Economia
Governo da Bahia articula suspensão de importações de cacau da Costa do Marfim
Decisão do Ministério da Agricultura atende a demandas de produtores baianos e visa proteger a sanidade e a estabilidade econômica da cacauicultura nacional
Com articulação do Governo da Bahia, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou, na última terça-feira (24), a suspensão temporária das importações de amêndoas de cacau da República da Costa do Marfim. A decisão, publicada no Despacho Decisório nº 456/2026, foi motivada pelo risco fitossanitário associado ao elevado fluxo de grãos provenientes de países vizinhos para o território marfinense, o que tem resultado na mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil.
A medida atende a demandas históricas de produtores baianos e é fruto de uma articulação conjunta entre os governos estadual e federal, com a participação do setor produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia, do Congresso Nacional e de órgãos estratégicos da cadeia do cacau. A suspensão integra um conjunto de ações voltadas à proteção da cacauicultura, com o objetivo de reduzir o risco de entrada de pragas e doenças no país e promover maior estabilidade econômica para o setor.
Na Bahia, especialmente na região do Litoral Sul, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) tem atuado de forma estratégica como canal de escuta de agricultoras e agricultores familiares. A pasta desempenhou papel central na sistematização de problemas como a queda nos preços das amêndoas, a insegurança regulatória e as ameaças à sanidade das lavouras, levando essas pautas à agenda do Governo do Estado.
O processo de escuta contou com a participação ativa da Superintendência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Por meio de agendas territoriais, suporte técnico e diálogo com cooperativas e organizações representativas do setor, foi possível identificar o impacto negativo das importações da Costa do Marfim sobre a cacauicultura baiana.
A partir desse diagnóstico, o tema ganhou centralidade na agenda estadual e resultou na criação da Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura. O grupo passou a atuar de forma articulada com o Ministério da Agricultura, acompanhando, inclusive, o envio de uma missão técnica à África, que identificou inconsistências nos fluxos de exportação destinados ao Brasil.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, integrante da comissão, a atuação do Estado foi decisiva. “A Bahia puxou esse debate porque não dava para ficar olhando o produtor sofrer calado. A gente ouviu quem está no campo, levou essa preocupação para Brasília e construiu, junto com o Governo Federal, uma resposta que protege não só a Bahia, mas a cacauicultura do Brasil inteiro”, afirmou.
A suspensão das importações integra um conjunto mais amplo de ações articuladas pelo Governo da Bahia para enfrentar os desafios do sistema produtivo do cacau. Entre os encaminhamentos estão medidas para reduzir distorções de mercado e o deságio nos preços, o debate sobre o regime de drawback, o reforço da fiscalização fitossanitária, a ampliação da assistência técnica aos produtores e a recomposição da capacidade institucional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), além da articulação de um plano nacional de contenção da monilíase.
Paralelamente, o Estado também atua junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ao Ministério da Agricultura para ampliar a transparência na divulgação das estimativas oficiais de safra. A iniciativa busca dar maior previsibilidade ao mercado e contribuir para a estabilidade dos preços do cacau.
Economia
Coopercon-BA realiza missão empresarial à China para ampliar oportunidades na construção civil
Cooperativa participa de agenda técnica e comercial em cinco cidades chinesas para prospectar fornecedores, conhecer novas tecnologias e identificar soluções para o setor
A Coopercon-BA realizará, entre os dias 17 e 26 de outubro, uma missão empresarial à China com o objetivo de prospectar fornecedores, conhecer tecnologias inovadoras e ampliar oportunidades de negócios para a construção civil baiana.
A programação inclui visitas à Canton Fair, em Guangzhou, à Huawei Ark One, em Shenzhen, à fábrica da DaFang AI, especializada em robôs para atividades de acabamento na construção civil, em Dongguan, além de uma obra de habitação popular e uma fábrica de formas de alumínio em Foshan. A agenda será encerrada em Hong Kong.
A comitiva contará com a participação do presidente da Coopercon-BA, Ângelo Simões, e representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).
A missão acontece em um momento de forte expansão das operações da cooperativa. No primeiro semestre de 2026, a Coopercon-BA movimentou R$ 200 milhões em compras coletivas. Nos últimos 12 meses, as negociações envolveram esquadrias de alumínio, elevadores, aço, concreto, louças, metais sanitários e tintas.
Durante a viagem, a entidade buscará estreitar relações com fabricantes internacionais e avaliar soluções que possam atender às demandas do mercado brasileiro, considerando aspectos como qualidade, logística, disponibilidade e competitividade.
A iniciativa reforça o movimento de aproximação da construção civil baiana com o mercado chinês e amplia a busca por inovação, produtividade e novas alternativas de fornecimento para as empresas associadas.
Economia
Operação Posto Legal notifica 19 postos por irregularidades durante fiscalização em Barreiras
Ação conjunta fiscalizou 30 estabelecimentos em setembro e identificou problemas relacionados à qualidade dos combustíveis, segurança, defesa do consumidor e regularidade fiscal
A força-tarefa da Operação Posto Legal fiscalizou, durante o mês de setembro, 30 postos de combustíveis em Barreiras, no Oeste da Bahia. Como resultado da ação, 19 estabelecimentos foram notificados por irregularidades que envolvem desde falhas na documentação e na segurança até infrações relacionadas à comercialização de combustíveis e ao cumprimento dos direitos do consumidor.
A operação tem como objetivo verificar a qualidade e a quantidade dos combustíveis comercializados, além de combater fraudes, concorrência desleal e sonegação fiscal no setor.
Entre as principais irregularidades identificadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estão a ausência de comprovação da origem do combustível comercializado, problemas técnicos em termo densímetros, utilizados para medir a densidade e a temperatura do etanol, além da falta de documentos obrigatórios, como planta simplificada e planta baixa dos estabelecimentos.
A ANP também encontrou situações que comprometem a segurança das operações, como fiação elétrica exposta e a presença de um freezer em funcionamento ao lado de bombas de abastecimento.
Vazamentos, produtos vencidos e infrações ao consumidor
O Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) interditou um bico de combustível após identificar vazamento no equipamento.
Já a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA) autuou estabelecimentos por irregularidades como comercialização de produtos vencidos, ausência de placas informativas obrigatórias e falta de disponibilização do Código de Defesa do Consumidor.
As autuações realizadas pela Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) envolveram o não recolhimento do Feaspol (Fundo Especial de Aperfeiçoamento dos Serviços Policiais).
Atuação integrada
A Operação Posto Legal reúne diversos órgãos com atribuições complementares. Participam da força-tarefa:
- Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP);
- Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro);
- Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA);
- Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA);
- Departamento de Polícia Técnica (DPT);
- Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz);
- Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Enquanto a ANP fiscaliza a qualidade dos combustíveis e o cumprimento das normas regulatórias, o Ibametro verifica se a quantidade fornecida aos consumidores corresponde ao volume registrado nas bombas. O DPT realiza análises e perícias técnicas dos combustíveis coletados, e o Procon acompanha o cumprimento dos direitos dos consumidores.
Já a Sefaz atua na verificação da regularidade fiscal dos contribuintes, enquanto a Cipfaz garante a segurança das equipes durante as operações.
População pode ajudar nas fiscalizações
A Operação Posto Legal também conta com a colaboração dos consumidores para identificar possíveis irregularidades.
As denúncias podem ser encaminhadas ao Disque Denúncia Bahia, por meio dos números:
- 71 3235-0000 (Salvador e Região Metropolitana);
- 181 (interior do estado).
As informações recebidas auxiliam no planejamento das fiscalizações e no direcionamento das ações da força-tarefa em todo o território baiano.
Economia
INDEX Bahia 2027 é lançada com expectativa de movimentar R$ 260 milhões em negócios
Maior feira industrial do Nordeste ampliará área de exposição e número de expositores na próxima edição, marcada para junho, em Salvador
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) participou, nesta terça-feira (6), do lançamento da INDEX Bahia 2027, considerada a maior feira do setor industrial do Nordeste. A terceira edição do evento será realizada entre os dias 15 e 17 de junho de 2027, no Centro de Convenções de Salvador.
Promovida pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em parceria com o Sebrae Bahia, a INDEX é uma exposição voltada ao fortalecimento da indústria e à geração de negócios. O evento busca aproximar micro e pequenas empresas de grandes grupos dos setores de mineração, energia, agronegócio, tecnologia, moda e construção civil, além de promover conexões com os segmentos de comércio, serviços e parceiros internacionais.
De acordo com o superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico da SDE, Luciano Giudice, a participação da secretaria desde a primeira edição reforça o compromisso com o desenvolvimento industrial do estado.
“A INDEX é uma grande oportunidade de estarmos próximos e convivermos com o industrial baiano, de recebermos as demandas da indústria e de podermos ajudar a desenvolver ainda mais esse setor”, afirmou.
Para 2027, a feira chegará com números ampliados. A área de exposição passará a ocupar 20 mil metros quadrados, enquanto o número de expositores deve crescer de 384, registrados na edição de 2026, para 420 no próximo ano. A expectativa dos organizadores é movimentar R$ 260 milhões em negócios, superando os R$ 185 milhões alcançados na edição anterior.
O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, destacou a relevância da parceria institucional com a SDE para o fortalecimento do ambiente de negócios no estado.
“Já realizamos duas edições desse evento com muito sucesso e temos certeza de que essa terceira também será. Sempre tivemos a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia e um relacionamento cotidiano de colaboração. Essa parceria pode ser decisiva para atrair investimentos para a Bahia”, declarou.
Com a ampliação da estrutura e das oportunidades de negócios, a INDEX Bahia 2027 reforça sua posição como um dos principais encontros da indústria brasileira, reunindo empresas, investidores, fornecedores e representantes de diversos segmentos produtivos.
-
Agriculturahá 2 diasBahia terá previsão oficial da safra de cacau após acordo entre Estado e Governo Federal
-
Serviçoshá 2 diasVagas de emprego na Bahia para esta quarta-feira (14)
-
Serviçoshá 3 diasVagas de emprego na Bahia para esta terça-feira (13)
-
Esportehá 2 diasProjetos esportivos do Governo da Bahia ampliam participação feminina e revelam novos talentos
