentar, o acordo fortalece princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de gênero e a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais. 

A proposta teve origem na Mensagem 1.873/25, encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. Pela Constituição Federal, cabe ao Congresso aprovar tratados, acordos e atos internacionais que impliquem compromissos para o Brasil. 

Ordem Mercosul de Proteção 

Assinado em Assunção, no Paraguai, em 20 de julho de 2022, o acordo reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do Mercosul, além de Bolívia, Chile e Equador, países associados ao bloco. 

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Entre as medidas previstas está a criação da Ordem Mercosul de Proteção (OMP), documento que poderá ser emitido pela autoridade judicial responsável pela concessão da medida protetiva. A comunicação e a cooperação entre os países serão realizadas por meio de autoridades centrais designadas para esse fim. 

Mulheres vítimas de violência poderão solicitar a emissão da OMP inclusive quando estiverem visitando ou residindo em outro país signatário. A ordem poderá determinar medidas como a proibição de aproximação e contato do agressor, restrição de acesso a determinados locais frequentados pela vítima e suspensão da posse, do porte e do uso de armas. 

O acordo também permite a utilização de dispositivos de geolocalização e monitoramento, como tornozeleiras eletrônicas, desde que a tecnologia esteja disponível no país responsável pela execução da medida. 

Fonte: Agência Câmara de Notícias 
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