Agricultura
Governo da Bahia entrega 120 hectares irrigados a famílias assentadas em Ponto Novo
As famílias irão cultivar fruticultura, garantindo diversificação produtiva e segurança alimentar
O Governo da Bahia inaugurou neste sábado (6) um conjunto de obras no perímetro irrigado de Ponto Novo, no Território de Identidade Piemonte Norte do Itapicuru, com investimento superior a R$ 30 milhões. A iniciativa, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), vai garantir 120 hectares irrigados para 60 famílias assentadas da reforma agrária, integrantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ampliando a produção de alimentos saudáveis, a geração de renda e a segurança alimentar.
O conjunto de obras inclui sistema viário e estradas vicinais com pavimentação em cascalho, canais de drenagem, cercas, estação de pressurização, rede elétrica, rede hidráulica, pontes de travessia, adutoras, sistemas de irrigação por microaspersão, automação e caixas de barriletes. A expectativa é que a área alcance receita anual de R$ 1,5 milhão já no primeiro ano, podendo chegar a R$ 4,6 milhões no terceiro ano.
As famílias irão cultivar fruticultura perene e temporária, como acerola, limão, manga, goiaba, melancia, maracujá e milho, garantindo diversificação produtiva e segurança alimentar. A produção será comercializada em mercados locais e regionais, incluindo Senhor do Bonfim, Juazeiro, Jacobina, Feira de Santana e Salvador.
O Diretor-Presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, enfatiza que estes investimentos são fruto do compromisso do Governo do Estado com a agricultura familiar. “Estamos falando de um investimento transformador, que vai muito além da irrigação. Em Ponto Novo, o Governo da Bahia está garantindo condições reais para que essas famílias assentadas possam produzir em escala, com qualidade e dignidade. É geração de renda, é segurança alimentar, é comida saudável chegando à mesa do povo baiano. Esse é o compromisso da nossa gestão: fortalecer a agricultura familiar como motor do desenvolvimento rural e da inclusão social”.
A presidente da Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia (CPC), ligada ao MPA, Francisca Silva Santos, ressaltou: “O apoio do Governo da Bahia tem sido fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar, especialmente para as 60 famílias beneficiadas, assentadas pelo MPA e pelo MST.”
Assentado em Ponto Novo e dirigente do MST regional norte, Cícero Oliveira reforçou o impacto da iniciativa. “Hoje nós estamos em um perímetro de irrigação com condições de produzir em igualdade com qualquer outro empresário, transformando os assentamentos em um grande polo de alimentos saudáveis, com acesso garantido à água.”
O agricultor assentado do MPA, Romilson Pereira de Souza, também planeja diversificar sua produção. “Vou desenvolver um sistema voltado para a agroecologia, com culturas como melancia, banana, melão, aipim e batata, garantindo alimentos de qualidade para minha família e para os consumidores.”
Os investimentos da CAR em Ponto Novo fazem parte da estratégia do Projeto Pró-Semiárido, executado a partir de acordo de empréstimo firmado entre o Governo do Estado e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
Agricultura
Projeto Parceiros da Mata avança em Ilhéus e prepara atendimento a cerca de 2 mil famílias da agricultura familiar
Encontro reuniu comunidades rurais para discutir os próximos passos da iniciativa, que prevê o início dos serviços de assistência técnica em outubro e investimentos em cadeias produtivas da região
Representantes de comunidades rurais de Ilhéus participaram, nesta segunda-feira (14), de um encontro voltado à atualização dos encaminhamentos e à preparação de uma nova etapa do Projeto Parceiros da Mata. A atividade teve como objetivo fortalecer o diálogo com as famílias, apresentar os próximos passos da iniciativa e alinhar informações sobre o início dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), previsto para outubro.
Desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o projeto tem a expectativa de atender cerca de 20 mil famílias com serviços de ATER nos quatro territórios de atuação. Em Ilhéus e municípios da região, a previsão é beneficiar aproximadamente 2 mil famílias, incluindo povos originários, comunidades quilombolas, assentados da reforma agrária e outros grupos tradicionais.
Durante o encontro, foram discutidas as perspectivas de atuação da assistência técnica e identificadas demandas relacionadas às atividades produtivas desenvolvidas pelas comunidades. Entre os temas abordados estiveram as cadeias produtivas do cacau, mandioca, mel e leite, além das oportunidades de agregação de valor por meio da agroindustrialização.
Segundo o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, o diálogo com os agricultores e agricultoras é fundamental para compreender as necessidades e potencialidades da agricultura familiar na região.
“Estamos fazendo um debate crucial para a agricultura familiar, que é a assistência técnica e extensão rural. Também queremos garantir investimentos nas cadeias produtivas, sobretudo com um olhar para a agroindústria, considerando as particularidades desse território, que tem forte produção de cacau, mas também atividades importantes como mandioca, mel e leite, que podem ser transformados e gerar mais renda para as famílias”, afirmou.
A coordenadora executiva do Projeto Parceiros da Mata, Cida Oliva, destacou que a participação social é um dos pilares da iniciativa.
“O projeto tem como objetivo promover a participação social da agricultura familiar. A proposta é construir coletivamente caminhos para um desenvolvimento sustentável e adequado às realidades destas comunidades”, explicou.
Entre os participantes do encontro esteve a cacique Valdelice Tupinambá, do município de Olivença. Ela ressaltou a importância de compreender como as ações do projeto poderão contribuir para o fortalecimento das comunidades indígenas da região.
“Fomos contemplados pelo projeto e estamos aqui para ouvir e entender como ele chega à nossa comunidade. É importante saber que as políticas públicas também pensam em nós, povos originários do sul da Bahia, que enfrentamos muitas dificuldades. Essas ações mostram um caminho para alcançarmos sustentabilidade, com a terra demarcada, autossustentação, alimentação na mesa e condições para viver com qualidade”, destacou.
Sobre o projeto
O Projeto Parceiros da Mata é executado pela CAR, vinculada à SDR, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
A iniciativa atua nos Territórios de Identidade Baixo Sul, Litoral Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio de Contas, com previsão de beneficiar cerca de 352 mil pessoas residentes em comunidades rurais de 77 municípios baianos, promovendo ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, inclusão produtiva, sustentabilidade e geração de renda.
Agricultura
Abatedouro de Casa Nova é requalificado e amplia capacidade de processamento da produção regional
Unidade administrada por cooperativa da agricultura familiar recebe melhorias estruturais e novos equipamentos para fortalecer a comercialização de caprinos, ovinos e suínos no Sertão do São Francisco
Um abatedouro de caprinos, ovinos e suínos localizado no município de Casa Nova, no norte da Bahia, passou por obras de requalificação e ampliação, além de receber novos equipamentos voltados ao processamento de produtos de origem animal. A unidade, situada às margens da BR-235, no Km 397, é administrada pela Cooperativa Agropecuária Familiar Sertão Forte de Casa Nova e Região (COOAF).
A estrutura atende produtores da região, reconhecida pela forte criação de caprinos e ovinos no Território de Identidade Sertão do São Francisco. Além dessas atividades, a unidade também recebe suínos e atua no processamento de diferentes produtos de origem animal.
Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, as intervenções tiveram como objetivo adequar o empreendimento às exigências técnicas e sanitárias do setor.
“A estrutura foi adequada para atender aos requisitos relacionados ao abate e ao processamento de produtos de origem animal. A regularização sanitária estabelece as condições necessárias para que os produtos possam ser comercializados nos mercados previstos na legislação”, afirmou.
Os produtos processados na unidade são comercializados com a marca Capriforte e possuem certificação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF). O selo autoriza a comercialização, em todo o território baiano, de produtos de origem animal elaborados por estabelecimentos regularizados e em conformidade com as normas sanitárias vigentes.
As melhorias incluíram adequações na infraestrutura física e a aquisição de equipamentos destinados ao atendimento das exigências relacionadas ao abate, processamento e armazenamento da produção. Entre os itens comercializados pela cooperativa estão diversos cortes de caprinos e ovinos.
Para Valério Rocha, integrante da direção da COOAF e representante da comunidade de fundo de pasto Melancia, a requalificação fortalece a atividade produtiva na região.
“Para quem cria na região, contar com uma estrutura regularizada para o abate e o processamento facilita o encaminhamento da produção para a comercialização. A unidade também permite trabalhar diferentes formas de apresentação dos produtos”, destacou.
De acordo com Silvana Moraes, assistente técnica de apoio à gestão da cooperativa, a comercialização ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores locais.
“A comercialização continua sendo um dos maiores desafios da atividade. A estrutura cria uma alternativa para o processamento e a venda dos produtos e pode atender produtores de diferentes municípios do Território Sertão do São Francisco”, explicou.
A cooperativa trabalha com diferentes cortes de caprinos e ovinos e busca ampliar sua presença em diversos mercados. A produção também poderá abastecer mercados institucionais, como o da alimentação escolar, observados os critérios e exigências estabelecidos pela legislação.
Agricultura
ATER Produtivo vai beneficiar 80 famílias agricultoras no Semiárido Nordeste II
Estratégia executada pela Bahiater integra assistência técnica e fomento rural para fortalecer a produção, a geração de renda e a inclusão socioprodutiva de famílias da agricultura familiar no território
A Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), foi autorizada a executar a estratégia ATER Produtivo no Território de Identidade Semiárido Nordeste II. A iniciativa atenderá diretamente 80 famílias agricultoras, com investimentos que somam R$ 368 mil em recursos de fomento.
A ação integra a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) ao Programa Fomento Rural, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), promovendo ações voltadas ao fortalecimento da produção rural, à inclusão socioprodutiva e à ampliação das oportunidades de geração de renda para as famílias beneficiadas.
No território Semiárido Nordeste II, o acompanhamento das famílias será realizado pela Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), entidade com atuação voltada ao desenvolvimento rural sustentável e à convivência com as condições climáticas da região.
A autorização para execução da estratégia foi formalizada no último sábado (29), durante a 6ª Feira Territorial da Agricultura Familiar do Semiárido Nordeste II, realizada em Cícero Dantas. O evento foi promovido pela ARCAS em parceria com o Governo da Bahia e reuniu agricultores, técnicos e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento rural.
Atualmente, as ações de assistência técnica no território alcançam cerca de 3,5 mil famílias agricultoras, por meio de parcerias com organizações como a ARCAS, a Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha) e a Associação da Escola Comunitária Família Agrícola da Região de Cícero Dantas (AECFARCIDA).
A iniciativa reforça o apoio à agricultura familiar, contribuindo para o fortalecimento da produção, a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico das comunidades rurais do Semiárido baiano.
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