Política
Jerônimo autoriza reformas em escolas em Boa Nova
O governador também autorizou a licitação de obras de ampliação do SIAA da sede do município
O governador Jerônimo Rodrigues autorizou, neste domingo (15), a licitação das obras de ampliação e reforma do Colégio Estadual Boanovense, em Boa Nova, com investimento de R$ 22 milhões. Também foram firmados convênios para a reforma das escolas municipais Monteiro Lobato, Tia Gesse e Fernando Wilson Magalhães. Além das ações na educação, o governador autorizou a licitação de obras de ampliação do Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA) da sede do município, com extensão da rede para comunidades rurais. Também foi autorizado o repasse de recursos para apoio aos festejos juninos do município, e intervenções nas áreas de infraestrutura, saúde, turismo e desenvolvimento rural.
O Colégio Estadual Boanovense passará por obras de ampliação com implantação de oito novas salas de aula, teatro, restaurante estudantil, reforma da quadra poliesportiva coberta e requalificação do prédio existente. Jerônimo destacou a importância da educação em tempo integral, defendendo a escola como espaço de formação completa dos estudantes.
“Escola de tempo integral é aquela que o menino e a menina chegam 7h, tomam um café com leite, cuscuz, suco, frutas, passam o dia e, além de terem as aulas, também têm aulas de reforço, praticam esportes em equipamentos qualificados como o que vamos construir aqui”, afirmou. Segundo o governador, oferecer alimentação nas escolas é parte fundamental da política de cuidado com os alunos, garantindo mais concentração, disposição e igualdade de condições para o aprendizado.
A secretária da educação do Estado, Rowena Brito, destacou que mais de 120 escolas já foram reformadas e entregues pelo Estado, com padrão de qualidade e infraestrutura adequada. “É um esforço que garante dignidade para estudantes, professores e toda a comunidade escolar.”
Água e desenvolvimento
Jerônimo também autorizou a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), por meio da Embasa, a licitar a ampliação do SIAA da sede de Boa Nova, com extensão de rede para as localidades de Mamoeira, Ruinha, Januária, Lagoa da Serra, Mucuri e Bananeira. Segundo a secretária de infraestrutura hídrica, Larissa Moraes, o investimento previsto é de aproximadamente R$ 17 milhões e a estimativa é de que 7 mil pessoas sejam beneficiadas com o acesso regular à água.
“Não é à toa que o nosso governador veio trazer boas notícias para Boa Nova. A gente vai fazer tudo isso e é para ontem. Já temos data para a licitação, que sai em agosto e, logo depois, a obra. Isso é prova do nosso compromisso com o povo de Boa Nova. Enquanto não tiver água nas residências de todo mundo, a gente não vai sossegar”, afirmou.
Pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), foram autorizadas as licitações para a reforma de dois mercados, um na sede do município, outro no distrito de Valentim. Também foi autorizada a limpeza de 100 aguadas em comunidades rurais. A SDR também realizou a entrega de uma retroescavadeira, um trator com implementos agrícolas, dois tanques-pipa de 4 mil litros, dois tanques de resfriamento de leite de mil litros, um kit de irrigação de 1 hectare, 300 caixas d’água de mil litros e duas máquinas forrageiras.
Na área de infraestrutura urbana, foi autorizado o asfaltamento de 2,2 quilômetros de ruas na sede do município, por meio do programa Bahia em Movimento, executado pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Na saúde, o município recebeu uma van para transporte de pacientes (TFD), entregue pela Secretaria da Saúde (Sesab). Ainda em Boa Nova, Jerônimo fez o plantio simbólico de uma muda de árvore em celebração ao mês do Meio Ambiente, e nomeou como “guardião da árvore”, o servidor público Raimundo Rodrigues do Nascimento, com 32 anos de serviço no município.
Eleições 2026
TSE e AGU firmam acordo para regulamentar uso de inteligência artificial nas eleições de 2026
Parceria prevê criação de guia de boas práticas para combater desinformação, deepfakes e uso indevido de IA durante a campanha eleitoral
Em uma iniciativa voltada à proteção da integridade do processo democrático, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Advocacia-Geral da União (AGU) firmaram um acordo de cooperação técnica para regulamentar e fiscalizar o uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais. A medida busca prevenir abusos, combater a desinformação e garantir maior segurança às Eleições 2026.
O termo de cooperação foi assinado nesta segunda-feira (3) pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques; pelo advogado-geral da União, ministro Jorge Messias; e pelo presidente do Observatório da Democracia da AGU, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.
Segundo Nunes Marques, o avanço tecnológico traz benefícios à participação cidadã, mas também impõe desafios relacionados à circulação massiva de conteúdos sem critérios de confiabilidade.
“Vivemos uma época em que a produção e a circulação de informações ocorrem em velocidades sem precedentes. Se, por um lado, essa realidade amplia o acesso ao conhecimento e fortalece a participação cidadã, o excesso de informações muitas vezes desprovidas de critérios de confiabilidade, contextualização ou verificação pode favorecer a disseminação da desinformação e prejudicar o exercício livre e consciente do voto”, afirmou.
Guia de boas práticas
O principal resultado da parceria será a elaboração de um guia de boas práticas sobre o uso da inteligência artificial no processo eleitoral.
O documento reunirá orientações destinadas a partidos políticos, candidatas e candidatos, plataformas digitais, órgãos públicos e organizações da sociedade civil. Entre os temas abordados estarão medidas para reduzir riscos relacionados à desinformação sintética, ao uso de deepfakes, à automação ilícita e ao microdirecionamento de conteúdos manipulados.
Neutralidade e isenção
O acordo estabelece regras de governança para assegurar a independência técnica do material produzido. As ações desenvolvidas em conjunto deverão observar os princípios da neutralidade institucional e da isenção político-partidária.
Além disso, o guia deverá seguir critérios de rigor técnico e pluralidade de visões, sendo vedada qualquer referência que possa ser interpretada como promoção pessoal de autoridades ou propaganda eleitoral disfarçada.
Para Ricardo Lewandowski, o uso inadequado da inteligência artificial representa uma ameaça à livre manifestação da vontade do eleitor.
“A inteligência artificial usada para o mal, sobretudo na época das eleições, para influir na vontade soberana do eleitor e, principalmente, com o auxílio de robôs que multiplicam e replicam informações distorcidas de forma quase indefinida, afeta sobremaneira a vontade do eleitor”, destacou.
Cronograma de elaboração
O cronograma do projeto prevê a formalização do grupo de trabalho em até 30 dias. Em seguida, uma minuta elaborada pelo Observatório da Democracia será analisada e revisada pelas equipes técnicas em até 40 dias.
Após consulta pública, a versão final do guia deverá ser publicada em até 45 dias.
A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade do secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito Nolêto, e do advogado-geral da União adjunto, Paulo Ronaldo Ceo de Carvalho.
Capacitação e intercâmbio científico
Além da elaboração do manual, a cooperação entre TSE e AGU prevê a realização de cursos, oficinas, workshops e seminários voltados à integridade da informação, cidadania digital e combate à violência política.
Para o advogado-geral da União, Jorge Messias, a iniciativa contribuirá para ampliar o acesso da população a informações confiáveis.
“É muito importante que nós ofereçamos à sociedade informação de qualidade para que o eleitor possa tomar sua decisão de forma livre e desimpedida. O guia de boas práticas em inteligência artificial oferecerá ferramentas e instrumentos a partir de uma compreensão simplificada de uma tecnologia extremamente importante”, afirmou.
Os direitos intelectuais sobre o guia e os estudos produzidos serão compartilhados entre o TSE e a AGU. O material poderá ser reproduzido para fins educacionais e de conscientização pública, enquanto eventual exploração comercial ou utilização político-partidária dependerá de autorização prévia das duas instituições.
O acordo terá validade de 12 meses, não prevê transferência de recursos financeiros entre os órgãos e estabelece que cada instituição será responsável pelos seus próprios custos operacionais.
Política
Rosemberg acusa ACM Neto de contradições após sabatina e cobra propostas para a Bahia
Líder do governo na Alba afirma que candidato priorizou ataques a Jerônimo Rodrigues, evitou assumir compromissos e desqualificou reportagem da imprensa
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado estadual Rosemberg Cruz, criticou a postura adotada por ACM Neto durante sabatina realizada pela TV Aratu, classificando como uma “desfaçatez” a tentativa do candidato de transformar contradições em discurso político. Segundo o parlamentar, faltaram propostas concretas para o estado e sobraram ataques ao governador Jerônimo Rodrigues.
Rosemberg apontou como exemplo a discussão sobre a implantação de câmeras corporais nas fardas dos policiais militares. De acordo com ele, ACM Neto criticou o governo estadual por não ter cumprido integralmente a promessa de adoção dos equipamentos, mas evitou apresentar uma posição clara sobre o tema.
“Ele atacou Jerônimo, dizendo que a promessa não foi cumprida, ignorando que parte da tropa já utiliza os equipamentos. Mas, quando perguntado se adotaria a medida em seu governo, saiu pela tangente, não assumiu compromisso, não apresentou metas e sequer respondeu objetivamente à sociedade”, afirmou o deputado.
O líder governista também rebateu a declaração de ACM Neto de que Jerônimo Rodrigues seria “negacionista” em relação à violência. Para Rosemberg, a acusação não condiz com a atuação do governo estadual na área da segurança pública.
“Negacionismo é ignorar os investimentos históricos realizados na segurança pública e fechar os olhos para a redução dos indicadores de criminalidade registrada em diversas regiões do estado. O governo enfrenta o problema com ações concretas, não com discursos vazios”, declarou.
Outro ponto criticado pelo parlamentar foi a reação de ACM Neto a uma reportagem publicada pela jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que apresentou um estudo apontando o uso de inteligência artificial na elaboração do plano de governo do candidato.
“Em vez de responder aos fatos apresentados, preferiu chamar a reportagem de mentira, numa postura de desqualificação do jornalismo sempre que o conteúdo lhe desagrada”, afirmou Rosemberg.
Ao concluir sua avaliação sobre a participação de ACM Neto na sabatina, o deputado afirmou que o episódio evidenciou dificuldades do candidato em sustentar suas posições e apresentar soluções para o estado.
“Quem pretende governar a Bahia precisa apresentar soluções, assumir compromissos e respeitar os fatos. Não basta recorrer à retórica para esconder contradições ou atacar a imprensa e os adversários quando faltam argumentos”, concluiu.
Política
Lula sanciona lei que cria o “Pix Pensão” para automatizar pagamento de pensão alimentícia
Nova regra permitirá transferência automática entre contas bancárias por determinação judicial; sistema entra em vigor em 2027
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria um sistema de transferência automática para o pagamento de pensão alimentícia entre contas bancárias nas datas definidas pela Justiça. Conhecida como“Pix Pensão”, a medida foi instituída pela Lei nº 15.479, de 2026, publicada no Diário Oficial da União de 30 de julho.
O mecanismo permitirá que as instituições financeiras realizem mensalmente o repasse do valor devido ao beneficiário ou ao seu representante legal, conforme determinação judicial. O sistema poderá ser solicitado em qualquer fase do cumprimento da sentença e entrará em vigor um ano após a publicação da norma.
A nova legislação altera o Código de Processo Civil (CPC) para disciplinar a transferência automática da pensão alimentícia. Na decisão judicial deverão constar informações como o valor da prestação, o prazo da obrigação, as contas de débito e crédito e os critérios de atualização dos valores.
Caso não haja saldo suficiente na conta do devedor, a instituição financeira deverá comunicar o fato à autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que poderá determinar a indisponibilidade de ativos financeiros até o limite da dívida atualizada. Se a inadimplência persistir, a indisponibilidade poderá ser convertida em penhora, inclusive sobre ativos financeiros de empresário individual vinculados à atividade empresarial.
A norma teve origem no Projeto de Lei (PL) 4.978/2023, de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). No Senado, a proposta foi aprovada em julho com relatoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).
A nova lei também determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) produza e divulgue estatísticas sobre ações judiciais relacionadas à pensão alimentícia, preservando o anonimato das partes envolvidas. Entre os dados que deverão ser divulgados estão o número de processos, os valores médios e medianos das ações, informações sobre penhoras judiciais e o perfil dos beneficiários. O objetivo é subsidiar a elaboração de estatísticas e contribuir para o aperfeiçoamento de políticas públicas na área.
Fonte: Agência Senado
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