Cidade
Deputado critica gestão ambiental em Salvador após polêmica sobre “árvores” artificiais
Marcelino Galo aponta falta de políticas efetivas e acusa prefeitura de transformar cidade em “mausoléu cinza”.
O deputado estadual Marcelino Galo (PT) chamou a atenção para o vídeo que viralizou ontem nas redes sociais mostrando o que seriam “árvores” plantadas pela Prefeitura de Salvador no canteiro central de uma das principais ruas do Rio Vermelho. Nas imagens, uma cidadã revela que, em vez de mudas, foram fincados pedaços de pau já ressecados, presos em tubos de PVC e cercados por cimento e asfalto. “É o retrato da política ambiental da prefeitura: artificial, improvisada e sem vida”, afirmou o parlamentar.
Enquanto a cidadã sofria ao caminhar na árida avenida soteropolitana, ontem também o ex-prefeito ACM Neto publicou um vídeo fazendo corrida na Barra, gabando-se de estar ao lado de, segundo ele, “o melhor prefeito do Brasil”, o seu sucessor Bruno Reis — apelidado por ambientalistas de “Bruno Motosserra”.
Para Galo, a coincidência ilustra bem a desconexão dos dois com a realidade. “Enquanto os blogueirinhos do asfalto fingem que está tudo bem, Salvador vai perdendo o verde, o vento e a sombra. A cidade está se transformando em um mausoléu cinza de concreto”, criticou.
O deputado ressaltou que a capital baiana sofre com a redução de áreas verdes e com a ausência de políticas ambientais efetivas. “Bruno Motosserra e seu mentor tratam o meio ambiente como figurante de propaganda. O resultado é sentido na pele: mais calor, mais poluição e menos qualidade de vida”, concluiu.
Cidade
Unidade de beneficiamento fortalece pesca e mariscagem no Subúrbio Ferroviário
A inauguração da Unidade de Beneficiamento de Pescados, nesta segunda-feira (29), marcou uma nova etapa no fortalecimento da atividade pesqueira e da mariscagem no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Integrado ao projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o equipamento, com investimento superior a R$ 2,3 milhões, vai melhorar as condições de trabalho de marisqueiras e pescadores, agregar valor à produção, ampliar o acesso a mercados e contribuir para o aumento da renda das famílias que vivem da atividade.
Localizada no tradicional Porto das Sardinhas, a unidade — que beneficiará diretamente 300 famílias — conta com estrutura adequada para o processamento de pescados e mariscos. O espaço inclui sala de lavagem, câmaras de expedição e armazenamento, túnel de congelamento, salas de embalagem, cozimento, defumação, produção de embutidos e salga, além de vestiários, área de carga e descarga e setor administrativo. O entorno do equipamento também recebeu um moderno projeto de urbanização.
Durante a inauguração, o governador Jerônimo Rodrigues destacou que o investimento representa o reconhecimento da importância histórica, cultural e econômica da mariscagem na região. “O espaço foi estruturado para atender às normas da vigilância sanitária, garantindo mais qualidade para os trabalhadores e mais segurança para quem consome esses produtos. Além disso, toda a região está sendo urbanizada, com nova iluminação e valorização da área”, afirmou.
Para a marisqueira Joana Souza, que atua na região, a expectativa é de transformação na rotina de trabalho, com redução de dificuldades e ampliação das oportunidades de comercialização. “Trabalho como marisqueira há quase 40 anos, e essa unidade vai fazer toda a diferença para a gente. Antes trabalhávamos no relento; agora teremos um espaço adequado. A chegada do VLT também vai transformar a nossa rotina. É uma mudança muito importante para todos nós”, disse.
Vagões para transporte de mariscos
Além da implantação da unidade, o VLT contará com espaços específicos nos vagões destinados ao transporte e armazenamento de mariscos. A iniciativa busca oferecer mais segurança, higiene e praticidade no deslocamento dos trabalhadores, facilitando o transporte da produção e contribuindo para melhores condições de trabalho.
“O projeto incorporou soluções construídas a partir do diálogo com as comunidades locais, aliando mobilidade urbana, inclusão social e desenvolvimento econômico”, destacou o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente.
Capacitação
Para atuar na unidade, as marisqueiras também participaram de capacitações voltadas ao aproveitamento de resíduos do pescado, como a transformação de escamas em artesanato. As ações incluíram ainda apoio à organização das trabalhadoras das regiões de São João do Cabrito e Plataforma, além de treinamentos em boas práticas de manipulação de alimentos. A iniciativa resulta de parceria entre o Governo do Estado, por meio da CTB, o Consórcio Expresso Mobilidade, o Instituto ORI e o chef de cozinha Fabrício Lemos.
Em 2025, as ações de apoio às comunidades pesqueiras na área de abrangência do VLT envolveram sete formações voltadas à produção de petiscos do mar, artesanato marinho, boas práticas de manipulação de pescados e organização socioprodutiva nas comunidades da Gamboa de Baixo, Plataforma e Paripe, reunindo mais de 100 marisqueiras e pescadores do Subúrbio de Salvador.
Cidade
VLT inicia operação assistida entre Calçada e Lobato, em Salvador
Primeiro trecho do sistema começa a receber passageiros com viagem-teste e entrega de obras no entorno
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana iniciou, nesta segunda-feira (29), a operação assistida de embarque e desembarque de passageiros no primeiro trecho do sistema, entre a Calçada e o Lobato. A programação foi marcada por uma viagem-teste entre a Parada São Joaquim e a Parada Marisqueiras, no bairro de Plataforma, acompanhada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
“Hoje, além da operação assistida do VLT, estamos entregando obras de urbanização no entorno do novo sistema de transporte. São intervenções que visam atender às necessidades da população e facilitar os deslocamentos na região”, afirmou o governador.
Nesta etapa, a operação assistida entre a Calçada e o Lobato ocorre em um percurso de quatro quilômetros, com sete paradas — São Joaquim, Calçada 2, Estação Calçada, Pátio Calçada, Santa Luzia, Lobato e Marisqueiras. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 16h, oferecendo uma nova alternativa de deslocamento para a população. A capacidade é de até 400 passageiros por trem.
O presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, explicou o funcionamento da operação e as perspectivas de expansão do VLT. “Nesta fase, será realizada uma viagem-teste que passa pela Ponte de São João e chega ao bairro de Plataforma, na parada Marisqueiras. Em julho, também vamos dar a ordem de serviço do lote 3.”
Entre as entregas, estão a urbanização das paradas de Santa Luzia e Lobato, que incluíram pavimentação, iluminação, paisagismo, parque infantil e academia, somando mais de R$ 3 milhões em investimentos, além da Unidade de Beneficiamento de Pescados (Marisqueira). O equipamento vai melhorar as condições de trabalho de marisqueiros e pescadores, agregar valor à produção e contribuir para o aumento da renda das famílias que vivem da atividade.
Moradora de Santa Luzia, a baiana de acarajé Daniela Fernandes participou do primeiro dia de operação e compartilhou a expectativa em relação ao novo sistema. “Santa Luzia era um bairro que se sentia esquecido e agora está sendo valorizado com a chegada do VLT. Dependemos do ônibus e enfrentamos dificuldades para chegar à Calçada e ao Comércio. Com o VLT, o deslocamento será mais rápido, mais confortável e vai melhorar a vida de quem usa esse trajeto todos os dias, como eu”, destacou.
Projeto
Considerado um dos maiores investimentos em mobilidade urbana da capital e da Região Metropolitana, o VLT terá aproximadamente 43,71 quilômetros de extensão, 50 paradas, além da Estação Calçada, e será implantado em três trechos. As obras foram autorizadas em junho de 2024.
O sistema será integrado, física e operacionalmente, a outros modais de transporte, incluindo o Sistema Metroviário Salvador–Lauro de Freitas, por meio das estações Águas Claras e Bairro da Paz, ampliando as opções de deslocamento na capital e na Região Metropolitana.
Cidade
Parque de Pituaçu é reaberto após primeira etapa de requalificação de R$ 28 milhões
Entrega inclui ciclovia recuperada, novo bicicletário e melhorias em infraestrutura, segurança e acessibilidade
Com investimento superior a R$ 28 milhões, o Governo do Estado entregou, neste domingo (28), a primeira etapa da requalificação do Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador. As intervenções contemplaram a recuperação completa da ciclovia, a implantação de um bicicletário com capacidade para 250 bicicletas, além da construção de cinco pontos de apoio.
As obras também incluíram nova iluminação, sinalização, melhorias de acessibilidade, drenagem e outras ações voltadas à segurança e ao conforto dos frequentadores.
A inauguração foi marcada pela realização da EcoCorrida de Pituaçu, que reuniu servidores da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), atletas, convidados e autoridades. Durante o evento, o vice-governador Geraldo Júnior destacou a importância do investimento. “O Governo da Bahia está devolvendo à população um dos maiores patrimônios ambientais da nossa capital, com mais segurança, acessibilidade, infraestrutura e incentivo à prática esportiva. É uma obra que promove saúde, preservação e qualidade de vida para as famílias baianas”, afirmou.
Na ocasião, também foi anunciada a segunda etapa da revitalização do parque, com investimento estimado em R$ 15 milhões. A nova fase prevê a requalificação de 54 mil metros quadrados da porção sul, incluindo a implantação de novos equipamentos, como portal de acesso, minifloresta, trilhas ecológicas, anfiteatro verde, decks na lagoa, espaço pet, restaurantes, praça multiuso e áreas de convivência.
Outro destaque foi a assinatura da permissão de uso do novo bicicletário, formalizando a parceria para operação do equipamento, que possui área de 264 metros quadrados e capacidade para até 250 bicicletas, ampliando os serviços e incentivando a mobilidade ativa.
Considerado um dos principais remanescentes de Mata Atlântica em área urbana do país, o Parque Metropolitano de Pituaçu possui 660 hectares, sendo 378 hectares de área protegida. O espaço se consolida como referência em preservação ambiental, esporte, lazer e educação ambiental na capital baiana.
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