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Economia

Classe média já pode comprar imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida

A nova modalidade oferece financiamento de imóveis de até R$ 500 mil com juros nominais de 10% ao ano e prazo de até 35 anos

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As famílias com renda mensal de até R$ 12 mil podem, a partir desta segunda-feira (5), contratar a nova modalidade do Minha Casa, Minha Vida
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As famílias com renda mensal de até R$ 12 mil podem, a partir desta segunda-feira (5), contratar a nova modalidade do Minha Casa, Minha Vida voltada à classe média. A Caixa Econômica Federal começou a oferecer os empréstimos da nova categoria do programa habitacional.

Líder no financiamento imobiliário no país, concentrando cerca de 70% das operações de crédito no setor, a Caixa pôde começar a operar a nova categoria após o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentar, na última quarta-feira (30), as mudanças no Minha Casa, Minha Vida. Isso porque era necessário definir o uso de fontes alternativas de recursos no programa habitacional, além do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Apelidada de Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, a nova modalidade oferece financiamentos com juros nominais de 10% ao ano e prazo de até 420 meses (35 anos) e permite financiamento de imóveis de até R$ 500 mil. Até 80% do valor de imóveis novos poderão ser financiados. Para imóveis usados, o percentual financiado cai para 60% nas regiões Sul e Sudeste e mantém-se em 80% para as demais localidades.

A nova modalidade do programa habitacional oferecerá crédito com recursos dos lucros e dos rendimentos do FGTS e dinheiro próprio dos bancos, como depósitos na caderneta de poupança e investimentos em Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

Faixa 3

A Caixa também reajustou o valor das demais faixas do Minha Casa, Minha Vida, aprovadas no último dia 15 pelo Conselho Curador do FGTS e no último dia 25 pelo Ministério das Cidades.

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Os novos valores são os seguintes:
  • Faixa 1: renda familiar de até R$ 2.850,00 por mês, com subsídio de até 95% do valor do imóvel;
  • Faixa 2: renda familiar de R$ 2.850,01 a R$ 4,7 mil por mês, com subsídio de até R$ 55 mil e juros reduzidos;
  • Faixa 3: renda familiar de R$ 4.700,01 a R$ 8,6 mil por mês, sem subsídios, mas com condições de financiamento facilitadas.

No caso da Faixa 3, o CMN autorizou o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para ampliar a oferta de crédito. Essa categoria financia imóveis de até R$ 350 mil, com juros nominais de 8,16% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). Cotistas do FGTS têm desconto de 0,5 ponto percentual, pagando 7,66% ao ano.

Famílias enquadradas nas faixas 1 e 2 também estão autorizadas pelo Conselho Curador do FGTS a financiar imóveis pela Faixa 3. No entanto, os mutuários que optarem pela elevação de categoria terão as mesmas condições da Faixa 3, sem acesso aos subsídios do governo.

Fonte: Agência Brasil

Economia

Governo da Bahia articula suspensão de importações de cacau da Costa do Marfim

Decisão do Ministério da Agricultura atende a demandas de produtores baianos e visa proteger a sanidade e a estabilidade econômica da cacauicultura nacional 

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importações de amêndoas de cacau da República da Costa do Marfim. A decisão, publicada no Despacho Decisório nº 456/2026,
Foto: Ítalo Oliveira/SDR/GOVBA 

Com articulação do Governo da Bahia, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou, na última terça-feira (24), a suspensão temporária das importações de amêndoas de cacau da República da Costa do Marfim. A decisão, publicada no Despacho Decisório nº 456/2026, foi motivada pelo risco fitossanitário associado ao elevado fluxo de grãos provenientes de países vizinhos para o território marfinense, o que tem resultado na mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil. 

A medida atende a demandas históricas de produtores baianos e é fruto de uma articulação conjunta entre os governos estadual e federal, com a participação do setor produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia, do Congresso Nacional e de órgãos estratégicos da cadeia do cacau. A suspensão integra um conjunto de ações voltadas à proteção da cacauicultura, com o objetivo de reduzir o risco de entrada de pragas e doenças no país e promover maior estabilidade econômica para o setor. 

Na Bahia, especialmente na região do Litoral Sul, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) tem atuado de forma estratégica como canal de escuta de agricultoras e agricultores familiares. A pasta desempenhou papel central na sistematização de problemas como a queda nos preços das amêndoas, a insegurança regulatória e as ameaças à sanidade das lavouras, levando essas pautas à agenda do Governo do Estado. 

O processo de escuta contou com a participação ativa da Superintendência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Por meio de agendas territoriais, suporte técnico e diálogo com cooperativas e organizações representativas do setor, foi possível identificar o impacto negativo das importações da Costa do Marfim sobre a cacauicultura baiana. 

A partir desse diagnóstico, o tema ganhou centralidade na agenda estadual e resultou na criação da Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura. O grupo passou a atuar de forma articulada com o Ministério da Agricultura, acompanhando, inclusive, o envio de uma missão técnica à África, que identificou inconsistências nos fluxos de exportação destinados ao Brasil. 

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Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, integrante da comissão, a atuação do Estado foi decisiva. “A Bahia puxou esse debate porque não dava para ficar olhando o produtor sofrer calado. A gente ouviu quem está no campo, levou essa preocupação para Brasília e construiu, junto com o Governo Federal, uma resposta que protege não só a Bahia, mas a cacauicultura do Brasil inteiro”, afirmou. 

A suspensão das importações integra um conjunto mais amplo de ações articuladas pelo Governo da Bahia para enfrentar os desafios do sistema produtivo do cacau. Entre os encaminhamentos estão medidas para reduzir distorções de mercado e o deságio nos preços, o debate sobre o regime de drawback, o reforço da fiscalização fitossanitária, a ampliação da assistência técnica aos produtores e a recomposição da capacidade institucional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), além da articulação de um plano nacional de contenção da monilíase. 

Paralelamente, o Estado também atua junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ao Ministério da Agricultura para ampliar a transparência na divulgação das estimativas oficiais de safra. A iniciativa busca dar maior previsibilidade ao mercado e contribuir para a estabilidade dos preços do cacau. 

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Economia

SDE acompanha avanço das obras e produção da fábrica da BYD em Camaçari

Visita técnica destaca ampliação da capacidade produtiva e fortalecimento da cadeia automotiva na Bahia 

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uma comitiva da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), liderada pelo secretário Angelo Almeida
Foto: Eduardo Andrade/Ascom SDE

Durante visita técnica à planta da BYD em Camaçari, realizada na última segunda-feira (23), uma comitiva da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), liderada pelo secretário Angelo Almeida, conheceu as linhas de montagem da unidade fabril e acompanhou o andamento das obras das fábricas de estamparia, soldagem e pintura. As novas estruturas permitirão elevar significativamente o índice de nacionalização dos veículos que serão produzidos no complexo industrial. 

A comitiva foi recebida pelo vice-diretor do Gabinete da Presidência da BYD no Brasil, Pan Swift, e pelo diretor de Novos Negócios da companhia, Alexandre Liu. A visita guiada foi conduzida pelo supervisor de Produção da fábrica de montagem final, Adson Santana. Também participaram da agenda Eliza Requião, diretora de Análise e Monitoramento de Incentivos Fiscais da SDE, e Tatiana Martins, assessora técnica da Superintendência de Gestão Patrimonial. 

“Viemos realizar uma visita técnica para acompanhar de perto tudo o que já foi implantado. Além da linha de montagem em funcionamento, observamos as obras de ampliação da fase 1. A BYD tem cumprido rigorosamente todos os contratos pactuados com o Governo do Estado. A capacidade inicial de produção deverá ser ampliada de 150 mil para 300 mil veículos por ano em uma segunda fase. Estamos muito satisfeitos em saber que o complexo industrial da BYD em Camaçari poderá alcançar, nos próximos anos, a marca de 600 mil veículos por ano”, afirmou o secretário Angelo Almeida. 

Segundo o gestor, esse crescimento é resultado da relação de confiança construída entre o Governo da Bahia e a empresa. “Esse avanço é fruto de muito trabalho, dedicação, confiança e proatividade na parceria com os chineses. Parabenizo o governador Jerônimo Rodrigues e toda a equipe do Governo do Estado por atrair a BYD para a Bahia, um investimento internacional de grande porte, que gera emprego, renda, tecnologia e inovação para o nosso estado”, destacou. 

O vice-diretor do Gabinete da Presidência da BYD no Brasil, Pan Swift, aproveitou a ocasião para agradecer o apoio da SDE na viabilização do projeto, iniciado há cerca de dois anos. 

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Durante a visita, o supervisor de Produção da planta, Adson Santana, explicou que o complexo industrial de Camaçari abriga a maior e mais moderna estrutura fabril automotiva da América Latina. Totalmente conectada e equipada com maquinário de última geração, a unidade produz atualmente três modelos de veículos: o compacto Dolphin Mini, o sedã King e o SUV Song Pro. 

“A BYD chegou para fazer história, alavancar a indústria automotiva na América do Sul e gerar muitos empregos. Estamos em uma região com forte capital humano, e o Senai, assim como outras instituições, tem papel fundamental na capacitação da mão de obra”, afirmou Adson Santana. Atualmente, a planta emprega cerca de 2,5 mil trabalhadores, além de um contingente semelhante atuando nas obras de construção civil. 

Atração de investimentos 

Além de prospectar e atrair novos investimentos, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico acompanha a implantação e ampliação de unidades produtivas beneficiadas pelo Governo do Estado. A atuação da pasta visa promover a diversificação da matriz industrial baiana, estimular a transformação dos recursos naturais, interiorizar o processo industrial e incentivar o aumento da capacitação tecnológica, da qualidade dos bens produzidos e da produtividade do Parque Industrial da Bahia, ampliando sua competitividade. 

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Economia

Inscrições para o Hub da Construção 2026 seguem abertas até 16 de março 

Iniciativa do Sinduscon-BA e Crea-BA busca soluções inovadoras de startups para impulsionar a transformação digital na construção civil

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Estão abertas, até o dia 16 de março, as inscrições para o edital do Hub da Construção 2026. Startups interessadas podem
Foto: Divulgação/Sinduscon-BA

Estão abertas, até o dia 16 de março, as inscrições para o edital do Hub da Construção 2026. Startups interessadas podem submeter uma única proposta de solução tecnológica dentro do prazo estabelecido. A apresentação das selecionadas ocorrerá no dia 30 de março. 

O Hub da Construção é uma iniciativa do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), criada para impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico no setor da construção civil. O projeto promove um ambiente colaborativo voltado à criação de soluções inovadoras e ao fortalecimento do empreendedorismo. 

As startups aprovadas terão acesso a um espaço físico estruturado, com estações de trabalho, salas de reunião e um rooftop destinado à realização de eventos e conexões estratégicas. O ambiente foi planejado para estimular interação, fomentar parcerias, acelerar o desenvolvimento de tecnologias e contribuir para a transformação do setor da construção civil na Bahia. 

O Sinduscon-BA destaca a importância da continuidade do projeto, que já apresenta resultados expressivos e reconhecimento dentro e fora do estado. Em 2025, startups alcançaram visibilidade nacional e internacional, foi lançado o projeto Trilha Mente, Marca e Mercado, e o Hub ganhou projeção ampliada. A entidade reforça que, com o apoio do Crea-BA, segue empenhada em impulsionar ainda mais o desenvolvimento do setor. 

No primeiro edital, dez construtechs foram selecionadas. No segundo, mais dez startups passaram a integrar o programa, trazendo maior robustez técnica. Este é o terceiro edital e, para 2026, a meta é ampliar a adesão e elevar o nível técnico e a excelência dos inscritos. Assim como nas edições anteriores, dez startups serão escolhidas nesta nova etapa. 

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Mais informações sobre o Hub da Construção e o edital 2026 estão disponíveis no site oficial do Sinduscon-BA. 

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