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Agronegócio

Algodão branco do Oeste baiano avança rumo à Indicação Geográfica

Reconhecimento da pluma, considerada única no país, deve valorizar produtores e impulsionar o desenvolvimento regional

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A busca pelo reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) da pluma de algodão branco produzida no Oeste da Bahia avançou
Foto: Mateus Pereira/Seagri

A busca pelo reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) da pluma de algodão branco produzida no Oeste da Bahia avançou mais um passo nesta terça-feira (7), durante reunião promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). A tonalidade branca da pluma, considerada única no país, está diretamente relacionada às características do solo da região, associadas a um conjunto de técnicas produtivas aprimoradas ao longo dos anos, como mecanização, irrigação e controle sanitário.

Durante o encontro, o secretário da Agricultura da Bahia, Vivaldo Góis, destacou a importância da articulação entre o governo e os produtores — a Seagri coordena o Fórum Baiano de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas. “Estamos trabalhando para reconhecer e valorizar aquilo que o nosso produtor já construiu com excelência. A Indicação Geográfica do algodão do Oeste é mais do que um selo; é o reconhecimento da identidade, da qualidade e da força do agro baiano. Nosso papel é conectar, apoiar e garantir que esse processo avance, gerando mais competitividade, renda e oportunidades para a região”, afirmou.

A chefe da Unidade Regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Viviane Almeida, apresentou as etapas necessárias para a obtenção do selo de Indicação Geográfica e ressaltou o potencial da Bahia, que pode alcançar até 50 registros. Atualmente, o estado já conta com oito IGs reconhecidas, entre elas a banana de Bom Jesus da Lapa e o café do Oeste baiano.

Segundo Viviane Almeida, o selo garante não apenas a valorização comercial do produto, mas também a proteção da sua origem. “Com a IG, apenas os produtores da região poderão utilizar a identificação ‘Oeste da Bahia’, assegurando procedência, qualidade e ampliando o reconhecimento nos mercados nacional e internacional”, explicou.

Além do impacto econômico, o reconhecimento da Indicação Geográfica pode impulsionar o desenvolvimento regional. A certificação abre espaço para novas oportunidades, como o fortalecimento do turismo, da gastronomia local e de experiências ligadas ao campo, ampliando a visibilidade da região e de suas produções.

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Participaram da agenda técnicos da Seagri e representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e do INPI, fortalecendo o diálogo em torno de um produto que se destaca nacionalmente por sua singularidade.

Agronegócio

Operação Safra identifica irregularidades e gera R$ 17,1 milhões em cobranças tributárias na Bahia 

Fiscalização da Sefaz-Ba nas principais rotas agrícolas do Oeste e Centro-Norte do estado combateu sonegação, reforçou a concorrência leal e ampliou o controle sobre o escoamento da produção

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A Operação Safra 2026, realizada entre os meses de julho e setembro pela Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA),
Foto: Ascom/Sefaz

A Operação Safra 2026, realizada entre os meses de julho e setembro pela Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA), encerrou suas atividades com a identificação de irregularidades que resultaram em R$ 17,1 milhões em cobranças tributárias. A ação teve como foco o acompanhamento da circulação da produção agrícola nas regiões Oeste e Centro-Norte do estado, assegurando o cumprimento das obrigações fiscais e combatendo práticas de sonegação. 

Ao longo da operação, equipes distribuídas em 27 unidades móveis de fiscalização atuaram nos principais corredores logísticos utilizados para o transporte da safra agrícola, contribuindo para garantir condições de concorrência leal entre os produtores e empresas do setor. 

Entre as principais inconformidades detectadas estão: 

  • Saídas interestaduais de mercadorias sem o recolhimento do ICMS; 
  • Circulação de produtos sem nota fiscal; 
  • Simulações de transferências interestaduais; 
  • Operações comerciais fictícias. 

Os produtos que apresentaram maior incidência de irregularidades foram milho, soja, algodão e café. 

Informações vão reforçar novas fiscalizações 

Além da arrecadação tributária gerada pelas autuações, a operação produziu informações que deverão subsidiar novas ações fiscais e aprofundar os trabalhos de controle nas regiões monitoradas. 

Segundo o gerente de Mercadorias em Trânsito da Sefaz-BA, Eraldo Santana, os dados reunidos permitirão ampliar a eficiência das futuras ações de fiscalização. 

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“Estas informações irão trazer novos subsídios para a fiscalização de estabelecimentos e gerar desdobramentos capazes de melhorar o desempenho do fisco nestas regiões, como ocorreu na edição de 2025”, destacou. 

Carga irregular de eletrônicos foi apreendida 

Embora o foco principal da Operação Safra seja o monitoramento da produção agrícola, a atuação das equipes também possibilitou identificar irregularidades em outros segmentos econômicos. 

Em agosto, no município de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, os fiscais interceptaram uma carga sem documentação fiscal contendo: 

  • 243 televisores; 
  • 200 aparelhos de ar-condicionado. 

A mercadoria resultou na lavratura de um auto de infração no valor de R$ 302,9 mil. 

Tecnologia via satélite ampliou alcance da fiscalização 

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A operação mobilizou cerca de 100 servidores, entre agentes da Sefaz-BA e policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz). 

Das 27 unidades móveis utilizadas, 12 estavam equipadas com sistemas de conexão via satélite, permitindo acesso em tempo real aos bancos de dados e sistemas corporativos da Secretaria da Fazenda, mesmo em áreas remotas do estado. 

A tecnologia possibilitou consultas imediatas a documentos fiscais eletrônicos, informações sobre transportadores, veículos e cargas, conferindo mais agilidade e precisão às abordagens realizadas pelas equipes de fiscalização. 

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Agronegócio

Barra AgroShow fortalece agronegócio no Oeste baiano com apoio do Governo do Estado

Feira reúne 120 expositores, expectativa de 25 mil visitantes e destaca o potencial produtivo do Médio São Francisco

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O Governo da Bahia reforça as ações de fortalecimento do agronegócio no Oeste baiano com o apoio à segunda edição da Barra AgroShow,
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O Governo da Bahia reforça as ações de fortalecimento do agronegócio no Oeste baiano com o apoio à segunda edição da Barra AgroShow, realizada no município de Barra, na região do Médio São Francisco, até sábado (22). O evento reúne cerca de 120 expositores e tem expectativa de atrair 25 mil visitantes, entre produtores rurais, empresários, investidores, estudantes e representantes de municípios da região.

A abertura da feira contou com a participação do governador Jerônimo Rodrigues, destacando a importância da iniciativa para o desenvolvimento econômico e a valorização das potencialidades agrícolas do interior baiano.

Promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Barra, a Barra AgroShow conta com a parceria do Governo do Estado e oferece uma programação voltada para negócios, inovação, capacitação e difusão de tecnologias aplicadas ao campo. Entre as atividades previstas estão rodadas de negócios, palestras técnicas e a exposição de produtos, máquinas e equipamentos destinados à produção rural.

A realização do evento ocorre em um cenário de crescimento das atividades agropecuárias no Médio São Francisco. Segmentos como fruticultura, cacau, produção de grãos e pecuária vêm ampliando sua participação na economia regional, impulsionando investimentos, geração de emprego e diversificação da produção rural.

Com a integração entre produtores, empresas e instituições, a feira se consolida como um importante espaço para troca de conhecimento, fortalecimento de parcerias e promoção do desenvolvimento sustentável do agronegócio baiano.

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Agronegócio

Seagri leva demandas do agro baiano a Brasília e articula avanços com governo federal 

Comitiva liderada por Vivaldo Góis apresenta pautas estratégicas que incluem genética animal, irrigação, citricultura e apoio à agricultura familiar 

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) esteve em Brasília, nesta quinta-feira (18),
Foto: Rebeca Falcão / Seagri

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) esteve em Brasília, nesta quinta-feira (18), para defender uma agenda de prioridades do agro baiano junto a cinco órgãos federais. A comitiva, liderada pelo secretário Vivaldo Góis, apresentou demandas como o fortalecimento da genética de ovinos e caprinos, ampliação da infraestrutura de abate, implantação de poços com água salobra no semiárido e apoio à citricultura no estado. 

“Cada uma dessas pautas representa um compromisso direto com o produtor baiano, da genética animal à citricultura”, afirmou o secretário. 

Para Góis, a agenda na capital federal reforça o papel da Bahia como interlocutora estratégica das políticas públicas voltadas ao agro nordestino. 

A missão contou com a participação de técnicos e gestores de diferentes áreas da Seagri, entre eles o diretor de Irrigação, Djalma Pereira; o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro; o superintendente de Produção Agropecuária, Adriano Bouzas; a coordenadora de Contratos e Convênios, Sandra Carvalho; e o agrônomo Paulo Perene. 

A presença do diretor administrativo-financeiro da Bahia Pesca, Antônio Laborda, também destacou a relevância da pauta pesqueira na agenda. 

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Agenda em Brasília

A comitiva cumpriu uma série de reuniões com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Codevasf, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). 

No encontro com o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, o destaque foi o melhoramento genético de ovinos e caprinos, além de temas como produção irrigada e ampliação das exportações baianas. 

Na sequência, o secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros, recebeu a comitiva para discutir ações e oportunidades voltadas à pesca e à aquicultura no estado. 

Já na Codevasf, o foco foi a apresentação de um projeto para o aproveitamento produtivo de poços com água salobra, iniciativa que pode ampliar as possibilidades de produção agrícola no semiárido baiano. 

O apoio aos produtores rurais e o fortalecimento da citricultura foram temas da reunião no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Por fim, no Ministério do Desenvolvimento Agrário, a comitiva tratou do Programa Garantia-Safra e de ações voltadas à agricultura familiar. 

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