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Saúde

Bahia recebe mais de R$ 300 milhões em equipamentos e veículos do PAC Saúde

Presidente Lula e governador Jerônimo Rodrigues entregam ambulâncias, tomógrafos, kits para UBS que beneficiarão centenas de municípios baianos

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Crescimento (PAC Saúde). As entregas foram realizadas pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
Foto: Joá Souza/GOVBA

Com investimentos superiores a R$ 300 milhões para ampliar e qualificar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a Bahia recebeu, nesta sexta-feira (6), veículos, equipamentos e tecnologias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde). As entregas foram realizadas pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento no Parque de Exposições de Salvador, beneficiando centenas de municípios com reforço na atenção básica, média e de alta complexidade. 

Entre as ações, foram distribuídos 1.030 kits destinados às Unidades Básicas de Saúde (UBS), beneficiando 402 municípios, com investimento de R$ 162,7 milhões. Também foram entregues 420 kits de Telessaúde para 239 municípios, no valor de R$ 2,57 milhões, além de 32 Unidades Odontológicas Móveis, que receberam aporte de R$ 12,8 milhões e atenderão 32 cidades. 

Durante a cerimônia, o governador Jerônimo Rodrigues destacou que os investimentos fortalecem a regionalização da assistência e ampliam o acesso da população aos serviços de saúde. “Essas entregas qualificam a atenção básica, a média e a de alta complexidade, garantindo mais cuidado, dignidade e acesso à saúde para os baianos em todas as regiões do estado”, afirmou. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que o PAC Saúde integra a estratégia nacional de redução das desigualdades regionais e fortalecimento do SUS. “Para que uma política econômica dê certo, é preciso que se tenha estabilidade fiscal, econômica, social e jurídica. O país é muito poderoso, mas é muito desigual. Estamos investindo para que a população tenha acesso a uma saúde pública de qualidade”, declarou. 

Reforço ao atendimento de urgência e diagnóstico 

Como parte do pacote de investimentos, 107 ambulâncias do SAMU 192 foram destinadas a 76 municípios, com investimento de R$ 31,3 milhões. Os veículos contribuirão para renovar a frota e ampliar a capacidade de resposta do serviço de urgência e emergência. 

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Também foram entregues kits cirúrgicos para os municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Jequié, Juazeiro, Porto Seguro, Salvador, Paulo Afonso e Vitória da Conquista, além de tomógrafos e equipamentos hospitalares direcionados a unidades estratégicas da rede estadual. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o impacto das entregas na ampliação da capacidade de atendimento. “São ambulâncias, equipamentos e tecnologia que permitem mais exames, cirurgias e atendimento mais rápido para a população”, afirmou. 

Para a enfermeira e coordenadora do SAMU Regional de Vitória da Conquista, Graciele Tavares, o reforço representa avanço significativo. “São duas novas unidades que concluem a renovação da frota, melhorando o tempo de resposta e ampliando a segurança no atendimento à população”, destacou. 

Expansão da rede e novos investimentos 

Durante a agenda, o governador e o presidente também autorizaram a licitação para a construção das Policlínicas Regionais de Saúde de Ibotirama, Ipirá e Seabra, com investimento estimado em R$ 92 milhões. As unidades ampliarão a regionalização da assistência e a oferta de consultas especializadas e exames de média complexidade. 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, ressaltou o caráter estruturante das ações. “A maioria dos nossos municípios tem pequena arrecadação e muitas vezes enfrenta dificuldades para manter o custeio da atenção básica. Hoje, o presidente Lula inicia entregas que atenderão nossa população onde ela estiver”, afirmou. 

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O Ministério da Saúde também autorizou a aquisição de 80 tomógrafos para hospitais especializados no tratamento do câncer, fortalecendo a rede de diagnóstico e assistência oncológica. Além disso, foram assinados contratos do programa Caminhos da Saúde, incluindo parceria com a Volkswagen para aquisição de 700 micro-ônibus destinados ao transporte de pacientes do SUS, e acordo com a Renault para compra de 700 ambulâncias e 700 vans. 

Outro anúncio contemplou a compra de mais 50 Unidades Odontológicas Móveis, contribuindo para a meta nacional de 800 unidades previstas pelo PAC. Presente ao evento, a prefeita de Gandu, Dai Santana, ressaltou a importância das iniciativas. “As ações ampliam o cuidado com a população e fortalecem o SUS, especialmente para quem mais precisa”, afirmou. 

Saúde

Anvisa aprova cinco novas canetas de semaglutida e amplia oferta de medicamentos

Decisão representa a maior aprovação simultânea da categoria no país e pode fortalecer a produção nacional, além de ampliar o acesso ao tratamento para diabetes e obesidade 

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Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida,
Foto: divulgação Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo popularmente associado às chamadas “canetas emagrecedoras”. A medida ocorre após o Ministério da Saúde solicitar, em agosto de 2025, prioridade na análise desses produtos, com o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a concorrência no mercado e subsidiar futuras avaliações sobre a incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

Esta é a maior quantidade de registros de medicamentos com semaglutida aprovados de uma só vez pela agência reguladora. Os produtos pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, indicada principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente utilizada no controle da obesidade. 

Entre os cinco medicamentos aprovados, dois possuem perspectiva de produção nacional após a conclusão dos processos de transferência de tecnologia para empresas brasileiras. 

Medicamentos aprovados 
  • Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. 
  • Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. 
  • Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. 
  • Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. 
  • Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda. 

Os medicamentos Zempneo e Semavy são os que possuem expectativa de fabricação em território nacional após a finalização dos acordos de transferência tecnológica. 

Redução da fila de registros 

Em 2025, a Anvisa implementou um plano de ação voltado à redução da fila de análises para medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. O processo de avaliação inclui a análise de estudos clínicos, da documentação técnica apresentada pelos laboratórios e a inspeção das linhas de produção estéreis. 

Com as aprovações mais recentes, a agência já contabiliza oito registros desses medicamentos somente em 2026, ampliando significativamente a oferta de produtos da categoria no mercado brasileiro. 

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Ministério da Saúde avalia uso da semaglutida no SUS 

Paralelamente ao processo regulatório, o Ministério da Saúde iniciou um estudo para acompanhar o uso de medicamentos da classe GLP-1 em pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. 

A iniciativa prevê o acompanhamento de cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras comorbidades, especialmente aqueles com indicação para cirurgia bariátrica. A expectativa da pasta é que os primeiros resultados sejam divulgados em 2027 e contribuam para a definição de estratégias de implementação desses tratamentos na rede pública. 

Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 ainda não são disponibilizados pelo SUS. Entretanto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisa um pedido para a incorporação da semaglutida ao sistema público de saúde. 

Estímulo à indústria nacional 

Além de ampliar as opções disponíveis para pacientes e profissionais de saúde, os novos registros podem impulsionar a indústria farmacêutica brasileira. 

Atualmente, dois medicamentos com semaglutida já são produzidos no país pelas empresas EMS e Germed Farmacêutica. O aumento da produção nacional tende a ampliar a oferta, reduzir a dependência de importações, estimular a concorrência entre fabricantes e contribuir para uma possível redução dos preços ao consumidor. 

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A expectativa é que a entrada de novos produtos no mercado torne o acesso aos tratamentos mais amplo nos próximos anos, especialmente diante do crescimento da demanda por terapias voltadas ao controle do diabetes e da obesidade. 

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Saúde

Inteligência Artificial reduz tempo de ressonância magnética e amplia suporte ao diagnóstico

Tecnologia acelera a realização dos exames, melhora a experiência dos pacientes e auxilia médicos na análise das imagens, sem substituir a avaliação especializada

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A Inteligência Artificial (IA) está transformando a realização dos exames de ressonância magnética, reduzindo o tempo de aquisição
Foto: Divulgação

A Inteligência Artificial (IA) está transformando a realização dos exames de ressonância magnética, reduzindo o tempo de aquisição das imagens sem comprometer a qualidade diagnóstica. Além de tornar o procedimento mais ágil, a tecnologia contribui para uma experiência mais confortável para os pacientes e fortalece o suporte à tomada de decisão médica.

Com exames realizados em menos tempo, a ferramenta otimiza o fluxo de atendimento, reduz a necessidade de repetição de sequências e amplia a capacidade de realização de exames, beneficiando tanto pacientes quanto profissionais de saúde.

Essa realidade já faz parte da rotina do Grupo Meddi, que conta com 24 equipamentos de ressonância magnética distribuídos em unidades na Bahia e vem investindo em soluções baseadas em Inteligência Artificial para fortalecer a qualidade assistencial e oferecer uma experiência cada vez mais eficiente aos pacientes.

De acordo com Lucas Almeida (CRTR nº 00817N), tecnólogo em radiologia e supervisor técnico do IHEF, empresa do Grupo Meddi, a Inteligência Artificial atua tanto na aquisição quanto no processamento das imagens, acelerando as sequências do exame e permitindo uma reconstrução mais eficiente do material obtido.

“O principal ganho proporcionado pela IA na ressonância magnética foi a redução significativa do tempo de exame, sem comprometer a qualidade das imagens. Pelo contrário, em muitos casos, houve aumento da qualidade diagnóstica”, afirma.

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Lucas destaca que, além de reduzir o tempo de realização dos exames e melhorar a qualidade das imagens, a Inteligência Artificial também funciona como uma importante ferramenta de apoio ao médico radiologista. Na clínica, a tecnologia é utilizada para aprimorar a reconstrução das imagens, reduzindo ruídos e aumentando a nitidez, o que permite obter exames de alta qualidade em menos tempo.

Além disso, a instituição conta com plataformas de análise avançada capazes de realizar medições automáticas de estruturas cerebrais, comparar os resultados com bancos de dados de referência e gerar informações quantitativas que auxiliam na identificação e no acompanhamento de doenças neurológicas. Essas ferramentas tornam a avaliação mais objetiva, padronizada e eficiente, contribuindo para a elaboração dos laudos.

Apesar dos avanços, a Inteligência Artificial não substitui a atuação médica. A tecnologia fornece informações e análises complementares que apoiam o especialista, mas a responsabilidade pela interpretação das imagens, pela correlação com a história clínica do paciente e pela conclusão diagnóstica permanece sob a responsabilidade do radiologista.

Mais conforto e agilidade para os pacientes

Para Thatiane de Oliveira (COREN-BA 542392), enfermeira de ressonância magnética do Grupo Meddi, o principal benefício da tecnologia é percebido diretamente na experiência dos pacientes.

“Ao adquirir imagens de excelente qualidade em um tempo menor, o paciente permanece menos tempo dentro do aparelho, tornando o exame mais confortável”, explica.

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A redução do tempo de permanência no equipamento contribui para diminuir o desconforto físico, o cansaço e a ansiedade durante o procedimento, beneficiando especialmente pessoas com dor, limitações de mobilidade ou dificuldade para permanecer imóveis por períodos prolongados.

“Os idosos e as pessoas com limitações físicas permanecem menos tempo na mesma posição, reduzindo o desconforto. As crianças têm mais chances de concluir o exame sem interrupções, e os pacientes com claustrofobia ou ansiedade costumam se sentir mais seguros ao saber que o tempo dentro do aparelho será menor”, destaca a enfermeira.

Com a incorporação dessas soluções, a Inteligência Artificial consolida seu papel como aliada da radiologia moderna, contribuindo para diagnósticos mais precisos, maior eficiência operacional e uma experiência mais humanizada para os pacientes.

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Saúde

Ministério da Saúde cria comitê para negociar preços e ampliar acesso a medicamentos de alto custo no SUS

Nova estrutura buscará reduzir gastos com remédios e abrir espaço no orçamento para incorporar tratamentos inovadores, incluindo terapias contra câncer e doenças autoimunes 

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O Ministério da Saúde instituiu, nesta quinta-feira (23), um Comitê de Negociação de Preços para a compra de medicamentos destinados
Foto: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde instituiu, nesta quinta-feira (23), um Comitê de Negociação de Preços para a compra de medicamentos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem como objetivo ampliar o poder de negociação do governo na aquisição de remédios, permitindo a obtenção de preços mais baixos e a liberação de recursos para incorporar novas tecnologias e tratamentos à rede pública. 

A medida busca aumentar as chances de inclusão no SUS de medicamentos de alto custo, especialmente aqueles destinados ao tratamento de câncer, doenças autoimunes e outras condições complexas. 

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, a proposta moderniza os processos de negociação da pasta e estabelece critérios mais claros para a definição de preços. 

“Estamos modernizando a forma como o Ministério da Saúde faz a negociação de preços, dando regras mais claras e garantias para o ministério obter um preço melhor e mais justo, para sobrar orçamento para outros investimentos e para a incorporação de outras tecnologias”, afirmou. 

O novo comitê poderá ser acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por avaliar e recomendar a inclusão de medicamentos, equipamentos e procedimentos na rede pública. 

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Negociação para medicamentos sem concorrência 

Uma das principais funções do comitê será atuar em negociações envolvendo medicamentos produzidos por apenas um laboratório, situação em que não há concorrência e, portanto, não é possível realizar licitação. 

Nesses casos, o governo pretende usar seu poder de compra para negociar valores mais vantajosos. Atualmente, o SUS movimenta cerca de R$ 31,3 bilhões por ano na aquisição de vacinas, medicamentos e insumos, o que amplia a capacidade de barganha da administração pública. 

O colegiado também poderá intervir quando medicamentos já incorporados ao SUS registrarem aumentos expressivos de preço. Nessa hipótese, a área responsável pela gestão da demanda dentro do ministério será encarregada de acionar o comitê. 

Modelo já adotado em outros países 

De acordo com o Ministério da Saúde, mecanismos semelhantes de negociação de preços já são utilizados em mais de 40 países, entre eles Canadá, Inglaterra, Austrália e França. 

Embora a proposta esteja em discussão há anos dentro da pasta, a formalização do comitê transforma a estratégia em uma política permanente do governo federal. 

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Com caráter técnico e atuação contínua, a expectativa do ministério é obter descontos superiores a 50% nas negociações de medicamentos novos ou recentemente incorporados ao SUS, ampliando o acesso da população a tratamentos de alto custo sem pressionar ainda mais o orçamento da saúde pública. 

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