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Saúde

Coordenadora Geral do Planserv fala dos avanços e melhorias do plano de saúde

Socorro Brito foi premiada como a melhor gestora executiva das operadoras de planos de saúde da Bahia

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seis anos à frente da Coordenação Geral do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Planserv),
Foto: Arquivo pessoal

Prestes a completar seis anos à frente da Coordenação Geral do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Planserv), Maria do Socorro da Costa Brito, de 61 anos, faz um balanço dos avanços e melhorias conquistados na assistência à saúde dos servidores públicos. Premiada como a melhor gestora executiva das operadoras de planos de saúde da Bahia e em meio a uma agenda concorrida, ela conversou com exclusividade com o Jornal A Tarde.

– Socorro, me fale sobre você, sua formação e experiência na área?

– Eu sou bacharel em Direito e em Licenciatura Plena em Letras, possuo MBA (Master in Business Administration) em Gestão Empresarial e de Pessoas, especializações em Direito Administrativo e em Gestão Pública e em Direito da Medicina pela Universidade de Coimbra. Nasci em Guarabira, na Paraíba, e sou servidora pública aposentada do Instituto Nacional da Previdência Social (INSS), onde atuei desde 1984 como Técnica do Seguro Social, Gerente Executiva e Supervisora de Arrecadação.

Quando fui chamada no Ministério da Previdência Social, participei de vários projetos no Departamento de Gestão de Pessoas e na Informatização de Processos. Fui também Professora de Direito da Seguridade Social e no Geap – Autogestão em Saúde, que é uma das mais importantes operadoras de planos de saúde para servidores públicos do Brasil, (federais, estaduais e municipais, ativos, aposentados e seus familiares), fui Gerente Regional no Distrito Federal e Diretora Nacional de Controle.

E desde maio de 2019, assumi a coordenação geral do Planserv com muita honra e satisfação a convite do governador Rui Costa, que foi renovado pelo governador Jerônimo Rodrigues. É uma missão que me foi dada que eu abracei com muito comprometimento e carinho para cuidar da vida das pessoas, e eu agradeço muito porque eu me realizo à frente desta instituição tão importante e desafiadora.

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– Atualmente, há quantos beneficiários no Planserv?

– Hoje existem 485 mil pessoas filiadas ao Planserv em toda a Bahia, sendo que 42% delas são titulares do plano, ou seja, os servidores públicos ativos ou aposentados de todos os órgãos da administração direta e indireta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 27% deste total são de cônjuges, companheiros, filhos, enteados e os menores de 18 anos sob a sua guarda, e 32% são de netos e filhos inválidos dos titulares, estes últimos com direito do uso vitalício. Filhos, enteados e netos estão cobertos pelo Planserv até os 24 anos de idade e cerca de 300 mil beneficiários estão concentrados em Salvador e região metropolitana.

– Em relação às mensalidades, é verdade que o Planserv é o plano de saúde suplementar mais barato do Brasil?

– É verdade, porque engloba a atenção ambulatorial, hospitalar, domiciliar e terapias diversas por um valor muito abaixo do mercado comercial de saúde. Existem produtos mais baratos oferecidos no mercado, mas que só cobrem as consultas em consultórios. O que o Planserv disponibiliza é único no país.

– Quais são os valores das mensalidades do Planserv?

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– O nosso grande diferencial é que a contribuição do beneficiário é proporcional à sua renda, e não à sua faixa etária. Então, ele não fica mais caro a cada aniversário, como acontece com os demais planos de saúde, e é por isso que temos o maior número de idosos com plano de saúde ativo do país. Cerca de 32% da nossa carteira de beneficiários possui mais de 60 anos de idade.

As contribuições mensais correspondentes aos serviços de assistência à saúde cobradas do servidor titular, a depender da sua faixa salarial (entre R$ 340 até R$ 22 mil), varia entre R$ 28 a R$ 721,32. Ou seja, o maior valor cobrado pelo Planserv ainda é menor do que uma mensalidade cobrada de um plano de saúde particular individual na primeira faixa etária (de 0 a 17 anos), que começa a partir de R$ 1.000,00. A grande maioria dos servidores paga entre R$ 133,58 e R$ 330,00 para ter acesso a todos os serviços do plano. E cerca de 100 mil usuários pagam mensalmente menos de R$ 100.

Além dele não ficar mais caro com o avanço da idade, ele permite a inclusão da família por valores módicos. A mensalidade do cônjuge ou companheiro custa metade do valor cobrado do servidor titular. Já o preço cobrado pelo atendimento dos dependentes e agregados é de apenas 22% do valor do titular. Hoje, nós temos 93 mil netos que pagam apenas R$ 75 para ter todos os atendimentos de saúde.

Outra vantagem é que, se o servidor titular incluir acima de quatro familiares no Planserv, a partir do quinto dependente não há mais cobranças proporcionais, ou seja, os demais poderão usufruir do plano gratuitamente. É por isso que dizemos que o modelo de assistência à saúde oferecida pelo estado da Bahia é único no país e solidário, porque o governo contribui com a maior parte dos custos.

– Qual o tamanho da rede credenciada hoje?

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– Nós possuímos 1.426 prestadores de serviço credenciados, sendo 847 clínicas, 170 policlínicas, 71 hospitais de alta complexidade, 47 hospitais especializados (de cardiologia, de oftalmologia etc.), 291 laboratórios em todo o estado. E de 2024 até hoje, nós credenciamos 35 novos prestadores de serviço, sendo 62% deles no interior, incluindo um hospital em Barreiras, um em Luís Eduardo Magalhães, um em Jacobina e um em Juazeiro, que não possuíam hospitais.

O nosso secretário (de Administração) Edelvino Góes determinou como prioridade a ampliação da rede credenciada, então nós temos editais abertos permanentemente de chamamento público para a contratação de novas clínicas, laboratórios e hospitais em todas as regiões do estado, de forma a absorver todas as unidades e pessoas jurídicas aptas a serem contratadas de acordo com diversos critérios de conformidade. Ele é um grande parceiro e entusiasta do Planserv e em breve terá novidades para anunciar.

– Eu quero saber destas novidades, mas antes eu gostaria que você explicasse como o Planserv tem lidado com a falta de atendimento médico especializado no interior baiano.

– Apesar de todos os planos de saúde possuírem dificuldades para credenciar médicos de todas as especialidades em alguns municípios do interior, há uma equipe dedicada somente a buscar pessoas jurídicas de outro perfil, disponíveis para viagens e deslocamentos para atender em um número maior de municípios, o que envolve busca ativa e valores diferentes. Estamos em processo de credenciamento de novos profissionais para serem incorporados. Mas em algumas cidades, sequer temos quem credenciar porque não há as pessoas jurídicas de todas as especialidades disponíveis para serem incluídas na nossa rede. Este é um desafio para todos os planos de saúde.

Mas uma solução que deu muito certo foi a implantação dos atendimentos via Telemedicina, com consultas à distância com cuidados à saúde em todas as especialidades médicas, são mais de 20, inclusive de pronto atendimento, o que preenche as lacunas de profissionais no interior, e incluímos recentemente psicólogo e nutricionista. Se o beneficiário se sentir mal, a qualquer hora e em qualquer lugar, ele tem ao seu alcance, no celular ou no laptop, o atendimento de urgência e emergência, com médico profissional disponível durante as 24 horas do dia para atendê-lo.

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O usuário recebe tanto as prescrições médicas quanto a requisição de exames, como se estivesse no próprio ambulatório médico, e ainda tem uma rede de farmácias conveniadas que ofertam descontos de 50% nas medicações. Isto foi uma grande comodidade e uma modernidade para quem está em casa e para quem está viajando. Já tivemos seis mil consultas online desde que o serviço foi implantado.

– Qual o tamanho da utilização dos serviços do Planserv por mês?

– Em 2024, nós atendemos em média 140 mil consultas eletivas por mês; 1,7 milhões de internações; 13 milhões de exames de análises clínicas e de imagens e cuidamos de forma integral de 2.563 pacientes oncológicos. Os atendimentos realizados em 2024 chegaram ao montante de cerca de R$ 2 bilhões, sendo 20% custeado pelo governo do estado. Nós somos o maior plano de saúde das regiões Norte e Nordeste e um dos maiores do país. Não há limite para os atendimentos de urgência e emergência e nem para o tratamento de doenças crônicas. E o valor de coparticipação para consultas e exames é de R$ 10 por procedimento, mas limitado a R$ 30, independente de quantos a mais forem.

Todos os prestadores de serviço recebem o pagamento em até 35 dias da entrada da guia no sistema, o Planserv paga todas as suas contas. E não existe um teto orçamentário para as consultas e para as urgências e emergências. É um compromisso do governador Jerônimo, com toda a sua sensibilidade, em aportar sempre recursos a mais para honrar todos os atendimentos do Planserv.

– Agora me fale sobre as novidades.

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– Vocês vão ficar sabendo, em primeira mão, de duas novidades. Uma é que o secretário Góes publicou uma instrução normativa para que em toda a rede credenciada faça a interconexão da ficha de saúde de todos os pacientes de forma unificada e completa, com os resultados dos exames de imagem e laboratoriais, o histórico de saúde, as medicações em uso e os prontuários, o que vai permitir um ganho enorme tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde, principalmente em caso de acidentes.

O outro “furo” é que iremos inaugurar, ainda neste semestre, novas unidades de saúde para atendimento exclusivo para os beneficiários do Planserv, assim como fizemos com o Hospital de Brotas.

Posso dizer uma última coisa? Eu oriento que todos os beneficiários baixem o aplicativo do Planserv, porque nele, além do atendimento da Telemedicina, a ficha de saúde e o demonstrativo do imposto de renda, o usuário pode acompanhar as solicitações e autorizações, consultar a rede credenciada, e é o melhor canal para esclarecer todas as dúvidas, queixas ou dificuldades de conseguir atendimento médico ou realização de exames para podermos intervir. Além disso, temos o call center, com atendimentos todos os dias, 24 horas, pelo 0800 056 6066.

Por Letícia Belém

Saúde

Anvisa aprova cinco novas canetas de semaglutida e amplia oferta de medicamentos

Decisão representa a maior aprovação simultânea da categoria no país e pode fortalecer a produção nacional, além de ampliar o acesso ao tratamento para diabetes e obesidade 

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Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida,
Foto: divulgação Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo popularmente associado às chamadas “canetas emagrecedoras”. A medida ocorre após o Ministério da Saúde solicitar, em agosto de 2025, prioridade na análise desses produtos, com o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a concorrência no mercado e subsidiar futuras avaliações sobre a incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

Esta é a maior quantidade de registros de medicamentos com semaglutida aprovados de uma só vez pela agência reguladora. Os produtos pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, indicada principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente utilizada no controle da obesidade. 

Entre os cinco medicamentos aprovados, dois possuem perspectiva de produção nacional após a conclusão dos processos de transferência de tecnologia para empresas brasileiras. 

Medicamentos aprovados 
  • Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. 
  • Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. 
  • Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. 
  • Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. 
  • Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda. 

Os medicamentos Zempneo e Semavy são os que possuem expectativa de fabricação em território nacional após a finalização dos acordos de transferência tecnológica. 

Redução da fila de registros 

Em 2025, a Anvisa implementou um plano de ação voltado à redução da fila de análises para medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. O processo de avaliação inclui a análise de estudos clínicos, da documentação técnica apresentada pelos laboratórios e a inspeção das linhas de produção estéreis. 

Com as aprovações mais recentes, a agência já contabiliza oito registros desses medicamentos somente em 2026, ampliando significativamente a oferta de produtos da categoria no mercado brasileiro. 

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Ministério da Saúde avalia uso da semaglutida no SUS 

Paralelamente ao processo regulatório, o Ministério da Saúde iniciou um estudo para acompanhar o uso de medicamentos da classe GLP-1 em pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. 

A iniciativa prevê o acompanhamento de cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras comorbidades, especialmente aqueles com indicação para cirurgia bariátrica. A expectativa da pasta é que os primeiros resultados sejam divulgados em 2027 e contribuam para a definição de estratégias de implementação desses tratamentos na rede pública. 

Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 ainda não são disponibilizados pelo SUS. Entretanto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisa um pedido para a incorporação da semaglutida ao sistema público de saúde. 

Estímulo à indústria nacional 

Além de ampliar as opções disponíveis para pacientes e profissionais de saúde, os novos registros podem impulsionar a indústria farmacêutica brasileira. 

Atualmente, dois medicamentos com semaglutida já são produzidos no país pelas empresas EMS e Germed Farmacêutica. O aumento da produção nacional tende a ampliar a oferta, reduzir a dependência de importações, estimular a concorrência entre fabricantes e contribuir para uma possível redução dos preços ao consumidor. 

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A expectativa é que a entrada de novos produtos no mercado torne o acesso aos tratamentos mais amplo nos próximos anos, especialmente diante do crescimento da demanda por terapias voltadas ao controle do diabetes e da obesidade. 

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Saúde

Inteligência Artificial reduz tempo de ressonância magnética e amplia suporte ao diagnóstico

Tecnologia acelera a realização dos exames, melhora a experiência dos pacientes e auxilia médicos na análise das imagens, sem substituir a avaliação especializada

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A Inteligência Artificial (IA) está transformando a realização dos exames de ressonância magnética, reduzindo o tempo de aquisição
Foto: Divulgação

A Inteligência Artificial (IA) está transformando a realização dos exames de ressonância magnética, reduzindo o tempo de aquisição das imagens sem comprometer a qualidade diagnóstica. Além de tornar o procedimento mais ágil, a tecnologia contribui para uma experiência mais confortável para os pacientes e fortalece o suporte à tomada de decisão médica.

Com exames realizados em menos tempo, a ferramenta otimiza o fluxo de atendimento, reduz a necessidade de repetição de sequências e amplia a capacidade de realização de exames, beneficiando tanto pacientes quanto profissionais de saúde.

Essa realidade já faz parte da rotina do Grupo Meddi, que conta com 24 equipamentos de ressonância magnética distribuídos em unidades na Bahia e vem investindo em soluções baseadas em Inteligência Artificial para fortalecer a qualidade assistencial e oferecer uma experiência cada vez mais eficiente aos pacientes.

De acordo com Lucas Almeida (CRTR nº 00817N), tecnólogo em radiologia e supervisor técnico do IHEF, empresa do Grupo Meddi, a Inteligência Artificial atua tanto na aquisição quanto no processamento das imagens, acelerando as sequências do exame e permitindo uma reconstrução mais eficiente do material obtido.

“O principal ganho proporcionado pela IA na ressonância magnética foi a redução significativa do tempo de exame, sem comprometer a qualidade das imagens. Pelo contrário, em muitos casos, houve aumento da qualidade diagnóstica”, afirma.

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Lucas destaca que, além de reduzir o tempo de realização dos exames e melhorar a qualidade das imagens, a Inteligência Artificial também funciona como uma importante ferramenta de apoio ao médico radiologista. Na clínica, a tecnologia é utilizada para aprimorar a reconstrução das imagens, reduzindo ruídos e aumentando a nitidez, o que permite obter exames de alta qualidade em menos tempo.

Além disso, a instituição conta com plataformas de análise avançada capazes de realizar medições automáticas de estruturas cerebrais, comparar os resultados com bancos de dados de referência e gerar informações quantitativas que auxiliam na identificação e no acompanhamento de doenças neurológicas. Essas ferramentas tornam a avaliação mais objetiva, padronizada e eficiente, contribuindo para a elaboração dos laudos.

Apesar dos avanços, a Inteligência Artificial não substitui a atuação médica. A tecnologia fornece informações e análises complementares que apoiam o especialista, mas a responsabilidade pela interpretação das imagens, pela correlação com a história clínica do paciente e pela conclusão diagnóstica permanece sob a responsabilidade do radiologista.

Mais conforto e agilidade para os pacientes

Para Thatiane de Oliveira (COREN-BA 542392), enfermeira de ressonância magnética do Grupo Meddi, o principal benefício da tecnologia é percebido diretamente na experiência dos pacientes.

“Ao adquirir imagens de excelente qualidade em um tempo menor, o paciente permanece menos tempo dentro do aparelho, tornando o exame mais confortável”, explica.

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A redução do tempo de permanência no equipamento contribui para diminuir o desconforto físico, o cansaço e a ansiedade durante o procedimento, beneficiando especialmente pessoas com dor, limitações de mobilidade ou dificuldade para permanecer imóveis por períodos prolongados.

“Os idosos e as pessoas com limitações físicas permanecem menos tempo na mesma posição, reduzindo o desconforto. As crianças têm mais chances de concluir o exame sem interrupções, e os pacientes com claustrofobia ou ansiedade costumam se sentir mais seguros ao saber que o tempo dentro do aparelho será menor”, destaca a enfermeira.

Com a incorporação dessas soluções, a Inteligência Artificial consolida seu papel como aliada da radiologia moderna, contribuindo para diagnósticos mais precisos, maior eficiência operacional e uma experiência mais humanizada para os pacientes.

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Saúde

Ministério da Saúde cria comitê para negociar preços e ampliar acesso a medicamentos de alto custo no SUS

Nova estrutura buscará reduzir gastos com remédios e abrir espaço no orçamento para incorporar tratamentos inovadores, incluindo terapias contra câncer e doenças autoimunes 

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O Ministério da Saúde instituiu, nesta quinta-feira (23), um Comitê de Negociação de Preços para a compra de medicamentos destinados
Foto: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde instituiu, nesta quinta-feira (23), um Comitê de Negociação de Preços para a compra de medicamentos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem como objetivo ampliar o poder de negociação do governo na aquisição de remédios, permitindo a obtenção de preços mais baixos e a liberação de recursos para incorporar novas tecnologias e tratamentos à rede pública. 

A medida busca aumentar as chances de inclusão no SUS de medicamentos de alto custo, especialmente aqueles destinados ao tratamento de câncer, doenças autoimunes e outras condições complexas. 

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, a proposta moderniza os processos de negociação da pasta e estabelece critérios mais claros para a definição de preços. 

“Estamos modernizando a forma como o Ministério da Saúde faz a negociação de preços, dando regras mais claras e garantias para o ministério obter um preço melhor e mais justo, para sobrar orçamento para outros investimentos e para a incorporação de outras tecnologias”, afirmou. 

O novo comitê poderá ser acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por avaliar e recomendar a inclusão de medicamentos, equipamentos e procedimentos na rede pública. 

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Negociação para medicamentos sem concorrência 

Uma das principais funções do comitê será atuar em negociações envolvendo medicamentos produzidos por apenas um laboratório, situação em que não há concorrência e, portanto, não é possível realizar licitação. 

Nesses casos, o governo pretende usar seu poder de compra para negociar valores mais vantajosos. Atualmente, o SUS movimenta cerca de R$ 31,3 bilhões por ano na aquisição de vacinas, medicamentos e insumos, o que amplia a capacidade de barganha da administração pública. 

O colegiado também poderá intervir quando medicamentos já incorporados ao SUS registrarem aumentos expressivos de preço. Nessa hipótese, a área responsável pela gestão da demanda dentro do ministério será encarregada de acionar o comitê. 

Modelo já adotado em outros países 

De acordo com o Ministério da Saúde, mecanismos semelhantes de negociação de preços já são utilizados em mais de 40 países, entre eles Canadá, Inglaterra, Austrália e França. 

Embora a proposta esteja em discussão há anos dentro da pasta, a formalização do comitê transforma a estratégia em uma política permanente do governo federal. 

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Com caráter técnico e atuação contínua, a expectativa do ministério é obter descontos superiores a 50% nas negociações de medicamentos novos ou recentemente incorporados ao SUS, ampliando o acesso da população a tratamentos de alto custo sem pressionar ainda mais o orçamento da saúde pública. 

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