Política
Governo da Bahia anuncia mais 3.401 unidades do MCMV na Bahia
O programa estabelece limites de até R$ 12 mil de renda bruta familiar mensal em áreas urbanas
Mais 3.401 famílias baianas terão a oportunidade de realizar o sonho da casa própria com o anúncio da nova fase de obras do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), fruto de parceria do Governo do Estado com o Governo Federal. Nesta segunda-feira (1º), o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, autorizaram obras e firmaram compromisso para a construção de unidades de habitações em 57 municípios da Bahia, durante cerimônia no Centro de Convenções de Feira de Santana. O investimento anunciado foi de R$ 305,9 milhões.
“Habitação é direito. Quando construímos casas, pensamos no acesso, na coleta de lixo, no transporte, no serviço de saúde. Esse é um projeto fundamental para a gente. A gente quer que as famílias tenham unidades de saúde nas proximidades para que tenham acesso fácil a vacina, para que possam levar o filho para fazer um exame. O Minha Casa Minha Vida chega para transformar a comunidade como um todo”, enfatizou o governador.
Para Cailene Tito dos Santos, de 22 anos, que vive com o marido e os filhos em uma casa que não comporta a família na cidade de Rafael Jambeiro, o anúncio é uma realização pessoal. “Eu moro de favor. Eu, meu esposo, meus dois filhos e meu irmão. Moramos todos na casa do meu cunhado há mais ou menos nove anos. Imagina? Essa casa será um sonho realizado. Vamos ter uma casa, um conforto, a segurança de ter uma casa própria. É um sonho”, reafirmou.
MCMV Bahia
O projeto prevê a construção de 560 moradias nas cidades de Entre Rios, Euclides da Cunha, Serra Preta, São Sebastião do Passé e Ruy Barbosa. Por meio do Minha Casa Minha Vida Bahia, com recursos do governo estadual e do Governo Federal, também foram assinadas ordens de serviço para a construção de 50 unidades habitacionais em Maiquinique, com mais de R$ 5 milhões somente do governo estadual, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Para Capim Grosso, Canavieiras e Itacaré foram assinados termos de compromisso entre a Caixa Econômica Federal, o Governo da Bahia e o Governo Federal para a construção de mais 125 habitações.
Secretária de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira reforçou que a ampliação do programa possibilita que a Bahia avance na garantia de habitação de qualidade, especialmente para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. “A Bahia tem avançado muito, principalmente na recuperação da qualidade de vida para pessoas que vivem em habitações vulneráveis. Esse é um marco importante para o programa. Vamos multiplicar os recursos para atender ao máximo de famílias possíveis nas zonas rurais e nas zonas urbanas”, acrescentou.
Segundo a titular da pasta, entre 2023 e 2025 o Estado também construiu casas para atingidos por enchentes em 2021. Três mil moradias já foram entregues para estas famílias, através do programa Bahia Minha Casa. Já para a modalidade rural do MCMV, foram celebrados termos de compromisso para a construção de 2.676 imóveis em 49 cidades. Estão entre as contempladas: Canarana, Ibititá, Lapão, Brotas de Macaúbas e Retirolândia. As casas vão atender comunidades rurais, de pequenos produtores rurais e comunidades quilombolas.
O programa estabelece limites de até R$ 12 mil de renda bruta familiar mensal em áreas urbanas, contemplando diferentes faixas de renda, e até R$ 150 mil anual em áreas rurais. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, sinalizou que a retomada do programa já garantiu quase dois milhões de unidades habitacionais contratadas até o momento em todo país. “Em parceria com governadores, com prefeitos, retomamos quase a totalidade das obras do Minha Casa, Minha Vida. Nós fixamos uma meta de dois milhões de unidades contratadas para os quatro anos de mandato do presidente Lula. Hoje nós temos contratadas 1,7 milhão de unidade e anunciamos mais. É a nossa prioridade”, frisou.
Eleições 2026
TSE e AGU firmam acordo para regulamentar uso de inteligência artificial nas eleições de 2026
Parceria prevê criação de guia de boas práticas para combater desinformação, deepfakes e uso indevido de IA durante a campanha eleitoral
Em uma iniciativa voltada à proteção da integridade do processo democrático, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Advocacia-Geral da União (AGU) firmaram um acordo de cooperação técnica para regulamentar e fiscalizar o uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais. A medida busca prevenir abusos, combater a desinformação e garantir maior segurança às Eleições 2026.
O termo de cooperação foi assinado nesta segunda-feira (3) pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques; pelo advogado-geral da União, ministro Jorge Messias; e pelo presidente do Observatório da Democracia da AGU, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.
Segundo Nunes Marques, o avanço tecnológico traz benefícios à participação cidadã, mas também impõe desafios relacionados à circulação massiva de conteúdos sem critérios de confiabilidade.
“Vivemos uma época em que a produção e a circulação de informações ocorrem em velocidades sem precedentes. Se, por um lado, essa realidade amplia o acesso ao conhecimento e fortalece a participação cidadã, o excesso de informações muitas vezes desprovidas de critérios de confiabilidade, contextualização ou verificação pode favorecer a disseminação da desinformação e prejudicar o exercício livre e consciente do voto”, afirmou.
Guia de boas práticas
O principal resultado da parceria será a elaboração de um guia de boas práticas sobre o uso da inteligência artificial no processo eleitoral.
O documento reunirá orientações destinadas a partidos políticos, candidatas e candidatos, plataformas digitais, órgãos públicos e organizações da sociedade civil. Entre os temas abordados estarão medidas para reduzir riscos relacionados à desinformação sintética, ao uso de deepfakes, à automação ilícita e ao microdirecionamento de conteúdos manipulados.
Neutralidade e isenção
O acordo estabelece regras de governança para assegurar a independência técnica do material produzido. As ações desenvolvidas em conjunto deverão observar os princípios da neutralidade institucional e da isenção político-partidária.
Além disso, o guia deverá seguir critérios de rigor técnico e pluralidade de visões, sendo vedada qualquer referência que possa ser interpretada como promoção pessoal de autoridades ou propaganda eleitoral disfarçada.
Para Ricardo Lewandowski, o uso inadequado da inteligência artificial representa uma ameaça à livre manifestação da vontade do eleitor.
“A inteligência artificial usada para o mal, sobretudo na época das eleições, para influir na vontade soberana do eleitor e, principalmente, com o auxílio de robôs que multiplicam e replicam informações distorcidas de forma quase indefinida, afeta sobremaneira a vontade do eleitor”, destacou.
Cronograma de elaboração
O cronograma do projeto prevê a formalização do grupo de trabalho em até 30 dias. Em seguida, uma minuta elaborada pelo Observatório da Democracia será analisada e revisada pelas equipes técnicas em até 40 dias.
Após consulta pública, a versão final do guia deverá ser publicada em até 45 dias.
A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade do secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito Nolêto, e do advogado-geral da União adjunto, Paulo Ronaldo Ceo de Carvalho.
Capacitação e intercâmbio científico
Além da elaboração do manual, a cooperação entre TSE e AGU prevê a realização de cursos, oficinas, workshops e seminários voltados à integridade da informação, cidadania digital e combate à violência política.
Para o advogado-geral da União, Jorge Messias, a iniciativa contribuirá para ampliar o acesso da população a informações confiáveis.
“É muito importante que nós ofereçamos à sociedade informação de qualidade para que o eleitor possa tomar sua decisão de forma livre e desimpedida. O guia de boas práticas em inteligência artificial oferecerá ferramentas e instrumentos a partir de uma compreensão simplificada de uma tecnologia extremamente importante”, afirmou.
Os direitos intelectuais sobre o guia e os estudos produzidos serão compartilhados entre o TSE e a AGU. O material poderá ser reproduzido para fins educacionais e de conscientização pública, enquanto eventual exploração comercial ou utilização político-partidária dependerá de autorização prévia das duas instituições.
O acordo terá validade de 12 meses, não prevê transferência de recursos financeiros entre os órgãos e estabelece que cada instituição será responsável pelos seus próprios custos operacionais.
Política
Rosemberg acusa ACM Neto de contradições após sabatina e cobra propostas para a Bahia
Líder do governo na Alba afirma que candidato priorizou ataques a Jerônimo Rodrigues, evitou assumir compromissos e desqualificou reportagem da imprensa
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado estadual Rosemberg Cruz, criticou a postura adotada por ACM Neto durante sabatina realizada pela TV Aratu, classificando como uma “desfaçatez” a tentativa do candidato de transformar contradições em discurso político. Segundo o parlamentar, faltaram propostas concretas para o estado e sobraram ataques ao governador Jerônimo Rodrigues.
Rosemberg apontou como exemplo a discussão sobre a implantação de câmeras corporais nas fardas dos policiais militares. De acordo com ele, ACM Neto criticou o governo estadual por não ter cumprido integralmente a promessa de adoção dos equipamentos, mas evitou apresentar uma posição clara sobre o tema.
“Ele atacou Jerônimo, dizendo que a promessa não foi cumprida, ignorando que parte da tropa já utiliza os equipamentos. Mas, quando perguntado se adotaria a medida em seu governo, saiu pela tangente, não assumiu compromisso, não apresentou metas e sequer respondeu objetivamente à sociedade”, afirmou o deputado.
O líder governista também rebateu a declaração de ACM Neto de que Jerônimo Rodrigues seria “negacionista” em relação à violência. Para Rosemberg, a acusação não condiz com a atuação do governo estadual na área da segurança pública.
“Negacionismo é ignorar os investimentos históricos realizados na segurança pública e fechar os olhos para a redução dos indicadores de criminalidade registrada em diversas regiões do estado. O governo enfrenta o problema com ações concretas, não com discursos vazios”, declarou.
Outro ponto criticado pelo parlamentar foi a reação de ACM Neto a uma reportagem publicada pela jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que apresentou um estudo apontando o uso de inteligência artificial na elaboração do plano de governo do candidato.
“Em vez de responder aos fatos apresentados, preferiu chamar a reportagem de mentira, numa postura de desqualificação do jornalismo sempre que o conteúdo lhe desagrada”, afirmou Rosemberg.
Ao concluir sua avaliação sobre a participação de ACM Neto na sabatina, o deputado afirmou que o episódio evidenciou dificuldades do candidato em sustentar suas posições e apresentar soluções para o estado.
“Quem pretende governar a Bahia precisa apresentar soluções, assumir compromissos e respeitar os fatos. Não basta recorrer à retórica para esconder contradições ou atacar a imprensa e os adversários quando faltam argumentos”, concluiu.
Política
Lula sanciona lei que cria o “Pix Pensão” para automatizar pagamento de pensão alimentícia
Nova regra permitirá transferência automática entre contas bancárias por determinação judicial; sistema entra em vigor em 2027
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria um sistema de transferência automática para o pagamento de pensão alimentícia entre contas bancárias nas datas definidas pela Justiça. Conhecida como“Pix Pensão”, a medida foi instituída pela Lei nº 15.479, de 2026, publicada no Diário Oficial da União de 30 de julho.
O mecanismo permitirá que as instituições financeiras realizem mensalmente o repasse do valor devido ao beneficiário ou ao seu representante legal, conforme determinação judicial. O sistema poderá ser solicitado em qualquer fase do cumprimento da sentença e entrará em vigor um ano após a publicação da norma.
A nova legislação altera o Código de Processo Civil (CPC) para disciplinar a transferência automática da pensão alimentícia. Na decisão judicial deverão constar informações como o valor da prestação, o prazo da obrigação, as contas de débito e crédito e os critérios de atualização dos valores.
Caso não haja saldo suficiente na conta do devedor, a instituição financeira deverá comunicar o fato à autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que poderá determinar a indisponibilidade de ativos financeiros até o limite da dívida atualizada. Se a inadimplência persistir, a indisponibilidade poderá ser convertida em penhora, inclusive sobre ativos financeiros de empresário individual vinculados à atividade empresarial.
A norma teve origem no Projeto de Lei (PL) 4.978/2023, de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). No Senado, a proposta foi aprovada em julho com relatoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).
A nova lei também determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) produza e divulgue estatísticas sobre ações judiciais relacionadas à pensão alimentícia, preservando o anonimato das partes envolvidas. Entre os dados que deverão ser divulgados estão o número de processos, os valores médios e medianos das ações, informações sobre penhoras judiciais e o perfil dos beneficiários. O objetivo é subsidiar a elaboração de estatísticas e contribuir para o aperfeiçoamento de políticas públicas na área.
Fonte: Agência Senado
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