Eleições 2026
Rui Costa confirma presença no lançamento da campanha de reeleição de Lula
Ex-governador da Bahia participará do ato ao lado de Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner antes de cumprir agenda eleitoral em Irecê
O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Costa, confirmou nesta terça-feira (11), em entrevista à Rádio Valença FM, que participará do primeiro ato oficial da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento está marcado para o próximo domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP).
Segundo Rui Costa, ele viajará para São Paulo acompanhado do governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), e do também candidato ao Senado, Jaques Wagner (PT). O ato será realizado às 9h, no Estádio Municipal 1º de Maio, na histórica Vila Euclides.
“Eu, juntamente com Jerônimo e Wagner, partirei para São Paulo na manhã de domingo para acompanhar o lançamento oficial da campanha de reeleição do presidente Lula. O evento ocorrerá no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, local emblemático onde se iniciou a trajetória sindical do presidente e que, na década de 1970, foi palco de grandes mobilizações pela redemocratização do país e pelos direitos trabalhistas”, afirmou Rui Costa durante a entrevista.
Com o lema “Lula: onde tudo começou”, o ato marca o início oficial da campanha presidencial. A mobilização petista terá como slogan “O Brasil pronto pra mais”.
Agenda em Irecê
Além da participação no lançamento da campanha presidencial, Rui Costa destacou os compromissos previstos na Bahia para o mesmo domingo. Após o evento em São Bernardo do Campo, ele seguirá para Irecê, onde participará do primeiro ato da campanha do grupo político liderado por Lula no estado, encabeçado por Jerônimo Rodrigues.
A escolha de Irecê para a abertura da agenda eleitoral de Jerônimo está relacionada à participação do município na construção do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026. A cidade sediou a primeira plenária territorial da iniciativa, que percorreu os 27 territórios de identidade da Bahia com o objetivo de reunir propostas da população para um eventual novo mandato do governador.
De acordo com Rui Costa, a programação representa o início da mobilização eleitoral do partido tanto em âmbito nacional quanto estadual, reunindo lideranças políticas e militantes em torno das candidaturas apoiadas pelo presidente Lula.
Eleições 2026
Bahia mobiliza 34 mil agentes e reforça monitoramento para a Operação Eleições 2026
Planejamento da SSP prevê uso de drones, mais de 4 mil câmeras e atuação integrada das forças de segurança para garantir a normalidade do processo eleitoral
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) apresentou, nesta quinta-feira (24), no Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, o planejamento da Operação Eleições 2026. A ação reúne forças estaduais e federais de segurança, além do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e do Ministério Público Eleitoral (MPE), para organizar a atuação durante o processo de votação no estado.
O planejamento prevê a distribuição do efetivo nas seções eleitorais, o acompanhamento do transporte das urnas eletrônicas e a execução de ações de segurança antes e durante o dia da votação. Ao todo, serão mobilizados 34 mil profissionais das forças de segurança em diferentes regiões da Bahia.
A estrutura da operação contará com mais de 4 mil câmeras de monitoramento, entre equipamentos fixos e móveis, além da utilização de drones em áreas de votação. Também serão empregados recursos de inteligência para acompanhar possíveis ocorrências relacionadas a crimes eleitorais e à circulação de desinformação nas redes sociais.
O Disque-Denúncia 181 estará disponível para o recebimento de informações sobre possíveis crimes eleitorais. Gratuito, o serviço permite o envio de denúncias de forma anônima. A operação envolve a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Departamento de Polícia Técnica (DPT), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA). As instituições atuarão de forma integrada, com troca de informações e atribuições previamente definidas para o período eleitoral.
Além do policiamento nos locais de votação, o planejamento contempla a segurança no deslocamento das urnas eletrônicas e a atuação das equipes em todas as etapas do processo eleitoral. A distribuição do efetivo será definida de acordo com as características e necessidades de cada região.
Nos dias que antecedem a votação, a Operação Eleições 2026 contará ainda com uma estrutura especial de monitoramento no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), instalado no COI, em Salvador. O acompanhamento será realizado também por outros 18 centros distribuídos pelo interior do estado, garantindo comunicação permanente entre as equipes para o atendimento de ocorrências.
Operação Força Total
Também nesta quinta-feira (24), a Polícia Militar realizou mais uma edição da Operação Força Total, dentro do conjunto de ações de reforço do policiamento que antecede o primeiro turno das eleições.
O emprego das equipes foi definido com base em informações produzidas pela inteligência policial e nas características de cada região, com atenção especial para locais de grande circulação de pessoas, áreas comerciais, corredores viários e outros pontos considerados estratégicos pelo planejamento operacional.
A partir deste fim de semana, o policiamento também será ampliado em alguns locais de votação, principalmente nos municípios com maior concentração de eleitores. O monitoramento leva em consideração possíveis situações de acirramento político e outras ocorrências relacionadas ao processo eleitoral. A operação inclui patrulhamento ostensivo, abordagens e ações preventivas voltadas à manutenção da ordem pública e à segurança dos eleitores.
Eleições 2026
Roberta Santana rebate ACM Neto e diz que proposta do PIX Saúde revela desinformação e contradição
Secretária da Saúde da Bahia afirma que oposição ignora investimentos já realizados na rede privada e filantrópica e questiona por que medida semelhante não foi adotada em Salvador
A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, elevou o tom contra ACM Neto na noite desta segunda-feira (21), durante a plenária da saúde realizada no comitê central da campanha de Jerônimo Rodrigues. Diante de Mozart Sales, representante do Ministério da Saúde, e de representantes da rede privada e filantrópica, ela afirmou que o candidato da oposição, ao apresentar a proposta do PIX Saúde, demonstra estar desinformado ou agir de má-fé.
“Nesse caso, ele é as duas coisas”, declarou.
A primeira crítica foi direcionada ao histórico administrativo do ex-prefeito de Salvador. Segundo a secretária, quem governou a capital por oito anos e agora apresenta soluções para o Estado precisa explicar por que não implementou medidas semelhantes quando teve a oportunidade.
“A primeira pergunta é: por que não fez para Salvador? É isso que a gente está falando na mesa”, afirmou.
Roberta Santana também contestou a avaliação de que a ampliação dos contratos com a rede privada seria a solução para os desafios da regulação na saúde pública. De acordo com ela, o governo estadual já mantém uma ampla parceria com hospitais privados e filantrópicos.
“Hoje são mais de 3.700 leitos contratualizados na rede privada e filantrópica na Bahia. E é isso que o opositor diz que vai resolver a regulação. Se fosse isso, nossos desafios já teriam sido vencidos, porque não faltou recurso”, afirmou.
A secretária ressaltou ainda que o governo estadual destinou cerca de R$ 45 bilhões em investimentos e custeio para a saúde nos últimos três anos.
“Se ele não sabe, fique sabendo”
Outro ponto criticado por Roberta Santana foi o principal argumento utilizado para defender o PIX Saúde: a afirmação de que o Estado teria limitações para contratar serviços da rede privada em razão dos valores estabelecidos pela tabela do SUS.
Segundo ela, essa informação não corresponde à realidade da Bahia.
“É equivocado de novo. A Bahia tem uma tabela diferenciada, e o governo federal do presidente Lula disponibilizou crédito financeiro. Hoje tem até 20 vezes o valor da tabela SUS para garantir o atendimento à população”, explicou.
Ao encerrar sua fala, a secretária enviou um recado direto ao adversário político:
“Se ele não sabe, fique sabendo.”
Eleições 2026
Documentos contestam associação de helicóptero de campanha a empresário
Jerônimo Rodrigues afirma que a aeronave foi fretada por R$ 207,5 mil junto à RG8 Táxi Aéreo e que a despesa foi declarada à Justiça Eleitoral
A utilização de um helicóptero durante a campanha do governador Jerônimo Rodrigues voltou ao centro do debate após questionamentos sobre a abordagem adotada por uma reportagem da Folha de S.Paulo. Segundo documentos da contratação, a aeronave foi fretada da empresa RG8 Táxi Aéreo pelo valor de R$ 207,5 mil, despesa que foi declarada à Justiça Eleitoral.
De acordo com as informações apresentadas, a documentação referente ao contrato teria sido encaminhada à repórter responsável antes da publicação da matéria. Os registros apontariam que a RG8 era a proprietária da aeronave e que houve pagamento pelo serviço de fretamento.
Ainda assim, críticos da reportagem argumentam que o título publicado induz o leitor a associar o uso do helicóptero a um empresário, sem que haja comprovação, na própria reportagem, de que ele tenha cedido, custeado ou disponibilizado a aeronave para a campanha. O empresário citado também negou participação na contratação.
As críticas destacam que os elementos apresentados na apuração indicariam uma relação comercial formal entre a campanha e a empresa proprietária da aeronave. Para os questionadores, a forma como o tema foi apresentado no título contrasta com os dados expostos ao longo do texto.
O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade editorial em períodos eleitorais, quando informações relacionadas a campanhas e agentes públicos costumam ter elevado impacto político. Especialistas em comunicação defendem que a precisão entre manchete e conteúdo é um dos princípios fundamentais da atividade jornalística, especialmente em temas de interesse público.
Para os críticos da publicação, quando o título não reflete de forma fiel as informações efetivamente comprovadas na reportagem, pode haver prejuízo à compreensão dos fatos pelo leitor e ao acesso da sociedade a informações contextualizadas e precisas.
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