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Agricultura

Cadeia do leite impulsiona renda e organiza produção familiar em Correntina 

Investimento do Governo da Bahia fortalece laticínio da CAAF e amplia mercado para agricultores 

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O fortalecimento da cadeia produtiva do leite em Correntina, no Oeste da Bahia, tem transformado a realidade de dezenas
Fotos: André Frutuôso

O fortalecimento da cadeia produtiva do leite em Correntina, no Oeste da Bahia, tem transformado a realidade de dezenas de famílias agricultoras. O avanço resulta de investimentos do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que apoiou, há quase três anos, a implantação e a estruturação do laticínio da Central de Associações de Agricultores Familiares de Correntina (CAAF). 

A iniciativa criou novas oportunidades para produtores que antes enfrentavam dificuldades para comercializar a produção e expandir os negócios. Com o beneficiamento do leite e a organização da cadeia produtiva, os agricultores familiares passaram a contar com um mercado mais seguro, agregando valor ao produto e ampliando a renda. 

Segundo o diretor-presidente da CAAF, Cláudio Duarte, o laticínio representou um divisor de águas na região. “Antes da implantação da unidade, muitos produtores não tinham para onde destinar o leite produzido. Isso limitava o crescimento da atividade e desestimulava novos investimentos. Com o laticínio, eles passaram a ter segurança para produzir, comercializar e planejar o futuro da propriedade. Hoje, temos uma cadeia produtiva mais organizada e fortalecida”, afirma. 

O crescimento da produção ao longo dos anos evidencia o impacto do empreendimento. De acordo com Cláudio, o laticínio iniciou as atividades recebendo cerca de 30 litros de leite por dia. Atualmente, mesmo nos períodos de estiagem, a unidade recebe entre 600 e 700 litros diariamente. Na época das chuvas, esse volume pode chegar a 3 mil litros por dia. 

“Hoje processamos aproximadamente 150 mil litros de leite por mês. Esse crescimento reflete a confiança dos produtores, a ampliação da produção e a geração de renda proporcionada pelo empreendimento em toda a região”, destaca o dirigente. 

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Além de fortalecer a comercialização, o laticínio ampliou o acesso dos agricultores aos mercados institucionais e ao comércio local. A unidade fornece atualmente para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de abastecer cerca de 50 estabelecimentos comerciais. 

A diversificação da produção também contribui para o avanço do empreendimento. Hoje, são produzidos iogurtes nos sabores morango, coco e ameixa, em diferentes embalagens. A unidade está em processo de certificação para lançar novos produtos, como iogurte de um litro e queijo muçarela, ampliando as possibilidades de mercado. 

Mudança de vida no campo 

Entre os beneficiados está o agricultor familiar Jesuano Santana, que viu sua realidade mudar após o início das atividades do laticínio. Ele relata que, antes da implantação da unidade, a comercialização era um dos principais desafios da propriedade. 

“Eu produzia leite, fazia queijo e doce e vendia de porta em porta. Chegou um momento em que não tinha mais para quem vender e pensei em desistir da atividade. A inauguração do laticínio mudou completamente essa situação. Passei a ter um comprador garantido e uma renda mensal constante”, conta. 

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A estabilidade incentivou novos investimentos na propriedade. Jesuano ampliou o rebanho, investiu em melhoramento genético, adquiriu mais áreas de terra e aumentou a produção. 

“Quando comecei, tinha apenas duas vacas e produzia cerca de 20 litros por dia. Hoje tenho seis animais em produção e já cheguei a entregar até 150 litros diários. Com a renda dos últimos anos, consegui comprar mais terra, investir em inseminação artificial e melhorar a estrutura da propriedade”, afirma. 

O produtor destaca ainda que o acesso ao mercado trouxe uma nova perspectiva para a atividade leiteira. “O laticínio também nos incentivou a melhorar a qualidade da produção. Hoje investimos mais em genética, alimentação e sanidade do rebanho. Isso melhora o produto final e garante mais renda. O mais importante é saber que, todo mês, o pagamento chega, permitindo manter a propriedade, investir e sustentar a família”, ressalta. 

 

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Agricultura

Bahia entrega equipamentos sociais, fortalece agricultura familiar e moderniza escola da Polícia Militar

Ações realizadas em Piatã, Rafael Jambeiro e Salvador ampliam o acesso à segurança alimentar, incentivam a produção rural e reforçam a infraestrutura educacional na capital

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O Governo da Bahia realizou, nesta terça-feira (22), uma série de entregas nos municípios de Piatã, Rafael Jambeiro e Salvador
Foto ilustrativa: Mateus Fernando/Seades

O Governo da Bahia realizou, nesta terça-feira (22), uma série de entregas nos municípios de Piatã, Rafael Jambeiro e Salvador, contemplando as áreas de segurança alimentar, agricultura familiar e educação. As iniciativas reforçam os investimentos estaduais na ampliação de serviços públicos, no fortalecimento da produção rural e na melhoria da infraestrutura escolar.

Em Piatã, foi inaugurada uma Cozinha Comunitária Municipal por meio do Projeto Comida no Prato, integrante do Bahia Sem Fome. O equipamento será responsável pela produção e distribuição de refeições gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. A estrutura tem capacidade para atender até 400 pessoas, cinco vezes por semana, com a oferta estimada de 100,8 mil refeições ao longo de um ano.

Já em Rafael Jambeiro, associações ligadas à agricultura familiar receberam equipamentos destinados ao fortalecimento das atividades produtivas e à melhoria dos processos de produção, beneficiamento e comercialização. Entre os itens entregues estão um kit de irrigação, cinco kits de apicultura, 100 caixas d’água com capacidade de 500 litros cada, um trator com implementos agrícolas, uma forrageira e um tanque-pipa com capacidade para quatro mil litros.

Os investimentos visam ampliar a produtividade no campo, garantir melhores condições de trabalho para os agricultores familiares e fortalecer a geração de emprego e renda nas comunidades rurais do município.

Modernização do Colégio da Polícia Militar

Na capital baiana, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) entregou a modernização do Colégio da Polícia Militar (CPM) Dona Leonor Calmon, localizado no bairro de Fazenda Grande II. A unidade atende mais de 790 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio.

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A intervenção contemplou a modernização de 14 salas, sendo 13 salas de aula e uma destinada ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), além da requalificação de espaços como laboratório de Ciências, biblioteca, sala do núcleo psicossocial, teatro e restaurante estudantil.

A obra também incluiu a reforma e cobertura da quadra poliesportiva, implantação de vestiário e guarita, instalação de subestação elétrica e de uma usina solar fotovoltaica, promovendo mais eficiência energética e melhores condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

Com as entregas realizadas nos três municípios, o Governo da Bahia reforça ações voltadas à inclusão social, ao desenvolvimento rural sustentável e à melhoria da qualidade da educação pública, beneficiando diretamente milhares de baianos.

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Agricultura

Agroindústria familiar fortalece produção de mandioca e beneficia mais de 120 famílias em Belo Campo

Nova unidade de beneficiamento amplia geração de renda, agrega valor à produção local e fortalece a comercialização da agricultura familiar no sudoeste baiano

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Uma agroindústria familiar voltada ao processamento de mandioca entrou em operação na comunidade de Lagoa do Canto,
Foto: Marta Medeiros - ASCOM SDR

Uma agroindústria familiar voltada ao processamento de mandioca entrou em operação na comunidade de Lagoa do Canto, no município de Belo Campo, no sudoeste da Bahia. Administrada pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, a unidade beneficia diretamente mais de 120 famílias de agricultores e agricultoras familiares da região.

A estrutura foi implantada para o processamento de fécula e outros derivados da mandioca, fortalecendo a cadeia produtiva local e ampliando as oportunidades de comercialização dos produtos da agricultura familiar.

A nova agroindústria reúne equipamentos destinados ao beneficiamento da mandioca e uma cozinha comunitária voltada à produção de alimentos derivados da raiz. Entre os produtos fabricados estão farinha, polvilho, xiringa, chimango, bolos e biscoitos.

Parte da produção já é destinada à alimentação escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de atender outros mercados consumidores, ampliando as fontes de renda das famílias produtoras.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, o empreendimento representa um importante avanço para a organização produtiva da comunidade.

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“Essa unidade amplia a capacidade de beneficiamento da mandioca produzida pelas famílias e cria melhores condições para agregação de valor, diversificação dos produtos e acesso a mercados. É uma estrutura que contribui para organizar a produção e fortalecer a comercialização da agricultura familiar na região”, destacou.

Mais valor agregado e redução de custos

Para o presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, João Pereira Neto, a agroindústria cria novas oportunidades de geração de emprego e renda, além de reduzir custos para os produtores locais.

“Com a agroindústria, temos a possibilidade de gerar emprego e renda e melhorar o escoamento da matéria-prima. Muitas vezes, o produtor precisava vender a mandioca por um preço mais baixo ou buscar compradores em locais mais distantes, o que aumentava os custos com transporte. Agora, a produção pode ser beneficiada aqui mesmo, reduzindo esses custos e atendendo também comunidades vizinhas”, afirmou.

A expectativa é que a unidade impulsione o desenvolvimento econômico da região, agregando valor à produção de mandioca, fortalecendo a agricultura familiar e ampliando o acesso dos produtores a mercados institucionais e privados.

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Agricultura

Agricultura familiar do Velho Chico amplia mercado com certificação estadual para ovos e iogurtes

Empreendimentos de Serra do Ramalho e Brotas de Macaúbas recebem selo do SUSAF/BA e passam a poder comercializar produtos em todo o território baiano

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Dois empreendimentos da agricultura familiar do Território Velho Chico receberam, nesta quinta-feira (17),
Foto: Ascom/CAR

Dois empreendimentos da agricultura familiar do Território Velho Chico receberam, nesta quinta-feira (17), os certificados do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF/BA). A entrega ocorreu durante a abertura do X Seminário Territorial de Apicultura e Meliponicultura do Velho Chico e da II Feira dos Produtos das Abelhas e Agroindústrias Familiares da Bahia.

Foram certificadas a Unidade de Beneficiamento de Ovos Gema do Oeste, de Serra do Ramalho, e a Cooperativa Agropecuária de Brotas de Macaúbas (Coopab), responsável pela produção de iogurtes.

As duas iniciativas já possuíam registro no Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Com a adesão ao SUSAF/BA, passam a estar habilitadas a comercializar seus produtos em diferentes municípios baianos, conforme as normas sanitárias do sistema.

A certificação amplia a área de comercialização dos produtos e fortalece as oportunidades de acesso a novos mercados. No caso da Coopab, a cooperativa já fornece alimentos para a rede pública de ensino por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Com o SUSAF, a cooperativa passa a ter a possibilidade de comercializar seus produtos em todo o estado, o que representa uma nova oportunidade de mercado para a produção”, destacou Gabrielle Montes, agente de negócios e responsável técnica da Coopab.

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Segundo ela, a cooperativa, que anteriormente comercializava seus produtos com o selo SIM apenas nos municípios integrantes do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Velho Chico, agora poderá ampliar significativamente sua atuação.

“Agora, podemos percorrer os municípios da Bahia, aumentar a nossa produção e gerar mais emprego e renda”, afirmou.

Atuação conjunta fortalece agroindústrias familiares

A certificação dos empreendimentos é resultado da atuação conjunta entre o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), e o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Velho Chico.

A CAR/SDR atua em parceria com os consórcios públicos no apoio à implantação e ao fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), por meio de investimentos em infraestrutura, capacitação e assistência técnica. Essas ações contribuem para que as agroindústrias familiares atendam às exigências necessárias para adesão ao SUSAF/BA.

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Com a certificação, os produtos passam a contar com habilitação sanitária para comercialização em todo o território baiano, observadas as normas estabelecidas pelo sistema.

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