Política
Angical ganha reforço na saúde, água, mobilidade e educação
O Governo do Estado entregou, neste sábado (26), obras e equipamentos que vão beneficiar diretamente a população
O distrito de Missão de Aricobé, em Angical, abriga uma das igrejas mais antigas da região Oeste da Bahia. A Igreja Nossa Senhora da Conceição, construída no século XIX, é um símbolo da religiosidade e da história local — e foi na praça dessa igreja que começou, na manhã deste sábado (26), a visita do governador Jerônimo Rodrigues, que entregou obras e equipamentos que vão beneficiar diretamente a população nas áreas de saúde, infraestrutura, educação e segurança pública, tanto na sede de Angical quanto no distrito de Missão de Aricobé.
Logo cedo, Jerônimo participou da entrega de uma ambulância e de um kit de estabilização para o Posto de Saúde da Família (PSF) Missão de Aricobé. Ainda no distrito, ele inaugurou a pavimentação da rodovia BA-465, no trecho de acesso à BA-465, próximo à igreja central. A obra tem extensão de 1,5 Km e investimento de R$1,2 milhão. Na sequência, o governador inaugurou as obras de restauração da pavimentação de 65 km das rodovias BA-447 e BA-465, no trecho que liga Barreiras a Angical até Missão do Aricobé, no valor de R$ 35 milhões.
“Esses investimentos, melhoram todo o desenvolvimento socioeconômico, não só dos moradores de Angical e Missão, mas também dos agricultores familiares, dos médios, pequenos e grandes produtores da região”, pontuou o diretor de operações da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Rafael Bastos.
A professora e moradora do distrito, Elisete Oliveira, não escondeu a satisfação em ver o desenvolvimento. “Eu nasci e cresci aqui nesse distrito e posso dizer com certeza: o que a gente vê hoje é um avanço muito grande. O desenvolvimento chegou. E agora, o asfalto, a gente nunca tinha visto isso por aqui. Eu sempre dizia: Angical é a única cidade que não tem um metro de asfalto. E graças a Deus, com o governo, as coisas estão andando”, destacou a professora.
Sede de Angical
Na sede do município, que comemora os festejos da padroeira da cidade, Nossa Senhora Santana, desde o dia 17 até este sábado (26), as ações também foram significativas. Jerônimo entregou um ônibus escolar rural e inaugurou a ampliação e modernização do Colégio Estadual Aparício José da Silva, localizado na Avenida Márcio Cardoso, no centro da cidade, com investimento de cerca de R$ 3,2 milhões. Ele visitou as novas instalações e prestigiou apresentações culturais preparadas por estudantes e professores.
Para a saúde, foi entregue um veículo administrativo, uma ambulância, três kits para Unidades Básicas de Saúde (UBS), um kit odontológico e novos equipamentos para o Hospital Municipal. Os moradores de Angical também foram contemplados com a pavimentação asfáltica do bairro Santana, um investimento de R$ 3,2 milhões.
Além disso, os moradores contam agora com água tratada e de qualidade com o novo Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA), na localidade de Ouriçangas. A intervenção foi realizada pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs) por meio da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb). “Quero dizer da minha alegria que, combinando com a prefeita, a gente conseguiu autorizar aqui água. Então, nós temos água em Ouriçangas”, comemorou Jerônimo.
Autorizações
Jerônimo autorizou a Secretaria de Saúde (Sesab), a adotar as providências para à construção da nova sede do Hospital Municipal Gilvan Wanderley de Carvalho – Módulo 1, no município de Angical. “O sonho da prefeita Quinha e da comunidade era ter um hospital com dignidade. Aqui, eu autorizei um convênio entre a Sesab e a prefeitura para a gente fazer um novo hospital municipal. Está orçado em quase R$ 20 milhões, junto com os equipamentos. Vamos tentar fazer em etapas, porque senão vai precisar mexer no hospital atual. A prefeita agora vai fazer uma revisão rápida [no projeto] para que a gente possa já, já vir aqui e entregar esse hospital”, explicou o governador.
A Seinfra vai elaborar projetos para a construção de pontes nas estradas vicinais nos trechos do Povoado de Aricobé e Comunidade Santa Maria e da BA-465 nos trechos de Missão de Aricobé, município de Angical até Cotegipe com 27 km. Ainda teve a entrega de uma nova viatura para a 84ª Companhia Independente da Polícia Militar. Aconteceu também a inauguração da pavimentação da travessia urbana da BA-465, na sede de Angical, com aproximadamente R$ 1 milhão investido, no âmbito do programa Bahia em Movimento.
Além disso, a Sihs foi autorizada a adotar as providências necessárias para a construção de um Sistema Simplificado de Abastecimento de Água (SSAA) na localidade de Benfica, situada a 36 km da sede, com investimento de mais de R$ 1 milhão. E a SDR deve elaborar, nos próximos dias, projeto para a construção de três passagens molhadas nas localidades de Aricobé 2, Riachão e Lagoa Seca.
O Governo Federal juntamente com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) irá celebrar Termo de Colaboração com a Associação Comunitária do Santo Antônio – ACOMBASA, visando à construção de 17 unidades habitacionais na Aldeia Atikun Benfica, com investimento de R$ 1,5 milhão dentro do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), proveniente do Novo PAC.
Política
PEC da Segurança Pública é aprovada no Senado por unanimidade
Proposta agora será promulgada e as emendas que reduziam a maioridade penal foram desmembradas e tramitarão separadamente
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3), em dois turnos, a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, proposta que amplia a integração entre os órgãos de segurança, fortalece o combate ao crime organizado e incorpora o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição. O texto recebeu apoio unânime dos parlamentares, com 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, e seguirá para promulgação.
Durante a votação, as emendas que tratavam da redução da maioridade penal foram retiradas da proposta principal e passarão a tramitar de forma autônoma. O desmembramento foi aprovado por margem estreita, com 38 votos favoráveis e 36 contrários.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comprometeu-se a garantir celeridade à análise das futuras propostas sobre o tema. Segundo ele, caberá aos parlamentares construir um texto de consenso para ser submetido ao Plenário.
A PEC, encaminhada pelo Poder Executivo, foi apreciada em calendário especial, com dispensa de prazos e sessões de discussão. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou alterações que pudessem obrigar o retorno da matéria à Câmara dos Deputados, evitando atraso na promulgação.
“Isso impediria a promulgação imediata e atrasaria o atendimento de necessidades inadiáveis da população brasileira, que clama por mais segurança pública”, justificou o relator.
Debate sobre maioridade penal dividiu o Plenário
A maior parte da discussão concentrou-se nas propostas de redução da maioridade penal. Rogério Carvalho argumentou que o assunto não fazia parte do escopo original da PEC e deveria ser debatido em proposta específica, devido à sua complexidade jurídica e social.
Uma das emendas, apresentada pelo líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), previa a redução da idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
Já a proposta apresentada pelo líder do PT, senador Camilo Santana (PT-CE), limitava a redução para 16 anos apenas nos casos de crimes hediondos.
Parlamentares da oposição criticaram o desmembramento das emendas. Para eles, a maioridade penal está diretamente relacionada ao tema da segurança pública e deveria ter sido apreciada conjuntamente com a PEC.
Por outro lado, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), defendeu a aprovação da parte consensual da proposta e a tramitação separada dos temas que ainda geram divergências.
Principais mudanças previstas na PEC
Entre os principais pontos aprovados estão:
- Inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição;
- Ampliação da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios;
- Compartilhamento obrigatório de informações e integração dos sistemas de segurança;
- Regras para criação de polícias municipais, condicionadas a critérios de capacitação, fiscalização e capacidade financeira;
- Fortalecimento do combate às facções criminosas, milícias e organizações paramilitares;
- Restrições à progressão de regime e benefícios para integrantes dessas organizações;
- Possibilidade de confisco de bens vinculados ao crime organizado;
- Ampliação da proteção a denunciantes, testemunhas e familiares;
- Garantia de mais direitos e assistência às vítimas de crimes;
- Expansão das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para atuação em ferrovias e hidrovias federais;
- Criação do Sistema de Políticas Penais;
- Proteção dos recursos dos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário contra bloqueios e desvios de finalidade;
Destinação de 10% do superávit do Fundo Social para investimentos em segurança pública.
Emendas de redação foram incorporadas
O texto final recebeu ajustes considerados apenas de redação. Entre eles, destaca-se a proposta do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que permite o ressarcimento das Forças Armadas, em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Outras emendas apresentadas durante a tramitação foram rejeitadas pelo relator, incluindo propostas relacionadas à inclusão dos órgãos socioeducativos e agentes de trânsito entre os órgãos da segurança pública e à autonomia da polícia científica.
Com a aprovação da PEC da Segurança Pública, o Senado conclui uma das principais votações da agenda legislativa voltada ao enfrentamento da criminalidade, enquanto o debate sobre a redução da maioridade penal seguirá em propostas independentes, que deverão ser apreciadas posteriormente pelos parlamentares.
Fonte: Agência Senado
Política
Robinson Almeida rebate críticas de João Roma sobre erosão na BR-324
Deputado afirma que rodovia é de responsabilidade federal, destaca ação do DNIT para recuperação do trecho e acusa adversário de utilizar o problema para ataques políticos
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às críticas feitas por João Roma (PL) sobre a erosão registrada em um trecho da BR-324, no município de Simões Filho, e criticou o que classificou como tentativa de politização de um problema que já está sendo enfrentado pelos órgãos responsáveis.
Em resposta às declarações do ex-candidato ao Governo da Bahia, Robinson afirmou que Roma tem utilizado questões pontuais para direcionar ataques ao governador Jerônimo Rodrigues.
“João Roma não tem mesmo o que fazer. Depois de perder a segunda eleição, resolveu virar fiscal de buracos. Deveria explicar os buracos de Flávio Bolsonaro e também de Bruno Reis, seus aliados, já que está com tanta disposição. Ou a fiscalização só funciona quando o buraco rende ataque a Jerônimo?”, provocou o parlamentar.
O deputado ressaltou que a BR-324 é uma rodovia federal e lembrou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já anunciou para esta terça-feira (3) o início das obras de recuperação do trecho afetado em Simões Filho.
De acordo com informações do órgão, as fortes chuvas registradas na região e a obstrução do sistema de drenagem contribuíram para o processo de erosão identificado no acesso ao viaduto localizado no quilômetro 603 da rodovia.
Defesa das ações governamentais
Robinson Almeida também destacou que os governos federal e estadual têm atuado para solucionar demandas da população baiana, inclusive em situações que envolvem responsabilidades de outras esferas administrativas.
“A população precisa das soluções que os governos federal e estadual vêm entregando, inclusive para problemas municipais. O que Roma e seus aliados oferecem à Bahia? A resposta veio das urnas”, afirmou o deputado.
A troca de críticas ocorre após o episódio de erosão na BR-324 ganhar repercussão pública e mobilizar ações emergenciais para garantir a segurança dos usuários da rodovia.
Política
Câmara aprova acordo do Mercosul para ampliar proteção a mulheres vítimas de violência
Medidas protetivas concedidas em um país poderão ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais Estados signatários
A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção às mulheres em situação de violência de gênero. A proposta consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/26, de autoria da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, e agora segue para análise do Senado Federal.
O acordo prevê que medidas protetivas concedidas a mulheres em um dos países signatários possam ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais países integrantes. O objetivo é garantir a proteção da vida, da saúde e da integridade física e psicológica das vítimas, independentemente de sua situação migratória.
Relatora da matéria no Plenário, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defendeu a aprovação do texto. Segundo a parlamentar, o acordo fortalece princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de gênero e a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais.
A proposta teve origem na Mensagem 1.873/25, encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. Pela Constituição Federal, cabe ao Congresso aprovar tratados, acordos e atos internacionais que impliquem compromissos para o Brasil.
Ordem Mercosul de Proteção
Assinado em Assunção, no Paraguai, em 20 de julho de 2022, o acordo reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do Mercosul, além de Bolívia, Chile e Equador, países associados ao bloco.
Entre as medidas previstas está a criação da Ordem Mercosul de Proteção (OMP), documento que poderá ser emitido pela autoridade judicial responsável pela concessão da medida protetiva. A comunicação e a cooperação entre os países serão realizadas por meio de autoridades centrais designadas para esse fim.
Mulheres vítimas de violência poderão solicitar a emissão da OMP inclusive quando estiverem visitando ou residindo em outro país signatário. A ordem poderá determinar medidas como a proibição de aproximação e contato do agressor, restrição de acesso a determinados locais frequentados pela vítima e suspensão da posse, do porte e do uso de armas.
O acordo também permite a utilização de dispositivos de geolocalização e monitoramento, como tornozeleiras eletrônicas, desde que a tecnologia esteja disponível no país responsável pela execução da medida.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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