Cultura
Governo do Estado investe R$26 milhões na Micareta de Feira
O apoio será na infraestrutura com ações na saúde, segurança e proteção para os foliões e na contratação de grandes atrações
Nesta sexta-feira (25), durante evento realizado no Teatro de Feira de Santana, o Governo do Estado anunciou, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), o apoio à Micareta de Feira 2025, o mais tradicional carnaval fora de época do país. Serão investidos R$ 26 milhões na infraestrutura com ações na saúde, segurança e proteção para os foliões. Deste total, R$7,5 milhões vão financiar a contratação de grandes atrações que fazem parte da grade anunciada pela prefeitura, além de apoiar o desfile de entidades afro por meio do programa Ouro Negro e da instalação de um palco dedicado a artistas locais.
A festa começa já neste fim de semana, com a realização da pré-micareta organizada pela Secult-BA. O esquenta para a festa oficial será nos distritos São José e Ipuaçu, que ficam a cerca de 15 quilômetros de Feira de Santana. No sábado (26), a folia acontece em São José com as apresentações de Tony Salles, Cescé Amorim e Paula Sanffer. No domino (27), é a vez do distrito de Ipuaçu, onde vão se apresentar Gelmix e Banda, Theuzinho e Belito.
“Estamos democratizando cada vez mais a festa, com atrações e ações muito importantes, numa rede de serviços que o Governo do Estado vem, investe e oferece para que a micareta seja boa para todas as pessoas”, iniciou o secretário da Cultura, Bruno Monteiro.
Para a micareta deste ano, que começa no dia 1° e segue até 4 de maio, a Secult-BA garantiu a apresentação de 14 entidades afro que tiveram os desfiles financiados pelo Programa Ouro Negro. O edital Ouro Negro promove a participação de instituições culturais de matrizes africanas, especificamente afros, afoxés, samba, reggae e blocos de índios, no Carnaval da Bahia e em Festas Populares de todo o estado. Na programação, destacam-se os blocos Quilombo, primeira agremiação de reggae a desfilar na Micareta de Feira e o Flor de Ijexá, que, este ano, completa 44 anos.
E atendendo ao pedido de moradores e da classe artística da cidade, a Secult-BA preparou um palco especial para receber apresentações de bandas e cantores locais. A Secretaria também vai apoiar o desfile do tradicional bloco Zero Hora, que reúne profissionais da imprensa, convidados e representantes da cultura feirense. O bloco, conduzido por uma banda de fanfarra, vai ocupar as ruas do circuito Maneca Ferreira na quarta-feira (30), um dia antes da abertura oficial da micareta. A concentração será em frente ao Centro de Cultura Amélio Amorim. O bloco da Polícia Militar, que desfilará com a banda Parangolé, e o Bloco dos Trabalhadores, cuja atração ainda não foi definida, também receberão apoio da Secult-BA.
“A prefeitura tem esse desafio de fazer a festa, mas todo apoio é bem-vindo. Então, nós agradecemos ao Estado e tenho certeza de que juntos faremos uma grande micareta, com muita arte e alegria”, disse o secretário de Cultura de Feira de Santana, Cristiano Lobo, ao destacar que essa colaboração mútua vai fortalecer a festa.
“Esse ano nós estamos trabalhando em cooperação com a prefeitura municipal, entendendo que esse trabalho integrado vem se somar, fortalece cada vez mais a festa e quem ganha com isso é a população de Feira de Santana e os turistas que vem nos visitar nesses dias”, completou Bruno Monteiro.
Pré-micareta
Os shows da pré-micareta começam às 15h neste final de semana. Uma das atrações mais esperadas é o cantor Tony Salles, representante do pagode baiano que faz o público vibrar com seu grito de guerra: “O pai chegou!”. Em setembro de 2024, Tony anunciou sua carreira solo depois de anos de história em bandas como Parangolé e Cafuné. Na playlist dos fãs, não pode faltar o hit “Perna bamba”.
Outra estrela de destaque é Theuzinho. Como jovem promessa do arrocha e um sucesso de engajamento nas redes sociais, vai embalar corações apaixonados com sua sofrência em hits como “A favela tá gostosa” e “Não Tente me Impedir”. A programação do carnaval fora de época foi organizada também para valorizar artistas locais que enriquecem a cultura de Feira de Santana, como Paula Sanffer, que ficou nacionalmente conhecida depois de participar do programa The Voice e ter passagens marcantes pelas bandas Timbalada, Timbaladies e Mukindala.
“A pré-micareta de Feira de Santana é um projeto iniciado pelo Governo do Estado desde o ano passado. É uma forma de aproximarmos a micareta de comunidades que ficam mais distantes do circuito oficial da folia. São locais que merecem ser contagiados com esse clima de celebração, além de ser uma alternativa para aquecer a economia dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura que moram nesses distritos”, comentou o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro.
A pré-micareta é realizada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA), e marca um trabalho de parceria com a Prefeitura Municipal de Feira de Santana, que organiza a Micareta de Feira de Santana.
Serviço
- Pré-micareta de Feira
Quando: 26 e 27 de abril (sábado e domingo)
Onde: São José e Ipuaçu, distritos de Feira de Santana
Arquitetura
Isabel Fillardis visita ambiente da CASACOR durante passagem pela capital baiana
Atriz e ativista conheceu o espaço “Dois Jeitos, Um Querer”, assinado pelo arquiteto Walter Schimmelpfeng, enquanto participava do Festival Pacto das Pretas
A atriz, cantora e ativista Isabel Fillardis aproveitou sua passagem por Salvador para visitar o ambiente “Dois Jeitos, Um Querer”, assinado pelo arquiteto Walter Schimmelpfeng na CASACOR Bahia. A visita ocorreu no último domingo (20), durante sua estadia na capital baiana para participar da quinta edição do Festival Pacto das Pretas.
Embaixadora do Pacto de Promoção da Equidade Racial e apresentadora oficial do festival, Isabel esteve entre os destaques do evento, considerado uma das principais iniciativas voltadas ao fortalecimento do protagonismo, da liderança e do empreendedorismo feminino negro no país.
Realizado no Auditório Makota Valdina, na Casa das Histórias de Salvador, o festival integra oficialmente a programação do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e promove debates sobre justiça social, equidade racial, representatividade e inclusão.
Durante a visita à mostra de arquitetura, design e paisagismo, Isabel conheceu o espaço concebido por Walter Schimmelpfeng, que propõe uma reflexão sobre acolhimento, afeto e conexões humanas.
“Foi uma honra receber Isabel no ambiente Dois Jeitos, Um Querer, no qual traduzo a essência da mostra por meio deste projeto que valoriza o acolhimento, os afetos e as conexões humanas. Acredito que ela também representa tudo isso”, destacou o arquiteto.
A passagem de Isabel Fillardis pela CASACOR reforçou a conexão entre arte, arquitetura, cultura e diversidade, temas que também estiveram no centro das discussões promovidas pelo Festival Pacto das Pretas.
Cultura
Nova edição de livro resgata legado de Maria Felipa e reforça reconhecimento da heroína da Independência da Bahia
Obra da pesquisadora Eny Kleyde Farias será lançada neste sábado, em Salvador, com prefácio do presidente do Instituto Rui Barbosa, Inaldo Araújo
O lançamento da nova edição do livro Maria Felipa de Oliveira, da educadora e pesquisadora baiana Eny Kleyde Vasconcelos Farias, marca um novo capítulo na trajetória de uma obra que contribuiu decisivamente para retirar do anonimato histórico uma das principais heroínas da Independência da Bahia. A publicação será lançada neste sábado (19), das 15h às 18h, no térreo do Cine Glauber Rocha, na Praça Castro Alves, em Salvador, durante uma sessão de autógrafos e um encontro com o professor de História da Bahia, Murilo Melo.
Um dos destaques da nova edição é o prefácio assinado pelo presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Inaldo Araújo. O evento, promovido pela Editora Voante, também marcará o lançamento do livro Heroínas da Independência, da escritora e dramaturga Manuela Dias.
Reconhecida pelo rigor de sua pesquisa histórica, Eny Kleyde dedicou oito anos ao levantamento de documentos e relatos orais na Ilha de Itaparica e em arquivos públicos da Bahia para reconstruir a trajetória de Maria Felipa de Oliveira. Publicado originalmente em 2010, o trabalho é considerado o primeiro estudo técnico e científico dedicado à heroína, cuja memória foi preservada, durante décadas, principalmente por meio da tradição oral dos moradores da ilha.
No prefácio da nova edição, Inaldo Araújo destaca que a obra ultrapassa os limites da pesquisa acadêmica ao cumprir uma missão de justiça histórica e formação cidadã.
“A professora Eny Kleyde não apenas escreveu um livro. Ela devolveu à Bahia uma de suas maiores heroínas. Seu trabalho representa um compromisso com a verdade histórica e com o reconhecimento daqueles que ajudaram a construir a nossa liberdade, mas que, durante muito tempo, permaneceram invisibilizados”, afirma o presidente do IRB.
O reconhecimento conquistado por Maria Felipa nas últimas duas décadas está diretamente ligado ao trabalho desenvolvido por Eny Kleyde. Durante a pesquisa, a autora compartilhou suas descobertas com comunidades de Itaparica e do bairro da Liberdade, em Salvador, incentivando a realização dos primeiros desfiles cívicos em homenagem à heroína. O movimento contribuiu para que, a partir de 2008, Maria Felipa passasse a integrar oficialmente o cortejo do Dois de Julho ao lado de outros nomes marcantes da Independência da Bahia.
Filho da autora e auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Gustavo Farias ressalta que Eny dedicou parte significativa de sua vida acadêmica à produção de um registro científico sobre Maria Felipa de Oliveira. Segundo ele, a pesquisa teve origem nos estudos da autora sobre interpretação do patrimônio cultural e nos primeiros relatos que ouviu sobre a heroína durante visitas à Ilha de Itaparica.
“O reconhecimento do papel de Maria Felipa de Oliveira na história da Bahia dependeu desse registro e da participação popular nos eventos e caminhadas do Dois de Julho. Estamos felizes por esta nova edição, viabilizada por Manuela Dias, com uma belíssima capa e prefácio do conselheiro Inaldo Araújo, que marca um novo momento para essa obra fundamental para o nosso país”, destaca Gustavo Farias.
Agricultura
Empório da Agricultura Familiar leva diversidade de produtos baianos ao Chocolat Bahia 2026
Espaço promovido pela CAR reúne cooperativas e associações de diferentes territórios do estado durante os quatro dias do festival
A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), participa do Chocolat Bahia 2026 com o Empório da Agricultura Familiar, espaço que reúne produtos cultivados e processados por cooperativas e associações da agricultura familiar da Bahia.
No Empório, os visitantes poderão conhecer e adquirir chocolates, cafés, biscoitos, cervejas artesanais, mel, doces, carnes, petiscos, iogurtes, polpas de frutas e outros alimentos produzidos por agricultores e agricultoras familiares, além de peças de artesanato.
O espaço reúne empreendimentos de diferentes territórios baianos e integra a programação do festival, que congrega produtores, marcas, chefs de cozinha, pesquisadores, especialistas e representantes da cadeia produtiva do cacau e do chocolate.
A programação do Chocolat Bahia 2026 será realizada ao longo de quatro dias e contará com feira de produtos, Cozinha Show, Fórum do Cacau, concursos, experiências sensoriais, oficinas, atrações culturais e atividades voltadas ao público em geral.
O festival promove a exposição de produtos, debates e o intercâmbio de experiências relacionados à cadeia produtiva do cacau e do chocolate, consolidando-se como um espaço de valorização, inovação e fortalecimento do setor.
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