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Economia

Operação Combustível Legal cancela inscrição de postos em Ipirá

Com o cancelamento da inscrição pela Sefaz-Ba, os postos ficam impedidos de funcionar, já que não podem emitir nota fiscal

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ação de fiscalização da operação Combustível Legal. Com o cancelamento da inscrição pela Secretaria da Fazenda do Estado
Foto: Ascom/Sefaz

Dois postos localizados no município de Ipirá tiveram a inscrição estadual cancelada por não estarem funcionando em horário comercial, quando seriam alvos de uma ação de fiscalização da operação Combustível Legal. Com o cancelamento da inscrição pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), os postos ficam impedidos de funcionar, já que não podem emitir nota fiscal. A ação fiscalizou um total de 60 postos em Ipirá, Santo Estevão, Itatim, Serra Preta e Anguera, entre os últimos dias 22 e 25. 

Durante a ação, o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) lacrou nove bicos de combustíveis que estavam irregulares e interditou uma bomba por funcionar com o display queimado. Já a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ba) lavrou 12 autos de infração, dos quais sete por produtos vencidos expostos para venda e cinco por ausência da placa de razão entre os preços da gasolina comum e do etanol. 

Além disso, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) colheu amostras de combustíveis para análise em laboratório. Já a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba) fez a cobrança de 32 postos que estavam em débito com a taxa do Fundo Especial de Aperfeiçoamento dos Serviços Policiais (Feaspol). 

Força-tarefa 

Entre os órgãos participantes da força-tarefa, o Ibametro é responsável por avaliar se a quantidade do combustível entregue ao consumidor está de acordo com o registrado na bomba, além de checar o bom funcionamento de bombas e bicos de combustíveis. O Procon-Ba afere questões relativas ao direito do consumidor. O DPT faz a coleta dos combustíveis para análise local e laboratorial, e a Sefaz-Ba é responsável por conferir a regularidade fiscal e cadastral das empresas. 

Integram ainda a equipe da Combustível Legal a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que analisa aspectos relacionados à qualidade do produto comercializado, entre diversos outros itens, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-Ba), que dá suporte à operação por meio das polícias Civil e Militar, esta última representada pela Companhia Independente de Polícia Fazendária (CIPfaz), e a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que se encarrega das questões de ordem jurídica. 

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Disque Denúncia 

Os consumidores que identificarem suspeitas de irregularidades em postos de combustíveis localizados no Estado da Bahia podem encaminhar queixas à operação Posto Legal por meio do serviço Disque Denúncia Bahia, disponível nos telefones 71 3235-0000 (Salvador e RMS) e 181 (interior). 

Economia

Bahia lidera geração de empregos por pequenos negócios no Nordeste em 2026

Estado criou mais de 22 mil vagas no primeiro quadrimestre, com destaque para os setores de serviços e construção

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Nos primeiros quatro meses de 2026, a Bahia registrou a criação de 22.913 postos de trabalho por micro e pequenas empresas,
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Nos primeiros quatro meses de 2026, a Bahia registrou a criação de 22.913 postos de trabalho por micro e pequenas empresas, o que coloca o estado na primeira posição do Nordeste. Somente em abril, foram gerados 6.031 novos empregos. Os dados constam no mais recente levantamento divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O setor de serviços apresentou o maior saldo de empregos no período, com 12.701 novas vagas criadas por micro e pequenas empresas. Na sequência, aparece o setor da construção, com 8.706 postos. A indústria registrou saldo de 3.101 vagas, enquanto o comércio apresentou queda de 1.942 no número de postos de trabalho gerados por pequenos negócios.

Na Bahia, as atividades econômicas que mais se destacaram na geração de empregos foram construção de edifícios (3.346 vagas), transmissão de energia elétrica (1.530), incorporação de serviços imobiliários (1.212), atividades de atendimento hospitalar (1.206) e obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (920).

Na avaliação do secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, o estado vive um momento positivo no mercado de trabalho, refletindo políticas de atração de investimentos, ampliação da qualificação profissional e o fortalecimento do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado. “As micro e pequenas empresas são as principais empregadoras no Brasil e, em nosso estado, não é diferente. Apoiar os pequenos negócios é fomentar o desenvolvimento, impulsionar a economia e criar oportunidades para a população”, afirmou o secretário. “A orientação do governador Jerônimo Rodrigues é intensificar as políticas de geração de emprego e renda”, completou.

Ranking nacional

No cenário nacional, a Bahia ocupa a sexta colocação no ranking de geração de empregos por micro e pequenas empresas, atrás de São Paulo (103.118 vagas), Minas Gerais (35.081), Paraná (34.921), Santa Catarina (30.080) e Goiás (27.542). O relatório destaca que, em todo o país, apenas no mês de abril, os pequenos negócios foram responsáveis por 83,9% dos postos de trabalho criados.

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O analista técnico do Sebrae Bahia, Anderson Teixeira, ressalta que os dados do Caged reforçam o protagonismo das micro e pequenas empresas na economia estadual. “O destaque dos setores de serviços e construção civil evidencia o dinamismo dessas atividades e sua capacidade de absorver mão de obra. Além disso, o fato de os pequenos negócios responderem por 83,9% das vagas criadas no país em abril reforça a importância de políticas de apoio ao empreendedorismo, à inovação e à competitividade, fundamentais para manter esse ciclo positivo de geração de emprego e renda”, concluiu.

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Economia

Produção em alta impulsiona agronegócio baiano, apesar de leve recuo nominal

PIB do setor cresce 1,7% em termos reais no 1º trimestre de 2026, refletindo avanço da atividade, mesmo com impacto da queda de preços

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI),
Foto:  Ascom Aiba/Divulgação

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), somou R$ 19,18 bilhões em valores correntes no primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor apresentou leve retração nominal de 0,2%, equivalente a R$ 29,0 milhões.

Apesar da pequena variação negativa em termos correntes, o desempenho do setor foi marcado pelo avanço da produção agropecuária em diversas cadeias relevantes da economia baiana. O crescimento da atividade produtiva, especialmente nas lavouras temporárias, evidenciou o dinamismo do agronegócio no estado.

Em termos reais — isto é, descontando os efeitos das variações de preços —, o PIB do agronegócio registrou expansão de 1,7% na mesma base de comparação. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção dos principais produtos agrícolas colhidos no período, com destaque para a soja, os cereais e outras culturas temporárias.

A leve queda nominal observada reflete, sobretudo, a redução dos preços de comercialização de produtos agropecuários e dos segmentos de alimentos e bebidas, que recuaram 11% e 9%, respectivamente. Ainda assim, o avanço da produção física foi suficiente para garantir crescimento em termos reais.

“Apesar da redução observada em valores correntes, o crescimento real do setor evidencia a manutenção do dinamismo da atividade agropecuária baiana, sustentada pelo aumento da produção física das principais culturas agrícolas do estado”, afirma o economista e coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano.

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No conjunto da economia estadual, o agronegócio respondeu por 13,5% do PIB da Bahia no primeiro trimestre de 2026. Embora relevante, a participação é inferior à registrada no mesmo período de 2025, quando o setor representava 14,3% da atividade econômica do estado.

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Economia

Bahia avança na liderança em energias renováveis com nova fábrica da Windey 

Unidade em Camaçari vai produzir sistemas de armazenamento de energia e reforça posição estratégica do estado na transição energética 

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cerimônia de lançamento da pedra fundamental da primeira fábrica brasileira da Windey Energy, uma das maiores fabricantes
Foto: Thuane Maria/GOVBA

A Bahia deu mais um passo para consolidar sua posição como referência nacional em energias renováveis e inovação tecnológica. Nesta terça-feira (9), o governador Jerônimo Rodrigues participou, no Polo Industrial de Camaçari, da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da primeira fábrica brasileira da Windey Energy, uma das maiores fabricantes de equipamentos para energia renovável do mundo. 

“Minha alegria é saber que a Windey realizou estudos sobre os melhores lugares para instalar uma planta industrial e escolheu o Nordeste, a Bahia, que possui terras com elevado potencial de vento, sol e biomassa. O complexo que está sendo implantado aqui para baterias não diz respeito apenas a uma fonte de energia, mas a um conjunto capaz de garantir o armazenamento”, ressaltou o governador. 

O empreendimento representa a segunda etapa da instalação da Windey no Brasil, após a inauguração, em 2025, de seu escritório nacional e de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em parceria com o Senai Cimatec, em Salvador. A nova unidade posiciona a Bahia de forma estratégica no mercado latino-americano de armazenamento energético, considerado um dos segmentos mais promissores da transição energética global. 

Desenvolvimento do projeto 

Na unidade, será realizada a produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), tecnologia utilizada para ampliar a segurança energética, aumentar a eficiência do sistema elétrico e fortalecer a integração das fontes renováveis à matriz energética nacional. 

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Aécio Moreira, a escolha da Bahia reforça a capacidade do estado de atrair investimentos de alto valor agregado e gerar novas oportunidades para a população. 

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“O Governo do Estado lançou um programa de atração de investimentos nessa área de energia renovável, e as próprias condições do estado já o consolidam como polo atrativo. Trata-se de um investimento robusto, em um segmento que tem gerado muitos empregos, não apenas no polo regional, mas em toda a Bahia, tanto na fase de implantação quanto na operação dos sistemas”, destacou. 

Geração de emprego qualificado 

Segundo o presidente da Windey Energy Brasil, Ricardo Galvão, a unidade deverá impulsionar a geração de emprego e renda na região. 

“Vamos investir, nos próximos anos, cerca de R$ 100 milhões nesta fábrica, incluindo aquisição de máquinas, importações e recursos humanos. Trata-se de uma unidade trazida da China, com um alto nível de automação — em alguns casos, chegando a 98%. A expectativa é contar com entre 70 e 120 profissionais quando estivermos em plena operação”, afirmou. 

Ele acrescentou que a empresa pretende firmar parcerias com o Senai Cimatec e outras instituições para capacitar trabalhadores em diferentes níveis de formação, desde funções operacionais até áreas técnicas e de ensino superior, contribuindo para atender à demanda por mão de obra especializada. 

“Estamos falando da criação de soluções e do fortalecimento de uma indústria de energia que aproveita o vento abundante na Bahia para produção elétrica. Também se trata de criar condições para atender às demandas do setor econômico, onde ainda há espaço para crescimento”, concluiu o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos. 

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