Agronegócio
Bahia fortalece o desenvolvimento regional com verticalização do algodão
O estado deve colher cerca de 1,865 milhão de toneladas de algodão ainda este ano, o que representa um crescimento de 5,4% em relação a 2024
No Dia do Algodão, comemorado nesta terça-feira (7), a Bahia, segundo maior produtor da fibra no Brasil, reforçou a verticalização da cotonicultura, com foco em transformar a fibra bruta em produtos industrializados. A estratégia, resultado da articulação entre o setor produtivo e as instâncias governamentais, entre elas a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), busca gerar mais valor à produção local e fortalecer o desenvolvimento regional.
O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destacou que a certificação de qualidade é um doso fatores que transforma o algodão em um ativo industrial. Segundo ele, o Governo do Estado tem papel fundamental nesse processo na cadeia produtiva, por meio do trabalho do Centro Tecnológico Agropecuário da Bahia (Cetab), unidade vinculada à Seagri, que assegura os padrões de qualidade exigidos pelo mercado e favorece a instalação de plantas de beneficiamento no estado.
“A certificação técnica torna-se, assim, um diferencial competitivo. Indústrias que buscam matéria-prima padronizada encontram na Bahia não apenas volume de produção, mas também garantia da qualidade das fibras. Esse ambiente favorável é o que pode transformar o estado em polo têxtil, retendo no território baiano o valor agregado que hoje migra para outras regiões”, afirmou Barrozo.
Manter o beneficiamento no estado pode gerar empregos e renda na região. Assis Pinheiro Filho, diretor de Desenvolvimento Agrícola da Seagri, explica que o algodão é uma realidade, com potencial para se firmar como um dos eixos centrais do desenvolvimento econômico. “Ao manter o beneficiamento no território baiano, abre-se espaço para a instalação de tecelagens e indústrias, ampliando a geração de empregos, fortalecendo a renda e aumentando a competitividade do setor”.
Atualmente, grande parte do algodão colhido ainda é enviada para outros centros para ser beneficiada, o que representa uma perda de oportunidades econômicas locais. “Consolidar essa etapa dentro do território baiano é uma estratégia para posicionar o estado como polo têxtil nacional”, pontua Assis.
No Oeste baiano, principal polo de cultivo, o uso racional da irrigação tem garantido altos índices de produtividade e impulsionado a expansão das áreas plantadas, consolidando a cotonicultura como uma das forças do agronegócio estadual.
“O algodão é um dos pilares do agronegócio nacional, e nós, produtores, temos desempenhado um papel importante nesse avanço. Esse desempenho é fruto de tecnologia, capacitação e infraestrutura, que tornam nossa produção mais competitiva”, afirma Rafael Zacarias, diretor de produção da Fazenda São Francisco, em Riachão das Neves.
Safra 24/25
A Bahia deve colher cerca de 1,865 milhão de toneladas de algodão ainda este ano, o que representa um crescimento de 5,4% em relação a 2024, segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Com esse resultado, o estado mantém-se como o segundo maior produtor do país, responsável por 19,6% da safra nacional, atrás apenas de Mato Grosso.
Agronegócio
Seagri leva demandas do agro baiano a Brasília e articula avanços com governo federal
Comitiva liderada por Vivaldo Góis apresenta pautas estratégicas que incluem genética animal, irrigação, citricultura e apoio à agricultura familiar
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) esteve em Brasília, nesta quinta-feira (18), para defender uma agenda de prioridades do agro baiano junto a cinco órgãos federais. A comitiva, liderada pelo secretário Vivaldo Góis, apresentou demandas como o fortalecimento da genética de ovinos e caprinos, ampliação da infraestrutura de abate, implantação de poços com água salobra no semiárido e apoio à citricultura no estado.
“Cada uma dessas pautas representa um compromisso direto com o produtor baiano, da genética animal à citricultura”, afirmou o secretário.
Para Góis, a agenda na capital federal reforça o papel da Bahia como interlocutora estratégica das políticas públicas voltadas ao agro nordestino.
A missão contou com a participação de técnicos e gestores de diferentes áreas da Seagri, entre eles o diretor de Irrigação, Djalma Pereira; o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro; o superintendente de Produção Agropecuária, Adriano Bouzas; a coordenadora de Contratos e Convênios, Sandra Carvalho; e o agrônomo Paulo Perene.
A presença do diretor administrativo-financeiro da Bahia Pesca, Antônio Laborda, também destacou a relevância da pauta pesqueira na agenda.
Agenda em Brasília
A comitiva cumpriu uma série de reuniões com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Codevasf, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
No encontro com o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, o destaque foi o melhoramento genético de ovinos e caprinos, além de temas como produção irrigada e ampliação das exportações baianas.
Na sequência, o secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros, recebeu a comitiva para discutir ações e oportunidades voltadas à pesca e à aquicultura no estado.
Já na Codevasf, o foco foi a apresentação de um projeto para o aproveitamento produtivo de poços com água salobra, iniciativa que pode ampliar as possibilidades de produção agrícola no semiárido baiano.
O apoio aos produtores rurais e o fortalecimento da citricultura foram temas da reunião no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Por fim, no Ministério do Desenvolvimento Agrário, a comitiva tratou do Programa Garantia-Safra e de ações voltadas à agricultura familiar.
Agronegócio
Algodão do Oeste baiano avança rumo à Indicação Geográfica
Grupo de trabalho reúne instituições para valorizar qualidade e ampliar competitividade do produto no mercado
A criação de um grupo de trabalho (GT) para dar início ao processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) do algodão branco produzido no Oeste da Bahia foi um dos principais temas discutidos em reunião promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). O encontro ocorreu nesta terça-feira (9), no estande do Governo do Estado durante a Bahia Farm Show 2026, em Luís Eduardo Magalhães, e contou com a presença do secretário da pasta, Vivaldo Góis.
“O grupo de trabalho terá a missão de monitorar e iniciar o processo de Indicação Geográfica do algodão do Oeste baiano. É um passo importantíssimo para o nosso estado, qualificando o produto para uma melhor inserção nos mercados nacional e internacional”, destacou a chefe de gabinete da Seagri, Jorgete Oliveira.
Além da Seagri, o GT será composto por representantes da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), da Embrapa e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), entre outras instituições.
Para a engenheira agrônoma, professora da Ufob e pesquisadora Miriam Nogueira, a iniciativa reforça a singularidade da produção regional. “Essa reunião foi muito proveitosa, e estamos muito empolgados com o projeto da IG, que vai demonstrar que o algodão do Oeste da Bahia possui características marcantes que o diferenciam daquele produzido em outras regiões do país”, afirmou.
Segundo a especialista, fatores como alta luminosidade, temperatura e manejo da pluma contribuem para a qualidade superior da fibra. Análises realizadas por meio do método HVI (High Volume Instrument) indicam que a brancura do algodão da região tem alcançado as melhores classificações do país.
O diretor executivo da Abapa, Gustavo Prado, ressaltou que o reconhecimento da IG tem como objetivo valorizar e evidenciar os diferenciais do produto. “A parceria entre os setores público e privado é fundamental e já demonstrou bons resultados, como no trabalho fitossanitário realizado com a Adab, que é referência nacional. Acreditamos que o projeto da Indicação Geográfica seguirá o mesmo caminho de sucesso”, avaliou.
A próxima reunião do grupo está prevista para julho, quando serão discutidas as etapas do processo de solicitação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), além da organização de documentos e iniciativas necessárias para compor o dossiê técnico.
“Além de valorizar a região, o reconhecimento da IG contribuirá para ampliar o valor agregado e o retorno econômico do algodão produzido no Oeste baiano”, concluiu Prado.
Agronegócio
Bahia reforça agronegócio com obras rodoviárias e novo laboratório de fibras na Farm Show 2026
Entrega de pavimentação, inauguração de centro tecnológico e anúncios de investimentos marcam abertura da feira em Luís Eduardo Magalhães
A entrega da pavimentação da BA-461, no trecho entre o entroncamento da BA-460, no distrito de Bela Vista, e a comunidade da Bungue, além da inauguração do novo Laboratório do Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), marcaram a agenda do governador Jerônimo Rodrigues durante a abertura da Bahia Farm Show 2026, nesta segunda-feira (8), em Luís Eduardo Magalhães. As iniciativas reforçam os investimentos em infraestrutura, logística e inovação para o fortalecimento do agronegócio baiano.
“Hoje entregamos o laboratório da Abapa, uma estrutura altamente qualificada que vai muito além da análise do algodão. É uma ferramenta que auxilia os produtores nas decisões de comercialização e exportação, garantindo transparência e qualidade. Estamos falando de um equipamento capaz de realizar cerca de 40 mil análises em um curto período, fortalecendo ainda mais a cotonicultura baiana”, destacou o governador.
Na ocasião, também foram entregues certificados a produtores das cadeias da fruticultura e de outras atividades produtivas, iniciativa que contribui para fortalecer a qualidade dos produtos, ampliar oportunidades de mercado e valorizar o trabalho desenvolvido no campo. Na cerimônia de abertura da maior feira do agronegócio do Norte e Nordeste, também foi destacada a entrega da pavimentação em TSD e microrrevestimento da Estrada da Linha Branca, com investimento de aproximadamente R$ 87 milhões.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Vivaldo Góis, ressaltou os investimentos realizados pelo Governo do Estado para fortalecer a infraestrutura e ampliar a competitividade do agronegócio baiano. “Além dos investimentos em estradas e aeroportos, o Estado apoia o setor por meio do Fundeagro e do Prodeagro. De 2003 a 2026, foram investidos quase R$ 240 milhões pelo Prodeagro, fortalecendo a produção agropecuária e impulsionando o desenvolvimento do setor”, afirmou.
Laboratório do algodão
Outro destaque da agenda foi a inauguração do novo Laboratório do Centro de Análise de Fibras da Abapa, considerado o maior da América Latina. A estrutura, com uma área construída de 5,7 mil metros quadrados, tem capacidade para processar até 40 mil análises de amostras por dia e foi projetada para atender à expansão da produção de algodão na região do Matopiba.
Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, os investimentos em infraestrutura são fundamentais para ampliar a competitividade do setor e melhorar o escoamento da produção agrícola baiana. “O algodão depende de melhorias em infraestrutura para continuar crescendo. Rodovias, ferrovias e outros modais são fundamentais para ampliar o escoamento da produção e fortalecer a logística do setor no estado”, destacou.
O governador Jerônimo Rodrigues assinou ainda ordem de serviço para a execução das obras de pavimentação e microrrevestimento da Estrada da Linha do Ouro, no trecho entre o entroncamento da BA-459 e a Estrada de Cariparé, no município de Riachão das Neves. Com investimento de R$ 68 milhões, por meio de parceria entre a Seagri, a Secretaria de Infraestrutura, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e produtores locais, a intervenção contribuirá para melhorar a mobilidade e fortalecer a logística regional.
Encerrando a agenda do dia, o governador participou do jantar que celebra a abertura da Bahia Farm Show, reunindo autoridades, lideranças do agronegócio, produtores rurais e representantes de instituições ligadas ao setor. O encontro marcou oficialmente o início da programação da feira e reforçou a importância estratégica do evento para a economia baiana e nacional, consolidando a Bahia como uma das principais produtoras agrícolas do país.
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