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Política

Governo do Estado reforça parceria com Nilo Peçanha em encontro com a prefeita

O encontro foi marcado por entregas importantes: uma ambulância, uma van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e um ônibus escolar

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Na manhã desta terça-feira (22), o governador Jerônimo Rodrigues recebeu, em Salvador, a prefeita de Nilo Peçanha, Jacqueline Soares,
Foto: Amanda Ercilia/GOVBA

Na manhã desta terça-feira (22), o governador Jerônimo Rodrigues recebeu, em Salvador, a prefeita de Nilo Peçanha, Jacqueline Soares, para tratar de ações prioritárias voltadas ao desenvolvimento do município. O encontro foi marcado por entregas importantes: uma ambulância, uma van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e um ônibus escolar, equipamentos que fortalecem as redes de saúde e educação e ampliam a capacidade de atendimento à população local. 

“O município de Nilo Peçanha é de grande importância turística, econômica e social para o Baixo Sul da Bahia. Hoje, discutimos temas como educação, saúde, infraestrutura e apoio a comunidades quilombolas. Estamos entregando um ônibus, uma ambulância e um automóvel para transporte de saúde. Comprometemo-nos também com melhorias nas estradas e no abastecimento de água. Seguiremos firmes no nosso compromisso de ajudar quem mais precisa.”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues. 

Além das entregas, a reunião foi oportunidade para aprofundar o diálogo sobre demandas urgentes da população de Nilo Peçanha. Foram debatidas ações para fortalecer a agricultura familiar, impulsionar obras de infraestrutura urbana e rural, e avançar em soluções para o abastecimento de água em comunidades que ainda enfrentam dificuldades. O encontro reafirmou o compromisso de colaboração entre Estado e município na busca por mais qualidade de vida para a população. 

A prefeita Jacqueline Soares ressaltou a importância do diálogo direto com o Governo do Estado. “Esse tipo de encontro é muito importante para nós, gestores municipais. É nesse espaço de construção conjunta que conseguimos levar mais melhorias para a nossa população e garantir que as demandas locais sejam ouvidas e encaminhadas com responsabilidade”, declarou. 

Política

Kleber Rosa critica fala de Caiado sobre “alforriar” a Bahia e acusa discurso de reproduzir lógica escravocrata

Dirigente do PSOL afirma que declaração é racista, ofensiva e revela visão oligárquica sobre a população baiana

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Militante histórico do movimento negro, Kleber Rosa classificou como racista e profundamente ofensiva a declaração do governador de Goiás,
Foto: Reprodução redes sociais

Militante histórico do movimento negro, Kleber Rosa classificou como racista e profundamente ofensiva a declaração do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de que os baianos se sentiriam “alforriados” caso ele fosse eleito presidente da República e ACM Neto governador da Bahia. Cientista social, professor e dirigente sindical, o pré-candidato a deputado estadual pelo PSOL tem sua trajetória política marcada pela defesa da igualdade racial e pelo combate à exclusão da população negra dos espaços de poder.

Para Kleber Rosa, a palavra utilizada por Caiado não pode ser tratada como uma simples metáfora política. Segundo ele, o termo “alforria” carrega um significado histórico diretamente ligado ao período da escravidão, quando a liberdade era concedida pelo senhor à pessoa escravizada. Ao empregar essa expressão para se referir à alternância de governo, o governador goiano se colocaria na posição de libertador de uma população majoritariamente negra, como se os baianos dependessem de sua autorização para serem livres.

Na avaliação do dirigente do PSOL, a declaração ganha contornos ainda mais graves por partir de um integrante de uma das mais tradicionais oligarquias rurais de Goiás. Ele destaca que antepassados de Ronaldo Caiado foram grandes proprietários de terra e mantiveram pessoas escravizadas em suas fazendas. Antônio José Caiado, por exemplo, teria concedido liberdade aos escravizados de suas propriedades apenas em 1887, às vésperas da abolição formal da escravidão no Brasil.

Kleber também relaciona a trajetória política da família Caiado a episódios históricos marcados por conflitos e violência. Entre eles está a chamada Chacina do Duro, ocorrida em 1919, na atual cidade de Dianópolis. O episódio envolveu uma intervenção comandada pelo juiz Celso Calmon, enviado à região por determinação do então deputado Brasil Ramos Caiado, e terminou com a morte de nove homens ligados à família Wolney que estavam presos sob custódia das forças estaduais.

O dirigente do PSOL argumenta ainda que ACM Neto não pode se desvincular politicamente da declaração. Segundo ele, foi o próprio Ronaldo Caiado quem associou o nome do ex-prefeito de Salvador à promessa de “alforriar” a Bahia, transformando a expressão em um dos símbolos da aliança política entre ambos. ACM Neto já manifestou apoio ao ex-governador goiano em uma eventual disputa presidencial, enquanto Caiado tem defendido publicamente a candidatura do aliado ao Governo da Bahia.

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Para Kleber Rosa, a controvérsia revela o verdadeiro conteúdo político dessa aproximação. Em sua avaliação, a parceria representa a reedição de práticas associadas às antigas oligarquias brasileiras, agora apresentadas como alternativa eleitoral. “ACM Neto tenta construir uma imagem de moderação, mas entrega seu palanque presidencial a um aliado que se refere ao povo negro da Bahia com um vocabulário marcado pela herança dos antigos senhores de escravizados”, afirma.

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Eleições 2026

Aladilce diz que chapa de ACM Neto contradiz tentativa de afastamento do bolsonarismo

Vereadora afirma que apoio a Caiado não altera aliança com lideranças ligadas a Flávio Bolsonaro e questiona discurso de moderação da oposição

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A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) afirmou neste domingo (26) que a composição da chapa liderada por ACM Neto revela uma contradição
Foto: Divulgação

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) afirmou neste domingo (26) que a composição da chapa liderada por ACM Neto revela uma contradição entre o discurso adotado pelo candidato ao Governo da Bahia e as alianças políticas que sustentam sua candidatura.

A declaração foi feita após a publicação de uma reportagem do Portal Terra que analisa os movimentos da oposição nordestina na disputa presidencial e seus reflexos nas eleições estaduais. Segundo Aladilce, a estratégia atribuída a ACM Neto não altera o fato de que sua coligação mantém figuras politicamente identificadas com o bolsonarismo em posições centrais da campanha.

Para a parlamentar, a decisão de declarar apoio ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na corrida presidencial não representa um distanciamento efetivo desse campo político. Na sua avaliação, Caiado e o grupo bolsonarista compartilham afinidades políticas e têm no presidente Luiz Inácio Lula da Silva o principal adversário nacional.

“Na prática, Caiado funciona como uma espécie de bolsonarismo diluído em água com açúcar”, afirmou.

Aladilce observa que os dois candidatos ao Senado da chapa oposicionista, João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), defendem a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Para ela, esse cenário dificulta a construção de uma imagem de independência em relação ao bolsonarismo.

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“Enquanto ACM Neto procura apresentar um discurso mais moderado, sua chapa é formada por lideranças que fazem uma defesa aberta do projeto político representado por Flávio Bolsonaro”, afirmou.

A vereadora destacou que João Roma e Angelo Coronel não ocupam posições secundárias na coligação. Segundo ela, ambos integram a estrutura central da campanha ao lado de ACM Neto e do candidato a vice-governador, Zé Cocá, participando diretamente das articulações políticas e eleitorais do grupo.

Na avaliação de Aladilce, a tentativa de concentrar o debate apenas em questões estaduais busca reduzir o impacto da popularidade de Lula na Bahia e evitar que a eleição local seja influenciada pela polarização nacional.

A parlamentar argumenta que a estratégia pode enfrentar obstáculos ao longo da campanha, especialmente diante da convivência, no mesmo palanque, de apoios presidenciais distintos.

“Em diferentes regiões do estado, o eleitor verá integrantes da mesma chapa defendendo candidaturas presidenciais diferentes. Isso tende a tornar mais visíveis as divergências políticas existentes dentro da própria aliança”, afirmou.

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Para Aladilce, a composição da chapa tem peso maior que as declarações formais de apoio na disputa presidencial.

“Neto pode declarar apoio a Caiado, mas não consegue esconder quem está ao seu lado na campanha. O bolsonarismo não está fora do seu palanque. Ele ocupa justamente as duas vagas da chapa destinadas ao Senado”, declarou.

Reportagem citada:

https://www.terra.com.br/noticias/eleicoes/caiado-vira-amuleto-para-acm-neto-e-ciro-gomes-driblarem-desgaste-do-bolsonarismo-em-redutos-lulistas-no-nordeste,2b795a472cf4c20f6321f4da53eb7a2a3kfb871x.html

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Política

Governo brasileiro nega vistos a representantes do Departamento de Estado dos EUA

Decisão ocorreu após pedido de viagem para tratar de temas ligados às eleições brasileiras e à liberdade de expressão

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a negativa de vistos a dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos: o subsecretário para
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores confirmou neste sábado (25) a negativa de vistos a dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos: o subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson. A decisão foi tomada na sexta-feira (24).

De acordo com informações do governo brasileiro, o Departamento de Estado manifestou interesse em enviar os dois funcionários ao Brasil para reuniões com autoridades eleitorais com o objetivo de discutir questões relacionadas à liberdade de expressão no contexto das eleições de outubro.

A solicitação chamou a atenção das autoridades brasileiras por ter sido apresentada após um evento em Brasília no qual políticos brasileiros se reuniram com diplomatas estrangeiros para questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas. Diante desse contexto, o governo avaliou que a visita poderia representar uma instrumentalização política durante o período eleitoral e decidiu negar os vistos.

O debate sobre o sistema eletrônico de votação voltou ao centro das discussões após declarações do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), durante encontro com diplomatas realizado na última segunda-feira (21). Na ocasião, ele afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras seriam produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic, sem apresentar provas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestou a informação na quarta-feira (22). Em nota, a Corte esclareceu que a Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados no processo eleitoral brasileiro. Segundo o tribunal, os equipamentos foram desenvolvidos por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sob coordenação do TSE.

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Ainda de acordo com a Corte, esse modelo garante controle institucional sobre o processo de produção dos equipamentos e reforça os mecanismos de segurança e transparência adotados nas eleições brasileiras.

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