Política
7º FNSecom discute desafios possibilidades da atuação digital na Comunicação
“O Fórum mudou o conceito da comunicação pública no Brasil”, afirmou Luciano Suedde, chefe de Gabinete da Secom
Representando o Governo do Estado da Bahia, Luciano Suedde, chefe de Gabinete da Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia (Secom), participou da abertura do 7º Fórum Nacional de Secretarias Estaduais de Comunicação (FNSecom), nesta quinta-feira (3), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Nesta edição do encontro, os desafios e as possibilidades da atuação digital dominam a pauta. O evento segue até esta sexta-feira (4).
Luciano Suedde afirmou que cada edição do Fórum representa ganho para a comunicação pública nos estados brasileiros. “Eu participei das sete edições do Fórum, que foi criado na Bahia. O Fórum nos auxilia a tirar dúvidas e seguir uma linha de normas e critérios, além de aprofundar conhecimentos em áreas como digital, contratos e licitações. A gente só faz ganhar com esse encontro”, destacou o secretário.
Programação
Na quinta-feira (3), após a abertura, a programação do 7º FNSecom incluiu palestras sobre publicidade governamental e estratégias de tempo real no âmbito digital. A agenda do dia se encerrou com apresentações de cases e debates.
Nesta sexta-feira (4), a programação inclui abordagens sobre as plataformas Netflix e LinkedIn, além da palestra com o ministro Sidônio Palmeira. O Fórum se encerra com a assinatura de carta-compromisso dos participantes.
Saiba mais
O Conselho Nacional das Secretarias Estaduais de Comunicação (CNSecom) foi criado em 2023 como órgão permanente de coordenação e articulação dos interesses comuns das pastas de Comunicação dos Estados e do Distrito Federal.
O Fórum é o órgão máximo do CNSecom, com poderes deliberativos e normativos. É integrado pelos secretários e dirigentes de órgãos correlatos das unidades da federação, norteados pela defesa da democracia e das liberdades de expressão e de imprensa.
Entre as finalidades do CNSecom está a participação para propor, formular e implementar políticas de comunicação pública. Também é tarefa do Conselho promover a articulação entre a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e as Secretarias de Comunicação dos Estados, do Distrito Federal e dos órgãos correlatos, bem como mobilizar as bancadas federais no Congresso Nacional para defesa e aprovação de matérias de interesse da Comunicação Pública, por meio da apresentação de estudos e propostas normativas.
Eleições 2026
Vereador mais votado do União Brasil em Ipiaú rompe com ACM Neto e declara apoio a Jerônimo
Ex-presidente da Câmara, San de Paulista acompanhou o governador em evento em Aiquara e afirmou estar ao lado do projeto de reeleição do petista
O vereador mais votado do União Brasil em Ipiaú, San de Paulista, abandonou a pré-campanha de ACM Neto e anunciou apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O posicionamento foi confirmado durante a visita do chefe do Executivo baiano ao município de Aiquara, na noite deste domingo (26), durante as comemorações do São Pedro da Palmeirinha.
Ex-presidente da Câmara Municipal de Ipiaú, San de Paulista é ligado politicamente ao deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) e ao deputado federal Léo Prates (Republicanos). Ao participar do evento ao lado de lideranças da região, o vereador destacou seu alinhamento com o governador.
“Eu vim prestigiar o governador. Junto com minha prefeita, Laryssa, estamos com Jero”, afirmou San de Paulista.
A decisão representa mais uma adesão ao grupo político de Jerônimo Rodrigues no interior da Bahia e evidencia movimentações partidárias que antecedem o processo eleitoral de 2026.
Eleições 2026
“É irônico um candidato que quis ser negro apoiar quem faz fala racista”, diz professor Marinho
Pré-candidato do PSB critica aproximação de ACM Neto com Ronaldo Caiado após declaração sobre “alforria” dos baianos e acusa o ex-prefeito de adaptar posicionamentos por conveniência eleitoral
“Era só o que faltava: o candidato que quis se apresentar como negro agora se alia a alguém que utiliza uma expressão de conotação racista para se referir a um estado onde quase 80% da população é negra.” A crítica é do professor Marinho Soares, pré-candidato a deputado estadual pelo PSB, após Ronaldo Caiado afirmar que ele e ACM Neto fariam o povo baiano se sentir “alforriado”.
Para o professor, ACM Neto adapta a própria identidade, o discurso e as alianças de acordo com aquilo que considera eleitoralmente mais vantajoso em cada momento.
A declaração de Caiado, segundo Marinho, acrescenta um novo capítulo a essa trajetória. Ao prometer a “alforria” dos baianos, o presidenciável recorreu a um termo associado ao período da escravidão para se referir à população de um estado formado majoritariamente por pessoas pretas e pardas.
Ainda de acordo com Marinho, o candidato de fato apoiado por ACM Neto para a Presidência da República seria Flávio Bolsonaro. “Como a família Bolsonaro não encontra espaço político na Bahia, ACM Neto diz apoiar Ronaldo Caiado para evitar que sua candidatura tenha de assumir abertamente a ligação com Flávio Bolsonaro diante do eleitorado baiano”, afirmou.
Para o professor, porém, a estratégia produziu o efeito contrário. “O tiro saiu pela culatra. A primeira coisa que Caiado fez foi colocar ACM Neto contra a esmagadora maioria dos baianos”, declarou.
A brincadeira é inevitável. “Será que como negão ACM Neto vai exigir uma retratação de Caiado?”, finalizou.
Política
Kleber Rosa critica fala de Caiado sobre “alforriar” a Bahia e acusa discurso de reproduzir lógica escravocrata
Dirigente do PSOL afirma que declaração é racista, ofensiva e revela visão oligárquica sobre a população baiana
Militante histórico do movimento negro, Kleber Rosa classificou como racista e profundamente ofensiva a declaração do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de que os baianos se sentiriam “alforriados” caso ele fosse eleito presidente da República e ACM Neto governador da Bahia. Cientista social, professor e dirigente sindical, o pré-candidato a deputado estadual pelo PSOL tem sua trajetória política marcada pela defesa da igualdade racial e pelo combate à exclusão da população negra dos espaços de poder.
Para Kleber Rosa, a palavra utilizada por Caiado não pode ser tratada como uma simples metáfora política. Segundo ele, o termo “alforria” carrega um significado histórico diretamente ligado ao período da escravidão, quando a liberdade era concedida pelo senhor à pessoa escravizada. Ao empregar essa expressão para se referir à alternância de governo, o governador goiano se colocaria na posição de libertador de uma população majoritariamente negra, como se os baianos dependessem de sua autorização para serem livres.
Na avaliação do dirigente do PSOL, a declaração ganha contornos ainda mais graves por partir de um integrante de uma das mais tradicionais oligarquias rurais de Goiás. Ele destaca que antepassados de Ronaldo Caiado foram grandes proprietários de terra e mantiveram pessoas escravizadas em suas fazendas. Antônio José Caiado, por exemplo, teria concedido liberdade aos escravizados de suas propriedades apenas em 1887, às vésperas da abolição formal da escravidão no Brasil.
Kleber também relaciona a trajetória política da família Caiado a episódios históricos marcados por conflitos e violência. Entre eles está a chamada Chacina do Duro, ocorrida em 1919, na atual cidade de Dianópolis. O episódio envolveu uma intervenção comandada pelo juiz Celso Calmon, enviado à região por determinação do então deputado Brasil Ramos Caiado, e terminou com a morte de nove homens ligados à família Wolney que estavam presos sob custódia das forças estaduais.
O dirigente do PSOL argumenta ainda que ACM Neto não pode se desvincular politicamente da declaração. Segundo ele, foi o próprio Ronaldo Caiado quem associou o nome do ex-prefeito de Salvador à promessa de “alforriar” a Bahia, transformando a expressão em um dos símbolos da aliança política entre ambos. ACM Neto já manifestou apoio ao ex-governador goiano em uma eventual disputa presidencial, enquanto Caiado tem defendido publicamente a candidatura do aliado ao Governo da Bahia.
Para Kleber Rosa, a controvérsia revela o verdadeiro conteúdo político dessa aproximação. Em sua avaliação, a parceria representa a reedição de práticas associadas às antigas oligarquias brasileiras, agora apresentadas como alternativa eleitoral. “ACM Neto tenta construir uma imagem de moderação, mas entrega seu palanque presidencial a um aliado que se refere ao povo negro da Bahia com um vocabulário marcado pela herança dos antigos senhores de escravizados”, afirma.
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