Saúde
Cajazeiras recebe serviços de saúde neste fim de semana
A feira também oferece serviços do SAC Móvel, como a emissão de 1ª e 2ª vias da Carteira de Identidade
Dentro da agenda de comemorações pelo aniversário de 476 anos de Salvador, o Governo do Estado leva a Feira Saúde Mais Perto ao bairro de Cajazeiras, neste sábado (29) e domingo (30). Realizada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) em parceria com as Voluntárias Sociais da Bahia, a ação acontece das 8h às 16h, com a oferta de serviços de saúde gratuitos para a população.
Dentre os serviços prestados estão exames laboratoriais, ultrassonografia, eletrocardiograma, preventivo, tratamento odontológico e oftalmológico, consultas com nutricionista e oftalmologista, além de cirurgias de catarata e limpeza de lente. A feira também oferece serviços do SAC Móvel, como a emissão de 1ª e 2ª vias da Carteira de Identidade.
Para ter acesso aos serviços, os interessados devem levar ao local: RG, CPF e Cartão do SUS; Certidão de Nascimento ou Casamento original (caso precise emitir a 1ª ou 2ª via do RG); Solicitação médica para ultrassonografia e exames laboratoriais. Menores de idade devem estar acompanhados por um responsável legal. A expectativa é que sejam realizados cerca de 7 mil atendimentos nos dois dias da Feira Saúde Mais Perto em Cajazeiras.
“Por meio dessas e de outras ações nesta semana do aniversário de Salvador, reafirmamos o nosso compromisso de cuidar dos baianos. A presença do o Governo do Estado na saúde de Salvador é essencial para a população, sobretudo porque ela acontece de forma planejada, contínua e estruturante”, avalia a secretária de Saúde do Estado, Roberta Santana.
Ambulâncias
Durante evento no domingo (30), em Cajazeiras, o governador Jerônimo Rodrigues, juntamente com a secretária Roberta Santana, também entregará ambulâncias para três unidades estaduais de saúde da capital: Unidade de Emergência de Cajazeiras, Maternidade Albert Sabin e Hospital Eládio Lasserre. Os veículos são do tipo Van-Renault, no valor unitário de R$ 279.067.
Estas três ambulâncias se somam a outras cinco entregues pelo Governo do Estado, na última terça-feira (25), para o Hospital Geral Roberto Santos (duas unidades), Casa de Apoio à Mulher com Câncer, Centro Estadual de Oncologia (Cican) e Maternidade Maria da Conceição de Jesus, como parte do pacote de investimentos em saúde na semana de aniversário dos 476 anos de Salvador. No total, a gestão estadual investiu R$2,23 milhões nos novos veículos destinados a sete unidades de saúde da capital baiana.
Outras ações
Totalizando R$ 168,9 milhões, o pacote de investimentos do Governo do Estado na saúde de Salvador inclui a modernização do Hospital Geral do Estado (HGE). Com aporte de R$ 118 milhões, a unidade ganhará uma nova emergência com 52 leitos, um novo ambulatório adulto e pediátrico com 14 salas, além da requalificação completa do centro cirúrgico. Também serão implantados 10 novos leitos de UTI, incluindo uma UTI neurológica com 10 leitos, reforçando o cuidado a pacientes críticos. A infraestrutura será ainda aprimorada com a construção de um heliponto.
Outro destaque é o Centro Estadual de Oncologia (Cican), que será ampliado com aporte de R$ 26,7 milhões. A unidade passará a contar com o primeiro PET Scan do SUS na Bahia e terá ainda uma nova ressonância magnética, hospital-dia, uma recepção ampliada, além de 13 novos leitos e quatro salas cirúrgicas.
No Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), está prevista a ampliação do setor de hemodinâmica, com a instalação de nova sala de exames e mais quatro leitos de recuperação pós-anestésica (RPA). O investimento de R$ 8,7 milhões contempla a aquisição de um angiógrafo de última geração, equipamento fundamental para a obtenção de imagens detalhadas do sistema circulatório de forma minimamente invasiva.
Já o Hospital da Mulher será beneficiado com a construção de um novo ambulatório, no Largo de Roma, em espaço onde funcionava o antigo Colégio Estadual Abílio César Borges. Com orçamento de R$ 5,2 milhões, a unidade terá 35 consultórios e salas para procedimentos, devendo ser entregue em até seis meses. Também foi assinada a autorização para o projeto de ampliação da UTI e do centro cirúrgico do hospital, que contará com mais 10 leitos de terapia intensiva e cinco salas cirúrgicas, alcançando R$ 5,6 milhões de investimento.
Saúde
Anvisa aprova cinco novas canetas de semaglutida e amplia oferta de medicamentos
Decisão representa a maior aprovação simultânea da categoria no país e pode fortalecer a produção nacional, além de ampliar o acesso ao tratamento para diabetes e obesidade
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo popularmente associado às chamadas “canetas emagrecedoras”. A medida ocorre após o Ministério da Saúde solicitar, em agosto de 2025, prioridade na análise desses produtos, com o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a concorrência no mercado e subsidiar futuras avaliações sobre a incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Esta é a maior quantidade de registros de medicamentos com semaglutida aprovados de uma só vez pela agência reguladora. Os produtos pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, indicada principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente utilizada no controle da obesidade.
Entre os cinco medicamentos aprovados, dois possuem perspectiva de produção nacional após a conclusão dos processos de transferência de tecnologia para empresas brasileiras.
Medicamentos aprovados
- Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.
- Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.
- Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
- Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
- Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
Os medicamentos Zempneo e Semavy são os que possuem expectativa de fabricação em território nacional após a finalização dos acordos de transferência tecnológica.
Redução da fila de registros
Em 2025, a Anvisa implementou um plano de ação voltado à redução da fila de análises para medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. O processo de avaliação inclui a análise de estudos clínicos, da documentação técnica apresentada pelos laboratórios e a inspeção das linhas de produção estéreis.
Com as aprovações mais recentes, a agência já contabiliza oito registros desses medicamentos somente em 2026, ampliando significativamente a oferta de produtos da categoria no mercado brasileiro.
Ministério da Saúde avalia uso da semaglutida no SUS
Paralelamente ao processo regulatório, o Ministério da Saúde iniciou um estudo para acompanhar o uso de medicamentos da classe GLP-1 em pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.
A iniciativa prevê o acompanhamento de cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras comorbidades, especialmente aqueles com indicação para cirurgia bariátrica. A expectativa da pasta é que os primeiros resultados sejam divulgados em 2027 e contribuam para a definição de estratégias de implementação desses tratamentos na rede pública.
Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 ainda não são disponibilizados pelo SUS. Entretanto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisa um pedido para a incorporação da semaglutida ao sistema público de saúde.
Estímulo à indústria nacional
Além de ampliar as opções disponíveis para pacientes e profissionais de saúde, os novos registros podem impulsionar a indústria farmacêutica brasileira.
Atualmente, dois medicamentos com semaglutida já são produzidos no país pelas empresas EMS e Germed Farmacêutica. O aumento da produção nacional tende a ampliar a oferta, reduzir a dependência de importações, estimular a concorrência entre fabricantes e contribuir para uma possível redução dos preços ao consumidor.
A expectativa é que a entrada de novos produtos no mercado torne o acesso aos tratamentos mais amplo nos próximos anos, especialmente diante do crescimento da demanda por terapias voltadas ao controle do diabetes e da obesidade.
Saúde
Inteligência Artificial reduz tempo de ressonância magnética e amplia suporte ao diagnóstico
Tecnologia acelera a realização dos exames, melhora a experiência dos pacientes e auxilia médicos na análise das imagens, sem substituir a avaliação especializada
A Inteligência Artificial (IA) está transformando a realização dos exames de ressonância magnética, reduzindo o tempo de aquisição das imagens sem comprometer a qualidade diagnóstica. Além de tornar o procedimento mais ágil, a tecnologia contribui para uma experiência mais confortável para os pacientes e fortalece o suporte à tomada de decisão médica.
Com exames realizados em menos tempo, a ferramenta otimiza o fluxo de atendimento, reduz a necessidade de repetição de sequências e amplia a capacidade de realização de exames, beneficiando tanto pacientes quanto profissionais de saúde.
Essa realidade já faz parte da rotina do Grupo Meddi, que conta com 24 equipamentos de ressonância magnética distribuídos em unidades na Bahia e vem investindo em soluções baseadas em Inteligência Artificial para fortalecer a qualidade assistencial e oferecer uma experiência cada vez mais eficiente aos pacientes.
De acordo com Lucas Almeida (CRTR nº 00817N), tecnólogo em radiologia e supervisor técnico do IHEF, empresa do Grupo Meddi, a Inteligência Artificial atua tanto na aquisição quanto no processamento das imagens, acelerando as sequências do exame e permitindo uma reconstrução mais eficiente do material obtido.
“O principal ganho proporcionado pela IA na ressonância magnética foi a redução significativa do tempo de exame, sem comprometer a qualidade das imagens. Pelo contrário, em muitos casos, houve aumento da qualidade diagnóstica”, afirma.
Lucas destaca que, além de reduzir o tempo de realização dos exames e melhorar a qualidade das imagens, a Inteligência Artificial também funciona como uma importante ferramenta de apoio ao médico radiologista. Na clínica, a tecnologia é utilizada para aprimorar a reconstrução das imagens, reduzindo ruídos e aumentando a nitidez, o que permite obter exames de alta qualidade em menos tempo.
Além disso, a instituição conta com plataformas de análise avançada capazes de realizar medições automáticas de estruturas cerebrais, comparar os resultados com bancos de dados de referência e gerar informações quantitativas que auxiliam na identificação e no acompanhamento de doenças neurológicas. Essas ferramentas tornam a avaliação mais objetiva, padronizada e eficiente, contribuindo para a elaboração dos laudos.
Apesar dos avanços, a Inteligência Artificial não substitui a atuação médica. A tecnologia fornece informações e análises complementares que apoiam o especialista, mas a responsabilidade pela interpretação das imagens, pela correlação com a história clínica do paciente e pela conclusão diagnóstica permanece sob a responsabilidade do radiologista.
Mais conforto e agilidade para os pacientes
Para Thatiane de Oliveira (COREN-BA 542392), enfermeira de ressonância magnética do Grupo Meddi, o principal benefício da tecnologia é percebido diretamente na experiência dos pacientes.
“Ao adquirir imagens de excelente qualidade em um tempo menor, o paciente permanece menos tempo dentro do aparelho, tornando o exame mais confortável”, explica.
A redução do tempo de permanência no equipamento contribui para diminuir o desconforto físico, o cansaço e a ansiedade durante o procedimento, beneficiando especialmente pessoas com dor, limitações de mobilidade ou dificuldade para permanecer imóveis por períodos prolongados.
“Os idosos e as pessoas com limitações físicas permanecem menos tempo na mesma posição, reduzindo o desconforto. As crianças têm mais chances de concluir o exame sem interrupções, e os pacientes com claustrofobia ou ansiedade costumam se sentir mais seguros ao saber que o tempo dentro do aparelho será menor”, destaca a enfermeira.
Com a incorporação dessas soluções, a Inteligência Artificial consolida seu papel como aliada da radiologia moderna, contribuindo para diagnósticos mais precisos, maior eficiência operacional e uma experiência mais humanizada para os pacientes.
Saúde
Ministério da Saúde cria comitê para negociar preços e ampliar acesso a medicamentos de alto custo no SUS
Nova estrutura buscará reduzir gastos com remédios e abrir espaço no orçamento para incorporar tratamentos inovadores, incluindo terapias contra câncer e doenças autoimunes
O Ministério da Saúde instituiu, nesta quinta-feira (23), um Comitê de Negociação de Preços para a compra de medicamentos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem como objetivo ampliar o poder de negociação do governo na aquisição de remédios, permitindo a obtenção de preços mais baixos e a liberação de recursos para incorporar novas tecnologias e tratamentos à rede pública.
A medida busca aumentar as chances de inclusão no SUS de medicamentos de alto custo, especialmente aqueles destinados ao tratamento de câncer, doenças autoimunes e outras condições complexas.
Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, a proposta moderniza os processos de negociação da pasta e estabelece critérios mais claros para a definição de preços.
“Estamos modernizando a forma como o Ministério da Saúde faz a negociação de preços, dando regras mais claras e garantias para o ministério obter um preço melhor e mais justo, para sobrar orçamento para outros investimentos e para a incorporação de outras tecnologias”, afirmou.
O novo comitê poderá ser acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por avaliar e recomendar a inclusão de medicamentos, equipamentos e procedimentos na rede pública.
Negociação para medicamentos sem concorrência
Uma das principais funções do comitê será atuar em negociações envolvendo medicamentos produzidos por apenas um laboratório, situação em que não há concorrência e, portanto, não é possível realizar licitação.
Nesses casos, o governo pretende usar seu poder de compra para negociar valores mais vantajosos. Atualmente, o SUS movimenta cerca de R$ 31,3 bilhões por ano na aquisição de vacinas, medicamentos e insumos, o que amplia a capacidade de barganha da administração pública.
O colegiado também poderá intervir quando medicamentos já incorporados ao SUS registrarem aumentos expressivos de preço. Nessa hipótese, a área responsável pela gestão da demanda dentro do ministério será encarregada de acionar o comitê.
Modelo já adotado em outros países
De acordo com o Ministério da Saúde, mecanismos semelhantes de negociação de preços já são utilizados em mais de 40 países, entre eles Canadá, Inglaterra, Austrália e França.
Embora a proposta esteja em discussão há anos dentro da pasta, a formalização do comitê transforma a estratégia em uma política permanente do governo federal.
Com caráter técnico e atuação contínua, a expectativa do ministério é obter descontos superiores a 50% nas negociações de medicamentos novos ou recentemente incorporados ao SUS, ampliando o acesso da população a tratamentos de alto custo sem pressionar ainda mais o orçamento da saúde pública.
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