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Turismo

Enoturismo de Morro do Chapéu impulsiona economia da Chapada Diamantina

Atualmente, quatro vinícolas estão instaladas no município e mais quatro novas unidades foram anunciadas

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Morro do Chapéu, na zona turística Chapada Diamantina, dispõe de um bom “terroir”, que é o tipo de solo associado ao clima propício
Foto: Tatiana Azeviche/Ascom Setur

Morro do Chapéu, na zona turística Chapada Diamantina, dispõe de um bom “terroir”, que é o tipo de solo associado ao clima propício para o plantio de uva, com calor durante o dia e frio à noite, condição ideal para a produção de vinhos. Atualmente, quatro vinícolas estão instaladas no município (Vaz, Santa Maria, Reconvexo e Sertania) e mais quatro novas unidades foram anunciadas. Elas integram a Rota do Vinho, uma iniciativa da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), em parceria com as empresas, que inclui a vinícola Uvva, em Mucugê. O órgão desenvolve ações de capacitação e promoção, para impulsionar o enoturismo na Chapada, que produz rótulos premiados em competições nacionais e internacionais. 

Para atrair mais visitantes, o segmento realiza eventos como a Vindima de Verão, a festa da colheita da uva, promovida pela vinícola Vaz, que movimenta serviços turísticos em Morro do Chapéu. Ela foi realizada, no último sábado, oferecendo a experiência de vivenciar a colheita no parreiral e o processo de produção do vinho, com música, degustação e a tradicional pisa da uva. Apreciadores da bebida, da Bahia, de outros estados e até do exterior, participaram das atividades. 

“Esta é a quinta edição da festa que eu venho prestigiar, porque acho o ambiente muito aconchegante e a qualidade do vinho vale a pena”, relatou a decoradora mineira Renata Ferraz. 

“Já vim muitas vezes a Morro do Chapéu e conheci as vinícolas. O vinho daqui é fantástico. Gosto, especialmente, do espumante Moscatel”, elogiou o engenheiro mecânico alemão Gerhard Lang. 

Para o conselheiro da vinícola gaúcha Miolo, Eurico Benedetti, “esse roteiro promete muito, pois a região pode agregar um turismo muito específico, capaz de envolver toda a cadeia produtiva, além de realizar uma grande Vindima”. 

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Histórico 

O plantio de uva em Morro do Chapéu começou em 2009, na fazenda Santa Maria, estimulada pela ação do Governo do Estado, que importou mudas do fruto da região de Champagne (França), para cultivo na Chapada Diamantina. A partir de 2018, a fazenda foi estruturada como vinícola e hoje produz 12 mil garrafas de vinho por ano, recebendo 1,5 mil visitantes por mês. No mesmo ano, foi fundada a Vaz, que se destaca na produção de vinhos associada ao turismo, no município, com média anual de 26 mil garrafas e fluxo mensal de 3 mil visitantes. 

“Em dezembro do ano passado, a Rota do Vinho foi lançada pela Setur-BA, em Salvador. Desde então, aumentou bastante a visitação em nossa propriedade, principalmente, do pessoal da capital. É um segmento que só tende a crescer, alavancando o turismo regional”, ressaltou Jairo Vaz, fundador do empreendimento que leva o nome de sua família. As mais recentes são as vinícolas Reconvexo e Sertania, inauguradas na localidade em 2019 e 2024, respectivamente. 

Turismo

Baianas de acarajé e mingau recebem capacitação gratuita em Camaçari

Quase 300 profissionais foram certificadas em cursos da Setur-BA voltados à qualificação do turismo e ao fortalecimento do empreendedorismo feminino

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Quase 300 baianas e baianos de acarajé e mingau que atuam em Camaçari, na Costa dos Coqueiros, receberam, nesta segunda-feira (9),
Foto: Tatiana Azeviche/Ascom SeturBA

Quase 300 baianas e baianos de acarajé e mingau que atuam em Camaçari, na Costa dos Coqueiros, receberam, nesta segunda-feira (9), os certificados de cursos gratuitos de capacitação promovidos pela Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA). A cerimônia foi realizada no Empório Jacuípe e reuniu autoridades, representantes do trade turístico e lideranças comunitárias.

As capacitações tiveram 32 horas de duração e abordaram temas como gestão de negócios, marketing digital e boas práticas na manipulação e higienização de alimentos. A programação incluiu ainda oficinas de confecção de turbantes e de valorização da indumentária tradicional, reforçando a identidade cultural das baianas.

Para o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, a iniciativa contribui diretamente para o fortalecimento do destino turístico. “A qualificação dos serviços nos tabuleiros da gastronomia baiana valoriza Camaçari, especialmente em seus 42 quilômetros de orla, onde estão algumas das praias mais procuradas por turistas nacionais e estrangeiros. Além disso, abre novas oportunidades de negócios e amplia a renda das famílias”, destacou.

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, ressaltou o impacto da ação para o município. “Essa certificação fortalece o turismo e o empreendedorismo feminino, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura e a gastronomia, grandes atrativos da nossa região”, afirmou.

A baiana Eleine Nascimento, de 40 anos, que mantém um tabuleiro na praia de Guarajuba, recebeu o certificado motivada. “Vendo acarajé desde pequenininha. Minha mãe é a líder do ponto, mas hoje quem está à frente sou eu. O curso agregou muito conhecimento. Mesmo vindo de uma família de baianas, aprendizado nunca é demais. A parte sobre armazenamento de alimentos foi a que mais me chamou atenção”, relatou.

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Para a presidente da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (ABAM), Rita Santos, parceira da Setur-BA, a atualização profissional é fundamental. “O saber ancestral as baianas já têm. Mas o mundo mudou, e é importante estar sempre atualizada. Essas capacitações melhoram o atendimento e a preparação dos quitutes, oferecendo serviços de ainda mais qualidade para moradores e turistas”, pontuou.

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Turismo

Turismo ecológico fortalece preservação ambiental na Bahia

A data comemorativa destaca práticas responsáveis, educação ambiental e iniciativas de conservação em unidades de preservação

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Celebrado em 1º de março, o Dia do Turismo Ecológico convida à reflexão sobre uma prática que vai além da simples visita a paisagens naturais.
Foto: Divulgação/Ascom Inema

Celebrado em 1º de março, o Dia do Turismo Ecológico convida à reflexão sobre uma prática que vai além da simples visita a paisagens naturais. O turismo ecológico se consolida como uma importante ferramenta de educação ambiental, geração de renda e, sobretudo, de conservação da natureza. Ao optar por conhecer áreas naturais de forma responsável, o visitante contribui diretamente para a proteção dos ecossistemas, fortalecendo iniciativas que conciliam preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

A conservação da biodiversidade, dos ecossistemas e o uso racional dos recursos naturais, aliados à valorização sociocultural das comunidades locais e à geração de renda de maneira sustentável, são pilares do turismo ecológico. Para a turismóloga e técnica do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Luciana Calil, a educação ambiental é o eixo central dessa prática, pois promove a interpretação do ambiente e a sensibilização dos visitantes.

“Quando realizado de forma responsável, o turismo ecológico estimula a manutenção das unidades de conservação, incentiva a fiscalização, fortalece projetos socioambientais e amplia a conscientização sobre a importância da biodiversidade. Além disso, a presença consciente de visitantes ajuda a dar visibilidade às áreas protegidas, reforçando seu valor ambiental e social”, destacou.

Na prática, o turismo ecológico envolve atitudes simples, mas fundamentais, como respeitar as normas das áreas protegidas, reduzir impactos ambientais, não descartar resíduos de forma irregular, valorizar guias e iniciativas locais e buscar conhecimento sobre o território visitado.

Trilhas de longo curso como ferramentas de conservação

A Bahia reúne importantes áreas destinadas à preservação ambiental e ao uso público sustentável. Esses espaços desempenham papel estratégico na proteção da biodiversidade, na conservação dos recursos hídricos e na promoção da educação ambiental. Ao visitá-los de forma consciente, o cidadão passa a integrar ativamente o processo de preservação.

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Nesse contexto, o Inema fomenta políticas públicas voltadas à implantação de Trilhas de Longo Curso em unidades de conservação estaduais sob sua gestão. O Parque Estadual Ponta da Tulha, o Parque Estadual Serra do Conduru e as Áreas de Proteção Ambiental (APA) Costa de Itacaré/Serra Grande e APA Santo Antônio são exemplos de unidades envolvidas nessas ações, em articulação com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), comunidades locais e outros órgãos parceiros.

Luciana Calil também destacou os avanços para a implantação de Trilhas de Longo Curso na região da Chapada Diamantina, projeto que envolverá oito unidades de conservação. A iniciativa está sendo iniciada no território de Rio de Contas, com diálogo junto aos órgãos municipais e condutores locais.

Segundo a turismóloga, as trilhas de longo curso são ferramentas estratégicas para a conservação ambiental, pois funcionam como corredores ecológicos, promovendo a conectividade entre áreas protegidas. “Isso fortalece a conservação dos ecossistemas e do ambiente natural. Ao mesmo tempo, cria um potencial turístico significativo, conectando as pessoas à natureza, promovendo sensibilização ambiental, geração de emprego e renda e fortalecendo o turismo comunitário nas regiões envolvidas”, concluiu.

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Turismo

Salvador sedia lançamento nacional do programa Brasil Mais Crédito para o Turismo

Iniciativa do Ministério do Turismo oferece linhas de financiamento com condições especiais para fortalecer micro e pequenas empresas do setor

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a capital escolhida pelo Ministério do Turismo (MTur) para sediar o lançamento nacional do programa Brasil Mais Crédito para o Turismo,
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Salvador foi a capital escolhida pelo Ministério do Turismo (MTur) para sediar o lançamento nacional do programa Brasil Mais Crédito para o Turismo, realizado nesta segunda-feira (2). Durante o evento, foi apresentado o Fundo Geral do Turismo (Fungetur), que disponibiliza linhas de crédito especiais para empresários do setor turístico, com foco no fortalecimento da economia regional, especialmente entre micro e pequenas empresas.

Na Bahia, o Fungetur conta com um aporte de R$ 215 milhões e opera em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA). As linhas de financiamento oferecem condições atrativas, como juros reduzidos, prazos alongados e carência que pode chegar a até cinco anos, a depender da modalidade contratada.

Para capital de giro, o prazo de pagamento pode chegar a 60 meses. Já para investimentos em obras, construção, reforma e ampliação de empreendimentos turísticos, o financiamento pode ser quitado em até 240 meses. Atualmente, 30 instituições financeiras estão credenciadas para operar o fundo em todo o país, sendo seis delas na Bahia.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou o protagonismo do estado no cenário turístico nacional. “A Bahia vem se destacando. Temos um Sistema Nacional de Turismo que funciona bem, com Governo Federal, Estado e municípios atuando de forma integrada. Nossa plataforma turística é ampla, vai do litoral à Chapada, com forte turismo religioso. Também investimos em segurança pública e infraestrutura, como rodovias e acesso à saúde, o que melhora o atendimento aos turistas e aos baianos”, afirmou.

Presente no lançamento, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou o desempenho histórico do setor. Segundo ele, em janeiro deste ano, o turismo injetou 730 milhões de dólares na economia brasileira, o melhor resultado registrado para o mês nos últimos 20 anos.

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O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, também destacou o simbolismo da escolha de Salvador para o lançamento do programa. “Essa decisão demonstra o momento virtuoso que o turismo vive na Bahia. Lançar o programa aqui reconhece nossa liderança no cenário nacional e reforça a parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado”, afirmou.

Beneficiários

Podem acessar os recursos do Fungetur transportadores turísticos, pousadas, agências de viagem, locadoras de veículos, cafeterias, bares, restaurantes, organizadores de passeios e outros prestadores de serviços do setor. Para isso, é necessário realizar cadastro gratuito no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo, disponível no endereço www.cadastur.turismo.gov.br.

O evento contou com a presença expressiva de representantes de municípios do interior do estado e de micro e pequenas empresas do setor. O presidente do Conselho Baiano de Turismo, Pedro Costa, comemorou a iniciativa. “Vai possibilitar um verdadeiro oxigênio para essas empresas. O turismo é um setor que contribui fortemente para a economia do país, envolve dezenas de segmentos e carecia de uma linha de crédito como essa. Agora, ela chegou”, concluiu.

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