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Segurança

Workshop inédito na Bahia promove reflexão sobre cobertura segura da segurança pública

Jornalistas e forças policiais discutem ética, responsabilidade e riscos na divulgação de operações

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parar para refletir sobre a própria prática profissional. Nesta quinta-feira (26), ele participou do workshop “De olho na segurança
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Mais de dez anos de experiência no jornalismo não impediram o repórter Muller Nunes de parar para refletir sobre a própria prática profissional. Nesta quinta-feira (26), ele participou do workshop “De olho na segurança – O papel da mídia na cobertura segura das ações de segurança pública”, iniciativa inédita na Bahia que reuniu jornalistas, representantes das forças policiais e instituições acadêmicas.

“Quem cobre segurança pública vive a rotina intensa das ocorrências e, muitas vezes, não tem tempo para avaliar procedimentos”, observou Muller, ao destacar a relevância do encontro. Para ele, o evento também representa um avanço no diálogo entre profissionais da imprensa e da segurança pública, contribuindo para uma cobertura mais responsável e consciente.

A iniciativa teve como objetivo qualificar a cobertura jornalística de pautas relacionadas à segurança pública, com foco na ética, na responsabilidade social e na proteção dos envolvidos em operações policiais. Participaram do workshop representantes das polícias, entidades da imprensa e do meio acadêmico, reforçando a proposta de integração e troca de experiências.

O diretor da Academia de Polícia Civil da Bahia (Acadepol), Jackson Carvalho, ressaltou o compromisso institucional com a transparência e a credibilidade das informações. “Precisa existir transparência, lisura, verdade e compromisso, tanto por parte dos profissionais de segurança pública quanto dos profissionais de comunicação. Uma comunicação que não seja bem apurada pode causar transtornos à comunidade e até colocar em risco uma operação”, afirmou.

O encontro contou com a participação de jornalistas de diferentes áreas e plataformas. Para a repórter Silvânia Nascimento, que atua em um portal de notícias, o debate é ainda mais necessário no atual cenário informativo. “Em tempos de fake news e imediatismo, a checagem rigorosa das informações é indispensável, especialmente no jornalismo online, onde o impacto de cada publicação é imediato”, destacou.

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Durante a abertura, o diretor-geral de Operações da Polícia Civil, Jorge Figueiredo, classificou o workshop como um marco para o estado e para o país. “Esse evento representa a maturidade institucional de caminharmos lado a lado: a imprensa e a segurança pública, compartilhando responsabilidades complementares que se unem em prol do fortalecimento da segurança pública na Bahia”, afirmou.

Segurança

Bahia firma acordo com TSE para ampliar identificação biométrica e fortalecer investigações

Cooperação técnica permitirá acesso à Base de Dados da Identificação Civil Nacional, ampliando recursos de identificação utilizados pelas forças de segurança do estado

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O Governo da Bahia firmou, na última sexta-feira (9), um acordo de cooperação técnica com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Foto: Divulgação SSP/BA

O Governo da Bahia firmou, na última sexta-feira (9), um acordo de cooperação técnica com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para integrar bases de dados de identificação e ampliar os recursos tecnológicos utilizados nas atividades de segurança pública.

A iniciativa prevê o compartilhamento de informações e a disponibilização de ferramentas tecnológicas destinadas a apoiar os procedimentos de identificação de pessoas, fortalecendo o trabalho realizado pelos órgãos estaduais responsáveis pela segurança e perícia criminal.

De acordo com o diretor do Instituto de Identificação Pedro Mello (IIPM), Bruno Fróes, o TSE disponibilizará serviços de consulta à Base de Dados da Identificação Civil Nacional (BDICN), respeitando os limites legais e tecnológicos estabelecidos.

“O acordo garante acesso aos dados biométricos exclusivamente à Polícia Civil e à Polícia Científica da Bahia, além dos órgãos vinculados a elas, conforme os critérios definidos”, explicou.

Com a integração, os profissionais de investigação e identificação passarão a contar com uma base ampliada de referências biométricas. Atualmente, a BDICN reúne dados de aproximadamente 160 milhões de eleitores, aumentando significativamente as possibilidades de comparação e validação de informações.

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Entre os principais benefícios da medida estão o reforço das pesquisas papiloscópicas, a comparação de impressões digitais, a identificação de fragmentos coletados em locais de crime e a utilização de ferramentas de autenticação biométrica para confirmação de identidade.

A cooperação também prevê a atualização contínua da Base de Dados da Identificação Civil Nacional a partir dos registros estaduais, além da integração entre sistemas tecnológicos e da capacitação dos servidores responsáveis pela operação das plataformas.

Segundo os órgãos envolvidos, a iniciativa busca modernizar os procedimentos de identificação civil e criminal, ampliar a eficiência das investigações e fortalecer a atuação técnica das instituições de segurança pública da Bahia.

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Segurança

Reconhecimento Facial da SSP alcança marca de 2 mil foragidos localizados em 2026

Tecnologia da Segurança Pública da Bahia supera em 16% o desempenho do mesmo período do ano passado e caminha para bater novo recorde de capturas

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O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) atingiu, nesta quinta-feira (15), a marca de 2.000
Foto: Divulgação/Ascom SSP

O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) atingiu, nesta quinta-feira (15), a marca de 2.000 foragidos da Justiça localizados em 2026, consolidando-se como uma das principais ferramentas de apoio às forças de segurança do estado.

O número representa um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2025, quando, entre janeiro e outubro, a tecnologia contribuiu para a captura de 1.712 pessoas com mandados de prisão em aberto.

O foragido de número 2.000 foi identificado e capturado no município de Dias d’Ávila. Contra ele havia um mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia.

Em todo o ano de 2025, o sistema auxiliou na localização de 2.060 procurados pela Justiça. Com uma média de sete prisões por dia em 2026, a projeção da SSP é encerrar o ano com aproximadamente 2.525 capturas, estabelecendo um novo recorde anual.

Desde sua implantação, em 2019, a tecnologia já contribuiu para a localização de 6.446 pessoas com ordens judiciais expedidas. O sistema é integrado ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Segundo o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, o avanço nos resultados está relacionado aos investimentos realizados pelo Governo do Estado na área de segurança.

“Com a contratação de 11 mil novos policiais, peritos e bombeiros, o reposicionamento de câmeras e o investimento nas novas Plataformas de Observação Elevada (POE), ampliamos a eficiência da ferramenta”, destacou o secretário.

Werner acrescentou que o governo continuará investindo na modernização das forças policiais e de bombeiros, com o objetivo de qualificar ainda mais os serviços prestados à população baiana.

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Segurança

Operações contra facções apreendem mais de 1,5 tonelada de drogas em apenas 48 horas

Ações integradas das forças estaduais e federais resultaram em grandes apreensões de maconha, cocaína e crack, além do desmonte de esquemas de tráfico interestadual e internacional

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A intensificação das operações de combate ao crime organizado fez a Bahia atingir a marca de 16 toneladas de drogas apreendidas em 2026.
Foto: Divulgação/SSP

A intensificação das operações de combate ao crime organizado fez a Bahia atingir a marca de 16 toneladas de drogas apreendidas em 2026. O resultado foi alcançado após as ações realizadas nas últimas 48 horas pelas forças estaduais e federais de segurança pública, reforçando o enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado.

Entre os destaques está a operação conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que desarticulou um galpão utilizado para armazenamento de entorpecentes em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. No local, os policiais apreenderam cerca de uma tonelada de maconha, cocaína e crack.

Outra ação de grande impacto ocorreu no Porto de Salvador, onde equipes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA) frustraram uma tentativa de tráfico internacional de drogas. Aproximadamente 200 quilos de cocaína foram localizados escondidos no casco de um navio que seguiria para a Europa.

No interior do estado, as forças de segurança também registraram apreensões expressivas. No município de Abaré, na região Norte da Bahia, policiais militares interceptaram 320 quilos de drogas ocultados em uma carga de verduras.

Já em Vitória da Conquista, equipes da Polícia Civil encontraram 30 quilos de cocaína escondidos dentro de um sofá, durante ação de investigação e combate ao tráfico de entorpecentes.

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Integração e inteligência

Segundo o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, os resultados refletem a atuação integrada entre as forças estaduais e federais, baseada no compartilhamento de informações e no emprego de inteligência policial.

“O resultado das ações promovidas pelas Forças Federais e Estaduais é oriundo da aplicação da doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência (POI). Trabalhamos em rede, compartilhando informações e qualificando o combate às facções”, destacou o secretário.

A estratégia de integração entre as instituições tem permitido identificar rotas de tráfico, localizar depósitos clandestinos e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança contra organizações criminosas que atuam dentro e fora da Bahia.

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