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Política

Jerônimo Rodrigues completa caminhada da Lavagem do Bonfim

O governador percorreu os quase sete quilômetros no meio do povo, chegando ao adro da Basílica do Senhor do Bonfim

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de caminhada, que começou na Igreja da Conceição da Praia, na manhã desta quinta-feira (16), o governador Jerônimo Rodrigues,
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Após quase sete quilômetros de caminhada, que começou na Igreja da Conceição da Praia, na manhã desta quinta-feira (16), o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado do vice-governador, Geraldo Júnior, secretários de Estado e de outras autoridades, completou o cortejo da Lavagem, chegando ao adro da Basílica do Senhor do Bonfim, no início da tarde. No alto das escadarias da igreja, na Colina Sagrada, Jerônimo foi recebido pelas baianas, com o tradicional “banho de cheiro”. Emocionado, o governador destacou a força da fé baiana, que continua a atrair milhares de fiéis a cada edição da festa.

“A subida aqui na colina é para pedir saúde, que o Senhor do Bonfim nos dê mais fé naquilo que a gente faz e acredita, que as coisas boas possam se ampliar na Bahia” desejou Jerônimo Rodrigues.

Esse ano, além da distribuição de mais de 43 mil copos de água aos fiéis, feita pelo Corpo de Bombeiros em parceria com a Embasa, houve a promoção de ações de reciclagem ao longo do trajeto. Também entre as ações do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-BA), foi dado o apoio à apresentação de blocos de matriz africana durante o percurso da Lavagem, como o Ilê Aiyê, Malê Debalê, Muzenza e outros; receptivo para trade turístico, com a Secretaria de Turismo (Setur-BA); atendimento às mulheres, em casos de violências de gênero e outra iniciativas desenvolvidas pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM); além de divulgação da campanha ‘Respeito é Nosso Direito’, realizada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

Pela primeira vez, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) implementou uma Central de Monitoramento na Colina Sagrada durante os festejos do Senhor do Bonfim. O Governo do Estado executou uma série de ações para garantir segurança, apoio logístico e valorização cultural durante a Lavagem do Bonfim. No total, dois mil policiais e bombeiros atuaram em operações preventivas, de inteligência e resgate.

O investimento de R$ 1,4 milhão assegurou a infraestrutura necessária utilizada pela SSP, com viaturas, helicópteros e equipes especializadas. Tecnologias como o reconhecimento facial e de placas veiculares, além de plataformas de observação elevadas, são empregadas para o monitoramento.

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Fé e Devoção

Baianos e turistas aproveitaram a Lavagem para agradecer e fazer pedidos ao Senhor do Bonfim. “Pedi um trabalho para meu filho, ele foi contratado. Hoje, eu vim agradecer por essa graça. Eu estou muito feliz por ter meu filho do meu lado, porque ele não morava comigo em Salvador.”, contou Tereza Souza, que mora próximo à Basílica.

Joci Sena veio de Feira de Santana para acompanhar, pela primeira vez, a celebração religiosa. Eu vim fazer minhas preces ao Senhor do Bonfim, porque eu tenho muita fé nele e aqui eu levo a minha fé pra Feira, com muito amor no coração”, completou emocionada.

Quem também fez um pedido foi Iya Bete Omidewa, ialorixá do Ilê Axé Omidewa, do Rio Grande do Sul. Além de paz e saúde, ela pediu a proteção do “Senhor do Bonfim para o Rio Grande do Sul que passou por uma enchente, que causou grande estrago”.

Política

Câmara aprova acordo do Mercosul para ampliar proteção a mulheres vítimas de violência

Medidas protetivas concedidas em um país poderão ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais Estados signatários 

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A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção
Benedita da Silva, relatora do projeto - Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção às mulheres em situação de violência de gênero. A proposta consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/26, de autoria da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, e agora segue para análise do Senado Federal. 

O acordo prevê que medidas protetivas concedidas a mulheres em um dos países signatários possam ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais países integrantes. O objetivo é garantir a proteção da vida, da saúde e da integridade física e psicológica das vítimas, independentemente de sua situação migratória. 

Relatora da matéria no Plenário, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defendeu a aprovação do texto. Segundo a parlamentar, o acordo fortalece princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de gênero e a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais. 

A proposta teve origem na Mensagem 1.873/25, encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. Pela Constituição Federal, cabe ao Congresso aprovar tratados, acordos e atos internacionais que impliquem compromissos para o Brasil. 

Ordem Mercosul de Proteção 

Assinado em Assunção, no Paraguai, em 20 de julho de 2022, o acordo reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do Mercosul, além de Bolívia, Chile e Equador, países associados ao bloco. 

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Entre as medidas previstas está a criação da Ordem Mercosul de Proteção (OMP), documento que poderá ser emitido pela autoridade judicial responsável pela concessão da medida protetiva. A comunicação e a cooperação entre os países serão realizadas por meio de autoridades centrais designadas para esse fim. 

Mulheres vítimas de violência poderão solicitar a emissão da OMP inclusive quando estiverem visitando ou residindo em outro país signatário. A ordem poderá determinar medidas como a proibição de aproximação e contato do agressor, restrição de acesso a determinados locais frequentados pela vítima e suspensão da posse, do porte e do uso de armas. 

O acordo também permite a utilização de dispositivos de geolocalização e monitoramento, como tornozeleiras eletrônicas, desde que a tecnologia esteja disponível no país responsável pela execução da medida. 

Fonte: Agência Câmara de Notícias 
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Política

Câmara quer votar reforma política ainda este ano e avançar com modelo distrital misto

Presidente da Câmara, Hugo Motta, defende mudanças no sistema eleitoral para ampliar a representatividade e anuncia grupo de trabalho para regulamentar propaganda eleitoral nas plataformas digitais

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende discutir e votar ainda neste ano mudanças
Foto: Reprodução TV Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende discutir e votar ainda neste ano mudanças no sistema eleitoral brasileiro, incluindo a adoção do modelo distrital misto para as eleições proporcionais, que abrangem deputados federais, deputados estaduais e vereadores.

A proposta prevê a implementação do novo sistema em 2034, com um modelo de transição a ser aplicado nas eleições de 2030. A declaração foi feita durante entrevista coletiva após reunião com lideranças partidárias do bloco formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Federação PSDB-Cidadania e Podemos, que discutiram pontos da reforma política.

O sistema distrital misto combina o voto em candidatos que representam distritos eleitorais com o voto em partidos ou listas partidárias. O objetivo é conciliar a representação regional com a participação das legendas na composição do Poder Legislativo.

Segundo Motta, o diálogo com os partidos de centro foi concluído e, agora, a Câmara buscará ampliar as conversas com as demais siglas representadas na Casa, incluindo os partidos da federação formada por PT, PV e PCdoB, além de PL e Novo.

“Estou feliz em reabrir esse debate e encontrar uma janela ainda neste ano para fazer essa mudança. Estou aqui para atender a um apelo dos líderes, e chegou o momento de enfrentar esse tema”, declarou o presidente da Câmara.

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Motta destacou que a intenção é construir uma proposta de consenso entre os partidos e informou que pretende se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar do tema. As mudanças em discussão, segundo ele, estão restritas às eleições legislativas, sem alterar o sistema de escolha dos cargos definidos pelo modelo majoritário.

“Queremos avançar com essa proposta ainda este ano para que tanto a Câmara quanto o Senado avaliem essas mudanças. Tudo isso visando trazer mais eficiência e a possibilidade de respeitar o voto do eleitor sobre a sua representação federal, estadual e municipal”, afirmou.

Câmara cria grupo para discutir regras eleitorais nas redes sociais

Além da reforma política, Hugo Motta anunciou a criação de um grupo de trabalho com representantes de todos os partidos da Câmara para elaborar uma proposta de atualização do Código Eleitoral voltada às plataformas digitais.

O parlamentar defendeu a regulamentação da propaganda eleitoral nas redes sociais, argumentando que as regras já existentes para materiais impressos, rádio e televisão precisam ser acompanhadas por critérios claros para o ambiente digital.

“Nosso objetivo não é tolher ninguém, não é censurar ninguém, mas trazer quais são os critérios”, afirmou.

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Segundo o presidente da Câmara, a proposta buscará estabelecer regras transparentes, isonômicas e de conhecimento prévio dos candidatos, garantindo maior segurança jurídica durante as campanhas eleitorais. O tema deverá ser tratado como prioridade nos próximos dias, com apoio das lideranças partidárias.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Política

Projeto prevê dedução de gastos veterinários de cães e gatos no Imposto de Renda

Proposta em tramitação no Senado permite abatimento de despesas com consultas, exames e tratamentos veterinários para animais registrados no SinPatinhas

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Os gastos com consultas, exames e tratamentos veterinários de cães e gatos poderão ser deduzidos da base de cálculo
Foto: Pixabay

Os gastos com consultas, exames e tratamentos veterinários de cães e gatos poderão ser deduzidos da base de cálculo do Imposto de Renda (IR) caso seja aprovado o Projeto de Lei (PL) 5.668/2026, apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM).

A proposta estabelece que os contribuintes poderão abater despesas veterinárias até o limite anual de R$ 2.275,08, valor equivalente ao teto atualmente permitido para a dedução de despesas com dependentes.

Entre os gastos passíveis de dedução estão pagamentos realizados a médicos-veterinários, clínicas e hospitais veterinários, além de exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses. No caso de aparelhos e próteses ortopédicas, será obrigatória a apresentação de receituário médico-veterinário e nota fiscal em nome do beneficiário.

O texto também determina que despesas reembolsadas por entidades ou cobertas por contratos de seguro não poderão ser utilizadas para abatimento do imposto.

O benefício será destinado exclusivamente aos tutores de animais domésticos de companhia registrados no Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). Como o sistema atualmente permite apenas o registro de cães e gatos, a medida contemplaria inicialmente essas espécies.

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Na justificativa do projeto, o senador Plínio Valério argumenta que a iniciativa busca incentivar os cuidados com os animais e fortalecer a responsabilidade dos tutores. Segundo ele, a ampliação futura do SinPatinhas poderá possibilitar a inclusão de outras espécies de animais de estimação.

A proposta prevê que o benefício fiscal tenha vigência de cinco anos. Caso seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada, a dedução passará a valer a partir de 1º de janeiro do ano seguinte ao da publicação da lei.

Atualmente, o projeto ainda não foi distribuído às comissões temáticas do Senado.

Como funciona a dedução

A dedução permite descontar determinadas despesas da renda utilizada para calcular o Imposto de Renda, reduzindo o valor sobre o qual será aplicada a tributação.

Na prática, se um contribuinte possuir renda tributável de R$ 50 mil e puder deduzir R$ 2 mil em despesas veterinárias, o imposto será calculado sobre R$ 48 mil. O projeto de Plínio Valério inclui as despesas com cães e gatos entre aquelas que podem ser abatidas da base de cálculo do IR.

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Fonte: Agência Senado
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