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Cultura

Rio de Contas vive a magia da Noite das Lanternas

O evento faz parte da festa em homenagem ao Santíssimo Sacramento, padroeiro do município da região da Chapada Diamantina

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Com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA), a cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina,
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA), a cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, realizou mais uma edição da Noite das Lanternas, uma das mais antigas expressões do turismo religioso católico da Bahia. O evento, que faz parte da festa em homenagem ao Santíssimo Sacramento, padroeiro do município, teve a participação do governador Jerônimo Rodrigues, que acompanhou a emocionante procissão ao lado de moradores e visitantes.

“Essa é uma celebração muito forte para nós, uma caminhada, levando as luzes que iluminam os caminhos da gente pela paz, para que Rio de Contas possa ter um bom desempenho na geração de emprego, na educação da meninada, na juventude”, disse Jerônimo na saída do cortejo, que partiu da Igreja Matriz, passando pelas ruas do Centro Histórico em direção a Igreja de Nossa Senhora Santana.

Tradição

Com mais de 300 anos de história, a Noite das Lanternas mantém viva uma tradição única: na véspera do feriado de Corpus Christi, todas as luzes da cidade são apagadas e a população segue em procissão pelas ruas, iluminando o caminho apenas com lanternas. Ao fim da caminhada, a fé e a cultura se unem em uma missa seguida de um show musical nas sacadas dos casarões coloniais.

Dona Ezaide Santos nasceu em Rio de Contas e mora em São Paulo. Há 45 anos retorna à terra natal para a celebração. Um momento de muita emoção. “É a coisa mais linda. Acabei de falar pra minha amiga que pra mim não tem outra festa, tem que ser Corpus Christi. É linda! A emoção toma conta, principalmente quando canta o hino de Rio de Contas. A festa comove muito”.

De acordo com o secretário do Turismo, Maurício Bacelar, a festa religiosa é também uma grande vitrine para o turismo da região. “O governo apoia essa festa porque, além de valorizar essa nossa cultura, herança da colonização portuguesa, nós também incrementamos o fluxo turístico do estado. Esse trabalho que nós desenvolvemos nas 13 zonas turísticas da Bahia, colocou o estado na liderança do turismo nacional”, destacou o secretário.

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Cultura

Camerata Opus Lúmen se apresenta na edição de agosto da Terça Musical no MGB

Concerto gratuito acontece no dia 4 de agosto e integra parceria entre o Museu Geológico da Bahia e a Orquestra Sinfônica da Bahia 

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A Camerata Opus Lúmen será a atração da edição de agosto da Terça Musical, realizada nesta terça-feira (4), às 15h, na sala de cinema do Museu Geológico da Bahia (MGB), no Corredor da Vitória, em Salvador. O concerto tem entrada gratuita e é resultado de uma parceria entre o museu, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), e a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba). 

Criada em 2001, a Camerata Opus Lúmen é um dos grupos de música de câmara ligados à Osba e reúne instrumentistas especializados em sopros e percussão, levando ao público repertórios variados e apresentações que aproximam a música de concerto de diferentes públicos. 

A formação atual do grupo é composta por Lucas Ferreira (clarinete), Gabriel Paes Marcaccini (oboé), Ilza Cruz (fagote), Paula Guimarães (trompa), Tereza Perfeito (flauta) e Humberto Monteiro (percussão). 

A iniciativa integra a programação cultural promovida pelo Museu Geológico da Bahia, que regularmente recebe apresentações artísticas abertas ao público, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e à música instrumental. 

Serviço 

Terça Musical com a Camerata Opus Lúmen 

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  • Data: 4 de agosto de 2026
  • Horário: 15h
  • Local: Sala de cinema do Museu Geológico da Bahia
  • Endereço: Avenida Sete de Setembro, nº 2.195, Corredor da Vitória, Salvador (BA)
  • Entrada: Gratuita
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Cultura

Festival de Lençóis chega à 27ª edição e incorpora Festival de Culturas Populares da Chapada

Evento gratuito acontece de 4 a 6 de setembro e amplia programação com música, tradições populares, debates ambientais e valorização dos saberes da Chapada Diamantina

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A cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, sediará entre os dias 4 e 6 de setembro de 2026 a 27ª edição do Festival de Lençóis,
Foto: Marketing/Festival de Lençóis

A cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, sediará entre os dias 4 e 6 de setembro de 2026 a 27ª edição do Festival de Lençóis, um dos mais tradicionais eventos culturais da Bahia. Neste ano, o festival passa por uma ampliação inédita ao incorporar o Festival de Culturas Populares da Chapada, fortalecendo o protagonismo das manifestações artísticas e tradicionais da região.

Após mais de duas décadas reunindo importantes nomes da música brasileira, o evento amplia seu alcance ao integrar, pela primeira vez, uma programação dedicada aos saberes populares, às tradições culturais e à valorização da memória regional. Entre as expressões destacadas está o Jarê Encantado, manifestação espiritual profundamente ligada à formação histórica e cultural da Chapada Diamantina.

Além das apresentações musicais, a programação contará com palestras e atividades voltadas a temas como meio ambiente, qualidade de vida e religiosidade de matriz afro-indígena.

Programação diversificada

Distribuída entre o Palco Principal, o Mercado Cultural e o Coreto, a programação de 2026 mantém o tema que se tornou marca registrada do evento: “Cante. Plante. Proteja.”

Entre as atrações musicais já confirmadas estão Rachel Reis, Larissa Luz, Banjo Novo, Michel Teló e Cidade Negra. O festival contará ainda com espaço dedicado aos artesãos da região, mesas temáticas e palestras, incluindo a participação do psicólogo Alexandre Coimbra, que abordará a importância de desacelerar o ritmo da vida e fortalecer a convivência com a natureza.

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Na área da cultura popular, estão confirmadas apresentações das Baianas de Lençóis, Marujada Quilombola do Remanso, Marujada Barcas em Rios, Reisado da Viola e Percuhitts, entre outros grupos que preservam e difundem tradições culturais da Chapada.

A programação completa, com datas, horários e locais das atividades, será divulgada em breve pela organização.

Valorização da identidade cultural

Para a diretora-geral da Pau Viola Cultura e Entretenimento e idealizadora do Festival de Lençóis, Paula Resende, a união dos dois eventos representa um novo momento para a iniciativa.

“Essa é a junção perfeita para o momento que o Festival de Lençóis vive. Depois de 26 edições consolidando a música brasileira na Chapada Diamantina, abrir espaço para a cultura popular é afirmar que o festival sempre foi, no fundo, sobre pertencimento. Estamos celebrando a força de um território inteiro”, afirmou.

A idealizadora do Festival de Culturas Populares de Lençóis, Lilibeth França, destacou o potencial da parceria para ampliar a visibilidade das tradições locais.

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“O Festival de Culturas Populares nasceu para valorizar os mestres, as tradições e as memórias que atravessam gerações em Lençóis. Somar essa trajetória à força que o Festival de Lençóis construiu ao longo de mais de duas décadas é multiplicar o alcance da nossa cultura popular e levar essas manifestações a um público ainda maior”, ressaltou.

Impacto regional

Realizado gratuitamente em praça pública, o Festival de Lençóis reforça seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e com a preservação do patrimônio material e imaterial da Bahia. A cada edição, o evento contribui para o fortalecimento da economia local, gerando emprego e renda, além de consolidar a Chapada Diamantina como um dos principais destinos culturais e turísticos do país.

O evento é uma realização da Pau Viola Cultura e Entretenimento, com apoio da Prefeitura de Lençóis.

Serviço

Festival de Lençóis e Festival de Culturas Populares da Chapada

  • Data: 4 a 6 de setembro de 2026
  • Local: Lençóis, Chapada Diamantina (BA)
  • Entrada: Gratuita.
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Cultura

“Jorge Pra Sempre Verão” encerra temporada na CAIXA Cultural Salvador neste fim de semana

Espetáculo inspirado na vida de Jorge Laffond celebra legado do artista para além da icônica personagem Vera Verão

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A curta temporada do espetáculo “Jorge Pra Sempre Verão” chega ao fim neste final de semana na CAIXA Cultural Salvador, com apresentações
Foto: Rogério Alves

A curta temporada do espetáculo “Jorge Pra Sempre Verão” chega ao fim neste final de semana na CAIXA Cultural Salvador, com apresentações nesta sexta-feira (31), sábado (1º) e domingo (2). Inspirada em episódios reais da vida de Jorge Laffond (1952-2003), a montagem revisita a trajetória pessoal e artística do ator, comediante, dançarino e drag queen que marcou a história da televisão brasileira com a personagem Vera Verão.

Após a sessão desta sexta-feira (31), o público poderá participar de um bate-papo com o elenco.

Com direção de Rodrigo França, o espetáculo é encenado por Alexandre Mitre/Leonardo Garcez, Aline Mohamad e Aretha Sadick.

Jorge Laffond alcançou projeção nacional em 1992, ao integrar o elenco do programa humorístico “A Praça é Nossa”, do SBT. Por meio da personagem Vera Verão, construiu uma figura que combinava humor, inteligência e enfrentamento ao preconceito, consolidando-se como um símbolo de resistência e representatividade.

Dono de uma presença cênica marcante, Laffond tornou-se um dos artistas mais populares da televisão brasileira, abrindo espaço para a representatividade negra e LGBTQIAPN+ em um período de forte conservadorismo social.

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A dramaturgia nasceu de uma carta escrita por Aline Mohamad ao primo, falecido precocemente aos 51 anos. O que começou como um exercício íntimo de afeto e elaboração do luto transformou-se em sua primeira obra teatral, desenvolvida em parceria com Diego do Subúrbio.

A peça destaca como Vera Verão se tornou mais do que um personagem humorístico. No palco, a figura ganha contornos de símbolo de luta contra diferentes formas de discriminação, reforçando a contribuição de Jorge Laffond para a cultura brasileira e para o debate sobre diversidade e inclusão.

Ao revisitar sua trajetória, o espetáculo propõe um olhar sensível sobre a vida, a arte e o legado de um dos grandes nomes da televisão nacional.

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