Economia
Bahia finaliza 2024 com mais de 10 GW de potência outorgada
O estado foi responsável por 23% da expansão da matriz elétrica nacional
Considerado o estado com os melhores ventos do Brasil, a Bahia finalizou 2024 com o melhor resultado de geração de energia elétrica pela fonte eólica. Com base na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), 23% da expansão da matriz elétrica nacional ano passado ocorreu no estado. Com as 45 usinas que entraram em operação, o setor eólico baiano ultrapassou 10 gigawatts (GW) de potência. Os dados constam no Informe Executivo de Energia Eólica, que é produzido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).
Quando o assunto é geração de energia elétrica Solar Fotovoltaica, os excelentes níveis de irradiação, fizeram a Bahia finalizar 2024 com 2,4 GW de potência outorgada e 79 usinas em operação. O estado, com o melhor resultado de energia solar no ranking regional de 2024, possui participação correspondente a 17% do segmento nacionalmente. Além dos aspectos naturais, o governo do Estado apresenta uma excelente cartilha de incentivos fiscais para empreendimentos de geração de energia por fonte renovável como é o caso da energia eólica, solar fotovoltaica, biomassa e hidrogênio verde.
Segundo Angelo Almeida, secretário da SDE, a Bahia possui 95% de sua matriz elétrica centralizada baseada em fontes renováveis, com destaque para a fonte eólica com 52%. “É um compromisso do governador Jerônimo Rodrigues, fazer a Bahia continuar avançando como um dos destaques na produção de energia elétrica por fontes renováveis. Estamos na vanguarda e a Bahia vive uma gigantesca janela de oportunidades neste segmento e um potencial de 170 GW de capacidade instalável de parques híbridos. Seguiremos reafirmando nosso compromisso em atrair mais investimentos que impactam especialmente o semiárido baiano”.
Geração distribuída solar fotovoltaica
O Estado da Bahia possui grande potencial para geração distribuída por meio da fonte solar fotovoltaica, com destaque para microgeração (potência instalada até 75 kW) e minigeração (potência instalada até 5 MW), caracterizadas principalmente pelas instalações de painéis em residências e prédios comerciais. Todos os 417 municípios apresentam unidades consumidoras de geração distribuída solar fotovoltaica, totalizando quase 1,3 GW de potência instalada em mais de 146 mil unidades geradoras pela modalidade, conforme dados disponibilizados pela ANEEL. Em 2024 foram realizadas 10 mil novas conexões, adicionando mais 71MW de potência instalada neste segmento.
Economia
Caravana levará 200 supermercadistas à SuperBahia 2026
Iniciativa da Abase amplia a participação do interior na maior feira do varejo alimentar do Norte e Nordeste
A Caravana Partiu SuperBahia reunirá cerca de 200 supermercadistas de diversas regiões da Bahia na SuperBahia 2026, que acontece de 28 a 30 de julho, no Centro de Convenções de Salvador.
Promovida pela Associação Baiana de Supermercados (Abase), a iniciativa busca ampliar a presença de empresários do interior do estado na maior feira do varejo alimentar do Norte e Nordeste. Os participantes terão acesso a tendências do setor, soluções tecnológicas, oportunidades de negócios e uma programação voltada para inovação, eficiência operacional e comportamento do consumidor.
A caravana contará com empresários, gestores e representantes de cidades como Feira de Santana, Barreiras, Itabuna, Jequié, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Vitória da Conquista e Teixeira de Freitas, fortalecendo a integração do setor supermercadista em diferentes regiões da Bahia.
Com o tema “Inovação Transformando o Varejo, os Processos e os Resultados”, a SuperBahia 2026 promoverá debates sobre transformação do varejo e estratégias para ampliar a competitividade das empresas.
“A Caravana Partiu SuperBahia aproxima os supermercadistas do interior das principais tendências, soluções e oportunidades do setor. Fortalecer e capacitar esses empresários é essencial para impulsionar o desenvolvimento do varejo alimentar em toda a Bahia”, afirma a presidente da Abase, Amanda Vasconcelos.
Entre os participantes confirmados está o Hiper Baratão, de Governador Mangabeira, que levará sua equipe de liderança para a feira. Segundo o CEO da rede, George Lacerda, a experiência da edição anterior reforçou a importância do evento como ambiente de negócios, relacionamento e atualização profissional.
Consolidada como a maior feira do varejo alimentar do Norte e Nordeste, a SuperBahia deve reunir milhares de visitantes, expositores e lideranças do setor, movimentando milhões de reais em negócios e contribuindo para o fortalecimento da economia baiana.
Economia
Mercado reduz projeção da inflação para 2026 pela segunda semana seguida, aponta Focus
Expectativa para o IPCA cai de 5,30% para 5,16%, enquanto previsões para PIB, dólar e Selic permanecem estáveis
Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu a expectativa para a inflação brasileira em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,30% para 5,16%.
As estimativas para os demais indicadores econômicos em 2026 permaneceram inalteradas. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) segue em crescimento de 1,99%, repetindo o resultado da semana anterior. Para 2027 e 2028, as projeções são de expansão de 1,65% e 2%, respectivamente.
No mercado cambial, a expectativa é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as projeções são de R$ 5,28 e R$ 5,34, respectivamente.
Taxa Selic
A projeção para a taxa básica de juros (Selic) em 2026 permaneceu em 14% ao ano pela terceira semana consecutiva.
Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em 17 de junho. Com isso, o mercado mantém a expectativa de pelo menos uma redução dos juros até o fim deste ano.
A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.
Para 2027 e 2028, as projeções para a Selic também permaneceram estáveis, em 12% e 10,5% ao ano, respectivamente.
Entre junho de 2025 e março de 2026, a taxa básica de juros permaneceu em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25%. Já entre setembro de 2024 e junho de 2025, o Copom promoveu sete elevações consecutivas da taxa.
Impactos da Selic na economia
Quando o Copom reduz a Selic, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando o consumo e os investimentos, o que favorece a atividade econômica.
Por outro lado, especialistas consultados pelo Banco Central para a elaboração do Boletim Focus observam que juros menores podem reduzir o ritmo de desaceleração da inflação, ao incentivarem a demanda por bens e serviços.
Já a elevação da Selic encarece o crédito e torna aplicações financeiras, como renda fixa e poupança, mais atrativas. Na avaliação do mercado, juros mais altos ajudam a conter pressões inflacionárias, mas podem limitar o crescimento econômico ao reduzir o consumo e os investimentos.
Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro na definição das taxas cobradas dos clientes.
Inflação perde força pelo quarto mês consecutivo
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os preços dos alimentos registraram a primeira queda desde novembro de 2025, contribuindo para que a inflação oficial fechasse junho em 0,16%.
O resultado do IPCA foi o menor desde outubro de 2025 e confirmou a desaceleração da inflação pelo quarto mês consecutivo.
Em maio, o índice havia sido de 0,58%. No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,64%, acima do teto da meta de inflação de 4,5%, mas abaixo dos 4,72% registrados até maio. Em junho de 2025, a inflação oficial havia sido de 0,24%.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para diversos reajustes salariais, registrou alta de 0,14% em junho e acumula 4,33% nos últimos 12 meses.
Entenda a diferença entre INPC e IPCA
O INPC mede a inflação para famílias com renda mensal entre um e cinco salários mínimos. Já o IPCA, índice oficial de inflação do país, abrange famílias com renda de um a 40 salários mínimos.
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621.
Economia
Governo publica novas regras para publicidade de bets e endurece restrições ao setor
Normas tornam obrigatórias advertências do Ministério da Fazenda em anúncios, proíbem associação das apostas a ganhos financeiros e vetam recomendações feitas por comentaristas esportivos
O governo federal publicou na noite de sexta-feira (10) novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets. As medidas entram em vigor no próximo dia 17 de julho e tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas publicitárias, além de ampliar as restrições ao conteúdo dos anúncios.
As normas foram estabelecidas por meio de duas portarias: uma editada pelo Ministério da Fazenda e outra assinada conjuntamente pelos ministérios da Fazenda, da Justiça e Segurança Pública e pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). As medidas integram a estratégia do governo de reforçar a proteção dos consumidores e ampliar a fiscalização sobre o mercado de apostas.
Advertências obrigatórias
A partir da entrada em vigor das novas regras, todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:
- “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;
- “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;
- “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.
Segundo a regulamentação, os avisos deverão ser apresentados na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do espaço do anúncio.
O modelo segue a linha adotada em campanhas de produtos sujeitos a restrições, como cigarros e bebidas alcoólicas.
Restrições ampliadas
As novas portarias também estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das casas de apostas.
Entre as principais vedações estão:
- apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;
- sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;
- criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;
- divulgar premiações ou ganhos com o objetivo de incentivar apostas;
- induzir consumidores ao erro por meio de informações falsas ou enganosas;
- utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;
- direcionar publicidade a crianças e adolescentes.
Também ficam proibidas campanhas que associem as apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro, ou que retratem o jogo como prioridade na vida dos consumidores.
Comentaristas não poderão recomendar apostas
As mudanças atingem ainda transmissões esportivas e programas de análise.
Com a entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.
A norma impede a divulgação de estratégias, análises ou opiniões que possam influenciar o público a apostar em determinado jogo, resultado ou mercado.
Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia antecipado a publicação das medidas. Segundo ele, o objetivo é evitar que comentários técnicos sejam utilizados como forma de incentivo ao jogo.
Combate às plataformas ilegais
O governo também reforçou a proibição da veiculação de anúncios de empresas de apostas sem autorização para operar no país.
A restrição vale para veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação.
De acordo com Durigan, a política adotada pelo governo é de “tolerância zero” contra as bets ilegais. A iniciativa complementa ações recentes, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a retirada do ar de milhares de sites irregulares.
Penalidades
O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas para as empresas autorizadas.
As punições previstas incluem:
- multas de até 20% do faturamento da operadora;
- suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;
- cassação da licença em casos de reincidência grave.
Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos de comunicação e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão ser multados em até R$ 14 milhões.
O governo também prevê a responsabilização das casas de apostas por eventuais infrações cometidas por influenciadores contratados para ações de divulgação, além da possibilidade de remoção de conteúdos considerados irregulares.
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