Política
Parceria Bahia-Brasil garante moradia digna a quase 400 famílias em Camaçari
Com investimento de R$ 65 milhões do Governo Federal, Residencial Verdes Horizontes I e II é entregue pelo presidente Lula e pelo governador Jerônimo Rodrigues na Região Metropolitana de Salvador
Ter um teto seguro e definitivo deixou de ser apenas um sonho para 384 famílias de Camaçari nesta quinta-feira (14). Livres do aluguel ou da instabilidade de moradias provisórias, os beneficiários receberam as chaves do Residencial Verdes Horizontes I e II, localizado na Região Metropolitana de Salvador. A entrega foi realizada pelo governador Jerônimo Rodrigues, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro das Cidades, Jader Filho, e contou com investimento de R$ 65 milhões do Governo Federal, por meio da parceria Bahia-Brasil.
“Eu sei, do fundo do meu coração, o que significa a chave de uma casa na vida de uma família, especialmente de uma mãe que quer proteger seus filhos. O Minha Casa, Minha Vida é um programa que me dá um orgulho profundo, porque ele não entrega apenas quatro paredes, ele entrega dignidade. A gente vai continuar trabalhando”, afirmou o presidente Lula.
A entrega em Camaçari integra um esforço contínuo na Bahia. Desde 2015, a parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, possibilitou que mais de 88 mil famílias baianas conquistassem o acesso à casa própria, por meio de uma política pública de habitação que transforma a realidade econômica e social da população.
Durante a cerimônia, o presidente Lula autorizou ainda a construção de novos conjuntos habitacionais, totalizando 1.930 moradias em dez municípios baianos: Poções, Ipirá, Feira de Santana, Brumado, Paulo Afonso, Campo Formoso, Vitória da Conquista, Tucano, Itabuna e Camaçari.
Para Givaldo dos Santos, de 51 anos, um dos novos moradores do residencial, receber a chave representa tranquilidade e um novo começo. “Vou ter o meu próprio lugar, e isso não tem preço. Fui contemplado e ainda recebi as chaves das mãos do presidente Lula e do governador”, afirmou. As unidades habitacionais serão entregues completamente mobiliadas.
Os residenciais contam com estrutura completa de convivência. Cada conjunto possui 12 blocos de quatro pavimentos, com 192 apartamentos, totalizando quatro unidades por andar. Juntos, os empreendimentos oferecem duas academias, uma biblioteca, dois centros comunitários, dois parques infantis, duas casas de lixo e duas quadras esportivas. Os apartamentos têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e varanda.
“Não é só a casa. Temos uma política de cuidado. A partir do momento em que as famílias recebem a chave, a história de vida delas muda. É a possibilidade de chegar em casa, descansar e ter aconchego. Nosso sonho é continuar entregando chaves para que o povo viva melhor com suas famílias”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues.
A emoção também marcou o depoimento de Hillary Machado, de 25 anos, mãe atípica de um menino de cinco anos. “Passei por muitas dificuldades. Morei de favor, depois de aluguel, esperando essa grande conquista. Hoje é um marco na nossa vida”, afirmou.
O impacto da moradia digna na redução da desigualdade
Nos últimos anos, diversas entregas reforçaram o avanço da política habitacional na Bahia. Em Salvador, o Residencial Vitória da União, no bairro de São Gonçalo do Retiro, entregou 260 unidades. Paulo Afonso recebeu o Residencial Francisco Chagas de Carvalho, com 200 moradias, e a Região Metropolitana foi beneficiada com dois conjuntos em Pojuca, somando 668 casas. Em 2026, novas entregas incluem 300 unidades no Residencial Zulmira Barros, em Fazenda Grande IV, além de novos empreendimentos em Camaçari e Brumado.
Esse avanço consistente na oferta de moradia digna tem atuado como motor de transformação social e contribui para a redução histórica da desigualdade na Bahia, evidenciada pelo menor Índice de Gini já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao eliminar o peso do aluguel e as condições precárias de habitação, a casa própria representa um aumento real da renda das famílias mais vulneráveis, permitindo maior investimento em alimentação, saúde e educação.
Política
Presidente de associação rural rebate ACM Neto e defende permanência da Fenagro em Salvador
Almir Lins afirma que transferência da feira para Feira de Santana colocaria em risco o futuro do Parque de Exposições e reduziria a aproximação entre a população urbana e o setor agropecuário
A proposta do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), de transferir a Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro) para Feira de Santana recebeu críticas do presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia, Almir Lins. Para o dirigente, a mudança representaria uma ameaça à continuidade das atividades realizadas no Parque de Exposições de Salvador.
“Quando alguém defende retirar a Fenagro para ir para outro local, ele também está defendendo acabar o Parque de Exposições”, afirmou Lins. “Isso é uma coisa que não pode acontecer de jeito nenhum.”
Segundo o representante do setor agropecuário, a discussão não se limita à escolha da cidade-sede do evento. Ele argumenta que o Parque de Exposições desempenha papel estratégico ao abrigar associações, fomentar negócios e promover a integração entre a população urbana e o meio rural.
Para Lins, a permanência da Fenagro em Salvador contribui para aproximar os moradores da capital da realidade do campo, permitindo que crianças, jovens e famílias tenham contato direto com animais e atividades ligadas à produção agropecuária.
“É um evento da população de Salvador, isso é muito importante ser lembrado”, declarou.
O dirigente também contestou a avaliação de que grandes exposições agropecuárias devam ocorrer exclusivamente em municípios do interior. Na sua visão, a realização desses eventos em capitais amplia o alcance das atividades e fortalece a divulgação do setor junto a públicos que normalmente não têm contato com a produção rural.
Embora reconheça a relevância da tradicional exposição agropecuária de Feira de Santana, Almir Lins rejeita a ideia de utilizar a importância do município como justificativa para retirar a Fenagro de Salvador.
Para ele, as duas iniciativas podem coexistir e contribuir para o fortalecimento do agronegócio baiano sem comprometer a estrutura e a tradição consolidada pela Fenagro na capital.
Política
Anotação com nome “Netinho” encontrada na casa de Ciro Nogueira gera especulações nas redes sociais
Documento apreendido pela Polícia Federal continha lista de nomes e números; identidade da pessoa citada como “Netinho” não foi confirmada pelos investigadores
Uma anotação encontrada pela Polícia Federal (PF) na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, passou a repercutir nas redes sociais após a divulgação de trechos da investigação pelo portal G1.
Segundo a reportagem, a PF localizou, em uma churrasqueira da casa do parlamentar, uma lista contendo nomes e números. Entre as anotações estaria o nome “Netinho”, acompanhado do número 5. De acordo com o relato de uma funcionária aos investigadores, Ciro Nogueira teria orientado que os documentos fossem queimados sob a justificativa de que eram antigos ou não tinham utilidade. No entanto, os papéis não chegaram a ser destruídos e acabaram sendo apreendidos para análise.
A divulgação do conteúdo provocou especulações nas redes sociais. Alguns usuários associaram o apelido “Netinho” ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que é pré-candidato ao governo da Bahia. Contudo, os trechos do relatório policial divulgados pela imprensa não identificam quem seria a pessoa mencionada na anotação.
Além de “Netinho”, a PF avalia se outros nomes registrados na lista poderiam estar relacionados a figuras políticas nacionais. Segundo a reportagem, os investigadores analisam referências que poderiam corresponder ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ao atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aos deputados federais Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Doutor Luizinho (PP-RJ), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).
Os documentos foram encontrados na residência de Ciro Nogueira, localizada no Lago Sul, em Brasília. Conforme registrado pela polícia, a funcionária informou que não teve tempo de cumprir a orientação de destruir os papéis. O relatório não detalha quando a suposta determinação teria sido dada.
O material apreendido será submetido à análise da equipe responsável pela investigação, que busca compreender o significado das anotações e sua eventual relação com os fatos apurados.
Em manifestação ao g1, o deputado Elmar Nascimento repudiou qualquer associação ao documento e afirmou que a anotação é apócrifa, sem autoria identificada. O parlamentar também declarou que nunca fez política em conjunto com Ciro Nogueira.
A assessoria de Arthur Lira informou que o ex-presidente da Câmara desconhece os registros e não poderia comentar seu conteúdo. Já a equipe de Hugo Motta informou que não se pronunciaria sobre o caso. Na versão da reportagem divulgada pelo g1, a assessoria de Ciro Nogueira havia sido procurada, mas não havia apresentado resposta até a publicação do texto.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade da pessoa citada como “Netinho”, nem indicação de envolvimento dela em qualquer irregularidade. A investigação segue em andamento.
Política
Humorista Gustavo Mendes ironiza ACM Neto em vídeo sobre contratos investigados pela Prefeitura de Salvador
Sátira faz referência à investigação do Ministério Público da Bahia sobre contratos públicos e menciona denúncias recentes envolvendo o Banco Master
Conhecido nacionalmente pela imitação da ex-presidenta Dilma Rousseff, o humorista Gustavo Mendes colocou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) no centro de uma sátira sobre contratos firmados pela Prefeitura de Salvador. Em vídeo publicado nas redes sociais, o artista faz referências a uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) envolvendo cinco empresas que receberam, juntas, ao menos R$ 321 milhões do município entre 2015 e julho de 2026, período que abrange as gestões de ACM Neto e do atual prefeito, Bruno Reis.
De acordo com o MP-BA, o grupo empresarial é investigado por suspeitas de fraude em licitações, direcionamento de contratos e superfaturamento. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 38,3 milhões.
Caracterizado como Dilma Rousseff, personagem que o projetou nacionalmente e o levou ao elenco do programa Casseta & Planeta, da TV Globo, Gustavo Mendes simula um telefonema para ACM Neto e faz comentários irônicos sobre a fiscalização municipal. Entre as empresas citadas nas investigações está a Podium Distribuidora, que prestou serviços ao Gabinete do Prefeito em 2018, durante a gestão do ex-prefeito.
A publicação do humorista ocorre em um momento em que ACM Neto também aparece no noticiário em razão de acusações relacionadas ao caso Banco Master. Em proposta de delação premiada revelada pelo portal UOL em 10 de setembro, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que ACM Neto e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, teriam atuado para viabilizar investimentos de cerca de R$ 2 bilhões de fundos de previdência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) no banco, mediante uma suposta comissão de 10%.
Considerando o montante mencionado, os valores envolvidos poderiam chegar a R$ 200 milhões. Vorcaro, entretanto, não informou quanto teria sido efetivamente pago. As acusações são negadas pelos citados.
Em agosto, outra proposta de delação, atribuída ao ex-controlador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, apontou que ACM Neto seria cotista exclusivo do fundo Seattle 95, administrado pela instituição e com aplicações ligadas a operações do Banco Master.
Já em abril, documentos da Receita Federal indicaram pagamentos de R$ 5,45 milhões realizados pelo Banco Master à A&M Consultoria, empresa ligada a ACM Neto e à sua esposa, entre os anos de 2023 e 2025. Também veio a público uma mensagem atribuída a Vorcaro afirmando que o ex-prefeito “foi lá em casa”.
Anteriormente, em março, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações de R$ 3,6 milhões em pagamentos do Banco Master e da Reag à A&M Consultoria.
Até o momento, não há condenação judicial relacionada aos fatos citados, e os casos seguem em apuração pelos órgãos competentes.
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