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Economia

Planejamento funerário impulsiona mercado bilionário e moderniza o setor no Brasil 

Com tecnologia, novos serviços e mudança cultural, segmento movimenta R$ 13 bilhões por ano e amplia atuação além dos momentos de perda 

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financeira e pela ampliação dos serviços oferecidos, o setor funerário brasileiro atravessa uma fase de forte expansão econômica
Foto: Pixabay

Planejar o próprio funeral já não é mais um assunto restrito aos momentos de perda ou às conversas evitadas dentro de casa. Impulsionado pelo envelhecimento da população, pela busca por segurança financeira e pela ampliação dos serviços oferecidos, o setor funerário brasileiro atravessa uma fase de forte expansão econômica e modernização. Hoje, o segmento movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano no país, segundo levantamento da Zurik Advisors para o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep). 

O mercado passou a incorporar estratégias de relacionamento, tecnologia, benefícios assistenciais e serviços personalizados, aproximando-se de áreas como seguros, saúde suplementar e assistência familiar. O que antes era visto apenas como um serviço emergencial tornou-se um modelo de negócio contínuo, baseado em acolhimento, planejamento e conveniência. 

Expansão 

Dados do Sincep apontam que o Brasil possui mais de 11 mil empresas ligadas ao setor funerário, incluindo funerárias, cemitérios, crematórios e administradoras de planos funerários. A expansão acompanha uma mudança cultural no comportamento dos consumidores, que passaram a enxergar o planejamento funerário como parte da organização financeira da família. 

A cremação é um dos exemplos mais visíveis dessa transformação. Levantamentos do setor indicam aumento significativo da procura pelo serviço nos últimos anos, impulsionado pela praticidade, pela redução de custos de manutenção e por questões ambientais. Em paralelo, empresas investem em memoriais digitais, velórios transmitidos on-line, homenagens virtuais e plataformas de atendimento remoto. 

Modernização 

Na Bahia, o movimento também ganha força. Em Salvador, o plano funerário Campo Santo Familiar vem se consolidando como um dos principais casos de crescimento do segmento ao ultrapassar recentemente a marca de 20 mil vidas assistidas. Com a chancela da Santa Casa da Bahia, o serviço ampliou sua atuação ao apostar em benefícios em vida, atendimento humanizado e parcerias na área de saúde. 

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Segundo o gestor de projetos do Campo Santo Familiar, Eduardo Fernandes, o setor passou a ocupar um espaço mais estratégico no orçamento familiar. “As pessoas começaram a compreender que o plano funerário não atende apenas ao momento de despedida. Ele oferece proteção financeira, acolhimento e tranquilidade para toda a família”, afirma. 

Ele ressalta, ainda, que a profissionalização ajudou a transformar a imagem do setor perante a sociedade. “Hoje há investimento em tecnologia, experiência do cliente, qualificação de equipes e melhoria dos serviços. O segmento deixou de atuar apenas na urgência para construir um relacionamento permanente com as famílias”, diz. 

Benefícios 

A coordenadora de marketing do Campo Santo Familiar, Samara Bastos, destaca que os benefícios agregados vêm aproximando novos públicos do setor funerário. “Os serviços em vida fizeram muita diferença nessa transformação. Muitas famílias chegam inicialmente interessadas em descontos em consultas, exames, farmácias e outros parceiros e acabam entendendo a importância do planejamento”, explica. 

Segundo ela, a comunicação do segmento também precisou evoluir. “As pessoas querem acolhimento, praticidade e transparência. O setor funerário precisou se humanizar ainda mais e adaptar sua linguagem a um consumidor mais informado e conectado”, afirma. 

Tecnologia 

A digitalização tornou-se uma das principais apostas do mercado funerário brasileiro. QR codes em lápides, sistemas on-line de atendimento, cerimônias híbridas e plataformas digitais de homenagem já fazem parte da rotina de muitas empresas do setor. A tendência é que a personalização dos serviços continue crescendo nos próximos anos. 

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Especialistas apontam que a chamada “economia da despedida” se consolidou como um dos segmentos mais resilientes do país, mantendo crescimento mesmo em períodos de instabilidade econômica. A regulamentação nacional dos planos funerários e a ampliação do acesso aos serviços contribuíram para atrair novos investimentos e acelerar a profissionalização do mercado. 

Mais do que lidar com o luto, o setor funerário brasileiro passou a atuar em áreas como assistência familiar, experiência do cliente, tecnologia e planejamento financeiro — uma transformação que ajuda a explicar por que um tema historicamente tratado como tabu passou a movimentar bilhões de reais no país. 

Economia

Bahia reforça papel estratégico na indústria do petróleo durante congresso de petroleiros

Evento em Salvador reúne lideranças e destaca geração de empregos, royalties e retomada de investimentos no setor energético

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“Petroleiros na luta por um Brasil soberano e democrático”, o congresso promoveu debates sobre os desafios da indústria de petróleo e gás,
Foto: Eduardo Andrade/Ascom SDE

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) participou, nesta sexta-feira (29), da abertura do XV Congresso das Petroleiras e Petroleiros da Bahia, realizado em Salvador pelo Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA). Com o tema “Petroleiros na luta por um Brasil soberano e democrático”, o congresso promoveu debates sobre os desafios da indústria de petróleo e gás, a defesa da soberania energética nacional, os investimentos no setor e a valorização dos trabalhadores.

Representando o Governo do Estado, o diretor de Interiorização do Desenvolvimento e Fomento à Indústria de Energias Renováveis da SDE, Tarcísio Branco, levou aos participantes uma mensagem em nome da gestão estadual.

Durante sua fala, Tarcísio destacou a relevância histórica da Bahia para a indústria do petróleo e para o desenvolvimento energético brasileiro. Segundo ele, o estado mantém uma relação profunda com a trajetória do setor, desde a descoberta do primeiro poço comercial de petróleo do país, em Lobato, passando pela implantação da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), até a consolidação de uma das mais importantes organizações sindicais da categoria.

“Olhando para esta plenária, vemos a própria história da soberania energética brasileira. A Bahia foi o berço da produção comercial de petróleo no país e continua sendo uma referência na formação de profissionais, na geração de conhecimento técnico e na capacidade produtiva que impulsiona o desenvolvimento nacional”, afirmou.

O setor encerrou 2025 sustentando mais de 225 mil empregos no estado. Além disso, a atividade gerou a distribuição de R$ 603,4 milhões em royalties para 269 municípios baianos, contribuindo para investimentos em infraestrutura, educação, saúde e saneamento.

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Outro ponto destacado foi a importância da ampliação da capacidade nacional de refino e do fortalecimento da produção de fertilizantes. Nesse contexto, a retomada gradual das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA) foi apontada como uma iniciativa estratégica para reduzir a dependência externa do país, fortalecer o agronegócio, impulsionar o Polo Industrial de Camaçari e gerar empregos qualificados.

Ao encerrar sua participação, Tarcísio reafirmou o compromisso do Governo da Bahia com o fortalecimento da indústria, a atração de investimentos e a valorização dos trabalhadores. “Não existe desenvolvimento sustentável sem respeito a quem constrói essa indústria todos os dias. O fortalecimento da atividade petrolífera precisa caminhar ao lado da qualificação profissional, da proteção trabalhista, da inovação tecnológica e da geração de oportunidades para o povo baiano”, destacou.

O evento reuniu lideranças sindicais, políticas e sociais, entre elas Elizabete Sacramento, coordenadora-geral do Sindipetro Bahia; Deyvid Bacelar, da Federação Única dos Petroleiros (FUP); o ex-deputado estadual Radiovaldo Costa; Lucimar Vita Machado, presidente da CUT Bahia e diretor do Sindipetro; Bárbara Bezerra, coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP; Josué Pereira, representante da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ); e Edivagno Matos, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

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Economia

Bahia gera 8,4 mil empregos formais em abril e mantém sequência de crescimento

Estado registra quarto mês seguido de saldo positivo e lidera geração de vagas no Nordeste

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A Bahia gerou 8.461 postos de trabalho com carteira assinada em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

A Bahia gerou 8.461 postos de trabalho com carteira assinada em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado marca o quarto mês consecutivo de saldo positivo em 2026. As informações foram sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado.

No mês, três dos cinco grandes setores da economia apresentaram crescimento no estado. O segmento de serviços liderou a geração de empregos, com a criação de 4.788 vagas. Na sequência, apareceram a construção civil, com 3.124 novos postos, e a indústria geral, que registrou 2.098 vínculos formais.

Em âmbito nacional, o Brasil contabilizou saldo positivo de 85.888 vagas em abril, enquanto o Nordeste registrou a abertura líquida de 18.714 postos de trabalho. A Bahia apresentou crescimento relativo de 0,39%, índice superior ao observado tanto na região nordestina quanto no país.

Entre as 27 unidades federativas, 24 registraram saldo positivo no período. A Bahia alcançou o quarto maior resultado nacional em termos absolutos e liderou a geração de empregos no Nordeste, tanto em números totais quanto em crescimento proporcional.

Acumulado do ano

De janeiro a abril, o estado baiano acumulou 37.959 novos empregos formais, o que representa uma alta de 1,78% em relação ao estoque de vínculos no início do ano.

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O setor de serviços também lidera o crescimento no acumulado anual, com 23.595 vagas criadas. Em seguida estão a construção civil (11.021 postos), a indústria geral (5.880 vínculos) e o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 612 empregos gerados.

No mesmo período, o Brasil registrou 699.762 novas vagas formais, enquanto o Nordeste contabilizou 70.137 postos. A Bahia, novamente, apresentou desempenho superior, com crescimento proporcional acima das médias nacional e regional.

No acumulado de 2026, 26 estados apresentaram expansão do emprego com carteira assinada. A Bahia figura com o sétimo maior saldo absoluto do país e mantém a liderança no Nordeste. Em termos relativos, ocupa a décima posição nacional e a primeira colocação entre os estados nordestinos.

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Economia

Operação desarticula esquema milionário de corrupção no setor de combustíveis na Bahia

Investigações apontam prejuízo de cerca de R$ 400 milhões aos cofres públicos; auditor fiscal e outros suspeitos foram presos em ação conjunta do MPBA, Sefaz e Polícia Civil

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Uma operação do Ministério Público da Bahia (MPBA), em conjunto com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA) e a Polícia Civil,
Foto: Ascom/MPBA

Uma operação do Ministério Público da Bahia (MPBA), em conjunto com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA) e a Polícia Civil, desarticulou um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis. A ação resultou na prisão de um auditor fiscal da Sefaz-BA e de outras duas pessoas, na manhã desta quinta-feira (21). A estimativa é de que os prejuízos aos cofres públicos girem em torno de R$ 400 milhões.

Uma das peças-chave para a descoberta do esquema foi a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), área da Sefaz-BA que integra a força-tarefa responsável por dar seguimento à operação anterior, a Primus, que identificou a relação entre a ação fraudulenta e o crime organizado.

Batizada de “Khalas”, a operação revelou que o grupo criminoso utilizava o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais. O esquema visava ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades clandestinas de mistura, conhecidas como “batedeiras”.

“Essa operação de hoje é decorrente de uma operação anterior, a Operação Primus. A partir daí, todo o levantamento de informações e as apreensões realizadas na operação anterior levaram a esta nova fase, deflagrada hoje”, explicou o superintendente de Administração Tributária, José Luiz Souza.

O promotor de Justiça Cláudio Jenner afirmou que a apuração inicial já havia resultado em denúncia por crimes contra a ordem econômica, lavagem de capitais e organização criminosa. No entanto, o aprofundamento das investigações revelou um esquema ainda maior, incluindo a prática de sonegação fiscal e a participação de servidores públicos e empresas que não haviam sido identificados anteriormente.

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“O que acontece é que, na medida em que há a adulteração do combustível, não se mexe apenas na qualidade do produto, mas também na quantidade. Quando há a mistura de combustível regular com solventes, nafta ou outros produtos químicos, ocorre uma ampliação artificial desse produto. Essa diferença tributária não é recolhida e, muitas vezes, são utilizados produtos que nem sequer são combustíveis propriamente ditos. Isso gera uma sonegação total sobre esse volume comercializado irregularmente”, explicou o promotor.

Ainda conforme as apurações, entre 2023 e o fim de 2025, cerca de 111 milhões de litros de combustíveis foram desviados para essas unidades clandestinas de mistura, adulterados e posteriormente distribuídos de forma irregular no mercado. O volume é considerado elevado e serve de base para a estimativa inicial de prejuízo tributário apurada pela Sefaz-BA.

Modus operandi

Segundo o delegado do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Fábio Lordello, a organização criminosa operava como uma estrutura empresarial, utilizando empresas e pessoas interligadas para explorar brechas legislativas e falhas de fiscalização, com o objetivo de obter lucro ilícito por meio da adulteração de combustíveis.

“Essa organização se planejou como um verdadeiro modelo de negócio, desde a aquisição de produtos químicos empregados na adulteração até a distribuição irregular do combustível. Havia toda uma logística estruturada para misturar esses produtos e depois distribuir o combustível adulterado para a rede de postos”, afirmou o delegado.

Além das prisões, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Nesta última, dois servidores públicos municipais foram afastados.

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Força-tarefa

A operação foi coordenada pelo MPBA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Sefaz-BA) e a Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado no Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco).

Participaram da ação oito promotores de Justiça, 26 delegados de Polícia, 90 policiais civis, dois servidores do Fisco estadual, oito servidores do MPBA e dez policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

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