Agricultura
CETAB assegura qualidade da farinha de mandioca
O centro é responsável por análises laboratoriais que asseguram padrão e competitividade para os agricultores baianos
Com a cotação da farinha de mandioca em alta, atingindo R$ 280,00 a saca de 50 quilos em Salvador, a qualidade do produto se torna ainda mais estratégica. É nesse ponto que atua o Centro Tecnológico Agropecuário do Estado da Bahia (CETAB), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), responsável por análises laboratoriais que asseguram padrão e competitividade para os agricultores baianos.
O crescimento de 238% no número de análises em apenas um ano evidencia a importância do trabalho realizado. Os testes verificam aspectos físico-químicos, como teor de amido e fibra bruta, além das características físicas da farinha como a sua granulometria. Dessa forma, assegura-se a proteção ao consumidor e a valorização do produto no mercado, fortalecendo a cadeia produtiva da mandioca.
“Nosso trabalho é assegurar que a farinha atenda às exigências do mercado e, ao mesmo tempo, dar suporte técnico aos agricultores para terem um produto valorizado”, destaca Paulo Mesquita, coordenador do CETAB. As análises não apenas garantem qualidade, mas também mantêm os produtores competitivos.
Controle de Qualidade
A avaliação da farinha de mandioca envolve uma série de procedimentos que asseguram a qualidade e a segurança alimentar. O processo começa na classificação física, que inclui a verificação das embalagens na chegada, a identificação de impurezas e a homogeneização das amostras, divididas entre conjuntos de trabalho e de arquivo.
As amostras passam por peneiras que permitem classificá-las como fina, média ou grossa, definição que influencia a tradição culinária regional. Além da granulometria, o CETAB avalia parâmetros físico-químicos como acidez, fibra, cinzas, amido e umidade, garantindo estabilidade e conformidade do produto.
Segundo Mesquita, a classificação é essencial para assegurar padrões de identidade e qualidade. “Com isso, protegemos o consumidor, valorizamos o produto no mercado interno e externo e asseguramos que a farinha esteja dentro dos padrões aceitáveis para consumo humano. A classificação também padroniza, facilita a comercialização e agrega valor ao trabalho do produtor”, explica.
Atuação ampla e suporte técnico
O trabalho do CETAB vai além da mandioca e abrange diversas áreas da agropecuária baiana. O centro dispõe de oito laboratórios especializados, onde são realizadas análises de solo, água para irrigação, produtos de origem vegetal e animal. Agricultores podem solicitar diagnósticos de fertilidade do solo e receber recomendações de adubação específicas, aumentando a produtividade e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.
Credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para classificação de produtos de origem vegetal, o CETAB também realiza diagnósticos e controle de qualidade em diferentes cadeias produtivas. Assim, atua como suporte técnico-científico direto para agricultores familiares, associações e cooperativas, reduzindo riscos e ampliando a competitividade da produção baiana.
Agricultura
Governo do Estado investe em agricultura familiar e fortalece cadeia produtiva do leite em Itanhém
Ações incluem entrega de equipamentos, kits de apicultura, trator e autorização para obras no mercado municipal
O município de Itanhém recebeu, nesta quinta-feira (19), novos investimentos do Governo do Estado voltados ao fortalecimento da agricultura familiar. As ações, executadas por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), incluem a entrega de equipamentos para a produção de leite, kits de apicultura e a autorização para a construção da cobertura do mercado municipal da feira livre.
Os recursos contemplam a Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale de Itanhém (Coopvali), que passa a contar com equipamentos de resfriamento e maquinários voltados à produção. O objetivo é ampliar a produção de leite, melhorar a logística de comercialização e elevar a qualidade do produto.
A estrutura implantada atende desde a produção de forragem para alimentação animal até o armazenamento adequado do leite, fortalecendo toda a cadeia produtiva local. O investimento na unidade ultrapassa R$ 1,5 milhão e já gera impacto direto na renda dos produtores. Atualmente, a agroindústria atende cerca de 80 agricultores familiares, que agora contam com um espaço adequado para o escoamento da produção.
Além de receber o leite, a planta agroindustrial já processa e produz iogurtes e outros derivados, gerando emprego e renda para a população local. Segundo o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, os investimentos representam uma transformação para o setor leiteiro no extremo sul baiano. “O investimento feito pelo Estado vem ampliando a capacidade instalada da Coopvali e aperfeiçoando a produção, a transformação e a comercialização dos produtos”, afirmou.
A produção da cooperativa já alcança mercados institucionais. Atualmente, os iogurtes produzidos são destinados à alimentação escolar em Itanhém e Teixeira de Freitas. A Coopvali também recebeu o Selo de Inspeção Municipal (SIM), ampliando sua capacidade de comercialização.
Os investimentos na agroindústria podem gerar até 20 novos empregos diretos e 168 indiretos, além da inclusão de 56 novos cooperados. A expectativa é de aumento de R$ 0,74 por litro na renda dos beneficiários e de um acréscimo de 10 mil litros de leite processados por mês.
Apoio à gestão
Além da infraestrutura, a agroindústria da Coopvali ganhou novo impulso com a atuação de Técnicos(as) de Apoio à Gestão e Acesso a Mercados (ATEG) e Técnicos(as) de Apoio à Base Produtiva (ATEP), selecionados por edital da CAR. Os profissionais atuam diretamente nas unidades, contribuindo para a ampliação de mercados e a qualificação dos produtos.
O técnico de apoio à base produtiva, Jefter Santos, destaca a importância da iniciativa. “É uma excelente oportunidade para mim, como jovem de Itanhém, participar desse processo e ver um sonho da Coopvali se tornando realidade. Hoje, ver esse produto nos supermercados e na alimentação escolar é motivo de muito orgulho”, afirmou.
Na área de gestão e vendas, a técnica de apoio Thalita Marques também celebrou os avanços. “Esse investimento torna realidade um sonho não só da Coopvali, mas de toda a população de Itanhém”, destacou.
Mais investimentos
O município também recebeu 20 kits de apicultura, com o objetivo de fortalecer a produção e a comercialização de mel na agricultura familiar. Os kits incluem colmeias, indumentária completa e equipamentos necessários para o manejo adequado.
Além disso, foi entregue um trator com implementos agrícolas à prefeitura, ampliando a capacidade de mecanização e o apoio às atividades produtivas no campo. Outro destaque foi a autorização para a construção da cobertura do mercado municipal da feira livre, obra aguardada por comerciantes e agricultores e que deve melhorar as condições de comercialização dos produtos locais.
Agricultura
Governo da Bahia dialoga com produtores rurais em Formosa do Rio Preto
Secretário da Agricultura participa de encontro no Oeste baiano para ouvir demandas e discutir estratégias de fortalecimento do setor agropecuário
O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), participou, neste domingo (15), de um encontro com produtores rurais no município de Formosa do Rio Preto, no Oeste baiano. A reunião foi realizada na sede do Sindicato dos Produtores Rurais da cidade e contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, que ouviu demandas e discutiu estratégias para fortalecer o setor agropecuário local.
Entre os principais temas abordados estiveram o fortalecimento das associações rurais — consideradas fundamentais para ampliar o acesso de pequenos produtores ao crédito e à assistência técnica — e as perspectivas de desenvolvimento do agronegócio no município.
Para o secretário, o encontro representou um importante momento de diálogo e aproximação com quem vive e produz no campo. Pablo Barrozo destacou ainda o empenho do presidente do sindicato, Hélio Justo, na articulação da reunião, que possibilitou o diálogo direto entre produtores e representantes dos governos estadual e municipal.
“Esse momento marca uma nova etapa para construirmos soluções em conjunto”, afirmou Barrozo, ressaltando que o governo seguirá trabalhando para fortalecer a agricultura e apoiar os produtores rurais em todo o estado.
A iniciativa integra a parceria entre o Governo da Bahia e o Sindicato dos Produtores Rurais de Formosa do Rio Preto, com foco no incentivo às associações rurais, no fortalecimento da produção e no desenvolvimento do setor agropecuário do município.
Agricultura
Cozinhas comunitárias fortalecem renda e autonomia de mulheres no Piemonte da Diamantina
Iniciativa do Governo da Bahia impulsiona a agricultura familiar, gera trabalho e transforma a vida de comunidades rurais
A implantação de 16 cozinhas comunitárias pelo Governo da Bahia no território do Piemonte da Diamantina vem promovendo uma mudança significativa na vida de centenas de mulheres agricultoras e de suas famílias. Organizadas em pequenos empreendimentos produtivos, essas trabalhadoras passaram a transformar a produção local em renda, por meio da elaboração de alimentos derivados da mandioca, da avicultura e de frutas, verduras e hortaliças cultivadas nas próprias comunidades.
Os produtos são comercializados localmente, em feiras livres, supermercados e também por meio de políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ampliando o alcance da produção e garantindo mercado para os grupos produtivos.
Os empreendimentos foram viabilizados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), e representam mais do que geração de renda: abriram novas perspectivas de futuro, autonomia financeira e fortalecimento da autoestima das agricultoras familiares.
Na comunidade quilombola de Várzea Queimada, no município de Caém, a cozinha comunitária é a base do sustento de Doralice Alves, integrante do grupo Delícias da Tia Likinha. Mãe solo, ela garante o sustento da família com a produção de avoadores, beijus, pães e sequilhos. “Com essa renda, pude investir mais na educação das minhas filhas, comprei uma moto e hoje participo mais da vida da comunidade. Meu sonho é conquistar ainda mais conforto para nós”, conta.
Além da cozinha, a comunidade também passou a contar com uma Agroindústria de Processamento da Mandioca, onde são produzidas farinha e fécula, insumos que fortalecem a cadeia produtiva local e agregam valor às receitas das mulheres.
Para Janailde de Jesus, também moradora de Várzea Queimada, os impactos vão além do aspecto financeiro. “Depois da chegada da agroindústria e da cozinha comunitária, tudo mudou. Consegui adquirir coisas que antes pareciam distantes e, principalmente, minha autoestima melhorou. Hoje sou outra mulher”, afirma.
Em Várzea Dantas, outra comunidade de Caém contemplada com o projeto, o grupo Delícias do Sertão segue com produção ativa e resultados concretos. Lindaci Bispo celebra a independência conquistada. “Hoje contribuo com as despesas de casa e já estou planejando o enxoval do meu primeiro filho com a renda da cozinha. Temos orgulho de dizer que conquistamos nossa autonomia financeira”, comemora.
Além da construção das cozinhas comunitárias, os investimentos do Governo do Estado incluíram a aquisição de equipamentos e utensílios, capacitações, desenvolvimento da identidade visual dos grupos produtivos e a oferta contínua de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). As ações fortalecem a organização produtiva, ampliam a qualidade dos alimentos e consolidam a agricultura familiar como vetor de desenvolvimento sustentável no território.
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