Agricultura
Projeto Parceiros da Mata avança em Ilhéus e prepara atendimento a cerca de 2 mil famílias da agricultura familiar
Encontro reuniu comunidades rurais para discutir os próximos passos da iniciativa, que prevê o início dos serviços de assistência técnica em outubro e investimentos em cadeias produtivas da região
Representantes de comunidades rurais de Ilhéus participaram, nesta segunda-feira (14), de um encontro voltado à atualização dos encaminhamentos e à preparação de uma nova etapa do Projeto Parceiros da Mata. A atividade teve como objetivo fortalecer o diálogo com as famílias, apresentar os próximos passos da iniciativa e alinhar informações sobre o início dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), previsto para outubro.
Desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o projeto tem a expectativa de atender cerca de 20 mil famílias com serviços de ATER nos quatro territórios de atuação. Em Ilhéus e municípios da região, a previsão é beneficiar aproximadamente 2 mil famílias, incluindo povos originários, comunidades quilombolas, assentados da reforma agrária e outros grupos tradicionais.
Durante o encontro, foram discutidas as perspectivas de atuação da assistência técnica e identificadas demandas relacionadas às atividades produtivas desenvolvidas pelas comunidades. Entre os temas abordados estiveram as cadeias produtivas do cacau, mandioca, mel e leite, além das oportunidades de agregação de valor por meio da agroindustrialização.
Segundo o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, o diálogo com os agricultores e agricultoras é fundamental para compreender as necessidades e potencialidades da agricultura familiar na região.
“Estamos fazendo um debate crucial para a agricultura familiar, que é a assistência técnica e extensão rural. Também queremos garantir investimentos nas cadeias produtivas, sobretudo com um olhar para a agroindústria, considerando as particularidades desse território, que tem forte produção de cacau, mas também atividades importantes como mandioca, mel e leite, que podem ser transformados e gerar mais renda para as famílias”, afirmou.
A coordenadora executiva do Projeto Parceiros da Mata, Cida Oliva, destacou que a participação social é um dos pilares da iniciativa.
“O projeto tem como objetivo promover a participação social da agricultura familiar. A proposta é construir coletivamente caminhos para um desenvolvimento sustentável e adequado às realidades destas comunidades”, explicou.
Entre os participantes do encontro esteve a cacique Valdelice Tupinambá, do município de Olivença. Ela ressaltou a importância de compreender como as ações do projeto poderão contribuir para o fortalecimento das comunidades indígenas da região.
“Fomos contemplados pelo projeto e estamos aqui para ouvir e entender como ele chega à nossa comunidade. É importante saber que as políticas públicas também pensam em nós, povos originários do sul da Bahia, que enfrentamos muitas dificuldades. Essas ações mostram um caminho para alcançarmos sustentabilidade, com a terra demarcada, autossustentação, alimentação na mesa e condições para viver com qualidade”, destacou.
Sobre o projeto
O Projeto Parceiros da Mata é executado pela CAR, vinculada à SDR, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
A iniciativa atua nos Territórios de Identidade Baixo Sul, Litoral Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio de Contas, com previsão de beneficiar cerca de 352 mil pessoas residentes em comunidades rurais de 77 municípios baianos, promovendo ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, inclusão produtiva, sustentabilidade e geração de renda.
Agricultura
Abatedouro de Casa Nova é requalificado e amplia capacidade de processamento da produção regional
Unidade administrada por cooperativa da agricultura familiar recebe melhorias estruturais e novos equipamentos para fortalecer a comercialização de caprinos, ovinos e suínos no Sertão do São Francisco
Um abatedouro de caprinos, ovinos e suínos localizado no município de Casa Nova, no norte da Bahia, passou por obras de requalificação e ampliação, além de receber novos equipamentos voltados ao processamento de produtos de origem animal. A unidade, situada às margens da BR-235, no Km 397, é administrada pela Cooperativa Agropecuária Familiar Sertão Forte de Casa Nova e Região (COOAF).
A estrutura atende produtores da região, reconhecida pela forte criação de caprinos e ovinos no Território de Identidade Sertão do São Francisco. Além dessas atividades, a unidade também recebe suínos e atua no processamento de diferentes produtos de origem animal.
Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, as intervenções tiveram como objetivo adequar o empreendimento às exigências técnicas e sanitárias do setor.
“A estrutura foi adequada para atender aos requisitos relacionados ao abate e ao processamento de produtos de origem animal. A regularização sanitária estabelece as condições necessárias para que os produtos possam ser comercializados nos mercados previstos na legislação”, afirmou.
Os produtos processados na unidade são comercializados com a marca Capriforte e possuem certificação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF). O selo autoriza a comercialização, em todo o território baiano, de produtos de origem animal elaborados por estabelecimentos regularizados e em conformidade com as normas sanitárias vigentes.
As melhorias incluíram adequações na infraestrutura física e a aquisição de equipamentos destinados ao atendimento das exigências relacionadas ao abate, processamento e armazenamento da produção. Entre os itens comercializados pela cooperativa estão diversos cortes de caprinos e ovinos.
Para Valério Rocha, integrante da direção da COOAF e representante da comunidade de fundo de pasto Melancia, a requalificação fortalece a atividade produtiva na região.
“Para quem cria na região, contar com uma estrutura regularizada para o abate e o processamento facilita o encaminhamento da produção para a comercialização. A unidade também permite trabalhar diferentes formas de apresentação dos produtos”, destacou.
De acordo com Silvana Moraes, assistente técnica de apoio à gestão da cooperativa, a comercialização ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores locais.
“A comercialização continua sendo um dos maiores desafios da atividade. A estrutura cria uma alternativa para o processamento e a venda dos produtos e pode atender produtores de diferentes municípios do Território Sertão do São Francisco”, explicou.
A cooperativa trabalha com diferentes cortes de caprinos e ovinos e busca ampliar sua presença em diversos mercados. A produção também poderá abastecer mercados institucionais, como o da alimentação escolar, observados os critérios e exigências estabelecidos pela legislação.
Agricultura
ATER Produtivo vai beneficiar 80 famílias agricultoras no Semiárido Nordeste II
Estratégia executada pela Bahiater integra assistência técnica e fomento rural para fortalecer a produção, a geração de renda e a inclusão socioprodutiva de famílias da agricultura familiar no território
A Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), foi autorizada a executar a estratégia ATER Produtivo no Território de Identidade Semiárido Nordeste II. A iniciativa atenderá diretamente 80 famílias agricultoras, com investimentos que somam R$ 368 mil em recursos de fomento.
A ação integra a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) ao Programa Fomento Rural, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), promovendo ações voltadas ao fortalecimento da produção rural, à inclusão socioprodutiva e à ampliação das oportunidades de geração de renda para as famílias beneficiadas.
No território Semiárido Nordeste II, o acompanhamento das famílias será realizado pela Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), entidade com atuação voltada ao desenvolvimento rural sustentável e à convivência com as condições climáticas da região.
A autorização para execução da estratégia foi formalizada no último sábado (29), durante a 6ª Feira Territorial da Agricultura Familiar do Semiárido Nordeste II, realizada em Cícero Dantas. O evento foi promovido pela ARCAS em parceria com o Governo da Bahia e reuniu agricultores, técnicos e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento rural.
Atualmente, as ações de assistência técnica no território alcançam cerca de 3,5 mil famílias agricultoras, por meio de parcerias com organizações como a ARCAS, a Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha) e a Associação da Escola Comunitária Família Agrícola da Região de Cícero Dantas (AECFARCIDA).
A iniciativa reforça o apoio à agricultura familiar, contribuindo para o fortalecimento da produção, a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico das comunidades rurais do Semiárido baiano.
Agricultura
Feira Livre de Jaguaquara ganha novo espaço com 444 bancadas para comerciantes
Estrutura implantada pela CAR reúne feirantes em ambiente mais organizado e amplia as condições de comercialização da agricultura familiar no Vale do Jiquiriçá
A Feira Livre de Jaguaquara passou a funcionar, desde sexta-feira (28), na área externa do Mercado Municipal do município, localizado no território de identidade Vale do Jiquiriçá. O novo espaço conta com 444 bancadas destinadas à comercialização de produtos da agricultura familiar e de outros segmentos, oferecendo melhores condições de trabalho para feirantes e maior conforto para os consumidores.
A intervenção foi realizada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa integra o projeto de requalificação do Mercado Municipal de Jaguaquara, cuja primeira etapa, o Mercado de Cereais Agnaldo Silva, foi concluída e entregue em maio deste ano.
A nova estrutura concentra os comerciantes em um espaço adequado para a realização da feira, fortalecendo a comercialização de produtos locais e contribuindo para a organização das atividades econômicas no município.
As ações de melhoria da infraestrutura comercial de Jaguaquara terão continuidade. Entre os projetos previstos estão a requalificação do Mercado Municipal do Entroncamento de Jaguaquara e do Mercado de Carnes e Vísceras, além da ampliação do Centro de Comercialização de Animais e da construção de pontes em comunidades rurais.
Para os feirantes, a nova estrutura representa avanço nas condições de trabalho. Euvardir Santos Costa, conhecido como Branco do Coentro, relembrou as dificuldades enfrentadas por décadas na feira.
“Eu comecei a vender verdura com meu pai. Naquele tempo, a feira era no chão e a gente não tinha barraca. Era uma feira desorganizada. Agora, temos barracas novas e banheiro, que a gente não tinha. A gente está numa felicidade de ganhar as barracas. É muito importante o governo investir na agricultura familiar e isso é o melhor para o homem do campo, para os feirantes e para quem vem comprar aqui na nossa mão”, afirmou.
A feirante Marinalva da Silva, conhecida como Dona Nalva, destacou a melhoria das condições sanitárias e estruturais.
“A gente trabalhava numa barraca muito velha, tinha muita barata, rato. Mas agora temos barracas muito lindas. Agora espero que todo mundo saiba usar, zelar e cuidar desse espaço”, declarou.
-
Serviçoshá 1 diaVagas de emprego na Bahia para esta segunda-feira (15)
-
Políticahá 3 diasHumorista Gustavo Mendes ironiza ACM Neto em vídeo sobre contratos investigados pela Prefeitura de Salvador
-
Políticahá 2 diasAnotação com nome “Netinho” encontrada na casa de Ciro Nogueira gera especulações nas redes sociais
-
Políticahá 2 diasPresidente de associação rural rebate ACM Neto e defende permanência da Fenagro em Salvador

