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Segurança

Bahia firma acordo com TSE para ampliar identificação biométrica e fortalecer investigações

Cooperação técnica permitirá acesso à Base de Dados da Identificação Civil Nacional, ampliando recursos de identificação utilizados pelas forças de segurança do estado

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O Governo da Bahia firmou, na última sexta-feira (9), um acordo de cooperação técnica com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Foto: Divulgação SSP/BA

O Governo da Bahia firmou, na última sexta-feira (9), um acordo de cooperação técnica com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para integrar bases de dados de identificação e ampliar os recursos tecnológicos utilizados nas atividades de segurança pública.

A iniciativa prevê o compartilhamento de informações e a disponibilização de ferramentas tecnológicas destinadas a apoiar os procedimentos de identificação de pessoas, fortalecendo o trabalho realizado pelos órgãos estaduais responsáveis pela segurança e perícia criminal.

De acordo com o diretor do Instituto de Identificação Pedro Mello (IIPM), Bruno Fróes, o TSE disponibilizará serviços de consulta à Base de Dados da Identificação Civil Nacional (BDICN), respeitando os limites legais e tecnológicos estabelecidos.

“O acordo garante acesso aos dados biométricos exclusivamente à Polícia Civil e à Polícia Científica da Bahia, além dos órgãos vinculados a elas, conforme os critérios definidos”, explicou.

Com a integração, os profissionais de investigação e identificação passarão a contar com uma base ampliada de referências biométricas. Atualmente, a BDICN reúne dados de aproximadamente 160 milhões de eleitores, aumentando significativamente as possibilidades de comparação e validação de informações.

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Entre os principais benefícios da medida estão o reforço das pesquisas papiloscópicas, a comparação de impressões digitais, a identificação de fragmentos coletados em locais de crime e a utilização de ferramentas de autenticação biométrica para confirmação de identidade.

A cooperação também prevê a atualização contínua da Base de Dados da Identificação Civil Nacional a partir dos registros estaduais, além da integração entre sistemas tecnológicos e da capacitação dos servidores responsáveis pela operação das plataformas.

Segundo os órgãos envolvidos, a iniciativa busca modernizar os procedimentos de identificação civil e criminal, ampliar a eficiência das investigações e fortalecer a atuação técnica das instituições de segurança pública da Bahia.

Segurança

Reconhecimento Facial da SSP alcança marca de 2 mil foragidos localizados em 2026

Tecnologia da Segurança Pública da Bahia supera em 16% o desempenho do mesmo período do ano passado e caminha para bater novo recorde de capturas

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O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) atingiu, nesta quinta-feira (15), a marca de 2.000
Foto: Divulgação/Ascom SSP

O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) atingiu, nesta quinta-feira (15), a marca de 2.000 foragidos da Justiça localizados em 2026, consolidando-se como uma das principais ferramentas de apoio às forças de segurança do estado.

O número representa um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2025, quando, entre janeiro e outubro, a tecnologia contribuiu para a captura de 1.712 pessoas com mandados de prisão em aberto.

O foragido de número 2.000 foi identificado e capturado no município de Dias d’Ávila. Contra ele havia um mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia.

Em todo o ano de 2025, o sistema auxiliou na localização de 2.060 procurados pela Justiça. Com uma média de sete prisões por dia em 2026, a projeção da SSP é encerrar o ano com aproximadamente 2.525 capturas, estabelecendo um novo recorde anual.

Desde sua implantação, em 2019, a tecnologia já contribuiu para a localização de 6.446 pessoas com ordens judiciais expedidas. O sistema é integrado ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Segundo o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, o avanço nos resultados está relacionado aos investimentos realizados pelo Governo do Estado na área de segurança.

“Com a contratação de 11 mil novos policiais, peritos e bombeiros, o reposicionamento de câmeras e o investimento nas novas Plataformas de Observação Elevada (POE), ampliamos a eficiência da ferramenta”, destacou o secretário.

Werner acrescentou que o governo continuará investindo na modernização das forças policiais e de bombeiros, com o objetivo de qualificar ainda mais os serviços prestados à população baiana.

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Segurança

Operações contra facções apreendem mais de 1,5 tonelada de drogas em apenas 48 horas

Ações integradas das forças estaduais e federais resultaram em grandes apreensões de maconha, cocaína e crack, além do desmonte de esquemas de tráfico interestadual e internacional

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A intensificação das operações de combate ao crime organizado fez a Bahia atingir a marca de 16 toneladas de drogas apreendidas em 2026.
Foto: Divulgação/SSP

A intensificação das operações de combate ao crime organizado fez a Bahia atingir a marca de 16 toneladas de drogas apreendidas em 2026. O resultado foi alcançado após as ações realizadas nas últimas 48 horas pelas forças estaduais e federais de segurança pública, reforçando o enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado.

Entre os destaques está a operação conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que desarticulou um galpão utilizado para armazenamento de entorpecentes em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. No local, os policiais apreenderam cerca de uma tonelada de maconha, cocaína e crack.

Outra ação de grande impacto ocorreu no Porto de Salvador, onde equipes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA) frustraram uma tentativa de tráfico internacional de drogas. Aproximadamente 200 quilos de cocaína foram localizados escondidos no casco de um navio que seguiria para a Europa.

No interior do estado, as forças de segurança também registraram apreensões expressivas. No município de Abaré, na região Norte da Bahia, policiais militares interceptaram 320 quilos de drogas ocultados em uma carga de verduras.

Já em Vitória da Conquista, equipes da Polícia Civil encontraram 30 quilos de cocaína escondidos dentro de um sofá, durante ação de investigação e combate ao tráfico de entorpecentes.

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Integração e inteligência

Segundo o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, os resultados refletem a atuação integrada entre as forças estaduais e federais, baseada no compartilhamento de informações e no emprego de inteligência policial.

“O resultado das ações promovidas pelas Forças Federais e Estaduais é oriundo da aplicação da doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência (POI). Trabalhamos em rede, compartilhando informações e qualificando o combate às facções”, destacou o secretário.

A estratégia de integração entre as instituições tem permitido identificar rotas de tráfico, localizar depósitos clandestinos e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança contra organizações criminosas que atuam dentro e fora da Bahia.

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Segurança

Reconhecimento Facial ajudou a localizar mais de 2 mil devedores de pensão alimentícia na Bahia desde 2019

Tecnologia da SSP já contribuiu para 6.293 prisões no estado e reforça o cumprimento de decisões judiciais em defesa dos direitos de crianças e adolescentes

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A tecnologia de Reconhecimento Facial utilizada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) tem desempenhado papel
Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

A tecnologia de Reconhecimento Facial utilizada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) tem desempenhado papel importante no cumprimento de mandados judiciais relacionados à pensão alimentícia. Entre janeiro e 15 de setembro de 2026, o sistema contribuiu para a realização de 1.847 prisões em todo o estado. Desse total, 870 prisões (47,1%) foram de pessoas com mandado de prisão civil por inadimplência no pagamento de pensão alimentícia.

Segundo dados da SSP, 285 dessas prisões ocorreram durante grandes eventos, como o Carnaval, os festejos juninos e partidas de futebol, locais onde a tecnologia é amplamente empregada para reforçar a segurança pública.

Desde a implantação do Sistema de Reconhecimento Facial na Bahia, em 2019, foram registradas 6.293 prisões decorrentes da ferramenta tecnológica. Desse total, 2.025 prisões (32,17%) envolveram pais que deixaram de cumprir obrigações alimentares determinadas pela Justiça.

De acordo com o superintendente de Telecomunicações da SSP, coronel André Borges, a ferramenta contribui para assegurar direitos fundamentais.

“Essa atuação proporciona às mães e responsáveis que enfrentam as dificuldades decorrentes do não cumprimento das obrigações alimentares a esperança de que as decisões judiciais sejam efetivamente cumpridas, contribuindo para a garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes e para a proteção daqueles que dependem desses recursos para sua subsistência”, destacou.

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Tecnologia presente em 81 municípios

Atualmente, a SSP conta com cerca de 1.200 câmeras de Reconhecimento Facial distribuídas em 81 municípios baianos. O sistema utiliza informações do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A tecnologia foi estruturada para identificar pessoas com mandados de prisão em aberto, independentemente da natureza da ordem judicial. Com isso, os alertas gerados podem estar relacionados a diferentes modalidades de mandados previstos no sistema nacional.

Atendimento gratuito para mães pela Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) oferece atendimento gratuito especializado para mães e responsáveis que enfrentam dificuldades para receber pensão alimentícia.

Segundo a defensora pública Suellen Bury, coordenadora da Especializada de Família e Sucessões de Salvador, a instituição atua em diversas frentes.

“A DPE-BA auxilia as mães por meio de orientações, tentativas de conciliação e mediação extrajudiciais com os genitores das crianças, além de ingressar com ações de alimentos, para quem ainda não possui pensão fixada, e com execuções de alimentos, destinadas à cobrança de valores em atraso”, explicou.

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Na capital baiana, a Defensoria esteve à frente de 8.875 ações de alimentos e 1.202 execuções em 2025. Até abril deste ano, já haviam sido registradas 2.683 ações de alimentos e 416 execuções.

O atendimento pode ser realizado gratuitamente pelo telefone 129 ou por meio do portal da Defensoria Pública da Bahia.

Direitos humanos e mediação

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) também acompanha casos relacionados à prisão civil por inadimplência alimentar. Segundo a superintendente de Apoio e Defesa de Direitos Humanos, Trícia Calmon, familiares de pessoas presas frequentemente procuram o órgão em busca de orientação e mediação.

“Nós atuamos na tentativa de abreviar o tempo de permanência deles em estado de prisão, na medida em que tenham comprovado que os valores devidos já foram pagos, a fim de que permaneçam privados de liberdade o mínimo de tempo possível”, afirmou.

A gestora destacou ainda que a prisão por dívida de pensão alimentícia possui natureza civil e tem o objetivo de compelir o cumprimento da obrigação judicial.

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“É importante salientar que a prisão por dívida de pensão alimentícia se dá por via civil e não criminal. Trata-se de medida coercitiva. Isso garante o direito das crianças e das mulheres, que muitas vezes assumem sozinhas as responsabilidades das despesas com os filhos”, observou.

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