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Cultura

Fligê transforma Mucugê em capital literária da Chapada

Com o tema “Rios e Matas da Narrativa”, a 8ª edição da feira reúne arte, educação e cidadania

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respira e vive literatura, durante a abertura oficial, nesta quinta-feira (14), da 8ª Edição da Feira Literária - a Fligê.
Foto: Matheus Landim/GOVBA

Mucugê, na Chapada Diamantina, respira e vive literatura, durante a abertura oficial, nesta quinta-feira (14), da 8ª Edição da Feira Literária – a Fligê. Com o tema “Literatura: Rios e Matas da Narrativa”, o evento, que é totalmente gratuito, promete reunir até domingo (17) um público diverso para celebrar a literatura e outras manifestações artísticas. O governador Jerônimo Rodrigues participou deste momento e destacou o investimento de R$ 2,5 milhões do Estado, para a organização e estrutura da feira.

“Eu tive condição de participar no ano de 2019 como secretário de Educação, e hoje volto como governador para referendar, não só com apoio financeiro, mas para referendar a presença de um governador, professor, que valoriza as festas e as feiras literárias como elemento importante para estimular a escrita e a leitura”, afirmou Jerônimo.

A feira já se consolidou como um dos principais eventos culturais da Bahia, reunindo autores, leitores, artistas e interessados em um diálogo intenso sobre literatura. Segundo a curadora da Fligê, Ester Figueiredo, o tema deste ano foi escolhido para provocar reflexões sobre o papel da natureza na narrativa literária e na preservação cultural.

“Esse tema dialoga com diferentes linguagens, além da literatura, o cinema, a música, o teatro. Ele está centrado na natureza, dentro da perspectiva literária. A Fligê é mais do que uma feira, é um encontro que deixa marcas na cidade e nas pessoas”, afirmou ela, destacando as expectativas positivas para os próximos dias de programação, que inclui mesas literárias, lançamentos de livros, expografias, atividades infantis na Fligêzinha, exibições no Fligêcine, grandes atrações musicais e espetáculos teatrais, além do Espaço Bahia Presente, onde vários órgãos e secretarias do estado apresentam projetos e ações executados em prol da educação e cidadania.

A secretária da Educação, Rowenna Brito, também esteve presente e sublinhou a importância da Fligê para a promoção da cultura e da literatura no interior da Bahia. Ela lembrou que eventos desse porte fortalecem a identidade cultural e ampliam o acesso à leitura para públicos que muitas vezes não têm contato com grandes iniciativas do gênero.

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“É uma alegria a gente estar em Mucugê, na abertura da 8ª Feira Literária, uma agenda que é central para o Governo do Estado, mas além da abertura da feira, a gente também inaugurou uma escola de tempo integral. É a educação participando ativa e intensamente dessa feira literária”, disse.

Já o secretário da Cultura, Bruno Monteiro, enfatizou que o projeto Bahia Literária, que busca apoiar feiras, como a Fligê, é fundamental para fomentar a cultura nos municípios. “A Fligê é uma das feiras literárias mais tradicionais da Bahia, com uma repercussão nacional e internacional, e vem para reafirmar a importância desses eventos na formação de novos públicos leitores, no envolvimento da sociedade como um todo, em torno das políticas do livro, da leitura, da literatura”, indicou Bruno.

Moradores de Mucugê também celebraram o evento

“É um evento muito bom para a cidade e adoro participar, eu tentei vir a todas as oficinas. Gosto muito de estar incluso nesses eventos”, afirmou o estudante Rafael Matos, de 17 anos e que mora na cidade.

“Ver as escolas participando inteiramente. A Fligê completamente direcionada para os alunos, as crianças, os adolescentes, os pré-adolescentes e os jovens. Eu acho isso de um valor incrível. Por isso que eu gosto da Fligê”, relatou a professora e escritora Helena Medrado.

Além de enriquecer a vida cultural da cidade, a feira também traz impactos positivos para a economia, com o aquecimento do turismo. “Elas também são eventos turísticos muito importantes, porque incrementam o fluxo turístico, aumentando a ocupação dos equipamentos e movimentam a economia da localidade. E é isso que a gente assiste aqui em Mucugê, onde a Fligê já faz parte do calendário turístico do município”, pontuou o secretário do Turismo, Maurício Bacelar.

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Cultura

Mestre João Grande encerra programação do 8º Rede Capoeira neste sábado

Aos 93 anos, referência mundial da Capoeira Angola participa de painel sobre sua trajetória; evento tem feira criativa, exibição de websérie, vivência de maculelê e roda de encerramento

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Mestre João Grande, um dos maiores nomes da Capoeira Angola. Aos 93 anos, o mestre integra uma programação voltada à valorização
Fotos: Diogo Andrade

O último dia do 8º Rede Capoeira – Heróis Populares, realizado neste sábado (8), no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador, destaca a participação de Mestre João Grande, um dos maiores nomes da Capoeira Angola. Aos 93 anos, o mestre integra uma programação voltada à valorização da cultura popular afro-brasileira e à preservação dos saberes tradicionais transmitidos entre gerações.

O ponto alto da programação será o painel “Maior é Deus, Grande é João – Uma Vida pela Capoeira”, das 11h15 às 12h30, no Espaço Arcadas. Ao lado de seus cinco filhos e com mediação do Mestre Sabiá, João Grande compartilhará experiências de uma trajetória que o transformou em uma das principais referências da capoeira no Brasil e no exterior.

Além do encontro com o mestre, o público poderá participar de atividades ao longo de todo o dia. A programação inclui aula de capoeira infantil, roda de capoeira com mestres convidados, exibição de websérie, vivência de maculelê e a tradicional roda de encerramento.

Com entrada gratuita, o 8º Rede Capoeira reúne mestres, mestras, artistas, pesquisadores, estudantes e comunidades em torno da capoeira e de outras manifestações da cultura popular afro-brasileira, fortalecendo a circulação de conhecimentos e a valorização dos patrimônios culturais do povo brasileiro.

Programação deste sábado (8)
  • 9h às 17h – Feira de Economia Criativa
    Local: Pátio da Capela
  • 9h às 11h – Roda de Capoeira com os Heróis Populares
    Local: Pier ou Pátio da Capela
  • 9h30 às 10h30 – Aula de Capoeira Infantil
    Local: Galeria 3
  • 11h15 às 12h30 – Painel “Maior é Deus, Grande é João – Uma Vida pela Capoeira”, com Mestre João Grande, sua família e mediação do Mestre Sabiá
    Local: Espaço Arcadas
  • 13h30 às 14h30 – Exibição da websérie “Heróis e Heroínas Populares: A Cultura Popular de um Povo”
    Local: Sala das Artes (Cinema)
  • 14h30 às 15h30 – Vivência de Maculelê de Santo Amaro, com Valmir do Maculelê
    Local: Pátio da Capela
  • 15h45 às 17h – Roda de Capoeira de Encerramento
    Local: Pátio da Capela.
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Agricultura

Bahia apresenta ações do Projeto Sertão Vivo em fórum nacional

Encontro em Brasília reuniu estados e instituições parceiras para acompanhar a execução da iniciativa no semiárido brasileiro

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A execução do Projeto Sertão Vivo na Bahia foi apresentada durante o Fórum de Transparência e Orientação da Iniciativa Sertão Vivo,

A execução do Projeto Sertão Vivo na Bahia foi apresentada durante o Fórum de Transparência e Orientação da Iniciativa Sertão Vivo, realizado nos dias 5 e 6 de agosto, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em Brasília. O evento reuniu representantes dos estados participantes, parceiros institucionais e especialistas para avaliar o andamento das ações e fortalecer a governança da iniciativa.

Na Bahia, o projeto é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com o BNDES, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Fundo Verde para o Clima. A iniciativa contempla 49 municípios do semiárido baiano e tem a expectativa de beneficiar aproximadamente 300 mil pessoas.

Durante o fórum, os estados envolvidos apresentaram resultados, desafios e estratégias relacionadas à implementação dos projetos, promovendo a troca de experiências e o alinhamento das ações desenvolvidas nos territórios atendidos.

De acordo com a coordenadora estadual do Projeto Sertão Vivo na Bahia, Kamilla Ferreira, o encontro representou uma oportunidade de fortalecer o acompanhamento das atividades e o diálogo entre as instituições parceiras. “O Fórum de Transparência é um espaço de governança e acompanhamento das ações do Projeto Sertão Vivo. Foi um momento de compartilhar informações sobre a execução na Bahia, dialogar com os parceiros da iniciativa e trocar experiências com os demais estados participantes”, destacou.

O evento contou com a participação de representantes da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), de universidades, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

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Voltado ao fortalecimento da resiliência climática no semiárido, o Projeto Sertão Vivo investe em práticas produtivas sustentáveis, tecnologias sociais e no fortalecimento da agricultura familiar. A iniciativa busca ampliar a capacidade de adaptação das comunidades rurais às mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que valoriza os conhecimentos e saberes tradicionais das populações do campo.

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Agricultura

Mais de 350 agricultores familiares recebem títulos de terra em Baianópolis e Catolândia

Regularização fundiária beneficia 354 famílias do oeste baiano e amplia o acesso a direitos, crédito rural e políticas públicas voltadas à agricultura familiar

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Um total de 354 agricultores e agricultoras familiares dos municípios de Baianópolis e Catolândia, no Território de Identidade
Foto: André Frutuôso/SDR

Um total de 354 agricultores e agricultoras familiares dos municípios de Baianópolis e Catolândia, no Território de Identidade Bacia do Rio Grande, recebeu títulos de propriedade rural nesta sexta-feira (7). A ação foi realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), por meio da Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA), dentro do programa de regularização fundiária do Estado.

A entrega da documentação garante segurança jurídica às famílias que vivem e produzem no campo, além de facilitar o acesso a políticas públicas voltadas para a agricultura familiar, incluindo linhas de crédito, assistência técnica e programas de incentivo à produção rural.

Entre os beneficiados está a agricultora familiar Marionildes Gomes, de Catolândia. Segundo ela, a propriedade foi herdada do pai e, até então, a família possuía apenas um documento coletivo da área.

“Antes era um documento só, tudo embolado, sem divisão. Agora não. Eu tenho o título, minha terrinha garantida, para plantar, construir mais e, quando eu vier a faltar lá na frente, está tudo garantido para os meus filhos”, relatou.

De acordo com a secretária executiva do Consórcio Multifinalitário do Oeste da Bahia (Consid), Érika Seixas, a regularização fortalece as unidades produtivas familiares e contribui para a sucessão rural.

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“Os títulos representam independência para os homens e mulheres que trabalham com a agricultura familiar, pois possibilitam a sucessão rural e o acesso a diversas políticas públicas, como crédito e ações de apoio às mulheres, entre outras garantias de direitos”, afirmou.

Infraestrutura, água e internet

A agenda em Baianópolis incluiu ainda a entrega de outras ações voltadas ao desenvolvimento local.

Foi inaugurada a pavimentação de mais de 10 quilômetros da estrada que liga a sede do município ao povoado de Tabua, melhorando a mobilidade e o escoamento da produção rural.

Também foi entregue um Sistema Simplificado de Abastecimento de Água para atender as comunidades de Giral, Capim Raiz e Canto do Mato, ampliando o acesso à água para moradores da zona rural.

Na área de conectividade, o município recebeu um ponto do programa Conecta Bahia, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) que disponibiliza acesso gratuito à internet para a população.

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Mercado para agricultura familiar

Durante a programação, também foram visitadas as obras do Mercado Municipal do Sapé, localizado na zona rural de Baianópolis.

O equipamento está em fase de construção e deverá ampliar os espaços destinados à comercialização de produtos da agricultura familiar, fortalecendo a geração de renda e a economia local.

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