Educação
Prefeitura de Salvador abre concurso para professores e coordenadores pedagógicos
O processo seletivo para 190 vagas seguem com inscrições abertas até 7 de agosto. A novidade será a aplicação também de prova prática
A Prefeitura de Salvador abriu inscrições para concurso público destinado ao preenchimento de cargos de professor e coordenador pedagógico da rede municipal de ensino. Ao todo, são ofertadas 190 vagas para contratação imediata, além da formação de cadastro de reserva.
As inscrições seguem até as 16h do dia 7 de agosto. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, por meio do endereço eletrônico: www.conhecimento.fgv.br/concursos/pms2026.
Para o cargo de professor, estão disponíveis 130 vagas, distribuídas entre as áreas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, Educação Física, Educação Artística (dança, teatro, música e artes plásticas) e Língua Estrangeira (Inglês). Já para o cargo de coordenador pedagógico, o concurso oferece 60 vagas.
Mais informações sobre requisitos, etapas do processo seletivo e conteúdo programático estão disponíveis no edital publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta quinta-feira (9).
A diretora de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal da Educação, Emanuela de Souza Ramos, destacou uma novidade desta edição do concurso. Segundo ela, além das provas objetiva e discursiva, os candidatos também serão submetidos a uma prova prática.
“Neste concurso teremos uma grande novidade. Além da prova objetiva e discursiva, será realizada a etapa de prova prática para ambos os cargos, qualificando o processo de seleção dos candidatos e buscando a excelência dos profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Salvador”, afirmou.
Educação
Coleção da UNEB lança 16 obras inéditas de autores negros, indígenas e quilombolas da Bahia
Publicação reúne produções literárias de estudantes da graduação e pós-graduação e amplia o acesso à diversidade cultural nas bibliotecas públicas do estado
A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) lançou, nesta quinta-feira (20), a Coleção Abre Caminhos, iniciativa que reúne 16 obras literárias inéditas produzidas por estudantes negros, indígenas e quilombolas da graduação e da pós-graduação. O lançamento ocorreu na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador.
A coleção é resultado do Edital nº 027/2025 – Literaturas Negras e Indígenas da Bahia: a Arte da Palavra no Risco da Cor, desenvolvido em parceria entre a UNEB e a Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA).
Nesta primeira edição, foram produzidos 3,2 mil exemplares impressos, que serão distribuídos entre autores, ilustradores e unidades da rede pública de bibliotecas, incluindo escolas estaduais. As publicações também estão disponíveis em formato digital para acesso gratuito.
A seleção contemplou estudantes de diversas regiões atendidas pela UNEB, fortalecendo a representatividade e a pluralidade de vozes da produção literária baiana contemporânea. As obras passam a integrar o acervo do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e serão distribuídas para bibliotecas e espaços de leitura da rede pública em todo o estado.
As versões digitais da coleção podem ser acessadas gratuitamente no portal da Eduneb por meio do link: Coleção Abre Caminhos – Eduneb.
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Educação
Educação da Bahia avança com expansão do tempo integral, alfabetização e novos investimentos
Com apoio da retomada da parceria entre os governos estadual e federal, rede baiana amplia matrículas, reduz atraso escolar e alcança os melhores indicadores de sua história
A educação pública da Bahia alcançou uma nova escala durante o governo Jerônimo Rodrigues. O avanço pode ser observado na expansão do ensino em tempo integral, na construção de escolas, na redução do atraso escolar e na recuperação progressiva dos indicadores educacionais. Com a retomada da parceria entre Bahia e Brasil no terceiro governo Lula, o estado passou a combinar os investimentos próprios acumulados desde 2007 com novos recursos federais destinados à construção de creches, ampliação da rede escolar, transporte estudantil, alfabetização e permanência dos estudantes.
A proporção de escolas estaduais que oferecem ensino médio em tempo integral, que era de 6% em 2016, alcançou 54% em 2024. As matrículas saltaram de 81 mil para 140 mil entre 2024 e 2025 e chegaram, em 2026, a aproximadamente 175 mil estudantes distribuídos em mais de 700 unidades escolares. Somente na infraestrutura educacional, foram investidos mais de R$ 9,7 bilhões, com a construção e modernização de colégios equipados com restaurantes, bibliotecas, teatros, laboratórios, quadras poliesportivas e piscinas.
Os resultados começam a se refletir nas salas de aula. O percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental subiu de 36% em 2024 para 55% em 2025, superando a meta estadual de 50%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de frequência ao ensino médio na idade adequada avançou de 72,1% para 76,2%, enquanto o contingente de estudantes em atraso escolar foi reduzido. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da rede estadual de ensino médio passou de 3,2 em 2019 para 3,8 em 2025, o melhor resultado da série histórica baiana.
A presença de Lula na Presidência recompôs uma engrenagem interrompida durante quatro anos. Por meio do Novo PAC, coordenado pelo então ministro da Casa Civil, Rui Costa, foram destinados R$ 1,2 bilhão à educação baiana para a construção de 94 creches e escolas regulares, 62 unidades de tempo integral e a aquisição de 244 ônibus escolares. O programa Pé-de-Meia alcançou 406 mil estudantes no estado, enquanto um acordo firmado entre o Ministério da Educação (MEC) e a Advocacia-Geral da União (AGU) assegurou outros R$ 3,5 bilhões referentes aos recursos do antigo Fundef.
Esse processo teve início em 2007, quando Jaques Wagner assumiu o governo da Bahia e encontrou um sistema educacional marcado por profundas desigualdades. Em 2005, 18,8% dos baianos com 15 anos ou mais eram analfabetos. A rede estadual possuía apenas 23 escolas de tempo integral, frequentadas por cerca de 11 mil alunos, enquanto a educação profissional atendia somente 9.130 estudantes em 22 municípios. O interior, as comunidades rurais e os povos tradicionais conviviam com uma oferta educacional limitada e desigual.
Wagner deu início à transformação com o Programa Todos pela Alfabetização (TOPA), articulado ao Brasil Alfabetizado, do governo Lula. Até 2011, a iniciativa havia atendido 841 mil pessoas em 407 municípios, resultado que lhe rendeu o Prêmio Darcy Ribeiro. No mesmo período, foi criado o Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITec), que levou aulas para áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e unidades prisionais. A educação profissional ultrapassou a marca de 50 mil matrículas em 2011, mais de cinco vezes o contingente registrado em 2006.
Ao assumir o governo, Rui Costa deu novo impulso à política educacional. O programa Educar para Transformar ampliou a cooperação com municípios e universidades, enquanto o Plano Estadual de Educação estabeleceu 20 metas e 246 estratégias para o setor. O programa Mais Futuro fortaleceu a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade nas quatro universidades estaduais e, até 2023, já havia beneficiado 24.439 universitários, com investimento acumulado de R$ 218,5 milhões. Na educação básica, o Mais Estudo remunerou alunos monitores de Língua Portuguesa e Matemática, alcançando 179 mil estudantes em 2021.
O governo Rui também enfrentou o período de desestruturação das políticas federais para a educação durante a gestão de Jair Bolsonaro. Houve interrupção de repasses destinados à educação integral e enfraquecimento de programas voltados à alfabetização, creches, conectividade e formação técnica. Durante a pandemia, o presidente vetou a ampliação da assistência financeira da União a estados e municípios. A Bahia respondeu com a distribuição de vale-alimentação para mais de 750 mil estudantes, destinando R$ 132 milhões às três primeiras parcelas do benefício, além de criar o Bolsa Presença, que transformou uma ação emergencial em política permanente de combate à evasão escolar.
Foi também nesse período que a infraestrutura educacional ganhou outra dimensão. Em 2021, o estado anunciou R$ 1 bilhão para a reforma de cerca de 300 escolas e investiu R$ 61 milhões em infraestrutura tecnológica, incluindo a aquisição de 11.259 computadores. No ano seguinte, a carteira de investimentos alcançou R$ 3,5 bilhões, contemplando 200 novas escolas e a modernização de outras 400 unidades. A estrutura iniciada por Jaques Wagner, ampliada por Rui Costa e acelerada por Jerônimo Rodrigues permitiu que a educação profissional chegasse a 123.720 matrículas em 2022, com presença em 242 municípios e nos 27 Territórios de Identidade da Bahia.
Educação
Aulão Prepara Enem 2026 reúne 4 mil estudantes da rede estadual na Concha Acústica do TCA
Iniciativa da Secretaria da Educação da Bahia, em parceria com o MEC, reforçou a preparação para o Enem com aulas, redação, resolução de questões e debate sobre acesso ao ensino superior
Cerca de 4 mil estudantes da rede estadual da Bahia participaram, nesta terça-feira (11), do Aulão Prepara Enem 2026, realizado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O encontro reuniu concluintes da 3ª série do Ensino Médio de 80 escolas da capital e da Região Metropolitana.
Durante a atividade, foram oferecidas aulas nas quatro áreas do conhecimento cobradas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com foco em conteúdos de maior incidência na prova. A programação também incluiu a resolução de questões de edições anteriores e atividades de produção de redação.
Promovido pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), o evento contou com transmissão ao vivo pelos canais da TVE no YouTube e da TV Educa Bahia, ampliando o alcance da iniciativa para estudantes de diferentes regiões do estado.
Após as aulas, os participantes acompanharam uma roda de conversa sobre educação, oportunidades acadêmicas e acesso ao ensino superior, reforçando a importância da preparação para os desafios da etapa final da educação básica e dos processos seletivos de ingresso nas universidades.
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