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Saúde

Hemoba celebra Mês da Mulher e incentiva doação de sangue feminina na Bahia

Campanha destaca protagonismo das mulheres, que ampliam participação na doação de sangue e no cadastro de medula óssea

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Com a campanha “Mulheres que cuidam, doam e transformam vidas”, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba)
Foto: Aline Santos/Ascom Hemoba

Com a campanha “Mulheres que cuidam, doam e transformam vidas”, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) celebra o Mês da Mulher e incentiva a doação de sangue feminina em todo o estado. A iniciativa ganha destaque nas redes sociais da instituição e reforça o papel das mulheres na promoção da solidariedade e da saúde pública.

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, simboliza a luta histórica das mulheres por direitos, igualdade, respeito e pelo enfrentamento à violência de gênero. Na Hemoba, essa presença tem se refletido em números crescentes. Em 2025, 99.222 mulheres compareceram às unidades da instituição para doar sangue, um aumento de 7,85% em relação a 2024, quando foram registradas 92.001 candidatas.

Nas unidades móveis de coleta e no cadastro de medula óssea, as mulheres superam os homens. Em 2025, foram 6.115 mulheres cadastradas para doação de medula, o equivalente a 66,71%, contra 3.051 homens (33,29%). Em 2024, o cenário já mostrava predominância feminina, com 65,89% dos cadastros realizados por mulheres. A Hemoba também se destaca internamente: 92% de sua força de trabalho é composta por mulheres.

Apesar de a diferença entre homens e mulheres no total de candidatos à doação de sangue ser pequena — 48,38% mulheres em 2025, contra 51,62% homens —, o intervalo entre as doações é maior para o público feminino. Isso ocorre porque a reposição dos estoques de ferro no organismo da mulher tende a ser mais lenta, em razão das perdas menstruais. Assim, as mulheres podem doar sangue até três vezes por ano, com intervalo mínimo de 90 dias, enquanto os homens podem doar até quatro vezes, com intervalo mínimo de 60 dias.

Combate a mitos e incentivo à informação

A Hemoba também alerta para a persistência de mitos sobre a doação de sangue feminina, que afastam possíveis doadoras. Entre eles, a crença de que mulheres não podem doar durante a menstruação, gravidez ou amamentação. No caso das lactantes, a doação é permitida após 12 meses do parto. Mulheres que não estejam amamentando podem doar 90 dias após parto normal ou 180 dias após cesariana, desde que atendam aos demais critérios de saúde.

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Onde doar

Em Salvador, o hemóvel está em atendimento no Salvador Shopping até o dia 9 de março, exceto no domingo, das 8h às 17h. Já o posto temporário no Shopping Bela Vista funciona durante todo o mês de março, de segunda a sábado, das 9h às 18h.

As unidades fixas da Hemoba atendem nos seguintes horários:

  • Hemocentro Coordenador (sede): segunda a sexta, das 7h30 às 18h30; sábados, das 7h30 às 16h30
  • Hospital do Subúrbio: segunda a sexta, das 7h30 às 16h30
  • Hospital Ana Nery: terça a sexta, das 7h30 às 12h30
  • Hospital Roberto Santos: segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h
  • Hospital Santo Antônio (OSID): segunda a sexta, das 7h10 às 11h30 e das 13h às 16h

Os horários das 20 unidades no interior podem ser consultados no site:
👉 https://www.ba.gov.br/hemoba/onde-doar

Quem pode doar

Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos responsáveis legais, e pessoas acima de 60 anos só podem doar se já tiverem doado anteriormente. No dia da doação, é obrigatório apresentar documento oficial com foto, não estar em jejum, não consumir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores, não fumar por pelo menos duas horas antes da doação e ter dormido ao menos seis horas na noite anterior.

Cadastro de medula óssea

O cadastro de doadores de medula óssea pode ser feito em todas as unidades da Hemoba, na capital e no interior, com a coleta de 5 ml de sangue. Podem se cadastrar pessoas entre 18 e 35 anos, em bom estado de saúde e sem doenças infecciosas, incapacitantes, hematológicas, imunológicas ou neoplásicas. Os dados são armazenados no REDOME, coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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Saúde

Hemoba realiza campanha de doação de sangue no Tribunal de Justiça da Bahia 

Unidade móvel estará no CAB nos dias 21 e 22 de julho e segue para a Ferreira Costa entre os dias 23 e 25

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A Fundação Hemoba promove, nos dias 21 e 22 de julho, uma campanha de incentivo à doação de sangue e ao cadastro de doadores
Foto: Ascom/Hemoba

A Fundação Hemoba promove, nos dias 21 e 22 de julho, uma campanha de incentivo à doação de sangue e ao cadastro de doadores de medula óssea em parceria com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A ação será realizada no estacionamento da sede do tribunal, localizada na 5ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (CAB), nº 560, em Salvador. 

Durante os dois dias de campanha, a unidade móvel de coleta da Hemoba, conhecida como Hemóvel, estará disponível para atendimento das 8h às 17h. A iniciativa tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da doação regular de sangue e ampliar os estoques da rede pública de hemoterapia. 

Após a passagem pelo TJBA, o Hemóvel seguirá para o estacionamento da Ferreira Costa, na Avenida Luís Viana Filho (Paralela), nº 6.180, em Salvador, onde permanecerá entre os dias 23 e 25 de julho, também realizando coletas de sangue e cadastramento de voluntários para doação de medula óssea. 

Estrutura móvel 

O Hemóvel é um ônibus adaptado com estrutura semelhante à de uma unidade fixa de coleta. O veículo conta com espaço para triagem clínica, sala climatizada equipada com quatro cadeiras para coleta de sangue, além de mobiliário e equipamentos especializados. 

O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por 12 profissionais capacitados para conduzir todas as etapas do processo de doação. 

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Quem pode doar 

Para doar sangue, é necessário: 

  • Estar em boas condições de saúde; 
  • Ter entre 16 e 69 anos; 
  • Pesar mais de 50 quilos; 
  • Apresentar documento oficial com foto válido em todo o território nacional. 

Menores de 18 anos devem estar acompanhados pelos pais ou responsável legal. Já pessoas com mais de 60 anos só podem doar caso já tenham realizado doações anteriormente. 

No dia da doação, o voluntário deve: 

  • Não estar em jejum; 
  • Não ter consumido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas; 
  • Evitar fumar pelo menos duas horas antes da doação; 
  • Ter dormido, no mínimo, seis horas na noite anterior; 
  • Evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem o procedimento. 
Unidades fixas 

Além das campanhas itinerantes, a Hemoba mantém unidades fixas de atendimento em Salvador: 

  • Hemocentro Coordenador (sede da Hemoba): segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30, e aos sábados, das 7h30 às 16h30; 
  • Hospital do Subúrbio: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30; 
  • Hospital Roberto Santos: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h; 
  • Hospital Santo Antônio (OSID): segunda a sexta-feira, das 7h10 às 11h30 e das 13h às 16h. 
  • A campanha busca fortalecer os estoques de sangue da Hemoba e incentivar novos voluntários a contribuírem com um gesto que pode salvar vidas. 
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Saúde

Simulação realística fortalece capacitação de equipes do Hospital de Brotas

Atividade realizada em parceria com a Escola de Enfermagem da UFBA aprimora condutas assistenciais e segurança do paciente

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reproduzir leitos hospitalares e postos de enfermagem compõem o cenário dos treinamentos de simulação realística iniciados
Fotos: Marília Simões

Professores da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia (EEUFBA), enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital de Brotas (HB), estudantes no papel de pacientes e laboratórios equipados para reproduzir leitos hospitalares e postos de enfermagem compõem o cenário dos treinamentos de simulação realística iniciados no último dia 14 de julho, na EEUFBA, no bairro do Canela, em Salvador. A iniciativa é voltada à atualização das equipes de enfermagem do hospital.

A parceria entre o HB e a EEUFBA foi viabilizada pela enfermeira Victoria Almeida, responsável pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP) da unidade hospitalar. Egressa da Escola de Enfermagem da UFBA, ela conhece de perto os programas de extensão da instituição, dos quais participou durante a graduação.

“Esse treinamento tem como objetivo atualizar a equipe de enfermagem da Unidade de Internação Adulto para a adoção das melhores condutas diante de situações como parada cardiorrespiratória (PCR), crise convulsiva e atendimento ao paciente com suspeita de acidente vascular encefálico (AVE), aperfeiçoando uma assistência cada vez mais segura e de qualidade”, explica Victoria Almeida.

Segundo a enfermeira, o perfil assistencial do Hospital de Brotas é composto, em sua maioria, por idosos e pacientes com múltiplas comorbidades. Por isso, ela considera fundamental que as equipes participem regularmente de treinamentos e atualizações voltados ao manejo de possíveis complicações clínicas.

Inaugurado há dois anos, o Hospital de Brotas atende exclusivamente beneficiários do Planserv, sistema de assistência à saúde dos servidores públicos estaduais da Bahia. A unidade é administrada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), que tem a educação permanente como um dos pilares para garantir a qualidade da assistência, promovendo capacitações, atualização profissional e desenvolvimento de carreira dos colaboradores. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a segurança do paciente e a valorização dos profissionais de saúde.

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Parceria deve alcançar outros setores do hospital

Neste mês de julho, estão previstas duas turmas do treinamento. A primeira foi realizada no dia 14 e a segunda ocorrerá no dia 23. Cada turma possui carga horária de quatro horas e reúne cerca de 20 participantes, favorecendo as atividades práticas e a troca de experiências.

A Unidade de Internação Adulto foi o primeiro setor contemplado pela parceria entre a EEUFBA e o Hospital de Brotas, e aproximadamente 80% da equipe já está inscrita para participar das capacitações.

De acordo com Victoria Almeida, a expectativa é ampliar o programa para outros setores assistenciais, como a UTI Adulto, a Emergência e demais unidades da instituição.

Técnico de enfermagem há 21 anos e graduado em Enfermagem há um ano, Josemir Santana participou da primeira turma e destacou a importância da iniciativa.

“A educação permanente é fundamental para qualquer profissional. Ela nos permite reciclar conhecimentos, atualizar práticas e aprimorar continuamente nossa atuação. Na enfermagem, isso se reflete diretamente na qualidade da assistência prestada ao paciente. O treinamento está sendo excelente”, afirmou.

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Metodologia aproxima profissionais de situações reais

Uma das responsáveis pelas atividades é a professora doutora Elieusa Pereira e Silva, docente da disciplina de Emergência da Escola de Enfermagem da UFBA há mais de 13 anos e especialista em Terapia Intensiva. Segundo ela, a simulação realística aproxima os profissionais das situações vivenciadas no ambiente hospitalar e fortalece o processo de aprendizagem.

“Quando utilizamos a metodologia de simulação de casos clínicos, os profissionais vivenciam cenários muito próximos da realidade. Ao final da atividade, realizamos o debriefing, que é um momento de análise e reflexão sobre a assistência prestada e as condutas adotadas. Priorizamos destacar os acertos e estimular a reflexão sobre pontos que podem ser aprimorados, sempre de forma respeitosa e construtiva”, explicou.

A docente também destacou o compromisso social da Universidade Federal da Bahia com a formação e a atualização dos profissionais de saúde.

“Dessa forma, contribuímos não apenas para o desenvolvimento dos profissionais de enfermagem, mas, principalmente, para a segurança do paciente”, concluiu.

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Saúde

Bahia amplia acesso ao tratamento do câncer com rede regionalizada de atendimento 

Com unidades especializadas distribuídas por todas as regiões do estado, assistência oncológica pública aproxima diagnóstico e tratamento da população do interior 

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A geografia deixou de ser uma barreira para o acesso ao tratamento oncológico na Bahia. Com unidades públicas distribuídas

A geografia deixou de ser uma barreira para o acesso ao tratamento oncológico na Bahia. Com unidades públicas distribuídas por todas as regiões do estado, a rede estadual garante cobertura territorial da assistência especializada, levando o cuidado para além de Salvador e aproximando diagnóstico e tratamento da população do interior. A importância dessa estrutura ganha ainda mais destaque em julho, mês que reúne o Dia do Oncologista (9), o Dia do Cirurgião Oncológico (17) e o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço (27). 

A organização da assistência estadual reúne o Centro Estadual de Oncologia (Cican), na capital, e 11 hospitais próprios habilitados como Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). A distribuição desses serviços forma uma ampla rede de atendimento que alcança os principais polos regionais da Bahia e permite que cada unidade atenda pacientes de dezenas de municípios vizinhos. 

Além de Salvador, onde estão localizados o Cican e o Hospital da Mulher, a assistência oncológica chega a Feira de Santana, por meio do Hospital Estadual da Criança; Alagoinhas, com o Hospital Estadual do Litoral Norte; Juazeiro, com o Hospital Regional de Juazeiro; Irecê, com o Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho; Barreiras, com o Hospital do Oeste; Caetité, com o Hospital Estadual de Oncologia do Alto Sertão; Vitória da Conquista, com o Hospital Geral de Vitória da Conquista; Jequié, com o Hospital Geral Prado Valadares; Porto Seguro, com o Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães; e Teixeira de Freitas, com o Hospital Estadual Costa das Baleias. 

Mais do que uma relação de hospitais, esse mapa traduz uma política de regionalização da saúde. A presença dessas unidades em cidades estratégicas permite organizar a assistência por territórios, encurtar distâncias e reduzir a concentração dos atendimentos na capital. Isso tem relevância especial no tratamento do câncer, que frequentemente exige consultas sucessivas, exames, cirurgias, quimioterapia e acompanhamento prolongado. 

Em Salvador, o Cican atua como centro estadual de referência em oncologia. A unidade oferece atendimento em ginecologia, mastologia, oncologia clínica, urologia, dermatologia, proctologia, anestesiologia, terapia da dor e cirurgia geral. Também disponibiliza hospital-dia, tratamento quimioterápico, exames para detecção precoce, procedimentos diagnósticos e terapêuticos, cirurgias de pequeno e médio porte e acompanhamento multiprofissional. 

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O alcance territorial da assistência torna-se ainda mais relevante diante do avanço da doença no país. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. A doença já se aproxima das enfermidades cardiovasculares entre as principais causas de adoecimento e morte, em um cenário influenciado pelo envelhecimento da população, pelas desigualdades regionais e pelos desafios relacionados à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao acesso oportuno ao tratamento. 

Entre os homens, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata responde por 30,5% dos casos estimados no Brasil. Em seguida aparecem os cânceres de cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%). Entre as mulheres, predominam os cânceres de mama (30%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%). 

Na Bahia, a maior taxa bruta de incidência estimada entre os homens é a do câncer de próstata, com 90,43 casos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem os cânceres de cólon e reto, com 13,99 casos por 100 mil habitantes, e o de estômago, com 11,78. Entre as mulheres, o câncer de mama lidera, com taxa de 58,54 casos por 100 mil habitantes, seguido pelos tumores do colo do útero, com 17,88, e de cólon e reto, com 15,12. 

Os números ajudam a dimensionar o desafio, mas também evidenciam a importância da distribuição dos serviços de saúde. Em um estado com 417 municípios e extensas distâncias territoriais, oferecer assistência oncológica em todas as regiões significa incorporar a localização do paciente à própria estratégia de cuidado. A regionalização não elimina completamente os deslocamentos, mas reduz a dependência da capital e amplia as possibilidades de acesso para quem enfrenta a doença. 

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