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Saúde

Ministério da Saúde passa a destinar recursos fixos ao Hospital Ortopédico 

Com repasse feito por meio do Programa Agora Tem Especialistas, amplia acesso à saúde na Bahia e reduz tempo de espera no SUS 

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O Ministério da Saúde apresentou, nesta sexta-feira (1), o balanço das ações do Programa Agora Tem Especialistas e anunciou novas
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O Ministério da Saúde apresentou, nesta sexta-feira (1), o balanço das ações do Programa Agora Tem Especialistas e anunciou novas habilitações de serviços de saúde na Bahia. Durante evento, realizado no Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (Hoeb), em Salvador, foi oficializada a habilitação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o financiamento do serviço de transplante de tecido musculoesquelético, consolidando a unidade como um dos maiores centros de ortopedia do país e ampliando o acesso da população baiana à alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a nova habilitação, o governo federal passa a destinar recursos federais fixos para custear os leitos de UTI já em funcionamento no hospital. A medida garantirá um repasse anual superior a R$ 3,9 milhões. 

O reconhecimento federal foi publicado no Diário Oficial da União no último dia 30 de julho e inclui procedimentos de alta complexidade, como o transplante osteocondral — já realizado com sucesso na unidade em julho deste ano, em um paciente vítima de acidente de moto. O procedimento substitui cartilagem danificada por enxerto de osso e cartilagem de doador, oferecendo maior recuperação funcional em casos graves. O evento contou com a presença da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, e da diretora do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e Urgência do Ministério da Saúde, Aline Costa, que representou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Diante do avanço positivo, a secretária Roberta Santana celebrou o anúncio como uma conquista histórica. “É o reconhecimento da qualidade técnica do nosso hospital e da política pública que temos desenvolvido na Bahia. A habilitação desses serviços representa mais acesso e mais qualidade para quem depende do SUS”, afirmou. 

De acordo com Aline Costa, “aqui na Bahia, existe um importante processo de organização do cuidado, que abrange desde as consultas especializadas até os procedimentos cirúrgicos. O estado está entre os cinco primeiros do país no ranking de cirurgias eletivas, que vão desde oftalmologia até cirurgias voltadas para a saúde da mulher, por exemplo. A Bahia tem investido na criação de novas unidades e várias regiões de saúde vêm ampliando o número de cirurgias realizadas. Só em 2024, houve um aumento de 20% na produção dessas cirurgias — ou seja, se antes eram feitas 10 mil, passaram a ser realizadas 12 mil. Os municípios com maior volume de cirurgias foram Salvador e Feira de Santana. Em termos per capita, Feira de Santana realizou mais cirurgias do que Salvador, especialmente no âmbito do Programa Nacional de Redução de Filas.” 

Hospital Ortopédico  

Desde sua inauguração, em março de 2024, o Hoeb já ultrapassou a marca de 160 mil atendimentos, entre cirurgias, consultas e sessões de reabilitação. Somente entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 6.586 procedimentos cirúrgicos, 67.918 atendimentos ambulatoriais, 31.319 atendimentos em reabilitação e mais de 22 mil exames de imagem. O hospital realiza atualmente cerca de 1.300 cirurgias por mês, incluindo duas cirurgias de escoliose por semana. 

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Programa Federal 

Criado pelo Governo Federal por meio do Ministério da Saúde, o Agora Tem Especialistas é uma estratégia nacional para enfrentar um dos maiores desafios do SUS: a demora no acesso a atendimentos especializados. Na Bahia, as ações do programa têm proporcionado um impacto direto na vida da população. Com isso, milhares de pessoas têm acesso mais rápido a diagnósticos e tratamentos que antes levavam meses para serem realizados. 

Durante o evento, foram destacadas as medidas que têm promovido maior agilidade e eficiência no atendimento. As unidades móveis de saúde, por exemplo, têm levado serviços especializados a regiões mais remotas, enquanto a Telessaúde tem facilitado o encaminhamento e o acompanhamento de pacientes por meio da tecnologia.  Com a nova rodada de habilitações, a expectativa é de que mais unidades na Bahia sejam contempladas pelo programa, consolidando o estado como referência na oferta de especialidades médicas pelo SUS. 

Saúde

Bahia fortalece rede de saúde para enfrentar estiagem, queimadas e eventos climáticos extremos

Estado amplia ações de monitoramento, prevenção e resposta em saúde pública com estruturas inéditas no país, estoques estratégicos e apoio aos municípios diante dos impactos das mudanças climáticas

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A Bahia vem ampliando sua capacidade de preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública relacionadas a eventos
Foto: Jamile Amine/Saúde GOVBA

A Bahia vem ampliando sua capacidade de preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública relacionadas a eventos climáticos extremos. As ações estão organizadas por meio do Plano de Ações de Saúde para o Enfrentamento ao El Niño 2026/2027 e do Plano Estadual de Contingência para Estiagem e Seca, que estabelecem metas, indicadores e responsabilidades nas áreas de vigilância em saúde, assistência e gestão.

Entre os diferenciais da estratégia baiana estão estruturas consideradas referência nacional, como o primeiro Centro Estadual de Informação em Saúde e Clima (CISC) do Brasil, a Base Descentralizada da Força Nacional do SUS (FN-SUS) e uma Equipe de Resposta Rápida, criadas para ampliar a capacidade de monitoramento, produção de alertas e apoio técnico aos municípios em situações de emergência.

A vigilância em saúde acompanha continuamente indicadores relacionados a temperaturas extremas, baixa umidade do ar, queimadas, estiagem, decretos de emergência, abastecimento e qualidade da água. O monitoramento também abrange doenças e agravos associados aos eventos climáticos, como arboviroses, doenças diarreicas, problemas respiratórios provocados pela fumaça, acidentes com animais peçonhentos e impactos na saúde mental e na saúde do trabalhador.

Para reforçar a preparação da rede assistencial, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mantém estoques estratégicos de medicamentos e insumos destinados a emergências em saúde pública. Entre os materiais disponíveis estão kits específicos para situações de estiagem, seca e enfrentamento das arboviroses.

As ações estaduais estão integradas ao Grupo de Trabalho de Convivência com o Semiárido, fortalecendo a articulação entre saúde, assistência social, abastecimento de água e demais áreas envolvidas na resposta aos efeitos das condições climáticas adversas.

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Apoio federal

No âmbito federal, o Ministério da Saúde também tem ampliado as ações de preparação e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) no Nordeste. As iniciativas incluem monitoramento de eventos climáticos extremos, emissão de alertas epidemiológicos e apoio aos gestores locais na organização dos serviços de saúde.

A região conta atualmente com uma base da Força Nacional do SUS em Salvador, além da previsão de instalação de novas unidades em Recife e Fortaleza. De forma integrada, os Centros de Informação em Saúde e Clima localizados nas capitais baiana e cearense monitoram temperaturas extremas e níveis de estiagem para orientar decisões dos gestores públicos.

Entre as medidas adotadas estão a antecipação do envio de medicamentos, a implantação de zonas de resfriamento em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a capacitação de profissionais, o reforço da assistência às populações mais vulneráveis e a ampliação da rede de unidades preparadas para enfrentar eventos climáticos severos.

O Governo Federal também tem fortalecido o atendimento de urgência por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e ampliado ações voltadas ao acesso à água potável, com investimentos em cisternas e outras soluções de abastecimento para comunidades afetadas pela seca.

Com a atuação integrada entre os governos estadual e federal, a expectativa é fortalecer a capacidade de resposta do SUS na Bahia, ampliando a proteção da população diante dos impactos provocados pelas mudanças climáticas e pelos eventos extremos que afetam diversas regiões do estado.

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Saúde

Lula anuncia distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS para pacientes com obesidade

Medida apresentada pelo presidente prevê a oferta de medicamentos da classe GLP-1 na rede pública de saúde, com protocolos clínicos e acompanhamento especializado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pacientes com obesidade passarão a ter acesso, por meio do Sistema Único de Saúde
Foto: Receita Federal/divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pacientes com obesidade passarão a ter acesso, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Segundo o Ministério da Saúde, a oferta dos medicamentos será realizada com base em estudos científicos e na definição de protocolos clínicos específicos, garantindo critérios de indicação e acompanhamento médico especializado.

A decisão ocorre após resultados considerados positivos em um estudo desenvolvido pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Desde junho, pacientes atendidos pelo SUS participam de acompanhamento com uso da semaglutida, um dos principais princípios ativos utilizados no tratamento da obesidade.

De acordo com a pasta, o objetivo é ampliar as opções terapêuticas disponíveis na rede pública para pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças, assegurando acompanhamento contínuo por equipes multiprofissionais.

Atualmente, 250 pacientes do SUS participam do estudo. Entre os focos da pesquisa está a avaliação do impacto do medicamento em pessoas que aguardam cirurgia bariátrica. Os especialistas analisam se a perda de peso promovida pelo tratamento pode reduzir ou até eliminar a necessidade do procedimento cirúrgico em determinados casos.

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Além do controle da obesidade, o estudo também investiga possíveis benefícios relacionados à redução de problemas cardiovasculares e à diminuição do risco de reincidência de câncer de mama.

A incorporação dos medicamentos ao SUS deverá ocorrer de forma gradual, seguindo critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para garantir segurança, eficácia e acompanhamento adequado dos pacientes.

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Saúde

Bahia autoriza construção de cinco unidades de saúde indígena em Ilhéus com investimento de R$ 18 milhões

Novas estruturas serão implantadas em aldeias do sul do estado para ampliar o acesso à atenção primária e fortalecer o atendimento de saúde voltado aos povos originários

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A região sul da Bahia contará com cinco novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs). A ordem de serviço para a construção

A região sul da Bahia contará com cinco novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs). A ordem de serviço para a construção das estruturas foi assinada nesta quinta-feira (17), na Aldeia Serra Negra, localizada na zona rural de Ilhéus. O investimento total é de R$ 18 milhões e integra ações voltadas à ampliação da assistência à saúde dos povos indígenas.

Além da unidade prevista para a Aldeia Serra Negra, outras quatro UBSIs serão construídas nas aldeias Acuípe do Meio, Acuípe de Baixo I, Santana I e Sapucaeira I. As estruturas serão implantadas diretamente nos territórios indígenas, aproximando os serviços de saúde das comunidades e fortalecendo o atendimento de atenção primária.

A iniciativa é desenvolvida por meio do Programa de Fortalecimento do SUS no Estado da Bahia (PROSUS II), no âmbito do contrato de financiamento firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

As novas unidades serão destinadas à realização de atendimentos básicos de saúde, ações preventivas, acompanhamento de pacientes, promoção da saúde e assistência direta às comunidades. O objetivo é garantir um cuidado mais próximo da população indígena e alinhado às especificidades culturais e sociais de cada povo.

Em todo o estado, o projeto prevê a implantação de UBSIs em 38 aldeias, ampliando a infraestrutura da saúde indígena e fortalecendo a oferta de serviços de atenção primária nos territórios tradicionais.

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A elaboração dos projetos contou com análises do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia (DSEI-BA) e validação do Conselho Distrital de Saúde Indígena da Bahia (CONDISI/BA), assegurando que as estruturas atendam às necessidades identificadas pelas próprias comunidades.

Os projetos arquitetônicos também incorporam soluções voltadas à sustentabilidade, ao conforto dos usuários e à melhoria das condições de trabalho das equipes de saúde. A proposta busca associar infraestrutura qualificada, respeito às tradições indígenas e atendimento mais eficiente para as populações beneficiadas.

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