Economia
São Braz inaugura fábrica de flocão de milho na Bahia
Estado investe na atração de investimentos, facilitando a instalação de novas empresas e a expansão das já existentes
O Governo do Estado tem intensificado ações para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico no estado. Nesta sexta-feira (28), o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou a inauguração da nova fábrica da empresa São Braz, conhecida no Nordeste pela produção de flocão de milho. A indústria vai funcionar em Conceição do Jacuípe, município também conhecido popularmente como Berimbau, e é um dos exemplos da estratégia do Governo da Bahia para a geração de emprego e para o fortalecimento da cadeia produtiva regional no território baiano.
“É uma alegria quando uma empresa manifesta interesse na Bahia. Significa que ela acredita na economia baiana. Eu quero, portanto, agradecer ao grupo São Braz, por estar investindo aqui. E seremos parceiros, aportando nos acessos via BR-324, para facilitar a chegada e saída de matéria-prima; em incentivos fiscais e no que for de nossa responsabilidade para o desenvolvimento da empresa na Bahia. Nós estamos falando de um produto muito importante na cesta básica dos baianos, que é o milho, o cuscuz de milho”, celebrou Jerônimo.
Por meio do Programa Desenvolve, benefício fiscal voltado à aquisição de máquinas e equipamentos, o Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), tem facilitado a instalação de novas empresas e a expansão daquelas já existentes. A São Braz, que só tinha uma unidade na Paraíba, foi contemplada com esse incentivo e prevê a criação de 1,6 mil empregos, entre diretos e indiretos. Além disso, já anunciou uma ampliação para 2025, com um aporte de R$ 80 milhões.
O secretário de desenvolvimento econômico Angelo Almeida, comentou que o Estado está conectado e atento às urgências da Bahia para a atração de investimentos. “Para garantir desenvolvimento, para garantir emprego, renda e produção dentro do Estado. Nós deixamos de ser somente exportadores e passamos a ter autossuficiência. O papel do Estado tem sido apresentado o tempo todo, por via dos nossos programas ProInd, Desenvolve, ProBahia, que são atrativos nos benefícios fiscais, mas também tem nosso apoio à infraestrutura”, destacou.
Dentre os investimentos estaduais em Conceição do Jacuípe, será entregue a pavimentação asfáltica da via marginal da BR-324, que dá acesso à fábrica, e contempla dois trechos da rodovia, com R$ 2,8 milhões destinados pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Para Rosenvaldo Costa, diretor administrativo e financeiro da São Braz, a relação com o Governo do Estado foi fundamental para a expansão do negócio, que investiu pela primeira vez fora da Paraíba.
“Começamos em Campina Grande, há 74 anos, depois transferimos para João Pessoa e na Bahia nós encontramos a matéria-prima desejada, que é principalmente o milho, encontramos mercado consumidor da farinha de cuscuz, e o acolhimento do Estado que, com todo o apoio necessário, já nos permite até ter um plano de expansão dessa fábrica, nos tornando uma empresa, digamos assim, competitiva no mercado”, pontuou. A unidade, que já fabrica flocão de milho, salgadinhos e temperos, passará a produzir, com a expansão, batata chips e aveia em flocos.
Economia
Bahia discute modelo de governança para fortalecer produtores de cacau
Iniciativa reúne SDE, Ceplac e Câmara Setorial para incentivar cooperativismo, ampliar mercados e agregar valor à produção cacaueira
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE) sediou, nesta quarta-feira (12), uma reunião com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), e da Câmara Setorial Nacional da Cadeia Produtiva do Cacau. O encontro debateu a construção de um modelo de organização socioprodutiva voltado ao fortalecimento dos produtores de cacau baianos.
Ainda em fase inicial, a proposta busca estabelecer uma estrutura de governança capaz de estimular o cooperativismo e o associativismo, aprimorar a comercialização, agregar valor à produção e ampliar o acesso dos produtores a diferentes mercados.
A iniciativa deverá envolver produtores, cooperativas, associações, instituições públicas e privadas, além de outros representantes da cadeia produtiva. As próximas etapas incluem a mobilização desses atores, o aprofundamento das discussões e a avaliação do modelo organizacional mais adequado às necessidades dos produtores.
“A Bahia tem uma vocação muito forte para a produção de cacau, especialmente no Sul do estado, onde já contamos com uma cadeia produtiva que vem avançando na fabricação de chocolates de qualidade. São mais de 200 marcas registradas, muitas delas com potencial para exportação, além de produtos que já vêm ganhando espaço em eventos nacionais e internacionais”, destacou o secretário da SDE, João Carlos Oliveira.
O diretor-geral da Ceplac, Thiago Guedes, ressaltou que a proposta converge com as diretrizes do Plano Inova Cacau 2030, coordenado pela Ceplac/Mapa, iniciativa que orienta ações para o desenvolvimento sustentável e competitivo da cacauicultura brasileira.
“A organização dos produtores é fundamental para ampliar sua participação na cadeia de valor. Esse processo precisa ser construído de forma coletiva, ouvindo quem produz e considerando as diferentes realidades dos territórios cacaueiros da Bahia. A Ceplac contribuirá com sua experiência técnica e institucional para que a iniciativa gere resultados concretos para os produtores”, afirmou Guedes.
Para o presidente da Câmara Setorial Nacional da Cadeia Produtiva do Cacau, Guilherme Moura, a comercialização é um dos temas estruturantes para o desenvolvimento do setor.
“A comercialização do cacau é uma questão estratégica para toda a cadeia produtiva. Uma organização sólida pode fortalecer o produtor nas negociações, facilitar a agregação de valor e criar novas possibilidades de acesso aos mercados”, destacou.
O produtor de cacau e representante da marca de chocolate Fazenda Sagarana, Henrique Almeida, avaliou a iniciativa como uma oportunidade de integração para a cacauicultura.
“O sistema cooperado vai beneficiar toda a cadeia do cacau. A palavra de ordem é união. Precisamos estar juntos e cooperados para fortalecer o setor”, concluiu.
Economia
Resultado histórico do BNDES reflete avanço dos investimentos em setores estratégicos
Lucro recorrente cresce 25% no primeiro semestre de 2026, enquanto ativos superam R$ 1 trilhão e reforçam a capacidade de financiamento do banco
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegou à metade de 2026 com resultados recordes, impulsionado pelo avanço dos financiamentos a setores considerados estratégicos para o crescimento do país. Nos seis primeiros meses do ano, o banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 9,2 bilhões, valor 25% superior ao apurado no mesmo período de 2025.
O desempenho reforça o momento de expansão da instituição e reflete o aumento da demanda por crédito de longo prazo, especialmente em áreas ligadas à infraestrutura e ao agronegócio. Esses segmentos concentraram boa parte das operações realizadas pelo banco e ajudaram a sustentar o crescimento da carteira de financiamentos.
Nos 12 meses encerrados em junho, o lucro recorrente atingiu R$ 17,1 bilhões, o maior já registrado pelo BNDES. O resultado evidencia o fortalecimento do papel da instituição como financiadora de projetos voltados à ampliação da capacidade produtiva, à modernização de setores econômicos e à realização de investimentos de grande porte.
Outro indicador que chama a atenção é o volume de ativos totais, que alcançou R$ 1,058 trilhão. Trata-se da maior marca nominal da história do banco, refletindo não apenas sua solidez financeira, mas também sua capacidade de ampliar recursos para iniciativas consideradas relevantes para o desenvolvimento nacional. Entre os projetos apoiados pela instituição está a construção da Ponte Salvador-Itaparica, na Bahia, uma das maiores obras de infraestrutura em andamento no país e considerada estratégica para a integração logística, a mobilidade regional e o desenvolvimento econômico do estado.
Os números divulgados pelo BNDES mostram que o banco mantém posição central na estratégia de financiamento de longo prazo da economia brasileira. Além de apoiar grandes projetos estruturantes, como a Ponte Salvador-Itaparica, a instituição tem ampliado sua atuação em setores capazes de impulsionar a competitividade, a geração de empregos e o crescimento sustentável da economia nacional.
Economia
Inflação desacelera para 0,07% em julho e volta a ficar dentro da meta do governo
Queda nos preços dos alimentos ajudou a conter o avanço do custo de vida, enquanto a energia elétrica exerceu a maior pressão de alta sobre o índice
A inflação oficial do país perdeu força pelo quarto mês consecutivo e fechou julho em 0,07%, impulsionada principalmente pela redução dos preços dos alimentos. Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,44% nos últimos 12 meses, retornando ao intervalo da meta estabelecida pelo governo federal.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com as projeções do mercado financeiro, que, segundo o Boletim Focus do Banco Central, já esperava inflação de 0,07% para o mês.
Em 2026, o IPCA registra a seguinte trajetória mensal:
- Janeiro: 0,33%
- Fevereiro: 0,70%
- Março: 0,88%
- Abril: 0,67%
- Maio: 0,58%
- Junho: 0,16%
- Julho: 0,07%
Inflação volta à meta
O acumulado de 12 meses voltou a ficar dentro da meta de inflação, definida em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.
Após permanecer dentro desse limite em abril, quando acumulava 4,39%, o índice havia ultrapassado o teto da meta em maio (4,72%) e junho (4,64%).
Desde 2025, a avaliação do cumprimento da meta considera a inflação acumulada nos 12 meses imediatamente anteriores, e não apenas o resultado fechado em dezembro. O descumprimento ocorre apenas se o índice permanecer fora da faixa de tolerância por seis meses consecutivos.
Menor índice em quase um ano
O resultado de julho foi o menor desde agosto de 2025, quando a inflação ficou em 0,11%. Considerando apenas os meses de julho, trata-se do menor índice desde 2022, quando houve deflação de 0,68%.
O índice de difusão, que mede o grau de disseminação da inflação, ficou em 50%, indicando que metade dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentou aumento de preços.
Alimentos lideram queda
Pelo segundo mês consecutivo, o grupo Alimentação e Bebidas, de maior peso no orçamento das famílias, registrou deflação. Em julho, a queda foi de 0,67%, após recuo de 0,24% em junho.
A alimentação consumida em casa ficou 1,14% mais barata, puxada principalmente pela redução nos preços de tubérculos, raízes e legumes, que recuaram 16,15%.
Os itens que mais contribuíram para a queda da inflação foram:
- Tomate: -29,09%
- Batata-inglesa: -19,59%
- Cenoura: -14,41%
- Café moído: -2,45%
O IBGE destacou ainda que o café acumula queda de 17,2% nos últimos 12 meses, a maior desde o início do Plano Real, em 1994.
Segundo o analista Fernando Gonçalves, do IBGE, a redução dos preços está associada ao aumento da oferta de alimentos, favorecida por condições climáticas mais adequadas para a produção.
Conta de luz pressiona índice
Apesar da desaceleração da inflação, a energia elétrica residencial apresentou alta de 3,09% e foi o item que mais pressionou o IPCA no mês, respondendo sozinho por 0,13 ponto percentual do índice.
O aumento foi influenciado por reajustes tarifários registrados em cidades como São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.
A expectativa, porém, é de alívio nas contas em agosto, em razão da concessão do chamado Bônus Itaipu, desconto aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Passagens aéreas sobem e combustíveis caem
No grupo Transportes, o destaque de alta ficou com as passagens aéreas, que subiram 11,67% em julho.
Por outro lado, os combustíveis registraram queda média de 1,44%, refletindo recuos nos preços do:
- Etanol: -2,26%
- Gasolina: -1,37%
- Óleo diesel: -1,22%
- Gás veicular: -0,08%
Resultado dos grupos pesquisados
- Alimentação e bebidas: -0,67%
- Habitação: 0,99%
- Artigos de residência: 0,07%
- Vestuário: -0,66%
- Transportes: 0,05%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,40%
- Despesas pessoais: 0,22%
- Educação: -0,03%
- Comunicação: 0,04%
O IPCA mede a variação do custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e acompanha preços de 377 produtos e serviços em diversas regiões metropolitanas e capitais do país.
Fonte: Agência Brasil
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