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Educação

Desempenho histórico da Bahia no Sisu reflete investimentos na educação

A Bahia contabilizou 21.963 aprovações e garantiu o terceiro lugar em número de aprovados no país

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Rowenna Brito, após o resultado do desempenho dos estudantes da rede estadual de ensino no Sistema de Seleção Unificada (Sisu)
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

“Agora, estamos colhendo os frutos de todo esse investimento do Governo do Estado na educação pública”, comemorou a secretária da Educação da Bahia, Rowenna Brito, após o resultado do desempenho dos estudantes da rede estadual de ensino no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A Bahia contabilizou 21.963 aprovações e garantiu o terceiro lugar em número de aprovados no país, ficando atrás apenas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Além do destaque nacional, a performance é a melhor da região Nordeste, com estudantes selecionados para cursos concorridos em universidades de todo território nacional.

“É o resultado de investimentos contínuos em programas educacionais e em políticas públicas consolidadas, com destaque para o ‘Bolsa Presença’ [política de acesso e permanência dos estudantes na escola com bolsa de estudos], ‘Mais Estudo’ [promove a monitoria de português e matemática], ‘Férias na escola’ [iniciativa que oferece atividades de lazer, cultura, esporte e aprendizado durante as férias escolares], melhorias na infraestrutura física das escolas, educação de tempo integral e profissional tecnológica, contratação e concurso para novos professores, nutricionistas para qualificar a alimentação escolar, professores e diretores engajados e em incentivo à inscrição no Enem”, enumerou Rowenna Brito.

De 2023 até janeiro de 2025, o Governo do Estado investiu R$ 11,6 bilhões na Educação Básica. Nesse mesmo período, foram entregues 76 escolas de tempo integral. Por meio das redes sociais, o governador Jerônimo Rodrigues também celebrou: “com alegria, compartilho essa conquista histórica da Bahia! O resultado reflete o trabalho em conjunto dos educadores, da Secretaria de Educação, estudantes e o apoio das famílias”.

Monitora do ‘Mais Estudo’, a estudante Letícia de Almeida, de 17 anos, concluiu o curso técnico em nutrição e dietética no Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Pio XII, em Jaguaquara, e foi aprovada em medicina na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Ela contou como a participação nos projetos educacionais da rede estadual ajudaram na aprovação.

“No ‘Mais Estudo’, ensinei matemática aos meus colegas, o que me ajudou muito porque ensinar também é uma forma de aprender. Eu tinha uma boa escola, com estrutura de ponta, e excelentes professores, que me incentivaram a ir em busca desse sonho. Na preparação do Enem, por exemplo, a Secretaria de Educação disponibilizou mochila, garrafa, camisetas, canetas e lanche para fazermos a prova. Me senti muito acolhida. Mostrou que toda a rede estava interessada no nosso futuro, em nos ajudar a chegar em uma universidade pública. Estou feliz demais”, contou a futura médica.

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Na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Bahia ficou entre os quatro estados com melhor desempenho, o que refletiu no resultado do Sisu, com aprovados em cursos concorridos de universidades públicas. O estudante Ruann Felliphe Paes, 18, de São Félix do Coribe, que concluiu os estudos no Colégio Estadual Rolando Laranjeira Barbosa, localizado em Santa Maria da Vitória, também garantiu a aprovação em medicina na Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob).

“Agradeço à Secretaria da Educação do Estado, através do ‘Tô com Você no Enem’ e aos meus professores e colegas da escola, que me deram apoio e a direção necessária para que eu conseguisse estudar de maneira correta e conseguisse essa aprovação. Estou muito feliz em ser aprovado em medicina. Que eu seja feliz dentro do curso e consiga viver todas as aventuras dentro da universidade”, disse.

Para a titular da SEC, o investimento no ‘Tô com Você no Enem’ fez toda a diferença: “foi um momento em que os estudantes receberam todo o suporte no processo de preparação, tiveram incentivo à solicitação da isenção na taxa de inscrição, acesso a aulões e simulados e oferta de transporte para o acesso aos locais de provas”.

Sisu

O Enem se tornou a principal porta de entrada para o Ensino Superior no país. A utilização da nota do exame no Sisu vem fazendo com que os estudantes da rede estadual, cada vez mais, realizem os sonhos de se tornarem, por exemplo, médicos, engenheiros e advogados. Assim como nas edições anteriores, este ano diversos alunos foram aprovados no processo seletivo do Ministério da Educação (MEC) e farão os cursos, de forma gratuita, em universidades públicas.

O Sistema de Seleção Unificada reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de Ensino Superior de todo o Brasil que participam do processo seletivo vigente, sendo a maioria delas oferecida por instituições federais (universidades e institutos). Os selecionados na chamada regular do Sisu podem realizar a matrícula ou o registro acadêmico nas instituições de ensino para as quais foram admitidos no período de 27 a 31 de janeiro.

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Educação

Novo Colégio de Tempo Integral transforma educação em Pernambués

Unidade modernizada em Salvador passa a oferecer estrutura ampliada, cursos profissionalizantes e atividades integradas para cerca de mil estudantes

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Colégio Estadual de Tempo Integral Ministro Aliomar Baleeiro, localizado no bairro de Pernambués, em Salvador
Foto: Denisse Salazar/GOVBA

O acesso à cultura, à ciência, ao esporte, à arte e à tecnologia marca um novo capítulo na educação dos cerca de mil estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Ministro Aliomar Baleeiro, localizado no bairro de Pernambués, em Salvador. A unidade passou por obras de ampliação e modernização realizadas pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC), para atender estudantes do Ensino Médio, da Educação Profissional e da Educação de Jovens e Adultos (EJA Médio).

O colégio conta com 20 salas de aula climatizadas, sala de dança, restaurante, teatro, biblioteca, quadra coberta e oito laboratórios voltados às áreas de informática, biologia e química, física e matemática, linguagens e ciências humanas. A estrutura inclui ainda espaços de gastronomia, escritório criativo e robótica, ampliando as oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes.

Em regime de tempo integral, a unidade oferece cursos profissionalizantes nas áreas de Logística, Dança, Recursos Humanos, Nutrição e Dietética, Finanças, Administração, Segurança do Trabalho, Gastronomia e Marketing. A proposta pedagógica também contempla estratégias voltadas ao enfrentamento da evasão escolar e ao fortalecimento da aprendizagem.

No contraturno, os estudantes têm acesso a atividades extracurriculares, como oficinas de artes, esportes, música e aulas de reforço, fortalecendo a formação integral e ampliando as possibilidades de construção de projetos de vida.

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Educação

Coleção da UNEB lança 16 obras inéditas de autores negros, indígenas e quilombolas da Bahia

Publicação reúne produções literárias de estudantes da graduação e pós-graduação e amplia o acesso à diversidade cultural nas bibliotecas públicas do estado

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Publicação reúne produções literárias de estudantes da graduação e pós-graduação e amplia o acesso à diversidade cultural

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) lançou, nesta quinta-feira (20), a Coleção Abre Caminhos, iniciativa que reúne 16 obras literárias inéditas produzidas por estudantes negros, indígenas e quilombolas da graduação e da pós-graduação. O lançamento ocorreu na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador.

A coleção é resultado do Edital nº 027/2025 – Literaturas Negras e Indígenas da Bahia: a Arte da Palavra no Risco da Cor, desenvolvido em parceria entre a UNEB e a Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA).

Nesta primeira edição, foram produzidos 3,2 mil exemplares impressos, que serão distribuídos entre autores, ilustradores e unidades da rede pública de bibliotecas, incluindo escolas estaduais. As publicações também estão disponíveis em formato digital para acesso gratuito.

A seleção contemplou estudantes de diversas regiões atendidas pela UNEB, fortalecendo a representatividade e a pluralidade de vozes da produção literária baiana contemporânea. As obras passam a integrar o acervo do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e serão distribuídas para bibliotecas e espaços de leitura da rede pública em todo o estado.

As versões digitais da coleção podem ser acessadas gratuitamente no portal da Eduneb por meio do link: Coleção Abre Caminhos – Eduneb.

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Educação

Educação da Bahia avança com expansão do tempo integral, alfabetização e novos investimentos

Com apoio da retomada da parceria entre os governos estadual e federal, rede baiana amplia matrículas, reduz atraso escolar e alcança os melhores indicadores de sua história

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A educação pública da Bahia alcançou uma nova escala durante o governo Jerônimo Rodrigues. O avanço pode ser observado na expansão
Fotos: Douglas Amaral

A educação pública da Bahia alcançou uma nova escala durante o governo Jerônimo Rodrigues. O avanço pode ser observado na expansão do ensino em tempo integral, na construção de escolas, na redução do atraso escolar e na recuperação progressiva dos indicadores educacionais. Com a retomada da parceria entre Bahia e Brasil no terceiro governo Lula, o estado passou a combinar os investimentos próprios acumulados desde 2007 com novos recursos federais destinados à construção de creches, ampliação da rede escolar, transporte estudantil, alfabetização e permanência dos estudantes.

A proporção de escolas estaduais que oferecem ensino médio em tempo integral, que era de 6% em 2016, alcançou 54% em 2024. As matrículas saltaram de 81 mil para 140 mil entre 2024 e 2025 e chegaram, em 2026, a aproximadamente 175 mil estudantes distribuídos em mais de 700 unidades escolares. Somente na infraestrutura educacional, foram investidos mais de R$ 9,7 bilhões, com a construção e modernização de colégios equipados com restaurantes, bibliotecas, teatros, laboratórios, quadras poliesportivas e piscinas.

Os resultados começam a se refletir nas salas de aula. O percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental subiu de 36% em 2024 para 55% em 2025, superando a meta estadual de 50%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de frequência ao ensino médio na idade adequada avançou de 72,1% para 76,2%, enquanto o contingente de estudantes em atraso escolar foi reduzido. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da rede estadual de ensino médio passou de 3,2 em 2019 para 3,8 em 2025, o melhor resultado da série histórica baiana.

A presença de Lula na Presidência recompôs uma engrenagem interrompida durante quatro anos. Por meio do Novo PAC, coordenado pelo então ministro da Casa Civil, Rui Costa, foram destinados R$ 1,2 bilhão à educação baiana para a construção de 94 creches e escolas regulares, 62 unidades de tempo integral e a aquisição de 244 ônibus escolares. O programa Pé-de-Meia alcançou 406 mil estudantes no estado, enquanto um acordo firmado entre o Ministério da Educação (MEC) e a Advocacia-Geral da União (AGU) assegurou outros R$ 3,5 bilhões referentes aos recursos do antigo Fundef.

Esse processo teve início em 2007, quando Jaques Wagner assumiu o governo da Bahia e encontrou um sistema educacional marcado por profundas desigualdades. Em 2005, 18,8% dos baianos com 15 anos ou mais eram analfabetos. A rede estadual possuía apenas 23 escolas de tempo integral, frequentadas por cerca de 11 mil alunos, enquanto a educação profissional atendia somente 9.130 estudantes em 22 municípios. O interior, as comunidades rurais e os povos tradicionais conviviam com uma oferta educacional limitada e desigual.

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Wagner deu início à transformação com o Programa Todos pela Alfabetização (TOPA), articulado ao Brasil Alfabetizado, do governo Lula. Até 2011, a iniciativa havia atendido 841 mil pessoas em 407 municípios, resultado que lhe rendeu o Prêmio Darcy Ribeiro. No mesmo período, foi criado o Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITec), que levou aulas para áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e unidades prisionais. A educação profissional ultrapassou a marca de 50 mil matrículas em 2011, mais de cinco vezes o contingente registrado em 2006.

Ao assumir o governo, Rui Costa deu novo impulso à política educacional. O programa Educar para Transformar ampliou a cooperação com municípios e universidades, enquanto o Plano Estadual de Educação estabeleceu 20 metas e 246 estratégias para o setor. O programa Mais Futuro fortaleceu a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade nas quatro universidades estaduais e, até 2023, já havia beneficiado 24.439 universitários, com investimento acumulado de R$ 218,5 milhões. Na educação básica, o Mais Estudo remunerou alunos monitores de Língua Portuguesa e Matemática, alcançando 179 mil estudantes em 2021.

O governo Rui também enfrentou o período de desestruturação das políticas federais para a educação durante a gestão de Jair Bolsonaro. Houve interrupção de repasses destinados à educação integral e enfraquecimento de programas voltados à alfabetização, creches, conectividade e formação técnica. Durante a pandemia, o presidente vetou a ampliação da assistência financeira da União a estados e municípios. A Bahia respondeu com a distribuição de vale-alimentação para mais de 750 mil estudantes, destinando R$ 132 milhões às três primeiras parcelas do benefício, além de criar o Bolsa Presença, que transformou uma ação emergencial em política permanente de combate à evasão escolar.

Foi também nesse período que a infraestrutura educacional ganhou outra dimensão. Em 2021, o estado anunciou R$ 1 bilhão para a reforma de cerca de 300 escolas e investiu R$ 61 milhões em infraestrutura tecnológica, incluindo a aquisição de 11.259 computadores. No ano seguinte, a carteira de investimentos alcançou R$ 3,5 bilhões, contemplando 200 novas escolas e a modernização de outras 400 unidades. A estrutura iniciada por Jaques Wagner, ampliada por Rui Costa e acelerada por Jerônimo Rodrigues permitiu que a educação profissional chegasse a 123.720 matrículas em 2022, com presença em 242 municípios e nos 27 Territórios de Identidade da Bahia.

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