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Política

Negligência à primeira infância expõe atraso de Salvador em política essencial

Apesar de avanços pontuais, capital baiana falha em transformar dados e conhecimento científico em políticas estruturadas, enquanto exemplos como Boa Vista (RR) mostram caminhos já consolidados

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Mesmo diante de amplo conhecimento científico e de experiências bem-sucedidas no Brasil e no exterior, Salvador se destaca negativamente

Mesmo diante de amplo conhecimento científico e de experiências bem-sucedidas no Brasil e no exterior, Salvador se destaca negativamente no cenário nacional de políticas voltadas à primeira infância. O quadro reflete uma realidade mais ampla do país, que segue desperdiçando gerações ao não priorizar ações estruturadas para crianças de 0 a 6 anos.

Segundo dados do IBGE, apenas 1.484 municípios brasileiros possuíam Planos Municipais pela Primeira Infância formalmente instituídos em 2023. Salvador, embora detenha quase totalidade do registro civil e conheça com precisão o perfil de suas crianças, ainda patina para tirar do papel uma política integrada, com metas consideradas tímidas diante de um público estimado em mais de 100 mil crianças em situação de vulnerabilidade.

Na capital baiana, os avanços concentram-se sobretudo no registro civil, na atenção básica à saúde e na estabilização da mortalidade infantil. No entanto, a falta de creches, a baixa escala de atendimento e a ausência de integração efetiva entre saúde, educação e assistência social revelam a fragilidade da atuação municipal. A própria meta anunciada — atender cerca de 5 mil crianças e famílias — expõe a falta de prioridade diante da dimensão do problema.

O texto traça um paralelo histórico com a antiga Roda dos Enjeitados, símbolo do abandono infantil no Brasil colonial, para evidenciar que, embora o país tenha avançado institucionalmente, ainda reproduz práticas excludentes sob novas formas. Salvador surge como retrato fiel dessa contradição: conhece seus cidadãos desde o nascimento, mas falha em garantir proteção integral na fase mais decisiva da vida.

Em contraste, Boa Vista (RR) é apresentada como exemplo de política bem-sucedida. Com planejamento, orçamento definido e continuidade administrativa, a capital roraimense estruturou um modelo integrado de atenção à primeira infância, reduziu a mortalidade infantil, ampliou a frequência escolar e colheu resultados sociais e econômicos concretos.

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A comparação expõe o atraso de Salvador e de grande parte das capitais brasileiras. Ao ignorar evidências e postergar decisões estratégicas, o poder público compromete não apenas o presente das crianças, mas o futuro social e econômico do país. Investir na primeira infância, reforça o texto, não é retórica nem caridade: é política pública essencial — e Salvador ainda está longe de tratá-la como tal.

Política

Governo da Bahia encaminha à ALBA proposta de orçamento de R$ 90,9 bilhões para 2027

Projeto de Lei Orçamentária Anual prevê crescimento de 17,4% em relação a 2026, com prioridade para áreas sociais e ampliação dos investimentos em infraestrutura

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O Poder Executivo estadual encaminha à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nesta quarta-feira (30), o Projeto de Lei Orçamentária Anual
Foto: Thuane Maria/GOVBA

O Poder Executivo estadual encaminha à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nesta quarta-feira (30), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027, que prevê um orçamento total de R$ 90,9 bilhões, considerando os Orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de Investimento das Empresas Estatais. O montante representa um crescimento de 17,4% em relação ao orçamento de 2026. 

A proposta foi elaborada sob a coordenação da Secretaria do Planejamento (Seplan), em articulação com as demais secretarias e órgãos estaduais, para definir a distribuição dos recursos entre as diversas áreas de atuação do governo. O projeto também considera as estimativas de receitas que darão suporte à programação das despesas para o próximo exercício. 

Do total previsto, R$ 61,6 bilhões estão destinados à área social, o que representa um aumento de 13,2% em comparação com 2026. Entre as principais funções contempladas estão Saúde, com R$ 14,9 bilhões; Educação, com R$ 14,5 bilhões; e Segurança Pública, com R$ 8,5 bilhões. O orçamento também reserva R$ 14,3 bilhões para Previdência Social, R$ 2 bilhões para Saneamento e R$ 1,6 bilhão para Assistência Social e Direitos da Cidadania. 

Na área de infraestrutura e desenvolvimento econômico, estão previstos cerca de R$ 4,4 bilhões. O PLOA amplia os recursos destinados ao setor de transportes, com a previsão de continuidade de obras estruturantes voltadas à mobilidade urbana e à logística estadual. 

Entre os projetos estratégicos destacados estão o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador, a expansão do sistema metroviário, a Ponte Salvador-Itaparica e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). 

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Os investimentos previstos nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social somam R$ 9,8 bilhões, o que representa um aumento de 25,7% na comparação com o orçamento de 2026. 

Cenário econômico 

O PLOA para 2027 considera um crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. A proposta também adota como parâmetros macroeconômicos uma inflação medida pelo IPCA de 4,2%, taxa Selic de 12% ao final do período e câmbio de R$ 5,30 por dólar. 

A mensagem que acompanha o projeto destaca ainda um cenário internacional marcado por incertezas associadas às tensões geopolíticas e comerciais, fatores que podem influenciar o desempenho da economia nos próximos anos. 

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Eleições 2026

Sozinho na tela: ACM Neto entre facas, segredos e um marqueteiro no Ceará

Após breve entrevista do candidato, TV Bahia exibiu um filme sobre herdeiros que perdem a herança

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de 15 minutos com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, um dos principais nomes na corrida pelo Governo da Bahia.
Foto: Reprodução

A programação da noite de terça-feira (29) trouxe uma coincidência que chamou a atenção de observadores da disputa eleitoral baiana. Às 22h15, a TV Bahia exibiu o filme Entre Facas e Segredos, suspense que gira em torno de uma disputa por herança familiar. Horas antes, a emissora havia veiculado uma entrevista de 15 minutos com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, um dos principais nomes na corrida pelo Governo da Bahia.

Durante a entrevista, ACM Neto destacou sua trajetória política e a preparação acumulada ao longo dos anos para disputar o cargo de governador. O momento ocorreu em meio à intensificação da campanha e ao aumento da competitividade entre os candidatos na reta final do processo eleitoral.

Nos bastidores, a ausência do marqueteiro João Santana na agenda do candidato também chamou atenção. O publicitário esteve no Ceará para acompanhar compromissos políticos em outro estado. Enquanto isso, o governador Jerônimo Rodrigues participou de atividades de campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento que reuniu grande público na capital baiana.

O cenário ganhou novos contornos nesta quarta-feira (30) com a divulgação da pesquisa AtlasIntel/A TARDE. Segundo o levantamento, Jerônimo Rodrigues aparece com 50,7% dos votos válidos, enquanto ACM Neto registra 47,5%, indicando uma mudança na liderança da disputa.

Os números reforçam o clima de expectativa para os últimos movimentos da campanha e apontam para uma eleição marcada pelo equilíbrio e pela disputa voto a voto entre os principais candidatos.

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Política

Bahia amplia combate à fome com inauguração de cozinhas comunitárias em quatro municípios

Unidades instaladas em Almadina, Santa Cruz da Vitória, Piatã e Cristópolis vão ofertar mais de 251 mil refeições por ano para pessoas em situação de vulnerabilidade social 

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A Bahia deu mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional com a inauguração
Foto: Caio Leal/Ascom Bahia Sem Fome

A Bahia deu mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional com a inauguração de quatro cozinhas comunitárias municipais por meio do Programa Bahia Sem Fome. As novas unidades foram entregues nos municípios de Almadina, Santa Cruz da Vitória, Piatã e Cristópolis e passam a garantir refeições gratuitas e de qualidade para a população em situação de vulnerabilidade social. 

As primeiras entregas ocorreram nos dias 13 e 14 de setembro, em Almadina e Santa Cruz da Vitória, respectivamente. Cada uma das cozinhas tem capacidade para atender 200 pessoas por dia, com previsão de distribuir 50.400 refeições ao longo de um ano de funcionamento. 

No dia 22 de setembro, foi inaugurada a Cozinha Comunitária Municipal de Piatã. O equipamento possui capacidade para atender 400 pessoas e disponibilizar 100.800 refeições ao longo de 12 meses, com funcionamento cinco dias por semana. 

Já em Cristópolis, a cozinha comunitária atenderá diariamente 200 pessoas, com previsão de distribuir 50.400 refeições durante o período de um ano, também com atendimentos realizados cinco vezes por semana. 

Segurança alimentar e inclusão social 

As novas unidades integram as ações desenvolvidas pelo Programa Bahia Sem Fome para ampliar o acesso à alimentação adequada e contribuir para o enfrentamento da insegurança alimentar em diferentes regiões do estado. 

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Os equipamentos são destinados à produção e distribuição de refeições prontas para pessoas em situação de vulnerabilidade social, fortalecendo a rede de proteção social dos municípios e promovendo mais dignidade para famílias que enfrentam dificuldades de acesso à alimentação. 

Mais de 251 mil refeições por ano 

Somadas, as quatro cozinhas comunitárias têm capacidade para ofertar 251.600 refeições ao longo de um ano, ampliando o alcance das ações de segurança alimentar e nutricional promovidas pelo Governo da Bahia. 

A iniciativa reforça o compromisso do Estado com o combate à fome e a promoção da segurança alimentar, garantindo que milhares de baianos tenham acesso regular a refeições nutritivas e de qualidade. 

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