Agricultura
Bahia colhe inclusão, renda e desenvolvimento com a agricultura familiar
São mais de 400 agroindústrias implantadas ou em processo de requalificação, produzindo mais de 6 mil produtos
O primeiro semestre de 2025 foi marcado por avanços significativos no fortalecimento da agricultura familiar na Bahia. Por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o Governo do Estado consolidou um conjunto de ações estruturantes que estão transformando a vida de milhares de famílias no campo, promovendo inclusão produtiva, geração de renda, segurança alimentar e desenvolvimento rural.
Com o objetivo de dinamizar a economia dos municípios, a CAR entregou mercados municipais construídos ou requalificados em diversas regiões da Bahia. Os espaços fortalecem o comércio local, promovem o convívio social e estimulam as trocas culturais entre produtores, feirantes e a comunidade.
As agroindústrias também ganharam protagonismo. São mais de 400 unidades implantadas ou em processo de requalificação, produzindo mais de 6 mil produtos, como doces, iogurtes, chocolates e farinhas, que vêm conquistando espaço no mercado com identidade, qualidade e inovação. Para garantir o funcionamento eficiente dessas unidades, a CAR apoiou a contratação de 480 profissionais entre agentes de negócio, produção e gestão, promovendo um novo ciclo de valorização da produção rural.
Para ampliar o mercado e as vendas da agricultura familiar, uma parceria estratégica com os Correios foi firmada, facilitando a logística para cooperativas e associações em toda a Bahia. A iniciativa, viabilizada pela CAR em parceria com a Federação Unicafes Bahia, permite coletas programadas nas cooperativas, envio de amostras para feiras, personalização das entregas, inclusive atendimento para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e envio de produtos para todo o território nacional, com soluções logísticas mais rápidas, eficientes e seguras.
O mercado virtual da agricultura familiar, o Mercaf (www.mercaf.com.br), será diretamente beneficiada com a nova estrutura logística, que permitirá entregas em Salvador e região metropolitana em até 24 horas, com separação e customização dos pedidos.
“Estamos executando um volume inédito de políticas públicas para quem vive e trabalha no campo. A Bahia é hoje referência nacional em agricultura familiar porque atua com estratégia e sensibilidade, promovendo dignidade e dinamizando a economia rural. E a CAR tem um papel central nesse processo”, afirma Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da Companhia.
Combate à fome e fortalecimento das comunidades rurais
No combate à fome e à insegurança alimentar, a CAR estruturou 100 cozinhas comunitárias nos 14 maiores municípios da Bahia, responsáveis pela distribuição de mais de 1,5 milhão de refeições no primeiro semestre de 2025. A iniciativa foi ampliada com o lançamento do programa Comida no Prato 2, que destinará R$ 38 milhões à implantação de outras 100 cozinhas comunitárias em todo o estado.
No enfrentamento aos efeitos da estiagem no Semiárido baiano, a CAR coordenou uma série de ações emergenciais que beneficiaram mais de 33 mil famílias até junho de 2025. Entre as medidas, destaca-se a distribuição de 150 mil sacas de milho, parte de um total de 250 mil sacas previstas, para garantir alimentação dos rebanhos. Também foram instalados tanques-pipa e equipamentos diversos, além da implantação de tecnologias sociais voltadas à captação, armazenamento e uso eficiente da água, como as cisternas calçadão e os barreiros trincheira, soluções sustentáveis e adaptadas à realidade do Semiárido.
O fomento à produção foi reforçado com a entrega de kits produtivos, maquinários e insumos a milhares de famílias e grupos produtivos. São ações que fortalecem sistemas produtivos como leite, mel, mandioca, horticultura, galinha caipira, entre outros.
Em paralelo, a CAR tem avançado no programa de habitação rural, com a retomada de obras paralisadas e a construção de novas unidades por meio do Viver no Campo – Minha Casa Minha Vida Rural, priorizando comunidades quilombolas, indígenas e assentamentos rurais.
Sustentabilidade e inclusão no Semiárido e na Mata Atlântica
Dois grandes projetos estruturantes marcaram o primeiro semestre de 2025: o Parceiros da Mata, focado em inclusão socioprodutiva e sustentabilidade nos territórios da Mata Atlântica, e o Sertão Vivo, voltado à promoção da resiliência climática das famílias do Semiárido. Juntos, os projetos beneficiarão mais de 600 mil pessoas, com ações que fortalecem a produção rural, geram renda e protegem o meio ambiente. Os investimentos somados ultrapassam R$ 1 bilhão, impactando diretamente o presente e o futuro do desenvolvimento rural na Bahia.
Feiras e eventos
A CAR também participou de grandes eventos nacionais, como a Naturaltech (São Paulo), a Bahia Origem Week (Brasília) e o Bahia Farm Show (Luís Eduardo Magalhães), levando os produtos da agricultura familiar baiana para o cenário nacional. Foram apoiados lançamentos que reforçam a identidade dos territórios, como o suco de uva de Sobradinho, doces do Semiárido, cajuína do Nordeste e os chocolates da Bahia Cacau — produtos que aliam qualidade, inovação e histórias de resistência e trabalho coletivo.
Agricultura
Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário
Decisão do Ministério da Agricultura atende articulação do Governo da Bahia e visa proteger a cacauicultura nacional em meio à crise do setor
O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou, nesta terça-feira (24), o Despacho Decisório nº 456/2026, que determina a suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim. A decisão baseia-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos oriundos de países vizinhos para o território marfinense, o que permite a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao mercado brasileiro.
A medida resulta de uma ação articulada e coletiva, coordenada pelo Governo da Bahia em diálogo permanente com o Governo Federal, envolvendo representantes do setor produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia, do Congresso Nacional, do Ministério da Agricultura e de outros órgãos estratégicos.
Para os produtores, a decisão tem impacto direto tanto na segurança fitossanitária da lavoura cacaueira quanto no ambiente econômico do setor. Ao reduzir o risco de entrada de pragas e doenças no território nacional, protege-se a produção baiana. Do ponto de vista de mercado, a diminuição da oferta externa contribui para a recomposição da renda do agricultor em um momento de forte instabilidade.
Diante do agravamento da crise na cadeia produtiva do cacau, marcada por distorções de preços, insegurança regulatória e riscos sanitários, o Governo da Bahia liderou a instalação da Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura, que passou a atuar de forma coordenada junto ao Ministério da Agricultura. A comissão acompanhou o envio de uma missão técnica à África, que identificou inconsistências nos fluxos de exportação para o Brasil, culminando na decisão do Ministério pela suspensão das importações.
A suspensão, portanto, não é uma medida isolada, mas parte de um conjunto de ações estratégicas voltadas à proteção da cacauicultura brasileira, especialmente dos produtores baianos.
“O que estamos vendo agora é resultado de um trabalho coletivo, coordenado e responsável. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, liderou essa agenda, reuniu o setor, dialogou com a bancada federal e construiu, junto ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, uma resposta concreta. A suspensão das importações demonstra que estamos atentos à defesa fitossanitária e à proteção da renda do produtor”, afirmou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e integrante da comissão.
Agenda estruturante para o setor
A atuação do Governo da Bahia, no entanto, não se limita à questão das importações. A comissão instalada no início de fevereiro deste ano estruturou uma agenda mais ampla para enfrentar a crise do setor, incluindo discussões sobre o regime de drawback, medidas para coibir distorções de mercado e deságio, fortalecimento da fiscalização fitossanitária, ampliação da assistência técnica aos produtores, recomposição da capacidade institucional da Ceplac e a solicitação de um plano nacional de contenção da monilíase.
Também foram articuladas ações junto à Conab e ao Ministério da Agricultura para garantir maior transparência na divulgação da previsão oficial da safra, instrumento essencial para a estabilidade dos preços.
A suspensão temporária das importações representa, assim, um desdobramento concreto de uma agenda estruturada e construída de forma coletiva, com o objetivo de garantir segurança ao setor e estabilidade ao mercado do cacau no Brasil.
Agricultura
Investimentos ampliam e modernizam mercados municipais na Bahia
Estado requalifica 88 unidades entre 2023 e 2025 e fortalece a agricultura familiar
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ampliou os investimentos na construção, requalificação e modernização de mercados municipais em toda a Bahia. Entre 2023 e 2025, 88 unidades foram totalmente renovadas, fortalecendo o comércio local, melhorando as condições de trabalho dos feirantes e ampliando o acesso da população a alimentos saudáveis produzidos pela agricultura familiar.
Os mercados municipais desempenham papel estratégico no escoamento da produção rural, na dinamização da economia dos municípios e na valorização das feiras livres como espaços de convivência, geração de renda e preservação da identidade cultural. As intervenções buscam garantir mais conforto, segurança e organização para comerciantes e consumidores.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, os mercados “são a porta de entrada da agricultura familiar nas cidades. Quando o Estado investe nesses espaços, está garantindo dignidade para quem produz, melhores condições de trabalho para os feirantes e alimento de qualidade para a população. É desenvolvimento rural que se materializa no dia a dia dos municípios”.
Em cidades como Ribeira do Pombal, os equipamentos passaram a contar com central de abastecimento, cobertura adequada, mercado de carnes e cereais, boxes padronizados, banheiros, rede elétrica segura, áreas de circulação ampliadas e acessibilidade. A modernização impacta diretamente a rotina de feirantes e consumidores.
A feirante Emília de Jesus Santos destaca as melhorias no ambiente de trabalho. “Um lugar melhor para a gente trabalhar tem que ser assim, com barraca nova, cobertura e iluminação. Tudo limpinho e bonito para vender hortaliças, coentro, alface, cebolinha e outras coisas que colho na minha horta. Muito lindo, gostei demais!”, relata.
Além dos mercados, as feiras livres também receberam atenção especial, com a entrega de mais de 14 mil barracas padronizadas no mesmo período. A iniciativa garante mais organização, conforto e visibilidade para agricultores familiares e feirantes em diferentes regiões do estado.
Com dezenas de novos equipamentos previstos para inauguração em 2026, o Governo da Bahia segue fortalecendo a agricultura familiar, levando investimentos diretamente a agricultores, agricultoras, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, consolidando os mercados municipais como pilares do desenvolvimento rural e da segurança alimentar.
Agricultura
Bahia celebra avanços na produção de queijos no Dia Mundial do Queijo
Estado conquista reconhecimento nacional e internacional com políticas públicas que fortalecem agricultura familiar e cadeia do leite
A produção de queijos na Bahia vive um momento de destaque e reconhecimento. Neste Dia Mundial do Queijo, celebrado nesta terça-feira (20/02), o estado comemora avanços expressivos no setor, impulsionados por políticas públicas estratégicas voltadas à agricultura familiar e ao sistema produtivo do leite, executadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Nos últimos anos, mais de 90 empreendimentos familiares receberam apoio direto para fortalecer a produção de queijos e outros derivados do leite.
Os queijos baianos vêm conquistando novos mercados e reconhecimento nacional e internacional, com premiações em concursos como o Mondial du Fromage de Tours, na França, e o Concurso Mundial do Queijo, realizado no Brasil. A produção inclui uma ampla variedade: requeijão, queijo coalho de vaca e de cabra, queijos fermentados e maturados, além de receitas autorais e tipos inspirados na tradição europeia, como muçarela, ricota, parmesão e emmental.
Os investimentos do Governo do Estado abrangem assistência técnica, entrega de insumos e equipamentos, implantação e requalificação de agroindústrias familiares, além de ações de comercialização, como feiras e o Festival do Queijo Artesanal da Bahia, realizado em Salvador desde 2024.
Entre os resultados, destaca-se a Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), em Várzea Nova, que processa 30 mil litros de leite por dia e beneficia cerca de 400 famílias com a produção de queijos, iogurtes e manteiga. “Apesar dos desafios, a produção de derivados tem gerado renda e fortalecido a economia local”, afirma Fred Jordão, diretor comercial da Coopag.
O Festival do Queijo Artesanal da Bahia, em sua segunda edição em 2025, reuniu mais de 40 expositores, atraiu 25 mil visitantes e registrou recorde de vendas: 12 toneladas de queijos comercializadas e cerca de R$ 2 milhões em negócios. Para João Campos, presidente da Associação Queijo Baiano, “o apoio do Estado é essencial para o crescimento da cadeia produtiva”.
Outra iniciativa estratégica é a certificação pelos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) e pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar (SUSAF-BA), que ampliam o acesso ao mercado e garantem a segurança dos produtos.
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