Política
8º Encontro de Prefeitos da Bahia reúne gestores até quinta (30)
Durante o evento, Jerônimo Rodrigues reafirmou compromisso com o desenvolvimento dos municípios
“A gente não consegue sobreviver sem os convênios com o Governo do Estado e com o Governo Federal. É nesse momento que a gente tira dúvidas, conhece os programas federais e estaduais, onde estão investindo e todo mundo sai fortalecido”, comentou Roberto Venâncio, prefeito de Tapiramutá, sobre o 8º Encontro de Prefeitos da Bahia nesta quarta-feira (29), no Centro de Convenções, na Boca do Rio, em Salvador. O evento, realizado pela União dos Municípios da Bahia (UPB), reúne prefeitos de todo o estado até esta quinta-feira (30), com o objetivo de capacitar os gestores municipais para apoio às políticas públicas, apresentar parceiros e programas do Estado e Governo Federal para os prefeitos baianos.
“Nós temos a presença dos 417 municípios, com prefeitos eleitos, reeleitos, vice-prefeitos para uma preparação para que os próximos quatro anos sejam de êxito, especialmente para aqueles que estão no primeiro mandato. A UPB está disponibilizando todas as suas assessorias, está viabilizando o contato com as Secretarias de Estado, com os Ministérios do Governo Federal para que os prefeitos e prefeitas tenham condições de governar bem nos próximos quatro anos”, detalhou o presidente da UPB, Quinho Tigre.
O governador Jerônimo Rodrigues esteve na abertura do evento e falou da interação entre os poderes executivos para a execução de obras estruturantes para o desenvolvimento das cidades baianas. “Nós somos municipalistas, mas nós também acreditamos na força da integração de um sistema onde a União, o Estado e os mnicípios estão juntos. Lá na ponta, a gente garante o cuidado com a água, com as estradas, com a saúde. Não existe uma política de presidente, de governador sem prefeito. Eu vim aqui me comprometer para que a gente consiga realizar, juntos, nos próximos quatro anos, independente do partido do prefeito, porque aqui é a democracia falando mais alto”, reforçou.
No local também acontece a Feira de Oportunidades, reunindo expositores e patrocinadores como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Caixa Econômica Federal, Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Governo do Estado e a própria UPB. O objetivo é facilitar o acesso dos gestores municipais a recursos e parcerias estratégicas para a implementação de projetos nas cidades.
Nesta quinta-feira (30) os gestores assistirão aos painéis: gestão pública inteligente: energias renováveis e práticas sustentáveis; Caixa e os municípios; Municípios e políticas públicas: desafios para um desenvolvimento inclusivo e sustentável; Recuperação de ativos do SUS; Encerramento humanizado de lixões na Bahia; e Inteligência artificial na administração pública municipal: desafios para inovação e transformação digital.
Equipes técnicas especializadas das secretarias do Estado da Bahia, dos ministérios da Saúde, Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Tesouro Nacional e da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República também prestarão atendimento e apoio técnico aos prefeitos nos dois dias.
Além do governador, estiveram presentes na solenidade de abertura o vice-governador Geraldo Júnior, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Adolfo Menezes, o secretário de Assuntos Federativos André Ceciliano e a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Eleições 2026
Abstenção bate recorde e eleitores ainda precisam justificar ausência no primeiro turno
Mais de 33,4 milhões de brasileiros não votaram no primeiro turno; regularização é obrigatória mesmo para quem participar da próxima votação
Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas no domingo (4), o que representou uma taxa de abstenção de 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleições gerais no Brasil desde 1998, quando o índice foi de 21,5%. Com a realização do segundo turno marcada para 25 de outubro, esse percentual ainda poderá ser alterado.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno é considerado uma eleição independente. Assim, os eleitores que não votaram no primeiro turno poderão participar normalmente do segundo turno, desde que estejam com o título eleitoral regular.
No entanto, quem deixou de votar e não justificou a ausência por meio do aplicativo e-Título continua obrigado a regularizar sua situação eleitoral, mesmo que compareça às urnas no segundo turno.
O prazo para apresentar a justificativa vai até 3 de dezembro. O procedimento pode ser realizado pelo serviço de autoatendimento disponível no site do TSE ou presencialmente em um cartório eleitoral. É necessário apresentar documentação que comprove o motivo da ausência, como atestado médico, passagens ou outros comprovantes válidos.
Os eleitores que estiverem em viagem ao exterior têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para apresentar a justificativa. Já aqueles que residem fora do país e estão inscritos em uma zona eleitoral do exterior precisam justificar ausência apenas nas eleições presidenciais.
Caso a justificativa não seja apresentada dentro do prazo, além da regularização da situação eleitoral, o cidadão deverá pagar multa de R$ 3,51 por turno não justificado. O pagamento pode ser efetuado pelo autoatendimento no portal do TSE, pelo aplicativo e-Título ou diretamente nos cartórios eleitorais, utilizando Guia de Recolhimento da União (GRU), Pix ou cartão de crédito.
Enquanto a pendência não for quitada, o eleitor permanecerá com o título em situação irregular, ficando impedido de emitir ou renovar documentos como carteira de identidade e passaporte, tomar posse em concurso público, renovar matrícula em instituições públicas de ensino e receber vencimentos ou proventos de cargos públicos.
O cancelamento do título eleitoral ocorre quando o eleitor deixa de votar, justificar a ausência e regularizar a situação em eleições consecutivas, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
Eleições 2026
ALBA terá renovação de 38,1% da composição a partir de 2027
Dos 63 deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura, 24 ocuparão uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia pela primeira vez, indicando mudanças no cenário político estadual
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) passará por uma renovação significativa em sua composição a partir de fevereiro de 2027. Dos 63 deputados estaduais eleitos nas eleições de outubro de 2026, 24 são novos nomes, o que representa uma renovação de 38,10% das cadeiras da Casa.
O resultado das urnas aponta para uma combinação entre experiência e renovação no Parlamento baiano. Enquanto parte dos atuais deputados conseguiu garantir a permanência no Legislativo estadual, quase quatro em cada dez cadeiras serão ocupadas por parlamentares que iniciarão seu primeiro mandato na ALBA.
A nova composição terá a missão de debater e votar projetos de interesse do Estado, além de fiscalizar os atos do Poder Executivo nos próximos quatro anos. A posse dos deputados eleitos está prevista para fevereiro de 2027, quando será iniciada a nova legislatura.
Confira composição da ALBA
- Ivana Bastos (PSD) 203.202 votos
- Diego Castro (PL) 160.305 votos
- Rowenna (PT) 137.266 votos
- Dr. Thiago Gilleno (Republicanos) 114.627 votos
- Denise Menezes (PSD) 103.744 votos
- Elinaldo (União Brasil) 101.314 votos
- Rosemberg (PT) 100.378 votos
- Alex da Piatã (PSD) 99.911 votos
- Pedro Tavares (União Brasil) 98.193 votos
- Rogério Andrade (MDB) 93.451 votos
- Luciano Pinheiro (PDT) 92.339 votos
- Sandro Régis (União Brasil) 91.754 votos
- Osni (PT) 89.356 votos
- Cinthya Marabá (PL) 89.063 votos
- Angelo Almeida (PT) 87.532 votos
- Samuel Júnior (PL) 87.152 votos
- Andrea Castro (PSD) 86.973 votos
- Vilma Reis (PT) 83.222 votos
- Marcinho Oliveira (PDT) 83.074 votos
- Tancredo Isidório (Avante) 82.883 votos
- Léo de Neco (Avante) 81.903 votos
- Igor (PL) 79.736 votos
- Niltinho (PSD) 79.480 votos
- Júlio Pinheiro (PT) 78.635 votos
- Jânio Natal Júnior (PL) 77.706 votos
- Juvenilson Passos (PT) 76.627 votos
- Hassan de Zé Cocá (PP) 75.359 votos
- Zé Raimundo (PT) 74.853 votos
- Ricardo Rodrigues (PSD) 74.441 votos
- Júnior Muniz (PT) 74.146 votos
- Carlinhos Sobral (MDB) 73.274 votos
- Eduardo Alencar (PSD) 72.752 votos
- Júnior Nascimento (União Brasil) 72.382 votos
- Cláudia Oliveira (PSD) 71.455 votos
- Bobô (PCdoB) 70.898 votos
- Dr. Pitágoras (PP) 70.752 votos
- Angelo Coronel Filho (Republicanos) 69.444 votos
- Kleber Rosa (PSOL) 68.921 votos
- Vitor Azevedo (Avante) 68.806 votos
- Silva Neto (Avante) 66.967 votos
- Tiago Correia (PSDB) 65.969 votos
- Paulo Câmara (PL) 65.682 votos
- Fabrício (PCdoB) 64.755 votos
- Penalva (PP) 64.606 votos
- Roberto Carlos (PV) 64.295 votos
- Ludmilla Fiscina (PSD) 64.147 votos
- Robinson (PT) 63.800 votos
- Fátima Nunes (PT) 63.707 votos
- Eduardo Salles (PV) 63.093 votos
- Tagner (PT) 63.032 votos
- Jurailton Santos (Republicanos) 60.783 votos
- Luciano Simões Filho (União Brasil) 60.711 votos
- Zó do Sertão (PCdoB) 60.413 votos
- Marquinho Viana (PV) 60.315 votos
- João de Furão (Avante) 58.510 votos
- Neusa Cadore (PT) 56.914 votos
- Euclides Fernandes (PT) 54.557 votos
- Neto Coelho (PDT) 54.429 votos
- Soldado Prisco (PL) 50.235 votos
- José de Arimateia (Republicanos) 49.372 votos
- Jordavio Ramos (PSDB) 48.100 votos
- Josafá Marinho (PDT) 47.464 votos
- Cacau da Mata (PDT) 47.216 votos
Eleições 2026
Jerônimo Rodrigues é reeleito governador da Bahia
Vitória em primeiro turno garante a continuidade do grupo governista no estado, enquanto Rui Costa e Jaques Wagner conquistam as duas vagas baianas no Senado Federal
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito neste domingo (4) para comandar a Bahia por mais quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, o petista conquistou 55,80% dos votos válidos, vencendo a disputa ainda no primeiro turno. O principal adversário, ACM Neto (União Brasil), ficou em segundo lugar, com 43,72% dos votos válidos.
A vitória amplia a presença do Partido dos Trabalhadores no comando do estado e reafirma a força eleitoral do grupo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. Durante a campanha, Jerônimo Rodrigues percorreu diversas regiões do estado defendendo a continuidade de investimentos em áreas como segurança pública, educação, infraestrutura e desenvolvimento social.
Além da disputa para o Governo do Estado, a eleição para o Senado Federal também foi marcada pela ampla participação do eleitorado baiano. As duas vagas em disputa foram conquistadas por Rui Costa, que recebeu 30,07% dos votos, e por Jaques Wagner, que obteve 27,65% da preferência dos eleitores.
Na sequência da apuração para o Senado, Angelo Coronel (Republicanos) alcançou 20,11% dos votos, enquanto João Roma (PL) registrou 19,97%, encerrando a disputa fora das vagas disponíveis.
O resultado reforça a predominância do grupo político que atualmente governa a Bahia, garantindo maioria nas principais disputas majoritárias do estado. Com a reeleição, Jerônimo Rodrigues seguirá no Palácio de Ondina ao lado do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), enquanto a bancada baiana no Senado passará a contar com os recém-eleitos Rui Costa e Jaques Wagner.
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